Abras lança selo para produção sustentável de carne

9 de Dezembro de 2009 @ 10:53 por admin

Grandes redes varejistas e frigoríficos deram hoje mais um passo em direção à produção sustentável de carne bovina, em uma iniciativa que partiu da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A entidade apresentou, em evento realizado em São Paulo, o Programa Abras de Certificação de Produção Responsável na Cadeia Bovina. Em linhas gerais, os supermercados que aderirem ao programa se comprometem a não comprar produtos de frigoríficos que comprarem carne de pecuaristas que não adotarem boas práticas ambientais e sociais. Para garantir que os requisitos básicos do programa estão sendo atendidos, os frigoríficos terão de contratar empresas certificadoras pré-selecionadas pela Abras. Esse trabalho de certificação garantirá aos produtos uma espécie de selo comprovando a prática sustentável no processo produtivo, o Certificado de Produção Responsável na Cadeia Bovina, que deverá ser usado na embalagem da carne exposta aos consumidores. A Abras promete divulgar o programa por meio de ações de comunicação nos pontos-de-venda. As três maiores redes varejistas do País (Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart) já assinaram o acordo, além de varejistas de médio porte. "Somente essas três redes representam de 45% a 47% do mercado total. Esperamos, ainda para este mês, 50% de adesão e acreditamos ser possível chegar a 60% no início de 2010", afirmou o presidente da Abras, Sussumu Honda. A lista preliminar de frigoríficos signatários inclui JBS Friboi, Marfrig Alimentos, Bertin e Minerva, entre outros. A Abras não encontrou desafios para convencer as grandes empresas a aderir ao pacto, uma vez que esses frigoríficos já adotam práticas mais rígidas no aspecto ambiental, a fim de viabilizar o acesso ao mercado externo. Frigoríficos de menor porte, no entanto, ainda discutem com a Abras a possibilidade de flexibilidade do programa. "Vamos ouvir a cadeia produtiva e veremos como podemos adaptar o programa. Ajustes podem ser feitos ao longo do processo", disse o presidente da Abras, que espera mais adesões também de frigoríficos. Nos bastidores, a principal reclamação se dá em torno dos custos ligados ao programa, pois os frigoríficos arcam, sozinhos, com o pagamento às empresas contratadas para fazer a certificação. Honda afirma, no entanto, que o programa não implicará em aumento de preço da carne bovina para o consumidor. "O impacto no preço é praticamente inexistente", disse. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que não sabe qual será o custo do programa para os frigoríficos, mas confia na adesão de toda a cadeia. "Se você tem de um mesmo lado o consumidor consciente e o elo final dessa cadeia, que são os supermercados, os frigoríficos que não se adequarem ficarão fora do mercado", disse Minc, lembrando que no acordo semelhante assinado por produtores de soja contra o desmatamento ilegal, em 2006, muitos também se recusaram no início. "Mas o programa foi um sucesso. O pacto foi cumprido em 97% dos casos e a soja deixou de ser um fator relevante para o desmatamento da Amazônia", afirmou. Quanto aos pecuaristas que alegam a possibilidade de formação de cartel a partir dessa iniciativa, já que os supermercados só podem comprar carne de frigoríficos que assinarem o acordo, Minc disse considerar "normal" que apareçam reclamações. "Sempre quando algum novo procedimento é posto em marcha, os setores mais atrasados, que não querem investir na modernização, costumam reagir. Acho que isso é normal. Mas se eles não entrarem na legalidade, não vão colocar a carne nos supermercados", declarou o ministro, que também esteve presente no evento. A Abras trabalha no programa de certificação para a carne bovina desde junho deste ano, quando surgiram denúncias do Greenpeace e do Ministério Público sobre desmatamento no Bioma Amazônico provocado pelo avanço da pecuária. Os itens que serão avaliados para a obtenção do certificado da Abras, no entanto, já são requisitados por diferentes órgãos, como o Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Trabalho e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Não criamos nenhum requisito, compilamos as exigências que já existem", explicou Honda. A pontuação que os frigoríficos terão a partir do processo de avaliação poderá evoluir a partir do primeiro ano de implantação do programa, ou seja, o nível de exigência das práticas sustentáveis aumentará ao longo do tempo. "Mas os requisitos críticos terão de ser cumpridos de imediato, como o uso de trabalho infantil ou escravo ou ocorrência de desmatamento ilegal a partir de 31 de julho de 2009 (data em que a Abras e os principais frigoríficos assinaram um termo de compromisso)", afirmou o superintendente da Abras, Tiaraju Pires. A Abras também assinou acordo de cooperação com o Ministério do Meio Ambiente, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Pará e deve assinar em breve com o Ministério da Agricultura.(Fonte: AE Investimentos - 07/12/2009)

UFRJ lança primeiro curso de graduação em nanotecnologia do país

14 de Outubro de 2009 @ 10:59 por admin

 

Curso já estará disponível no vestibular deste ano.

Por Luciana Alves

A Universidade Federal do Rio de Janeiro oferecerá, já para o primeiro semestre do ano que vem, um curso de nível superior pioneiro em nanociência e nanotecnologia no Brasil. Com duração recomendada de 4 anos, a graduação terá inicialmente 30 vagas no campus Fundão e 20 vagas no campus de Xerém.

O curso é uma iniciativa conjunta de 4 unidades da universidade: Instituto de Física, Escola Politécnica, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e Instituto de Macromoléculas Professora Eloísa Mano. Seu objetivo é formar profissionais com uma base sólida em Física, Matemática, Química e Biologia e com conhecimentos específicos em nanotecnologia em 3 opções de ênfase: física, materiais e bionanotecnologia.

A nanociência e a nanotecnologia representam o conjunto de ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação que se baseiam nas propriedades especiais que a matéria exibe quando organizada a partir de estruturas com dimensões na escala nanométrica (1 nanômetro = 1 bilionésimo do metro ou 0,000001 milímetro).

De acordo com a universidade, os impactos da ciência serão sentidos em praticamente todos os setores da sociedade, incluindo a informática, as telecomunicações, o transporte, as atividades agropecuárias, a produção de novos fármacos, o desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e de tratamento de saúde, a produção e o armazenamento de energia, a preservação ambiental, bem como a produção de novos materiais para as mais diversas aplicações (construção civil, vestuário, embalagens, tintas etc).

Embora hoje seja perfeitamente possível que um físico, biofísico ou engenheiro atue em nanotecnologia, a UFRJ acredita que o bacharel formado especificamente para a área, devido à sua formação multidisciplinar, poderá atuar com mais facilidade em áreas interdisciplinares, bastante comuns em nanotecnologia, e poderá circular com mais desenvoltura entre as diferentes áreas ao longo de sua carreira.

E o mercado de trabalho para os futuros bacharéis em nanotecnologia é bastante promissor, segundo a UFRJ . Estima-se que, até 2015, os bens e serviços de base nanotecnológica deverão ultrapassar 1 trilhão de dólares anuais. Setores como a indústria de semicondutores, metalúrgica e de materiais, química, farmacêutica, biotecnológica, de cosméticos, e muitas outras, devem solicitar cada vez mais mão-de-obra especializada.

O Brasil segue a tendência de investimento em programas de nanociência e nanotecnologia dos países de economia avançada, que desde o final da década de 90, vem colocando grandes somas de recursos na área. Quem dominar a tecnologia nos próximoa anos terá uma vantagem competitiva bastante grande no cenário internacional.

No país, houve um rápido avanço na produção científica na área, que hoje é a maior da America Latina. No setor empresarial, já há algumas dezenas de empresas, nacionais e multinacionais, que vêm incorporando nanotecnologia a seus produtos. Com a formação de cientistas especializados nesta matéria, espera-se que o desenvolvimento ocorra de forma ainda mais rápida.

Mais informações sobre o curso podem ser encontradas no atalho tinyurl.com/nanotecufrj .

www.geek.com.br

Senai de braços abertos.

10 de Setembro de 2009 @ 12:00 por admin

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Tomar leite puro pode favorecer a perda de peso

3 de Julho de 2009 @ 14:33 por admin

 

Um estudo da Embrapa revela que o brasileiro ingere 140 litros de leite por ano, mas o ideal seriam 200. O Ministério da Saúde recomenda para os adultos entre dois e três copos de leite por dia.

 

Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, mostrou que os brasileiros bebem menos leite do que deveriam. A repórter Mônica Sanches explica por quê.
Pão com manteiga e café puro, o típico café da manhã de muitos brasileiros, como Rita e Roberto. “Falta o leite, mas nessa hora da manhã, eu prefiro só café puro mesmo”, admitiu o comerciário Roberto Corrêa.
Claudia tem outro motivo para deixar o leite de lado. “Eu acho que engorda. Aí eu evito”.
Mas tomar leite puro todos os dias pode favorecer a perda de peso, segundo uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio.
O cálcio ajuda a normalizar o metabolismo e inibe a produção de cortizol, um hormônio que pode acumular gordura, principalmente, no abdômen.
A falta de hábito e de informação, além do preço alto do leite leva a um consumo menor do que o recomendado pelo Ministério da Saúde.
“A gente tinha que investir muito mais em propaganda para ajudar a aumentar o consumo de leite e esclarecimento da população de que o leite é um produto essencial”, acredita Rosângela Zokal, pesquisadora da Embrapa.
Um estudo da Embrapa revela que o brasileiro ingere 140 litros de leite por ano. O ideal seriam 200 e não só para as crianças.
O Ministério da Saúde recomenda para os adultos entre dois e três copos de leite por dia. O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio para o nosso organismo e o baixo consumo destes alimentos pode até se tornar um problema de saúde pública aqui no Brasil.
A osteoporose é um mal causado pela falta de cálcio nos ossos. Atinge dez milhões de brasileiros, principalmente as mulheres.
“O que aconteceria numa idade mais avançada, hoje está atingindo adolescentes e adultos jovens, então isso vem enfraquecer os ossos, vai ter maior probabilidade de quedas, fraturas, consequentemente, maior gasto com serviços de saúde”, explicou a nutricionista Elizabeth Queiroz.
No supermercado, a nutricionista dá uma dica valiosa a Dona Cândida, que bebe leite todos os dias, mas… “Eu acho melhor com café”.
“O leite com café impede que haja absorção completa do cálcio. O leite deve ser ingerido sozinho”, ensina Elizabeth Queiroz.
E se a preferência é misturar a um achocolatado ou ao café, basta aumentar a quantidade diária de três copos. “Então agora eu vou seguir os seus conselhos”, afirmou Dona Cândida.

 

Globo.com

Funcionais e atrativos

3 de Julho de 2009 @ 11:57 por admin

 

O consumidor atual, até mesmo o de menor poder aquisitivo, busca associar suas compras a uma saúde melhor. Foi assim que explodiram a produção e consumo de diets e lights , e dos orgânicos também. Na mesma trilha, um nicho está crescendo de maneira excepcional: o de lácteos funcionais. As indústrias investem em lançamentos, e as vendas avançam a passos firmes. “Lácteos funcionais são produtos derivados do leite, com a adição de bactérias que beneficiam o organismo. Essas bactérias fazem parte do nosso organismo, mas com o estresse e a correria do dia-a-dia as perdemos; os lácteos funcionais as repõem. Além de nutrir, esse alimento fortalece o sistema imunológico e ajuda no funcionamento do intestino”, explica a nutricionista Vanessa Mazochi. Com o aumento da expectativa e da qualidade de vida da população, os alimentos têm servido também como fonte de prevenção das doenças. Os primeiros a reconhecer os poderes dos alimentos funcionais foram os japoneses. Depois de muitos estudos, essa categoria foi regulamentada. Hoje, a linha de alimentos funcionais é ampla. O segmento de lácteos envolve iogurte, leite fermentado, sobremesas e todos os produtos do gênero. Dentro do mercado de lácteos, os iogurtes funcionais vêm mostrando sua força. O produto já ultrapassou o light em faturamento. Segundo a Nielsen, o mercado de iogurtes no Brasil movimentou R$ 2,65 bilhões no ano passado, e o mercado de iogurtes total cresceu 2,4%. “Algumas empresas estão investindo mais nestes produtos que em produtos lights”, conta a instrutora do Curso Gestão Nota 10 (G-10), Rachel dos Mares Guia. O iogurte tem ampla presença na mesa do consumidor. Está presente em 87,9% dos lares, segundo dados da LatinPanel 2008 . “E ainda há um grande potencial de consumo no Brasil, que ainda é considerado pequeno, comparado com o de países da Europa ou mesmo com o da vizinha Argentina, que consome três vezes mais que o Brasil”, conta o gerente de trade marketing da Danone, Marcelo Costa. E se antes estes produtos eram para um público de classe alta, hoje eles já se popularizaram, as pessoas se preocupam cada vez mais com a saúde e o bem-estar. (Fonte: Gôndola, nº 165, junho de 2009)

Uma viagem pelo mundo Nano…

26 de Junho de 2009 @ 15:21 por admin

Equação do ‘dulce de leche’: panic attack + pestana ÷ guerra civil

25 de Junho de 2009 @ 19:24 por admin

por Ariel Palacios, Seção: História, Un poco de todo, Cultura, Gastronomia 02:00:13.

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Lavalle, militar que no meio da guerra civil entre Unitários e Federales tirou uma pestana em cama alheia e propiciou a criação do dulce de leche com um panic attack da criada de Rosas

Dentro dos alfajores, acompanhando o pudim de leite, em cima das panquecas, ao lado (e dentro) dos croissants, como recheio de bolos, sobre o pão (deslocando a manteiga dos cafés da manhã das crianças), em forma de bala, como barrinhas, saborizando o iogurte e o leito, com mingau ou devorado a colheradas diretamente do pote. O doce de leite é onipresente. Na área das fantasias sexuais, esqueçam o chantilly. Na Argentina, vale mais o doce de leite.

O “dulce de leche” é uma obsessão nacional. Declarado patrimônio cultural gastronômico pelo governo argentino, este quitute é considerado pelos especialistas como o único alimento puramente nacional.

Segundo a lenda defendida na Argentina, foi criado – como muitos inventos – por acaso.
Existe data e lugar para o mito. Segundo a mitologia local, foi no dia 24 de junho de 1829, na fazenda “La Caledonia”, perto da cidade de Cañuelas, na província de Buenos Aires.

Naquele dia, na sede da fazenda, uma criada do ditador Juan Manuel de Rosas estava preparando a “lechada” - que consistia em leite quente açucarada – que o homem mais poderoso da Argentina utilizava para misturar em seu chimarrão.

Naquele dia, Rosas tinha uma delicada reunião marcada com o general Juan Lavalle, que comandava o exército dos Unitários, que estavam no meio de uma sanguinária e interminável guerra civil com o ditador, líder dos Federalistas.

O general Lavalle chegou cedo à sede da fazenda. Cansado pela longa viagem - e ao não ver Rosas no casarão – deitou-se em sua cama, para uma “siesta”, enquanto o esperava.

A criada de Rosas, ao ver Lavalle na cama - em vez de seu patrão - saiu correndo, agitando os braços e gritando enloquecidamente, chamando os guardas. Pouco depois do panic attack ter sido dissipado, quando o mal-entendido foi explicado, a criada voltou à cozinha. Mas, a “lechada” – que havia continuado fervendo, sem mexer - transformara-se em algo espesso.
Ao ser experimentado por Rosas, foi aprovado. E tornou-se um frisson nacional.

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At last but not the least, J.M. Rosas, ditador cuja fazenda foi cenário da suposta criação do dulce de leche. Uma criação que se non è vero, è ben trovatto

Desta forma, mais uma vez - como em tantas outras – a conturbada política argentina gerou efeitos inesperados, neste caso, na culinária nacional. Rosas e Lavalle assinaram o Pacto de Cañuelas, que durou praticamente nada. Mas, o dulce de leche perdura há 180 anos.

Por este motivo, o 24 de junho (em referência à comédia de enredos daquele 24 de junho de 1829) é celebrado como “O Dia da Criação do Doce de Leite”. Em Cañuelas realiza-se todos os anos a “Festa do Doce de Leite”.

Os argentinos rejeitam as outras lendas, que indicam que a patriótica iguaria teria sido criada além das fronteiras em países como o Uruguai, Chile ou Bolívia.

Diversas teorias históricas defendem que sua criação ocorreu no Peru ou no Chile(onde se chama “manjar blanco”). Outras versões indicam que foi criado no México (ali denominado de “cajeta”).

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Muitos querem ser ‘pais’ do popular quitute

Mas, outras lendas indicam que na verdade seria francês, já que o “confiture de lait” é similar. A versão francesa desta criação indica que teria ocorrido no meio de um incidente similar entre oficiais do exército de Napoleão I.

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O indômito corso, segundo alguns, teria propiciado muito mais benefícios à Humanidade além do Código Civil. O doce de leite seria um deles

Nos EUA, nos últimos anos, a denominação em espanhol-argentino de “dulce de leche” para uma série de produtos (sorvetes, quadrados de cheesecake) serviu de argumento adicional para os defensores da teoria argentina da criação do quitute.

O doce de leite debutou como produto industrializado ‘for export’ na Primeira Exposição de Laticínios de Washington, em 1921, no stand argentino.

A Argentina e o Uruguai são os países que mais consomem doce de leite em todo o planeta. Ambos países também são grandes exportadores do produto.

Há poucos anos, a Chancelaria argentina tentou emplacar uma lei para declarar o doce de leite “produto de denominação de origem”. O governo do Uruguai se opôs e propôs que fosse considerado como um produto “da área do Rio da Prata”.

SEDUÇÃO
A obsessão argentina com o doce de leite chega até os produtos de beleza. A empresa VM Beauty lançou na virada do século um brilho para lábios com sabor doce de leite, além de um gel de banho do mesmo sabor e cheiro. Desta forma, um amante poderia sentir nos lábios e corpo de sua amada o sabor e cheiro do doce par excellence da Argentina.
Em Buenos Aires também podem ser encontradas velas aromáticas com cheiro do emblemático doce.

E É BOM DESTACAR QUE…
A origem exata do doce de leite continua sendo um mistério. No entanto, na Argentina (e também no Uruguai), tal como explico no texto acima, a presença do doce de leite na cultura local – e no cotidiano - é fora do normal.

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Sobre o flan, dentro das ‘medialunas’, sobre qualquer doce…na Argentina, o dulce de leche é onipresente

Além disso, está ostensivamente presente e em todas as regiões da Argentina. Em outros países da América do Sul o doce de leite pode ter maior presença em uma região específica, mas não em todas.
Por esse motivo, a Argentina e o Uruguai destacam-se pela cultura do doce de leite na América do Sul.
Na Argentina, o doce de leite pode ser encontrado nos mais variados pratos. E até sobre os corpos humanos!

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http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios/

Sorvete com cereais e outros produtos com aditivos benéficos são patenteados pela USP.

24 de Junho de 2009 @ 23:47 por admin

Nutrição seletiva

Dinorah Ereno

Edição Impressa 160 - Junho 2009

Pesquisa FAPESP - 

© Juliana Bolfarini Haram/Usp

Composição de cereais formulada para suportar baixa temperatura do gelado

Microrganismos vivos combinados a um composto chamado inulina, retirado de plantas como chicória e alcachofra, foram testados em uma sobremesa gelada com a consistência de sorvete recoberta por cereais, entre diversas formulações de alimentos funcionais desenvolvidas na Universidade de São Paulo (USP), cinco delas em processo de patenteamento. Esses alimentos são considerados funcionais porque, além dos nutrientes tradicionais, contêm aditivos capazes de promover benefícios à saúde. O sorvete com barra de cereal, testado e aprovado por centenas de pessoas que participaram da avaliação sensorial do produto, constitui uma novidade. “Não existe nada similar no mercado brasileiro”, diz a professora Susana Isay Saad, do Departamento de Tecnologia Bioquímica-Farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, coordenadora dos projetos.
No sorvete são adicionadas as bactérias Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium, com comprovada ação probiótica. “Essas bactérias melhoram o equilíbrio da microbiota, o conjunto de microrganismos intestinal, porque competem com as bactérias patogênicas, ocupando o acesso que elas teriam para se aproximar do epitélio [camada superficial] intestinal”, diz Susana. As bactérias pertencentes aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium são frequentemente empregadas como suplementos probióticos para alimentos, uma vez que elas têm sido isoladas de todas as porções do trato gastrintestinal de pessoas saudáveis. Os probióticos aumentam de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos porque permitem que o organismo absorva melhor principalmente as vitaminas do complexo B, os aminoácidos, o cálcio e o ferro. Eles também ajudam a fortalecer o sistema imunológico, ao aumentar os níveis de anticorpos e a atividade dos macrófagos, células que englobam e destroem corpos estranhos. “Os microrganismos probióticos são colocados somente depois da pasteurização, porque não sobrevivem a temperaturas elevadas, e antes do resfriamento do produto”, explica Susana.
Reserva energética – Na composição do sorvete entram ainda gordura láctea e a inulina, substância encontrada em milhares de plantas, já que se constitui em sua reserva energética. Em algumas delas, no entanto, ela se concentra em maior quantidade, como na raiz da chicória, de onde é isolada, extraída e concentrada em forma de pó. “Como é um processo sofisticado, poucas empresas no mundo conseguem produzir esse composto”, diz a pesquisadora. A inulina é um açúcar chamado frutoligossacarídeo que não é digerido pelo estômago, ao contrário da maioria dos açúcares. É pouco calórica – cerca de 1,5 quilocaloria (kcal) por grama, ante 4 kcal/g do açúcar e 9 kcal/g da gordura – e pode substituir parcialmente o açúcar e auxiliar no tratamento de diabéticos porque não aumenta o nível de açúcar no sangue.

Assim como a inulina, a oligofrutose também é encontrada nos vegetais. Ambas são carboidratos complexos e consideradas fibras prebióticas porque chegam intactas ao intestino, onde são aproveitadas pelos microrganismos benéficos como as bifidobactérias – um grupo de microrganismos presente na flora intestinal que inibe o desenvolvimento de bactérias indesejáveis no trato digestivo –, os lactobacilos e outras bactérias probióticas.

Os benefícios à saúde provenientes do consumo desse tipo de carboidrato estão ligados, principalmente, ao aumento de bifidobactérias no cólon, que protegem contra infecções por resultar em maior acidificação, o que também contribui com uma melhor absorção de minerais, como o cálcio e o ferro. A inulina tem também um papel funcional parecido com o das fibras, que não são digeridas pelo nosso organismo, auxiliando na digestão e na eliminação de toxinas.

A barra de cereal, que tem em sua composição aveia, flocos de arroz, castanha-do-pará, mel, lecitina de soja e outros ingredientes, foi desenvolvida especialmente para a formulação gelada, porque as tradicionais, quando submetidas a baixas temperaturas, endurecem. “Foram testadas quatro diferentes formulações do cereal em barra com sorvete”, relata Susana. Todas as formulações e testes foram conduzidos pela mestranda Juliana Bolfarini Harami, orientada pela professora Susana.

As análises sensoriais foram feitas no total com 600 pessoas, já que cada uma das quatro formulações foi testada três vezes por 50 pessoas. As avaliações foram feitas sete dias após o produto estar pronto e congelado a -18ºC, depois de 28 dias e aos 84 dias, considerado o período de validade. “O produto teve muito boa aceitação”, diz a coordenadora da pesquisa. Foi feita ainda uma comparação de nutrientes e do valor energético do gelado recoberto pelo cereal com sobremesas lácteas congeladas, como os sorvetes Cornetto, Mega Trufa e outros de duas marcas tradicionais que não se incluem na categoria de alimentos funcionais. “Os produtos, em média com peso de 76 gramas, apresentaram cerca de 230 calorias por porção”, relata. “Enquanto o sorvete com cereal de 70 gramas nas quatro versões avaliadas registrou média de 136 calorias por porção.”
Cepas selecionadas – Os bons resultados obtidos nessa pesquisa são fruto do desdobramento de um trabalho iniciado em 2000. Na época, Susana começou a pesquisar o emprego de culturas probióticas no processamento de queijo do tipo minas frescal, com auxílio da FAPESP. Nesse estudo foram utilizadas três culturas de bactérias probióticas durante a produção do queijo, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus paracasei e Bifidobacterium animalis. “Foram escolhidas cepas comprovadamente probióticas”, diz Susana. Essa escolha é importante porque os efeitos probióticos são específicos apenas para determinadas cepas. As bactérias adicionadas ao leite se mostraram com excelente potencial para melhorar o funcionamento do intestino e reduzir os perigos de contaminação de origem alimentar. Além de diminuir a acidez do queijo, o Lactobacillus acidophilus reduziu a proliferação de microrganismos contaminantes no próprio alimento, o que contribui para aumentar a vida de prateleira do produto.

Outras pesquisas realizadas pelo grupo mostraram que era possível expandir o leque de produtos com efeitos benéficos para a saúde. Entre as novidades já testadas, inclusive com análise sensorial, estão ainda um queijo tipo petit-suisse, um manjar- -branco, uma musse de goiaba e uma margarina, que está sendo desenvolvida pela doutoranda Cinthia Batista de Souza, com coorientação do professor Luiz Antonio Gioielli. Todos os projetos, exceto o do manjar-branco, foram financiados pela FAPESP. Os pedidos de patente de invenção foram depositados pela Agência USP de Inovação.

A produção do queijo petit-suisse, desenvolvido por Haíssa Roberta Cardarelli durante o seu doutorado, foi feita a partir de uma massa-base de queijo tipo quark, produto com consistência cremosa que pode receber a adição de condimentos doces ou salgados. Foram acrescentados à base os probióticos Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium lactis, que quando consumidos ao mesmo tempo podem aumentar, por exemplo, a resposta imune do organismo, e os prebióticos inulina e oligofrutose. Nas várias formulações testadas, verificou-se que a inulina e a oligofrutose, quando combinadas, melhoraram as características sensoriais dos queijos. Já para a musse de goiaba, desenvolvida no doutorado de Flávia Alonso Buriti, observou-se que a substituição de parte do creme de leite presente na formulação pela inulina resultou em uma maior resistência de Lactobacillus acidophilus a condições simuladas de digestão do produto.

Responsabilidade Socioambiental

23 de Junho de 2009 @ 07:04 por admin

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Futuros desafios na indústria de alimentos e bebidas.

19 de Junho de 2009 @ 16:06 por admin

 

 

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Como disse Joelmir Beting em sua palestra, a 3ª onda é como frase atrás de caminhão “ Não sei o que vem pela frente, só espero que venha pela frente”

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Luís Renato, Osvaldo Costa e Dr Eduardo Caritá.

 

Depois da brilhante palestra sobre micro e nanotecnologia e nutri genômica proferida pelo Dr Eduardo Caritá, degustamos um sorvete com ingredientes nano tecnologicos com zero de gordura e zero de açúcar muito bom.

 

Parabéns a todos envolvidos da Alibra Genkor pelo excelente trabalho.

Produtos orgânicos conquistam consumidores, ganham espaço nos supermercados e se transformam em soluções completas para as refeições.

9 de Junho de 2009 @ 12:40 por admin

 

O consumo de produtos orgânicos cresce de forma exponencial no mundo e no ano passado movimentou cerca de US$ 41,5 bilhões. Alimentos orgânicos ganharam tanta importância, que em maio do ano passado a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgou documento sugerindo que a agricultura orgânica pode ser o caminho para os países reduzirem substancialmente os riscos provocados por falta de segurança alimentar. Agricultura orgânica não é mais um fenômeno apenas de países desenvolvidos, pois já é praticada comercialmente em 120 países e em 2006 ocupou 31 milhões de hectares e movimentou US$ 40 bilhões. A FAO prevê que até 2012 esse mercado já esteja movimentando US$ 70 bilhões. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que em 2008 havia no Brasil 20 mil produtores de orgânicos, distribuídos numa área de 269 mil hectares, que cresceu 3,7%, comparada com o ano anterior. No p aís, esse setor se expande não apenas com o aumento da produção de folhosas, frutas, legumes e outros alimentos, mas também como fornecedor de matérias-primas para a indústria de cosméticos, biotecnologia e até para a indústria da moda. Na busca por ampliar as áreas de plantio orgânicas e o conseqüente aumento de oferta desses produtos no mercado brasileiro e no exterior, o Instituto Paraná de Desenvolvimento (IPD), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e a Apex Brasil criaram o Organics Brasil, que reúne 60 produtores de orgânicos e no ano passado exportou o equivalente a US$ 58 milhões. Entre os principais itens orgânicos exportados, destacam-se soja (44,4%), açúcar (16%) e café (3,7%). Manga (3,8%), cacau em pó (1,2%), tapioca (0,54%) e fécula de mandioca (0,38%). Atualmente, existem no Brasil 7,1 mil produtores certificados e cerca de 13 mil buscam a certificação, que tem custo elevado e ainda é uma barreira principalmente para produtores de pequeno porte. No ranking dos principais produtos orgânicos brasileiros, a soja ocupa a primeira posição, com participação de 31%, seguida por hortaliças (27%) e café (25%). Em termos de área plantada, a liderança fica para as frutas (26%), seguida por cana-de-açúcar (23%) e palmito (18%). Mas também é crescente a produção orgânica de cacau, cítricos, manga, morango, pêssego, uva e até rapadura. A gerente comercial e de desenvolvimento de alimentos orgânicos do Grupo Pão de Açúcar, Sandra Caires Saboia, diz que no ano passado as vendas desses produtos chegaram a R$ 40 milhões nas lojas do Grupo e cresceram 40% sobre o ano anterior. “Para este ano, a expectativa é que as vendas desses produtos ultrapassem R$ 50 milhões. Temos em nosso portfólio mais de 600 produtos orgânicos, com oferta média diária de 200 itens, entre frutas, legumes e verduras, além de 250 itens de mercearia e de 160 itens das categorias de laticínios, congelados e padaria. Adeptos de alimentos orgânicos já conseguem compor refeições completas com esses produtos, seja café da manhã, almoço, lanche da tarde ou jantar”, explica Sandra. (Fonte: SuperHiper, nº. 397, maio de 2009)

Sorvete alimenta.

5 de Junho de 2009 @ 20:28 por admin

Vamos nos unir e fazer a mudança cultural!

Juntos conseguiremos quebrar tabus e paradigmas.

Divulguem a mensagem nas suas embalagens, nos seus banners, sites, publiquem, comuniquem aos seus clientes!

* Caso queira se unir a nós, solicite esta figura em alta resolução.

ABIS – Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes
Dúvidas ou sugestões, fale conosco – Tel./Fax: 11 2532-2546 ou envie e-mail
Rua Tapinas, 22 -8º Andar Conj. 82 - Itaim Bibi - 04531-050 São Paulo SP

Seminário na Tecnolactea & Sorvetes

27 de Abril de 2009 @ 18:35 por admin

:: Fispal.com ::

9 de Fevereiro de 2009 @ 19:45 por admin

 

 

BTS e ITAL promovem seminário na TecnoLáctea & Sorvetes 2009

Além de reunir as principais entidades representantes do setor, a TecnoLáctea & Sorvetes oferece capacitação profissional, tornando-se um ponto de referência nacional para apresentar inovações e tendências ao mercado.

Nos dias 5, 6 e 7 de maio, das 15h às 19h, a BTS promove um ciclo de palestras em parceria com o ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos), oferecendo aos visitantes da feira cinco apresentações diárias. O objetivo é ampliar a discussão em torno dos mais importantes assuntos relacionados à indústria de lácteos e de sorvetes.

No dia 5, o Seminário TecnoLáctea & Sorvetes será aberto com a palestra do presidente da Abis (Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes), Eduardo Weisberg. Paulo Henrique, do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (MG), Edson Gonçalo, da Abis, e Bruno Figueiredo, do SindSorvete de Minas Gerais, falam sobre os desafios do mercado.

No dia 6, é a vez da Nestlé (à confirmar). Em seguida, Sebastião Brandão, de Viçosa (MG), foca nos derivados do leite e a ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida) aborda as particularidades do leite longa vida. O ciclo do dia é fechado com uma palestra sobre Legislação e Embalagem e com o case de sucesso dos Sorvetes Rochinha.

No dia 7, a Abiq (Associação Brasileira das Indústrias de Queijo), com 21 anos de experiência do mercado, faz uma apresentação ampla e detalhada sobre o setor de queijos no Brasil. Para encerrar o Seminário, a Tecnolat fala sobre a produção de queijos com prebióticos e probióticos.  

(06.02.09)

Folha Online - Ambiente - Aquecimento provocará crise alimentar, diz estudo - 10/01/2009

10 de Janeiro de 2009 @ 22:22 por admin

Metade da população mundial pode sofrer com a falta de comida até 2100 se nada for feito para adaptar a Terra ao aquecimento global. O alerta aparece em estudo publicado na revista "Science".

Segundo o artigo, no final deste século, há probabilidade de mais de 90% de as regiões tropicais e subtropicais conviverem com temperaturas mais altas do que os recordes de calor do século 20. Isso vai afetar as plantações e comprometer a produção de alimentos.

Nos trópicos, as temperaturas mais elevadas poderão comprometer de 20% a 40% da produção das principais culturas, como milho e arroz. Cada 1ºC a mais na temperatura pode significar uma redução média de produtividade agrícola entre 2,5% e 16%.

Segundo o principal autor do estudo, David Battisti, da Universidade de Washington, a temperatura vai causar uma pressão enorme para a produção de alimentos, e a pesquisa nem leva em conta, por exemplo, os problemas de abastecimento de água que serão provocados pelo aquecimento.

"Nós temos que repensar a agricultura como um todo, não somente em novas variedades, mas também reconhecer que muitas pessoas vão deixar a agricultura, e até mesmo se deslocar de terras onde vivem agora", afirmou uma das autoras do estudo, Rosamond Naylor, diretora do programa de Segurança Alimentar e Ambiente da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Atualmente, vivem nas regiões tropicais e subtropicais cerca de 3 bilhões de pessoas. Espera-se que o número dobre até o fim deste século. A área analisada no Ocidente compreende desde o sul dos EUA até o norte da Argentina. No Oriente, vai do norte da Índia e sul da China até a Austrália. A África também foi estudada.

Para elaborar a pesquisa, os cientistas usaram 23 modelos de clima –programas de computador que projetam o futuro meteorológico com base no passado. Os autores citam episódios históricos que podem ficar mais frequentes. Entre eles, os recordes de calor na Europa Ocidental em 2003, quando 52 mil pessoas morreram.

Na época, a temperatura média na França foi 3,6ºC mais alta. "Infelizmente, até o final deste século, é provável que o calor como o visto em 2003 seja normal no país", diz o artigo.

Na opinião de Battisti, ainda há como evitar parte da desgraça. "Você pode deixar que isso aconteça e se adaptar dolorosamente, ou você pode se planejar", diz o pesquisador. "Você também poderia atenuar o aquecimento e não deixar que isso ocorra, mas não estamos fazendo um trabalho muito bom sobre a questão."

Brasil quente

No ano passado, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Agropecuária) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)– apresentaram um estudo sobre os reflexos da mudança climática para a agricultura brasileira.

De acordo com a pesquisa, o maior prejuízo ocorrerá nas plantações de soja. A área adequada ao grão diminuirá 34% até 2050 e a soja deve sumir, por exemplo, de grande parte do Rio Grande do Sul.

O aquecimento global também vai reduzir a área ótima para lavouras de café (queda de 17% na área de potencial cultivo), de girassol (-16%), de milho (-15%), de algodão (-16%), de arroz (-12%) e de feijão (-10%). Só a cana será beneficiada neste cenário –as áreas potenciais para a cultura crescerão 139%.

Folha Online - Ambiente - Aquecimento provocará crise alimentar, diz estudo - 10/01/2009

Nanotecnologia

8 de Janeiro de 2009 @ 21:44 por admin

Bayer aposta em programa de qualidade para os alimentos

8 de Setembro de 2008 @ 11:33 por admin

Monhem - A mais nova aposta da Bayer CropScience foi batizada de food chain (cadeia alimentar) - programa da companhia alemã no qual produtores agrícolas, empresas, exportadores e importadores e varejistas firmam parcerias com o grupo para levar ao consumidor final alimentos de alta qualidade. No Brasil, 500 produtores já aderiram ao programa. O produtor que participa firma um contrato com a Bayer CropScience e a partir daí tem o acompanhamento de técnicos da empresa durante todo o processo de colheita para que possa, com a tecnologia desenvolvida pela companhia alemã, obter os alimentos com mais qualidade e aumentar a produtividade. A Bayer também oferece garantia da colocação do produto no mercado varejista. “A Bayer CropScience faz a ponte entre o produtor e o varejista. Queremos agregar valor aos produtos”, diz Rüdiger Scheitza, diretor mundial de estratégia de negócios da Bayer CropScience. O programa foi introduzido no Brasil em 2007, um ano depois de ser criado globalmente. O foco do food chain no País é a produção de frutas mais doces, principalmente melão, abacaxi e uva. Segundo Birgitt Walz-Tylla, responsável da Bayer CropScience pelo food chain, as frutas demoram mais para serem amadurecer, no entanto, quando colhidas são muito mais doces do que as cultivadas em processo comumente usado por produtores nacionais. “No Brasil, a parceria do food chain dá apoio ao produtor para a colheita de frutas mais doces. Com isso, ajudamos a criar novas oportunidades de marketing no mercado com a venda de produtos com grande valor agregado”, afirma Walz-Tylla. A Bayer CropScience trabalha em conjunto com a HortiBrasil para auxiliar o pequeno produtor a ter acesso à tecnologia e à estratégias de marketing. O controle de pragas também faz parte do programa oferecido pela companhia. Algumas das frutas derivadas do food chain no Brasil já podem ser encontradas no Mercado Municipal, localizado no centro da cidade de São Paulo. Segundo a executiva, com o programa, o produtor consegue maior segurança, qualidade e oportunidades. Já os varejistas podem ter acesso a alimentos de qualidade mais elevada e, assim, fidelizar o cliente. Para o consumidor final, o benefício é poder escolher alimentos com qualidade superior. Para importadores e exportadores, a vantagem está na venda de produtos com o mesmo padrão em qualquer lugar do mundo. No entanto, Walz-Tylla reconhece que os alimentos obtidos por meio desse processo chegam ao mercado com preços acima da média. “Não importa se o alimento é adquirido na China ou na América Central. O comprador terá sempre a mesma garantia de qualidade”, afirma Scheitza. Segundo o executivo, a Bayer CropScience oferece não só o suporte para ativos químicos, mas também fornece a ajuda física: a proteção de determinada fruta do sol ou da chuva. “O tipo de ajuda que oferecemos e a freqüência da presença do técnico da companhia dependem das condições climáticas a que o produtor está sujeito”, diz Walz-Tylla. O food chain também está presente em países como Argentina, México e regiões do mediterrâneo , entre elas, Espanha, Turquia, Grécia, Marrocos e Itália. Na Argentina, o objetivo da companhia é aprimorar a qualidade dos vegetais. No México, o programa tem como objetivo ajudar os produtores de vegetais e frutas a atender padrões de qualidade internacional para que possam exportar para os Estados Unidos e o Canadá. Na Espanha, Itália, Turquia, Grécia e Marrocos o foco do food chain são as uvas. Nos países do mediterrâneo que aderiram ao processo, a Bayer CropScience dá suporte à produção de uvas de alta qualidade para a exportação para o Norte da Europa. Além do acompanhamento dado a todas as regiões que fazem parte do food chain, a companhia alemã também oferece o monitoramento de resíduos que possam ser deixados por defensivos agrícolas. Segundo Walz-Tylla, apenas nos Estados Unidos as perdas com resíduos deixados por defensivos agrícolas somam mais de US$ 1 bilhão. “Alguns ativos podem ter impacto negativo em certas culturas, se transformando em veneno. A Bayer CropScience atua nesse segmento auxiliando na melhor escolha desse tipo de produto para que os alimentos preservem a qualidade desejada”, afirma. Os agentes usados no food chain são aqueles recomendados no pela companhia alemã. Ainda de acordo com a executiva, os produtos que fazem parte do programa recebem um selo de qualidade garantido pela Bayer CropScience. (Fonte: DCI - 08.09.08)

Ampliação do selo de qualidade

6 de Agosto de 2008 @ 11:15 por admin

06 de agosto de 2008

A Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis) anuncia a modernização dos requisitos de certificação de seu Selo de Qualidade (SAQ), que passa a ser concedido também de acordo com a ISO 22000 – mais recente norma internacional na área de segurança alimentar –, além das normas do Programa Alimentos Seguros (PAS), referente às Boas Práticas de Fabricação (BPF), incluindo os POPs (Procedimentos Operacionais Padronizados) e o Sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle).

Para estimular as indústrias, a Abis criou um sistema de certificação dividido em três categorias: Produtor de Sorvete, Sorveteria e Fornecedor.

De acordo com o cumprimento das normas e dentro de cada categoria, as empresas receberão um selo que especifica a utilização do certificado: Bronze, com o qual as organizações poderão usar o Selo Abis em suas embalagens primárias; Prata, que permite a utilização do selo em folder promocional, embalagens primárias e secundárias; e Ouro, cujas organizações certificadas poderão usar o selo em qualquer tipo de ação de marketing.

Após a certificação Nível Bronze, a organização tem seis meses para cumprir os requisitos Nível Prata e, a partir daí, o prazo para alcançar o Nível Ouro é de 12 meses. “Garantimos, assim, que empresas certificadas em APPCC ou Boas Práticas de Fabricação alcancem a excelência da ISO 22000 entre 12 e 18 meses”, diz o presidente da associação, Eduardo Weisberg.

Segundo a associação, o Selo Abis de Qualidade proporciona a melhoria da segurança e qualidade de alimentos industrializados, que devem ser estendidas para o consumidor final por meio da conscientização sobre cuidados tanto na compra e no transporte para casa, quanto na conservação e cuidados durante a preparação (higiene e procedimentos) das refeições e na estocagem de sobras.

O proprietário da empresa Sorvebom, Martin Eckhardt afirma que a ISO proporciona uma garantia ao consumidor. “Se em algum produto acontecer qualquer problema, a empresa consegue rastrear, com precisão, em qual setor ocorreu a falha. Todos os processos são avaliados para se conseguir a certificação. Desde o fornecedor de matérias-primas e embalagens até o transporte que leva o produto ao seu destino final”, salienta.

A Sorvebom colocou o selo em todas as embalagens, veículos da empresa e banners nas lojas de varejo.

(Fonte: Revista Leite & Derivados, nº 105, pág. 60, junho de 2008)

Água mineral feita a partir do mar chega aos EUA

31 de Julho de 2008 @ 10:56 por admin

Moradores de Miami, na Flórida (EUA), poderão a partir do próximo mês entrar em lojas de conveniência da cidade e levar pra casa uma nova garrafa de água mineral, a H2Ocean. Seria apenas mais uma marca no mercado, não fosse por um detalhe: a H2Ocean é feita a partir da água do mar, com aplicação da nanotecnologia. E mais. O processo foi desenvolvido por brasileiros. A H2Ocean nasceu da experiência de dois cientistas, que começaram a desenvolver a tecnologia de controle de minerais em água dessalinizada. Isso ocorreu há dez anos. Em seguida, somaram-se à dupla outros dois sócios. Em 2003, eles conseguiram a patente do processo e passaram a bater de porta em porta para tentar comercializar a água. “Ao longo de dez anos, foram investidos cerca de US$ 2 milhões na companhia”, diz Rolando Viviani, gerente de marketing da H2Ocean. Segundo ele, todas as pesquisas foram feitas com recursos próprios dos quatro sócios. Seus nomes, por enquanto, são mantidos em sigilo. No início, o objetivo da H2Ocean era vender a água “nanotecnológica” no Brasil. A empresa alega ter procurado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006 para realizar o pedido de registro do engarrafamento do produto. A resposta teria sido a de que não há legislação específica para que esse tipo de água seja vendido no país por conta da sua fonte: o mar. Procurada, a Anvisa informou que a H2Ocean nunca entrou com um pedido de registro. A empresa, entretanto, enviou ao Valor fac-símile da página da Anvisa na internet em que aparece o número do processo do registro e do protocolo, em nome de Aquamare Beneficiadora e Distribuidora de Água. A data de entrada é de outubro de 2006 e o pedido foi negado em março do ano passado. Em dezembro, a mesma Aquamare fez uma segunda tentativa, enviando uma carta à Anvisa em que pedia esclarecimentos sobre o que fazer para obter o registro. A resposta veio quatro meses depois, com a indicação de que a empresa deveria “importar” uma legislação sobre o assunto. Ao Valor, a Anvisa também informou que “a empresa interessada na produção (…) de água dessalinizada deve apresentar, preferencialmente por intermédio de uma associação, proposta de regulamentação para avaliação pela Anvisa”. As dificuldades para se obter o registro no Brasil levaram a H2Ocean a mudar de estratégia. A empresa continua interessada em obter a aprovação da Anvisa, mas decidiu priorizar a busca por novos mercados. A opção foi pelos EUA. “O registro da empresa saiu em três horas e a água foi analisada em 15 dias. Nos EUA, conseguimos resolver em três meses tudo o que não conseguimos aqui em quatro anos”, afirma Viviani. O Valor, porém, não teve acesso ao registro obtido no exterior. A venda da H2Ocean começa nos Estados Unidos em agosto, em três estados: além da Flórida, Nova Jérsei e Atlanta. Foram embarcados oito contêineres do produto, feito inicialmente na fábrica de Bertioga, litoral sul de São Paulo. A unidade poderá ser desativada em breve. A produção deve ser transferida para os EUA no fim deste ano. A nanotecnologia foi o instrumento utilizado pela H2Ocean para transformar a água do mar em água mineral dessalinizada. A água dos oceanos é rica em micro e macro nutrientes, como o boro, o cromo e o germânio - elementos dos quais o corpo humano necessita, em pequenas doses. Com a nanotecnologia, a H2Ocean conseguiu, a partir da água recolhida em alto mar, retirar o sal e manter grande parte dos minerais. Para chegar a esse resultado, os cientistas criaram um filtro com nanotecnologia aplicada, o nanofiltro. O processo inicial é o mesmo que se faz desde a década de 1940: a dessalinização. Depois de retirado o sal, restam duas opções, segundo Viviani: “Ou todos os minerais são retirados da água ou ela continua salgada”. Com uma sequência de nanofiltragens, a H2Ocean conseguiu manter 63 dos 86 minerais contidos na composição inicial. Surgiu a água do mar mineral. Para saber se o resultado é bom, o brasileiro vai ter de esperar. Ou passar em alguma “deli” na próxima viagem à Disney. (Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria - Pág C1 - 30.07.08)

Quando pensar em compras, lembre-se, Food Shop.

Você sabia ?

25 de Julho de 2008 @ 20:04 por Osvaldo Costa

Que em 1921 a Mojonnier Brothers lançou a sua primeira máquina de embalagem para sorvetes nos EUA.

Quando pensar em compras, lembre-se, Food Shop.

I *CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE LATICÍNIOS *

24 de Julho de 2008 @ 10:00 por admin

Prezados Senhores

Vimos por meio desta convidá-lo para participar do I *CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE LATICÍNIOS *que será
promovido pelo Tecnolat/Ital nos meses de setembro a novembro de 2008.
Maiores informações podem ser conseguidas no endereço eletrônico
http://www.ital.sp.gov.br/tecnolat/eventos/laticinios/apresentacao.html
ou pelo telefone (19) 3743-1757/ 1758.

Diante da realidade de mercado e exigências legais (Ins. Norm. 51/2002)
e técnicas, o Centro de Tecnologia de Laticínios - Tecnolat preparou
este Curso para proporcionar ao profissional da área de laticínios visão
global de bases científicas e tecnológicas do processamento de leite e
derivados. Este curso compreenderá fundamentação teórica e orientação
prática com experimentos na planta piloto do Tecnolat, com participação
direta dos alunos, que terão oportunidade de intercambiar seus
conhecimentos e experiências prévias.

Equipe do TECNOLAT


Dra. Patrícia Blumer Zacarchenco R. de Sá

Pesquisadora Científica

Tecnolat - ITAL

pblumer@ital.sp.gov.br

Tel (19)3743-1860
Fax (19)3743-1862

PROGRAMAÇÃO DE EVENTOS TECNOLAT 2008

Inscrições: Fone: (19) 3743-1759
eventos@ital.sp.gov.br

www.ital.sp.gov.br/eventos ou http://www.ital.sp.gov.br/tecnolat/eventos/laticinios/apresentacao.html

Agosto
25 e 26 - I SIMPÓSIO INTERNACIONAL: PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS

EM PRODUTOS LÁCTEOS (I INTERNATIONAL
SYMPOSIUM:
PREBIOTICS AND PROBIOTICS
APPLICATION IN
DAIRY
PRODUCTS
27/08 - MINICURSO - PRODUÇÃO DE IOGURTE, LEITE
FERMENTADO E
BUTTERMILK
EM ESCALA SEMI-INDUSTRIAL

Setembro a Novembro
05/09 a 28/11 – CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE LATICÍNIOS

Quando pensar em compras, lembre-se, Food Shop.

SEMANA TECNOLÓGICA CEREAL CHOCOTEC

21 de Julho de 2008 @ 10:37 por admin

Programa

Curso de Farinhas - 07 de agosto de 2008

SEMANA TECNOLÓGICA CEREAL CHOCOTEC

08:30 – 08:45 h

Abertura

08:45 – 10:15 h

Características químicas da farinha de trigo: umidade, acidez, cinzas, glúten e falling number
Cristiane R. Gomes Ruffi – CEREAL CHOCOTEC – ITAL

10:15 – 10:35 h

Coffee Break

10:35 – 11:20 h

Análises Reológicas da Farinha de Trigo: Farinografia, Extensografia e Alveografia
Flávio M. Montenegro

11:20 – 12:00 h

Leitura de curvas de análises reológicas
Silvia Helena Biondi – CEREAL CHOCOTEC - ITAL

12:00 – 13:30 h

Almoço

13:30 – 14:30 h

Tecnologia de panificação congelada
Eng. Ricardo Mori - Puratos Brasil Ltda

14:30 – 15:30 h

Panorama sobre o mercado atual de trigo e farinhas
Eng. Jéferson França - Ger. P&D Bunge Alimentos S. A.

15:30 – 16:00 h

Visita ao Laboratório de Análises em farinha de trigo do Cereal Chocotec
Silvia Helena Biondi – CEREAL CHOCOTEC - ITAL

16:00 – 16:30 h

Coffee break no hall do auditório central

16:30 – 17:30 h

Palestra técnica no auditório central: Inovação Tecnológica em Confeitos e Panificação. Ana Cláudia de Nadai – Gelita do Brasil

Programa

Seminário Internacional de Cereais

08 de agosto de 2008

SEMANA TECNOLÓGICA CEREAL CHOCOTEC

Com Tradução Simultânea

08:30 - 08:45 h

Abertura

08:45 -10:15 h

AACC - Dra. Alicia de Francisco - Reprsentante AACC para América Latina

1.Introdução na área de estrutura de cereais e a sua influência no processamento

2. Temas de ponta na área de cereais (current issues)

10:15 -10:30 h

Coffee Break

3. Resumo dos programas dos congressos dos últimos anos.

12:30 - 13:30 h

Almoço

13:30 h

Palestrante: Dr. Terry Sharp ( Inglaterra) - Campden Chorleywood

“An update of the Cereals and Baking Research Programme at CCFRA”.

· The link between genetic make up and wheat performance during baking

· Improved physical methods to predict raw material functionality

· Use of enzymes to improve product quality

· Building a model for predicting bakery product shelf life

16:30 h

Encerramento da Semana Tecnológica do Cereal Chocotec 2008 – Auditório Central

Para mais informações e inscrições:

http://www.ital.sp.gov.br/chocotec/semana_tecnologica/
Secretaria de Eventos
FONE: (19) 3743-1964

Fábrica de sorvetes lança produto em homenagem a Elton John

18 de Julho de 2008 @ 12:10 por admin

Uma empresa americana de sorvetes lançou um produto em homenagem ao cantor britânico Elton John.

O sorvete homenageia o artista fazendo referência ao trabalho Goodbye Yellow Brick Road, da década de 70. O produto será vendido em uma edição limitada, até o dia 25 desse mês.

O “sorvete Elton John”, como vem sendo chamado, é feito de chocolate, chocolate branco e manteiga de amendoim.

Toda a renda adquirida com as vendas do produto será doada à Fundação Elton John, que luta contra a AIDS.

Fonte: CifraClub

Molho de Pimenta

13 de Julho de 2008 @ 11:41 por admin

ARDÊNCIA

Escala de Scoville

Em 1912 um químico chamado Wilbur Scoville que trabalhava para a companhia farmacêutica Parker Davis desenvolveu um método para medir o nível de “calor” das pimentas. O teste foi chamado, posteriomente, de “Scoville Organoleptic Teste”.

No teste original, Wilbur misturou pimentas puras moídas com açúcar e água. Provadores tomavam a solução em concentrações crescentemente diluídas, até que eles alcançaram o ponto que o líquido já não queimava a boca. Um número foi então dado a cada pimenta, baseado em quanto precisou ser diluída até que eles já não pudessem provar (sentir) o calor. É um procedimento de diluição subjetivo, levando em conta o gosto.

A ardência (ou fator de calor) das pimentas é medida em múltiplos de 100 unidades. Da Sweet Bell, zero unidades de Scoville ao poderoso Habanero, 300.000 unidades de Scoville! A substância que faz uma pimenta tão quente é chamada Capsaicina, que fica entre 15.000.000 e 16.000.000 unidades de Scoville!

Escala de Scoville
Tabela Simplificada

10+ Red Savina Habanero
10 Orange Habanero
9 Chile Piquin
8 Cayenne
7 Thai Chile
6 Peruvian Rocoto
5 Serrano
4 Cascabel
3 Pasilla
2 Poblano
1 Mulato
0 New Mexico
0 Bell

Elaborado por: Emanuela Ramos Caron, Ricardo Maitelli Belló e Rodrigo Moraes da Fonseca, em novenbro de 2003

Você sabia?

29 de Junho de 2008 @ 20:15 por Osvaldo Costa

Que em 1744 tivemos a primeira evidência escrita de sorvetes na América do norte, foi uma carta datada em 17 de maio de 1744, por um hóspede do governador William Bladen, de Maryland. A carta dizia que “uma sobremesa muita curiosa entre outras raridades, era um fino sorvete com morangos e leite, muito delicioso” (Arbuckle, 1981).

O PODER DA LINHAÇA PARA A SAÚDE E NO COMBATE À DEPRESSÃO

19 de Maio de 2008 @ 20:02 por admin

Nos últimos anos, a linhaça vem ganhando um espaço cada vez maior graças aos benefícios que ela pode promover para nossa saúde. O óleo de linhaça é a principal fonte de ácido alfa-linolênico, lignana, ácido linoléico e vitamina E, e é extraído de suas sementes por compressão a frio, fato que preserva sua atividade funcional.

O nome botânico da linhaça é Linum usitatissimum da família Linaceae. A semente é chata, ovalada e pontiaguda. A linhaça tradicional é de cor marrom avermelhada, brilhante, com uma textura firme e mastigável. Seu sabor é parecido com o da castanha e é levemente amargo. A planta da linhaça é azul e florida.

A composição de aminoácido encontrada na proteína da linhaça é similar ao da proteína da soja, que é vista como uma das mais nutritivas proteínas vegetais. As proteínas da linhaça são a albumina e a globulina. Elas respondem por cerca de 20 a 42% da proteína da linhaça.

A linhaça é particularmente rica em potássio, fornecendo cerca de 7 vezes mais que a banana. A vitamina E está presente na linhaça primariamente como gama-tocopherol funcionando como um antioxidante biológico.

O ácido alfa-linolênico é uma gordura pertencente à família dos ácidos graxos ômega-3 e há algumas décadas vem sendo extensivamente pesquisado e seus benefícios comprovados. As pesquisas relacionaram a deficiência do ômega-3 a várias patologias, tais como câncer, doenças cardiovasculares, processos inflamatórios e doenças auto-imunes, obesidades, diabetes mellitus, desordens da pele, desconforto mamário, tensão pré-menstrual, depressão, osteoporose e esclerose múltipla. Estudos demonstram que o óleo de linhaça reduz o colesterol total e o mau colesterol, conferindo proteção cardiovascular além de agir como antiinflamatório ao lupus-eritematoso e como antialérgico.

A lignana é o fioestrógeno mais pesquisado recentemente pelos cientistas e oferece proteção contra doenças sensíveis aos hormônios sexuais, como o câncer de mama, endométrio e da próstata (no caso do homem) e problemas do cólon além de ajudar a diminuir os sintomas da menopausa. Estes benefícios estão relacionados ao fato da lignina ser a precursora dos hormônios enterodiol e enterolactona e estes exercerem atividade sobre o nível de estrogênio.

O ácido linoléico ou ômega-6 é utilizado como fonte de energia e matéria prima do tecido nervoso e de substâncias que regulam a pressão arterial, coagulação, freqüência cardíaca, dilatação vascular, resposta imune, quebra de gorduras, tensão pré-menstrual e mastalgia (dor na mama).

Os ácidos graxos essenciais são imprescindíveis para o corpo humano e uma forma simples de introduzi-los em nossa alimentação é através de óleos extraídos a frio em substituição aos óleos quimicamente refinados. Além do óleo de linhaça que apresenta a maior concentração de ômega-3, ainda temos a presença de ômega-6 e ômega-7 nos óleos de gergelim, girassol e macadâmia. Estes óleos apresentam inúmeros benefícios à saúde humana, além de atuarem como coadjuvantes no tratamento de várias patologias.

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A LINHAÇA E A DEPRESSÃO

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O psiquiatra francês David-Schereiber escreveu um livro que ficou famoso no mundo todo. Ele é um dos maiores defensores dos métodos naturais no tratamento da depressão. Reconhece que, se para algumas pessoas em crise grave, os antidepressivos químicos são indispensáveis, nem sempre são recomendados para todos os casos.

“Acho que os antidepressivos foram a descoberta mais importante do século 20 na medicina. Mas o que é insano, desequilibrado, é o número de pessoas tomando esses remédios. Especialmente quando sabemos que há métodos naturais de tratamento que são eficazes, eles podem curar os sintomas”, diz o psiquiatra.

Ele lembra que 30% a 50% das pessoas que param de tomar remédios antidepressivos têm uma recaída em um ano. Portanto, a cura não é garantida. Em alguns casos, os métodos naturais podem ser aliados poderosos, principalmente quando a causa é a pressão da vida moderna.

“Você não pode evitar o estresse. É parte da vida. O que você pode evitar é a sua reação ao estresse. Você pode aprender como controlar sua fisiologia, por exemplo, com métodos, alguns dos quais bem antigos. Ioga, por exemplo, existe há 5 mil anos. Você controla sua atenção e respira, controla sua fisiologia”, orienta David Servan-Schereiber.

É sabido há muito tempo que existe uma relação entre saúde e os alimentos que ingerimos. Nos últimos anos isso tem sido comprovado cientificamente. Mas, e no caso da depressão? Será que ela é uma doença que pode ser tratada e prevenida com a ajuda de determinados alimentos?

O especialista em nutrição Silvio Laganá não tem dúvidas. Para ele, o ômega-3 – uma gordura encontrada nas nozes, no agrião, no espinafre – é um remédio natural para a depressão.

“O espinafre é a maior fonte vegetal de ômega-3 em folhas verdes, junto com o agrião”, revela o nutrólogo.

“O ômega-3 faz com que a membrana celular que reveste os neurônios tenha fluidez, ela não deixa endurecer essa membrana. As gorduras saturadas – as gorduras da carne, do leite e dos queijos favorecem o endurecimento dessa membrana. Não é bom, ela vai dificultar a passagem de informação através do neurotransmissor que fica bloqueado, e isso pode favorecer a depressão”, explica o especialista.

A linhaça, um grão pouco conhecido do brasileiro, é uma fonte importante de Ômega-3.

“A linhaça é um dos nutrientes mais antigos e conhecidos como benéficos para a saúde humana. Duas colheres de sopa de linhaça por dia oferecem uma concentração excelente de ômega-3, que vai ajudar o funcionamento intestinal e favorecer não ter depressão”, afirma o especialista.

Fonte: Jornal Universus - O Jornal do Amanhã

Edição Março-Abril/2007

PE confirma intenção de investir na cadeia do leite e derivados

31 de Março de 2008 @ 09:06 por admin

28/03 - 13:59 - Agência Safras

SAFRAS (28) - O Governo de Pernambuco abraçou o projeto da TecnoLáctea & Sorvetes 2008, pois o setor de leite, derivados e sorvetes é fundamental para o desenvolvimento do Interior do Estado e gera muitos empregos. Este foi o recado que Thiago Ângelus, coordenador da área de Laticínios da AD Diper, Agência de Desenvolvimento Econômico do Governo de Pernambuco, levou aos participantes do café da manhã organizado pela Brazil Trade Shows Partners (BTSP) nesta quinta-feira, 27 de março, para o lançamento da 5a Feira Internacional de Tecnologia para as Indústrias de Leite, Derivados e Sorvetes, que será realizada entre os dias 6 e 9 de maio próximo, no Centro de Convenções de Pernambuco, na Grande Recife.
Além de reafirmar o compromisso do governo pernambucano com a realização da TecnoLáctea & Sorvetes 2008, o representante da AD Diper instituição encarregada pelo governador Eduardo Campos de coordenar as ações referentes ao evento e aos novos investimentos que serão feitos na área destacou também a vocação regional para a produção leiteira e as muitas oportunidades de negócio existentes nesse campo.

De acordo com Moshe Dayan Fernandes, da área de Leite e Derivados do Sebrae-PE, a previsão dos especialistas é que, dentro de 20 anos, o Nordeste será a grande fronteira da cadeia leiteira do Brasil. “Quem produzir no Nordeste vai ter um diferencial muito importante em termos de custos, sabores tropicais e economia de transporte, especialmente na exportação, pois o Porto de Suape está 2 mil quilômetros mais perto dos principais mercados consumidores do mundo, em relação aos portos do Sudeste”, disse.

Ele informou ainda que Pernambuco produz hoje mais de 400 milhões de litros de leite por ano, com excelente produtividade. “Isso, aliás, é característica de todo o Nordeste, pois Alagoas, por exemplo, tem produção ainda maior e uma produtividade próxima à do Paraná”, contou Moshe Dayan. Segundo ele, além do interesse do Governo de Pernambuco em investir no setor, há outros fatores que contribuem para tornar o mercado interessante para os investimentos privados.

“Temos muitos projetos já aprovados ou em fase de instalação na região. Por exemplo, podemos citar a nova planta da Perdigão em Bom Conselho, a da Cemil em Caruaru, a do Grupo Betânia (que deve instalar laticínio para processar 100 mil litros/dia em Pedra) e da Frango Nato (que pretende processar 200 mil litros/dia em Garanhuns)”, concluiu.

Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (ABIS), por sua vez, destacou que o setor representado por sua entidade ainda tem um grande espaço para crescer em todo o Brasil. “Sobretudo no Nordeste, onde o clima é favorável ao sorvete, temos muito a fazer para transformar o consumo desse produto em um hábito mais difundido. Só para se ter uma idéia, na Argentina, onde o clima é mais frio, o consumo de sorvetes é duas vezes maior que o do Brasil”, informou.

Weisberg lembrou ainda que a participação da ABIS na TecnoLáctea & Sorvetes 2008 é uma das ações empreendidas pela entidade para disseminar o hábito de consumo do produto entre a população brasileira e contribuir para a evolução do setor em todo o País. “Uma das atrações da feira será sem dúvida a Sorveteria Modelo, onde serão mostradas as mais novas técnicas e tendências desse mercado”, disse.

O evento de lançamento da TecnoLáctea & Sorvetes 2008 foi encerrado por Flávio Corrêa, presidente da BTSP, empresa promotora da feira. Segundo ele, “os índices de crescimento da economia nordestina, maiores que a média nacional, não podem ser ignorados pelas empresas que pretendem crescer. Participar de eventos como essa feira é uma forma de expandir oportunidades de negócio e, ao mesmo tempo, de contribuir para o desenvolvimento equilibrado do País”. As informações partem da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

SERVIÇO: TecnoLáctea & Sorvetes 2008 5 Feira Internacional de Tecnologia para as Indústrias de Leite, Derivados e Sorvetes Data: 6 a 9 de maio Horário: das 16h às 22h Local: Centro de Convenções de Pernambuco Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho - Olinda (PE) (CBL)

MEL – “O NÉCTAR DOS DEUSES” … E DE NÓS TAMBÉM

17 de Março de 2008 @ 12:02 por pedrolino

No decorrer dos séculos, a humanidade sempre procurou alimentos que fornecessem energia, saúde e longevidade; como já sonhava Hipócrates (filósofo grego há 2500 anos) um alimento de alto valor medicinal.
Entre tantos alimentos naturais ou processados, o mel merece destaque. Por não depender tanto do clima, solo, condições sociais, políticas e/ou econômicas, está espalhado pelos quatro cantos do planeta, com características únicas de sabor adocicado e coloração dourada única e foi considerado pelos antigos egípcios, fenícios, africanos e asiáticos como “ouro líquido” em épocas remotas.
Enquanto na Índia não se consome carne de vaca, entre os judeus carne de suínos, há índios ainda antropófagos; enfim, cada país com diferentes costumes e alimentos, há apenas duas coisas amplamente consumidas em quase todo o mundo, das mais primitivas às mais evoluídas, das mais ricas às mais pobres, dos cultos aos incultos: água e mel.
Segundo estimativas, o mel é produzido há cerca de vinte milhões de anos pelas abelhas e consumido desde antes dos humanos por outros animais, principalmente os mamíferos.
As abelhas, aliás, têm representado para os seres humanos, exemplos naturais de vida em sociedade organizada. Algumas saem da colméia em busca do néctar das flores, onde tudo começa. Chegam então a visitarem e coletarem a partir de cinqüenta a mil flores setenta miligramas (70 mg) de néctar. Na colméia, seguram esse néctar em uma vesícula (entre o estômago e o esôfago) até passar para outra abelha que manipula durante vinte minutos na boca esse néctar, diminuindo a quantidade de água dele e depositando sobre uma célula (favo). Uma vez enchido um favo, esse é fechado com cera e após dois dias esse produto já se transforma em mel, podendo servir como suplemento alimentar da colméia por mais de um ano.
A partir dessa etapa o homem entra em ação. Num local limpo e arrumado para esses fins (apiário) e aplicando-se fumaça fria para afugentar o excesso de abelhas, retiram-se os favos, centrifuga-se o mel e filtra-se o mesmo, decantando por mais cinco dias a 35 ºC. Após essas etapas, o mel está pronto para ser envasado em embalagens de vidro ou plástico e acondicionado por até três anos.
À primeira vista, o mel pode parecer uma mistura monótona de açúcares, um melado. Porém, deve ser considerado um alimento rico por possuir muitas vitaminas (como as do complexo B), sais minerais (cálcio, fósforo, sódio) e ácidos orgânicos (fólico, pantotênico) benéficos à saúde humana.
Como preventivo, poderíamos assinalar uma série de benefícios: é absorvido rapidamente pelo organismo, sendo o açúcar ideal para maratonistas, protege o sistema imunológico, previne cálculos biliares e arteriosclerose, não provoca cáries, combate a anemia, melhora a memória, combate infecções no sistema gastro-intestinal, aumenta a longevidade, entre outros.
Mas, nos surge a pergunta: por que, com tantos benefícios o mel ainda é um produto tão pouco difundido e consumido, especialmente no Brasil? Até o século XIX, sem a expansão do açúcar branco era ele consumido como fonte de sabor doce em receitas mais diversas. No entanto, com a monocultura em massa do açúcar branco e baixo preço do mesmo, houve forte lobby e pressão de empresas alimentícias do mundo todo no uso dessa “comoditie”, generalizando seu consumo.
Como herança de um colonialismo selvagem, países como o Brasil adotaram a agricultura moderna e latifundiária, estabelecendo um domínio do açúcar frente a outros produtos que pudessem oferecer alternativas à população. Em face disso, a produção do mel pouco evolui tecnicamente e não recebe (recebeu) incentivos políticos para disseminação e maior qualidade do produto, limitando-se seu consumo (pela menor produção e maior preço) às classes mais abastadas e como idéia de sobremesa, e não como alimento, nutritivo e de alto valor biológico.
Por isso, países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil vêem-se frente a frente com um paradoxo: de um lado combater a anemia e a desnutrição, causada pela falta de alimentos à uma parte sensível da população mal e pouco alimentada e do outro lado combater a obesidade, causada em grande parte pelo consumo exagerado de um povo que no último século foi “ensinado” a consumir produtos cheios de açúcar.
Outrossim, o mel não possui uma regulamentação, padronização e fiscalização sérias, levando muitos produtores a adicionarem outros produtos no mesmo, falsificando-o e desacreditando o produto junto aos potenciais compradores.
Respondida a primeira pergunta a você, leitor, outras certamente surgem e vão esclarecendo-lhe: será o mel um produto ruim ou pouco utilizado; será que há interesse das multinacionais alimentícias na pesquisa e melhor/maior uso tecnológico do mesmo; por que o açúcar é produto de cesta básica brasileira e o mel não o é (pressão de multinacionais e grandes produtores de açúcares,talvez), entre tantas outras.
Atualmente e cada vez mais, nós, os consumidores conscientes da nova era, queremos nos alimentar e não só comer, ingerindo substâncias que nos forneçam energia e principalmente representem um meio de prevenção à diversas doenças.
Por fim, lembremos que o mel, esse produto que se fez presente em todos os períodos da história humana é o que a Mãe Natureza nos oferta de mais simples e que, como muitas vezes em outros momentos da vida, substituímos e, não raras vezes, muito mal.

Pedro Henrique Baptista de Oliveira
Pesquisador/professor Instituto de Laticínios Cândido Tostes
EPAMIG
ph2eal@yahoo.com.br
pedrohenrique@epamig.br
32 91176126

Nestlé traz o conceito zero para sorvetes

13 de Março de 2008 @ 10:03 por admin

Empresa investe em picolé de fruta sem gordura e sem adição de açúcares, único no mercado e lança La Frutta Zero Maracujá, com apenas 43 calorias.

O tradicional La Frutta, picolé de fruta da Nestlé, inova no mercado de sorvetes e adota o conceito Zero. O novo La Frutta Zero, sabor Maracujá é feito com a polpa da fruta, não contém gordura em sua formulação – como os demais itens da linha La Frutta – e agora chega sem adição de açúcares, permanecendo apenas os açúcares naturalmente encontrados nos ingredientes.

O La Frutta Zero Maracujá tem apenas 43 calorias. A iniciativa está alinhada à crescente busca do consumidor por alimentos cada vez mais saudáveis e à preocupação da Nestlé em oferecer produtos alinhados ao seu posicionamento de Nutrição, Saúde e Bem-Estar.

A linha de picolés de fruta da Nestlé, La Frutta, é composta ainda pelos sabores Limão, Uva e Abacaxi com Hortelã, Morango, Goiaba, Tangerina e Coco. | www.nestle.com.br | Serviço Nestlé ao Consumidor: 0800-7702460

ALIMENTOS OU REMÉDIOS – O FUTURO JÁ CHEGOU?

8 de Março de 2008 @ 17:48 por pedrolino

Quando se pensa em astronautas, viagens lunares uma das coisas que se pensa é como eles se alimentam. É verdade que eles precisavam de uma alimentação que ocupasse pouco espaço e fosse nutritiva e segura. Por isso, a partir das primeiras expedições extraterrestres, a indústria de alimentos teve um grande salto tecnológico. Ao mesmo tempo, não é nova a idéia de que uma boa alimentação é uma base para uma vida mais saudável. Destarte, muitos, há muito tempo, como o grande Hipócrates em: “use os alimentos como remédios” já anunciavam a importância dos alimentos e de seus macro e micro elementos como reguladores e um dos maiores responsáveis pela manutenção da saúde, física e mental.
Nesse sentido, desde então, o ser humano tem buscado através da química dos alimentos, desvendar esse mundo maravilhoso que norteia os caminhos da fisiologia alimentar e aplicá-los o melhor possível em nosso proveito. Poderíamos citar alguns exemplos atuais, como a recente aplicação e disseminação da idéia dos flavonóides, biosubstâncias naturais encontradas principalmente nos vegetais, como a uva, beterraba e tomate, que, vem sendo adicionadas direta ou indiretamente em sucos, chás, cafés e outros, com objetivo de reduzir o colesterol ruim. E por que não falar dos ácidos graxos insaturados, (os ômegas 3, 6, 9), presentes em grande quantidade em alguns vegetais, especialmente as leguminosas ou ainda em pescados e que reduzem o mau colesterol e diminuem a incidência de doenças cardiovasculares. Há ainda os “nuts”, grupo das nozes, castanhas, etc, que, junto com o levedo de cerveja, são ricos em vitaminas do complexo B e de micronutrientes, como o selênio, que protegem o sistema imunológico e parecem atuar na prevenção de alguns cânceres. Por outro lado, diversas pesquisas são direcionadas às fontes protéicas, como soro de leite, leite, soja para aumento de massa muscular e rendimento de atletas, em todos os níveis ou mesmo tem sido explorada a atuação de prebióticos e probióticos na regulação do trânsito intestinal.
A verdade é que, não fôra a atuação de órgãos governamentais, como a FDA (Food and Drug Administration – órgão de fiscalização de alimentos e medicamentos dos EUA) e outros, como a nossa Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), teríamos talvez uma bula e não um rótulo junto aos alimentos que comprássemos nos supermercados. Exageros à parte, alguns fatos mais evidentes disso já puderam ser vistos, embora muitas vezes não percebidos pelo consumidor leigo no assunto. Por exemplo, empolgados com a idéia de vender mais e mais óleo de soja e com a má reputação do colesterol (que era e ainda o é erradamente reconhecido pela população em geral como o vilão causador maior das doenças cardiovasculares) empresas produtoras de óleo vegetal – especialmente soja – começaram a estampar em suas embalagens os dizeres: “Não contém colesterol”. Grande vantagem… Por ser vegetal, a soja não pode conter colesterol, molécula só encontrada em animais. Outro exemplo clássico é a presença de alguns certificados de algumas sociedades médicas nacionais ou internacionais, geralmente ligadas às doenças do coração, presentes nos rótulos dos produtos como sucos, chás, pescados, etc.
Por outro lado seria importante lançar uma provocação: realmente e considerando que muitas das doenças são causadas por má alimentação (ou falta desta) e problemas na água seria exagero supor que os técnicos de alimentos (nutricionistas, químicos, engenheiros de alimentos, bioquímicos e outros) teriam maior ou igual importância aos farmacêuticos e médicos? Não. Mas no nosso país, onde a solução é conseqüência do problema e não se buscam as causas e a prevenção, não é difícil entender essa situação. Lotados num país com altos índices de morte por doenças cardiovasculares, assistimos paradoxalmente índices alarmantes de obesidade e bulimia, desnutrição e anemias. Alicerçados por uma indústria farmacêutica forte, competente e muitas vezes voraz, literalmente “engolimos” atônitos as propostas para aliviar a dor, exterminar os males e não buscar, em profundidade, as razões deles.
Portanto, ao mesmo tempo em que se fortalece a indústria de medicamentos, esta vê com certo cuidado (ressalva, olhar matreiro) que, na verdade, a maioria das doenças pode e deve ser evitada pelo uso de uma alimentação saudável e balanceada. Nesse sentido, não estamos falando para apelar para o uso de suplementos protéicos, vitamínicos, sucos “sobrenaturais” que parecem que só faltam declarar que curam doenças terminais. De maneira alguma. O homem está redescobrindo o natural, o orgânico, que em suma é o que sempre se alimentou, antes da disseminação global das técnicas de produção e conservação dos alimentos. Assim, não é à toa que nossos avós e avôs não tinham doenças do coração em grande quantidade já que, aliada à uma vida com mais atividade física, muitos consumiam mais vegetais, leite, soja, entre outros.
Agora essa nova caminhada é inevitável, sem volta. O futuro já começou e há uma enorme tendência de que gradualmente venhamos a substituir os fármacos por alimentos, sejam transgênicos ou não (sem maiores polêmicas, por favor).
Por isso, resta à sociedade uma maior pressão junto às universidades, órgãos de pesquisa, órgãos reguladores, entre outros, para controlar a produção, marketing (propaganda) dessas novas descobertas, evitando caminhos inescrupulosos e que possam atender, enfim, ao tripé ciência, saúde e boa alimentação.

Pedro Henrique Baptista de Oliveira
Pesquisador/professor Instituto de Laticínios Cândido Tostes
EPAMIG
ph2eal@yahoo.com.br
pedrohenrique@epamig.br
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McDonald’s muda copinhos de sorvete para salvar ouriços

6 de Março de 2008 @ 13:28 por admin

LILLE, França (AFP) — A gigante americana da fast-food McDonald’s anunciou nesta terça-feira que irá modificar os copinhos de seus sorvetes na França para proteger os ouriços: as embalagens abandonadas constituem uma armadilha mortal para esses pequenos mamíferos.

McDonald’s havia sido alertado pelo Santuário dos Ouriços, uma associação com sede no norte da França, que fez campanha sobre o assunto durante vários anos.

A parte de cima dos copinhos de sorvete McFlurry, de plástico, tem um buraco “do tamanho exato da cabeça do ouriço”, explicou a presidente da associação, Anne Burban.

“Acontece de forma sistemática. Atraídos pelo sorvete, os ouriços colocam sua cabeçinha dentro do buraco, não conseguem mais tirá-la e morrem sufocados”, descreveu Burban, qualificando a decisão do McDonald’s de “grande vitória”.

Na Inglaterra, após uma campanha de ecologistas, McDonald’s reduziu em setembro de 2006 o orifício da parte superior dos copinhos de sorvete para impedir a entrada dos ouriços.

Na França, McDonald’s decidiu optar temporariamente pela solução inglesa. “Esta não será a solução definitiva. Nosso objetivo é retirar completamente o plástico de todas nossas embalagens”, explicou a rede.

Produção de queijos com teores reduzidos de gordura

4 de Março de 2008 @ 13:14 por admin

1- Introdução

Nos últimos anos, o público em geral tem-se preocupado com o excesso de ingestão de calorias e de gorduras, principalmente gorduras contendo ácidos graxos saturados (kneubuehl et al., 1982). Os produtos lácteos estão em uma sensível posição: eles são a mais importante fonte de cálcio numa dieta balanceada e uma fonte significativa de proteína e outros nutrientes. Por outro lado, os produtos lácteos também podem contribuir com uma quantidade significativa de gordura saturada, colesterol e, às vezes, sódio para a dieta. Com isso, as indústrias, os consumidores, a comunidade médica e os órgãos de saúde pública têm tido um crescente interesse no desenvolvimento de produtos lácteos com teores reduzidos de gordura (Shank e Carson, 1990).
A dieta pode afetar a saúde e tem um efeito já confirmado no desenvolvimento de algumas doenças como câncer, diabetes, hipertensão e doenças cardíacas. Estas informações têm sido assimiladas pelo público em geral e, como resultado, uma significativa faixa da população está tentando incorporar este conhecimento no seu estilo de vida. As mudanças nos padrões de consumo de produtos lácteos refletem a preocupação dos consumidores com a saúde (Asztalos et al., 2000; Shank e Carson, 1990).
Degouy (1993) mostrou que 67% das mulheres entrevistadas acreditam que a dieta com baixo teor de gordura é saudável. Dois terços das entrevistadas disseram estar constantemente tentando cortar a quantidade de gordura que ingerem. Entretanto, elas também disseram que ainda existe uma negociação entre uma dieta saudável e uma dieta saborosa.
Existe então uma real necessidade, assim como uma oportunidade, para o desenvolvimento de produtos com teor reduzido de gordura. Essa importância é justificada tanto por parte da indústria através de maior valor agregado ao produto, maior diversidade de produtos e maior mercado específico; quanto por parte do público consumidor como uma complementação de dieta alimentar, evitar riscos a saúde relacionados com obesidade, diminuir os níveis de colesterol do sangue e, consequentemente os riscos de doenças cardíacas.

2- Funcionalidade de queijos com teores reduzidos de gordura

O desenvolvimento de produtos com baixo teor de gordura continua a ser um importante objetivo de toda a indústria laticinista. A questão que surge com o desenvolvimento de novas tecnologias é como retirar, total ou parcialmente, a gordura do alimento sem alterar sensivelmente suas características sensoriais. Além disso, deve-se ter conhecimento de como estas alterações de composição podem afetar a vida de prateleira e a segurança do produto em questão. O primeiro passo para substituir a gordura é entender a sua funcionalidade. A gordura em alimentos é um fator determinante na textura e “ flavor”, além de afetar a aparência, a sensação de paladar, a estabilidade, as variações de processamento e outros atributos (Clark, 1994).
Muitos queijos com baixos teores de gordura já estão disponívies no mercado. Além de redução nos teores de gordura, novas tecnologias têm visado também a redução em colesterol, sal ou uma combinação destes componentes. Infelizmente o sabor tem sido um sério problema para alguns destes produtos, pois a remoção da gordura altera o “flavor”, apresentando uma textura emborrachada e maior percepção de defeitos organolépticos por parte do consumidor (Kantor, 1990).
A gordura contribui para as características físicas e tem influência na reologia do queijo. É precursora de componentes do “flavor” e, como muitos deles são solúveis em lipídios, a gordura também modificará a percepção e a volatilidade desses componentes, principalmente na boca, além de proporcionar maior cremosidade ao alimento. Podemos dizer que a gordura aumenta as propriedades de suavidade e palatabilidade do alimento e reduz a coesão estrutural, facilitando a mastigação e deglutição (Degouy, 1993).
As tecnologias de produção de queijos com teores reduzidos de gordura incluem várias modificações de processo, com variação na temperatura de pasteurização, modificação no pH de corte do coágulo, aumento de tamanho do grânulo do queijo, cultura lática selecionada ou modificada, além de utilização de substitutos e miméticos de gordura. As propriedades organolépticas podem ser melhoradas se o conteúdo de água no queijo for aumentado por modificações no processamento, incorporação de proteínas do soro na massa coagulada do queijo ou por adição de igredientes que elevam a retenção de umidade ou que dêem características similares a gordura quando incorporados à matriz do queijo. (McMahon et al., 1996).

3- Tecnologia de redução de gordura através do aumento da umidade do queijo:

Para se obter um aumento da umidade do produto, deve-se alterar o processo de sinérese. Esse é caracterizado pela expulsão do soro devido a contração das partículas do coágulo, durante a qual ocorre um rearranjo da rede de micelas de paracaseína, formando novas interações. Vários são os métodos que podem aumentar a retenção de umidade em queijos: (Wendorff e Bradley, 1998)

3.1- Elevação da temperatura de pasteurização (72º C por 16 segundos vs. 83º C por 16 a 29 segundos):

As proteínas do soro quando desnaturadas, ocupam um maior volume (associadas com mais água) e impedem a sinérese. O pré-aquecimento do leite leva as proteínas do soro e a k-caseína a formarem um complexo que interfere com a interação micela-micela responsável pela sinérese. É importante lembrar que a incorporação de proteínas do soro irá também diminuir a fusão e coesão do coágulo quando aquecido ou cozido.

3.2- Maior firmeza do coágulo durante o corte da massa:

Este método resultará em menor sinérese. O coágulo se torna firme e denso e mais ligações entre as micelas de caseína são estabelecidas, resistindo a uma grande agitação com menor sinérese.

3.3- Tamanho do corte do grão de coágulo e temperatura de cozimento:

O corte do coágulo em maiores grãos resultará em uma menor área superficial em proporção ao seu volume. Inicialmente a sinérese é proporcional a área da superfície do grão. Quanto menor a temperatura de cozimento, menor será o efeito da sinérese.

3.4- Menor agitação da massa:
A agitação aumenta a sinérese por duas razões: 1) impede a sedimentação, a qual leva à deformação dos grãos do coágulo deixando caminhos estreitos para a drenagem do soro e; 2) durante a agitação os grãos do coágulo se colidem, aumentando a sinérese.

3.5- Menor tempo de processamento:

Com uma diminuição do tempo de fabricação do produto, a massa coagulada terá um menor tempo para exibir a sinérese.

3.6- Maior pH no corte do coágulo:

Um alto valor do pH no momento em que se faz o corte da massa coagulada resulta no aumento da quantidade de umidade dessa massa. O pH final do queijo depende mais da cultura láctica adicionada e da duração do processo de fabricação, do que do pH no momento do corte do coágulo (Chen, 1991).

4- Tecnologia de redução de gordura em queijos através da utilização de substitutos de gordura

Estes igredientes atuam aumentando a porcentagem de água retida no queijo, e com isso estes se tornam mais macios. A água atua como um lubrificante e plastificante entre as moléculas de proteína, tornando o queijo mais flexível. Os substitutos de gordura podem também atuar aumentando a dispersão de luz o que aumenta a opacidade do queijo com baixo teor de gordura (McMahon et al., 1996)
Muitos ingredientes são usados como substitutos total ou parcial para a gordura dos alimentos. Estes podem ser divididos em três categorias:

4.1- Substitutos a base de proteína:
Estes ingredientes derivados de proteínas encontradas nos ovos, leite e outros alimentos, tem sido desenvolvidos para serem usados como substitutos de gordura (Summerkamp e Hesser, 1990).
Tem seu uso limitado por não agirem como gordura em altas temperaturas. As partículas de proteínas são obtidas a partir de proteínas solúveis pela formação de complexos proteína-proteína ou complexos proteína polissacarídeos, interações hidrofóbicas, precipitações isoelétricas ou desnaturação pelo calor ou coagulação (Lindsay, 1996).
Diversos substitutos de gordura a base de proteínas estão disponíveis no mercado, a exemplo do Simplesse (NutraSweet Company), CMP (American Dairy Specialties), Dairy-lo (Pfizer Food Sc. Group), Dairy Light, Finesse (Reach Associates), Nutrilac (Denmark Protein), Trailblazer (Kraft), etc (Roller e Jones, 1996).

4.2- Substitutos a base de carboidratos:

Por mais de uma década, alguns carboidratos ou materiais a base de carboidratos têm sido usados para substituir totalmente ou parcialmente as gorduras ou óleos numa grande variedade de alimentos (Summerkamp e Hesser, 1990).
Os amidos, gomas, hemicelulose e celulose são usados de diversas formas para promover parcialmente a funcionalidade da gordura em alimentos com reduzido teor de gordura. Essas substâncias mimetizam a cremosidade e a maciez das gorduras, principalmente pela retenção de umidade, aumento do volume dos seus sólidos e aumento da viscosidade (Lindsay, 1996).
As gomas são hidrocolóides, polímeros de cadeia longa e alto peso molecular que se dissolvem ou se dispersam na água. As gomas promovem aumento na viscosidade a às vezes um efeito de geleificação. São usadas em baixas concentrações, normalmente variando de 0.1% a 0.5%, aumentando drasticamente a viscosidade e ajudando a estabilizar a emulsão (Summerkamp e Hesser, 1990).

4.3- Substitutos sintéticos:

São substâncias resistentes a hidrólise pelas enzimas digestivas compreendendo outro grupo de substitutos parciais ou totais de gorduras.
Como exemplo temos o Olestra (Procter & Gamble Co), onde a aparência, “flavor”, estabilidade ao calor, ponto de vaporização e tempo de prateleira do Olestra são similares às gorduras padrão. Portanto, pode ser usado para as mesmas finalidades em que outras gorduras são usadas, mesmo em altas temperaturas como em fritura ou cozimento. Diversos estudos feitos pela Procter & Gamble Co. indicam que os analistas não são hábeis para distinguir alimentos feitos com Olestra daqueles contendo somente gorduras convencionais. (Summerkamp e Hesser, 1990).

5- Problemas associados aos queijos com baixos teores de gordura:

Os consumidores preferem o sabor do produto tradicional, quando comparado com o produto com reduzido teor de gordura, além de ser um produto mais barato, com um custo de fabricação menor. A melhora do “flavor”, textura e características físicas do queijo com reduzido teor de gordura dependem do aumento da umidade desse produto.
A baixa aceitação dos queijos com reduzido teor de gordura está relacionada a diversos fatores: (Wendorff e Bradley, 1998).

5.1- Flavor

Os queijos não desenvolvem o típico “flavor” de queijo maturado, além do desenvolvimento de flavor indesejável, isto é, sabor amargo, rançoso, de “sujo” ou similar a “caldo de carne”.

5.2- Funcionalidade
As propriedades funcionais estão comprometidas no produto com teor reduzido de gordura, como por exemplo as propriedades de fusão, extensão, fatiabilidade, fragmentação e plasticidade.

5.3- Corpo, textura e vida de prateleira
O queijo se torna macio, frágil e pastoso, ou ainda seco, firme e emborrachado. O corpo e a textura final do queijo com teor reduzido de gordura irá depender da tecnologia utilizada para redução ou substituição de gordura. Produtos com alta umidade possuem uma vida de prateleira menor. Além disso, estes produtos com maior atividade hídrica, a, podem ser viáveis para a multiplicação de um número maior de microrganismos, inclusive microrganismos patogênicos.

6- Considerações finais

A demanda do consumidor em opção por produtos com baixos teores de gordura tem levado a mudanças nas tecnologias tradicionais de formulação de alimentos, o que inclui o desenvolvimento de queijos com baixos teores de gordura. Esta demanda tem sido direcionada visando a redução de ingestão calórica e minimização de riscos contra a saúde associados as alto nível de gordura na dieta. Entretanto, só os produtos de alta qualidade e características próximas ao queijo tradicional teor de gordura irão ter sucesso no mercado competitivo (Bullens et al., 1994). As características sensoriais são portanto fundamentais para o sucesso no mercado, particularmente com a expectativa por parte dos consumidores de obter um produto com baixos teores de gordura, porém com o “flavor” e textura do produto “integral”.

6.1- Autores

(1) Soares, Fernanda Mallet
Médica Veterinária CRMV- RJ 5718
Aluna de mestrado do Departamento de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal- Escola de Veterinária- UFMG.
Rua Joubert Guerra, 135/301 Bairro Ouro Preto
Belo Horizonte- M.G. Cep. 31310-230 Telefone: (31) 3443-4283
Email: fernanda-soares@uol.com.br

(2) Machado, Eduardo Carvalho
Médico Veterinário CRMV- MG 5899
Aluno de Mestrado do Departamento de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal- Escola de Veterinária- UFMG.
Email: ec.machado@uol.com.br

(3) Fonseca, Leorges Moraes
Médico Veterinário, PhD
Professor adjunto do Departamento de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal- Escola de Veterinária- UFMG.
Email: leorges@vet.ufmg.br

7- Referências bibliográficas:

ASZTALOS, B. et al. Differential response to low-fat diet between low and normal HDL-cholesterol subjects. Journal of Lipid Research, v. 41, p. 321-328, 2000.

BULLENS, C; KRAWCZYK, G; GEITHMAN, L. Reduced fat cheese products using carrageenan and microcrystalline cellulose. Food Technology, v. 48, n.1, p.79-81, 1994.

CHEN, C. Reduced-fat cheddar cheese make schedule. In: CDR REDUCED-FAT CHEESE SEMINAR, 1991, Madison. Proccedings… Madison: University of WI- Madison, 1991. P.7-12.

CLARK, D. Fat replacers and fat substitutes. Food Technology, v.48, n.12, p.86, 1994.

DEGOUY, E. The low fat cheese challenge. Dairy Industries International, v.58, n.10, p.41-43, 1993.

KANTOR, M. A Light dairy products: The need and the consequences. Food Technology, v.44, n.10, p.81-84, 1990.

KNEUBUEHL, A S. et al. Low fat cheese product similar to swiss cheese. Pat. No US 4366 174, 1982.

LINDSAY, R. C. Food addtives. In: FENNEMA, O R. Food chemistry. 3 ed. New York: Marcel Dekker Inc., 1996. Cap.12, p.767-823.

McMAHON, D. J. et al. Use of fat replacers in low fat mozzarella cheese. Journal of Dairy Science, v.79, n.11, p.1911-1921, 1996.

ROLLER, S.; JONES, S. A (Ed.) Handbook of fat replacers. Boca Raton: CRC Press, 1996. 325p.

SHANK, F. R.; CARSON, K. L. Light dairy products: Regulatory issues. Food Technology, v.44, n.10, p.97-98, 1990.

SUMMERKAMP, B.; HESSER, M. Fat substitutes update. Food Technology, v.44, n.3, p.92-97, 1990.

WENDORFF, W. L.; BRADLEY, R. L. Wisconsin cheese technology short course. Madison: University of Wisconsin-Madison, 199

Fonte: Autores: (1) Soares; (2) Machado; (3) Fonseca.

Publicada em quarta-feira, 8 de janeiro de 2003

Quando pensar em compras, lembre-se, Food Shop.

Os mitos da Indústria de alimentos. Mentira ou Verdade?

1 de Março de 2008 @ 21:19 por pedrolino

Nos últimos cem anos, a humanidade enfrentou uma verdadeira revolução; nas artes, esportes, educação, tecnologia. Tudo devido à uma grande explosão demográfica, aliada ao maior controle de doenças outrora devastadoras.
No entanto, o que mais parece ter evoluído (ainda que hoje não o seja igualmente) parece ser a distribuição e acesso aos alimentos.
Em particular, tomemos como exemplo o leite que antes em garrafas ou saquinhos era transportado e vendido somente próximo às regiões produtoras, hoje pode ser encontrado do Oiapoque ao Chuí, armazenado muitas vezes em consistentes e resistentes embalagens cartonadas, as famosas caixinhas obtidas por embalagem Tetra-pack® principalmente. Poderíamos citar também o grande número de marcas de refrigerantes, doces e balas encontrados em qualquer esquina; enfim, o acesso a produtos outrora raros.
Senão, como não lembrar dos nossos pais e/ou avós que, para comer um doce, tinham que esperar o aniversário, natal ou outra data?
Hoje, pelo aumento desenfreado da produção e do consumo, a indústria de alimentos aumentou a diversidade (mix) de produtos, lançou tamanhos, formatos, pesos, sabores diferentes do mesmo produto e disseminou sua presença não só no Brasil, mas internacionalmente.
Paralelamente, como não notar os últimos e mais recentes episódios que atacam (muitos com razão) essas empresas?
Inicialmente, veio, a partir da década de 80, com a explosão de produtos alimentícios industralizados e problemas de acessibilidade a uma melhor tecnologia de processo e embalagem, a necessidade do uso (muitas vezes indiscriminado) de corantes artificiais, conservantes, acidulanetes e antioxidantes; os aditivos alimentares intencionais. A partir de então, a sociedade, mesmo que timidamente, protestou e pesquisas foram feitas no sentido de se mostrar a alergenicidade de alguns desses compostos e a necessidade de maior controle (legal e fiscal) nas empresas.
E a partir da descoberta do DNA? Portas foram abertas para a introdução de genes estranhos em alimentos (soja transgênica e seus derivados, arroz dourado, tomates resistentes, camarão)… os transgênicos. Nova onda de protestos, estudos, ensaios e mais fiscalização e pressão para tomada de posicionamento governamental.
Verdade é que, por ser uma área que importa e interessa a muitos, ou melhor, a todos, pois necessitamos consumi-los, os alimentos podem passar de vilões a mocinhos, ou vice-versa, em questões de dias.
Um exemplo atual é a veiculação pela internet (essa arma potente, poderosa e perigosa, por vezes) do proceso de repasteurização (o certo seria reesterilização) do leite longa vida em caixinha conforme o número final impresso no fundo da embalagem. Para tanto, disseminou-se a informação que não se deveria comprar aqueles que, por ventura, tivessem números maiores (cinco, por exemplo). É de se estranhar que um produto de baixo valor agregado em relação à embalagem (como esse leite) apresente um programa de “recall” de até cinco vezes e que as empresas gastem dinheiro na coleta, reprocessamento e novo transporte para regiões distribuidoras. Além disso, dependendo da empresa, sua distribuição do produto pode abranger quase todo o país continental Brasil. Na verdade, o número impresso equivale ao posicionamento da bobina (embalagem) na máquina embaladora/envasadora de leite. Aí sim, se surgir qualquer problema de contaminação e/ou estufamento (por furos na embalagem), pode-se promover o recolhimento e detectar a hora de processamento e se houve qualquer falha no processo de fabricação da embalagem, do equipamento, da empresa emvasadora (laticínios) e/ou do operador da máquina. Como se não bastasse, a legislação brasileira proíbe qualquer processo de repasteurização do leite.
Outros mitos passam de absurdos a engraçados e perpassam gerações. Como não citar que “comer muito queijo faz perder a memória (só se for esquecer aonde se pôs o queijo que acabou)”; “alimentos como pimenta, chocolate, maçã e alho são afrodisíacos”; que “temperar carne com limão diminui a gordura ou chocolate diet não engorda (boas desculpas para quem quer comer mais)”; “refrigerante com aspartame mata (se beber 100 L por dia talvez)”.
Enfim, é de fato interessante e notório verificar que um país que vive mergulhado em lendas e crendices, não faltem às relacionadas diretamente aos alimentos, já que estes fazem parte da nossa cultura, do nosso dia-a-dia e refletem em muito a nossa personalidade brasileira.

Pedro Henrique Baptista de Oliveira
Pesquisador/professor Instituto de Laticínios Cândido Tostes
EPAMIG
ph2eal@yahoo.com.br
pedrohenrique@epamig.br
32 91176126

Cálcio dos lácteos pode reduzir a absorção de gordura das refeições

6 de Fevereiro de 2008 @ 10:22 por admin

Cálcio de origem láctea diminui os níveis de gordura no sangue depois da refeição, diz estudo dinamarquês.

Segundo o estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o nível de triglicerídeos no sangue (a principal forma da gordura no sangue após a absorção), esteve entre 15 e 19% menor quando foi consumido cálcio de origem láctea, em comparação com consumo de cálcio proveniente de suplementos.

“Pelo que sabemos, esse estudo é o primeiro que mostra que o aumento de consumo de cálcio proveniente de dieta láctea exerce uma diminuição do efeito na absorção de gordura pós-prandial,” diz a autora Janne Kunchel Lorenzen, da Universidade de Copenhagen.

“O aumento do consumo de cálcio proveniente dos lácteos atenua a lipidemia pós-prandial, muito provavelmente por causa da redução de absorção da gordura, enquanto que a suplementação com carbonato de cálcio não exerce esse mesmo efeito,” dizem os pesquisadores.

Os pesquisadores ainda sugerem que a forma na qual o cálcio se encontra deve ter uma relação nos efeitos observados, sendo que na maioria das vezes está presente como fosfato de cálcio.

No ano passado, o Dr. Zemel da Universidade do Tennessee, disse aos presentes na Conferência do Paris Anti- Obesity Therapies 2006 que os lácteos podem ajudar na redução da gordura corporal e que esse cálcio representa 40 % desse efeito.

Teor mais alto de gordura de leite eleva a fertilidade

Mulheres que consomem lácteos com gordura como sorvetes, pode reduzir suas chances de infertilidade, diz estudo americano.

O consumo de pelo menos uma porção de lácteos com alto teor de gordura ao dia, aparentemente reduz o risco de infertilidade por problemas de ovulação em cerca de 27%. Esse estudo foi publicado no jornal europeu Human Reproduction em fevereiro desse ano.

Foram estudadas 18.555 mulheres sem histórico de infertilidade, com idades entre 24 e 42 anos. Elas eram originalmente parte de um outro estudo realizado entre 1991 e 1999.

Durante o estudo, 438 mulheres apresentaram infertilidade devido à desordem de ovulação, e os pesquisadores relacionaram com o consumo de leite com baixo teor de gordura.

Segundo opinião do médico chefe da pesquisa, as mulheres que quiserem engravidar, devem consumir lácteos com gordura. Depois de diagnosticada a gravidez, elas devem voltar ao leite desnatado, e assim controlar o consumo de gorduras saturadas.

Referências:

(1) Effect of dairy calcium or supplementary calcium intake on postprandial fat metabolism, appetite and subsequent energy intake, AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL NUTRITION, Volume 85, Number 3 Pages 678-687.March 2007.
Fonte: Dairyreporter.com

(2) A prospective study of dairy foods intake and anovulatory infertility, HUMAN REPRODUCTION, Chavarro J.et al, February 2007.
Fonte: Láctea Brasil

Fonte: Nutraingredients.com

Publicada em segunda-feira, 9 de abril de 2007

“Hummm… É tempo de sorvete, do oriente ao ocidente o alimento refrescante e nutritivo”

1 de Fevereiro de 2008 @ 11:16 por admin

Letra do Samba 2008 Academicos do Tucuruvi

Delicia chinesa
Do oriente essa iguaria se espalhou
Entre povos e culturas
Neve e mel com frutas tem valor
Conquistando um imperador
Se propagou no ocidente
A europa apreciava, encantava a realeza
E toda a corte portuguesa
Com leite aguçou o paladar
Das charmosas damas da nobreza

Atravessou o mar pra se consagrar
“Americanizou” evoluiu
Surgiram sabores, receitas incríveis
Que o mundo aplaudiu

Em terras brasileiras
É novidade, é sensação
Lá no Rio de Janeiro, do carioca maneiro
Refresca o dia a dia do povão
Aqui, na terra da garoa
Esperei a hora para te saborear
É bom, como é bom, o sorvete em toda parte
A indústria vem fazendo arte
Do alimento, diversão
Em cores e sabores, você é carnaval
A grande paixão nacional!

É verão amor, vem desfilar
Aliviar o teu calor
Sou TUCURUVI de alma e paixão
Vou refrescar seu coração

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Leite - um brinde à saúde

1 de Fevereiro de 2008 @ 01:35 por pedrolino

Quando se aproximam as festas de carnaval, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas assusta. Mas, tanto agora, quanto em outras épocas do ano, não devemos de deixar de consumir a “mágica” bebida branca: o leite e seus derivados.
Considerado como o líquido obtido da ordenha total e ininterrupta de uma fêmea mamífera leiteira sadia, bem alimentada, descansada em perfeitas condições higiênicas, o leite serviu, durantes milênios e ainda hoje não é à toa que é o nosso primeiro alimento na vida. É normal, pois somos mamíferos.
Rico em água (87% em média no leite da vaca) que combate a desidratação, a emulsão chamada leite é formada de diversos macro e micronutrientes essenciais; vitais, por assim dizer.
A gordura (em média de 3,5% a 4,0%) e vitaminas lipossolúveis como A, D, E e K constituem compostos que protegem o sistema imunológico, participam de formação das membranas, atuam na regulação de sistemas bioquímicos, além de proteger o corpo contra atritos, baixas temperaturas e estresses maiores.
Com cerca de 3,5% de proteínas (principalmente caseína) de alto valor biológico, o leite integral fornece, através delas, excelentes bases construtoras: os aminoácidos, que, tal como tijolos, participam na construção e manutenção dos ossos, músculos, pele, além de hormônios, enzimas e macropeptídeos, responsáveis pela proteção do sistema imunológico. Excelente, não?
E entre os minerais, o que dizer do cálcio? Esse mineral, essencial à formação e manutenção da integridade óssea é encontrado em maior quantidade em muitos vegetais, mas está complexado e não biodisponível. Ao contrário, no leite, a absorção é quase integral, o que permite que o consumo contínuo e adequado ao longo da vida previna a osteoporose, a longo prazo. O triste é ver essa nova geração “Coca-cola” que consome produtos com excesso de açúcar e fosfato (ácido fosfórico) que impede a absorção do cálcio e desmineraliza os ossos. Teremos no futuro uma população fraca?
O leite ainda é fonte de vitaminas do complexo B. Um copo responde por 75% das necessidades humanas e a B2 (riboflavina) e B6 em quantidades variáveis.
Mas, então será que o leite é o alimento completo? É claro que não. Não é fonte, por exemplo, de vitamina C, vitamina B12, encontradas em folhosos e cítricos e carnes, respectivamente.
Portanto, para ter uma dieta equilibrada, consuma leite todos os dias especialmente até os sete anos e dando especial atenção após os 30 anos, onde a partir de então já há maior perda óssea que ganho.
Vejamos: se não for somente pela saúde, que tal pela silhueta? Estudos americanos confirmaram que o hábito de tomar um bom café da manhã com leite reduz os índices de obesidade, bem como mantém o peso constante, já que muitos que não têm esse hábito costumam exagerar quando comem fora, ainda no período matutino. Quer manter a forma? Substitua o leite integral pelo semidesnatado ou desnatado (“light”).
O que nos preocupa, profissionais da área, é que o consumo de leite e derivados per capita caiu, representando um sinal amarelo de alerta, enquanto o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes aumentou. A curto prazo, pode não representar um problema sério. No entanto, associado a outros hábitos, significa e pode representar um futuro cada vez mais negativo quanto à doenças cardiovasculares e aumento da obesidade, causando um colapso no sistema único de saúde.
Portanto, por que não fazer mais e mais campanhas para o consumo do leite, começando na sua casa?
Então… beba leite e um brinde à saúde.

Pedro Henrique Baptista de Oliveira
Pesquisador/professor Instituto de Laticínios Cândido Tostes
EPAMIG
ph2eal@yahoo.com.br
pedrohenrique@epamig.br
32 91176126

“A taça da liberdade, uma viagem pelos sentidos às delícias do sorvete”

1 de Fevereiro de 2008 @ 01:01 por admin

Letra do Samba 2008 da Aguia de Ouro.

Embala, meu amor, que o teu calor me leva.
Embala, minha águia, meu amor sem fim
Fonte cristalina, doce ilusão
A bateria vai tocar seu coração

Vem cantar
A Pompéia vai te conquistar
Vamos nessa, o show vai começar
Hoje é dia de alegria
Vem sentir um frescor
Que é de arrepiar
Simples toque de magia
Que vai te refrescar
Que maravilha!
Tem várias cores que enfeitiçam seu olhar
Obras de Arte que fascinam o coração
Sedução

Sinta o aroma no ar, é festa.
Deixe o meu samba te levar
No carnaval, entre essências brincar
Se entregar

Um mundo de sabores desfrutar
Se deliciar ao bel prazer
Seja feliz também, venha se divertir
Voltar a ser criança e ter a emoção
De um beijo doce, uma paixão
Que alimenta o corpo e a alma
Vamos brindar
E ouvir os sinos da felicidade
O ano inteiro apreciar
Um bom sorvete e se lambuzar

Ver o video

Linhaça é súper.

31 de Janeiro de 2008 @ 11:30 por admin

Estudos quentíssimos mostram que a semente do linho é mesmo capaz de impedir o crescimento do câncer de mama. Mas existem macetes na hora do consumo que você precisa conhecer para tirar o melhor proveito desse superalimento. Estão todos aqui!

por REGINA PEREIRA | design ROBSON QUINAFÉLIX | foto SHEILA OLIVEIRA

Contam os arqueólogos que a linhaça era usada em mumificações no Egito. Outros achados apontam que era empregada com sucesso para tratar ferimentos. E, se antigamente fazia parte até mesmo de rituais, hoje ela marca presença nos laboratórios de grandes centros de pesquisa em nutrição. Na Universidade de Toronto, no Canadá, por exemplo, a cientista Lilian Thompson comprovou que a semente é capaz de barrar a metástase em pacientes com câncer de mama — ou seja, a linhaça evitou que o tumor se espalhasse e tomasse conta do organismo.

Esse excelente resultado foi apresentado no 6° Simpósio Latino-Americano de Ciência de Alimentos, que aconteceu no mês passado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Segundo a pesquisadora canadense, “trabalhos realizados em várias universidades mostram que a semente é capaz de diminuir o risco de outros tumores, como o de cólon e o de próstata”. Somem-se essas boas notícias ao fato de a linhaça ajudar a controlar os níveis de colesterol.

Aqui no Brasil, mais precisamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a equipe do Departamento de Nutrição também anda analisando a linhaça. O enfoque, entretanto, é outro. “Investigamos a segurança no consumo”, conta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira. Explica-se: embora contenha substâncias capazes de prevenir doenças letais, o que faz dela um alimento funcional de primeira grandeza, a linhaça carrega compostos que poderiam interferir na absorção de nutrientes. Por enquanto o que se sabe é que o aquecimento da semente neutraliza esse inconveniente. Isso porque, segundo Ana Vládia, o calor diminui a atividade de algumas proteínas suspeitas de atrapalhar o aproveitamento de sais minerais. A sugestão é deixar a linhaça no forno baixo por 15 minutos. “Claro que, se ela for usada na preparação de receitas assadas, como pães ou biscoitos, não precisará disso”, diz a pesquisadora, que continua mergulhada em seus estudos.

Outra dica para aproveitar ao máximo a semente é triturá-la no liquidificador. “É que a casca, bastante resistente, pode passar intacta pelo aparelho digestivo”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. E aí as substâncias benéficas ficam impedidas de sair. “Mas tem que bater e comer logo, porque a linhaça é muito suscetível à oxidação”, ensina o bioquímico Jorge Mancini Filho, da Universidade de São Paulo.

Os cientistas só não chegaram ainda a uma conclusão sobre a quantidade ideal de consumo. “Estamos em busca dessa resposta”, suspira a nutricionista Ana Vládia. Quem dá bem a medida (sem trocadilho) da indefinição é a farmacêutica bioquímica Rejane Neves. Ela conta que já viu sugestões de porções as mais variadas — de 25 gramas (1 colher de sopa bem cheia) até 45 gramas (quase 2 colheres) por dia. E comenta que alcançar esta última indicação é bem mais difícil. “A inclusão da semente no dia-a-dia deve ser gradativa”.

DOURADA
É bem mais difícil encontrar a linhaça clara aqui no Brasil, já que ela aprecia climas frios. Geralmente é importada do Canadá. “Seu sabor é mais suave do que o da escura”, descreve a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, da Universidade do Norte do Paraná.
MARROM
A semente escura, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro, onde se deu bem por causa do clima quente. Por isso é mais fácil encontrá-la por aí. Comparada com a dourada, a casca é um pouco mais resistente. Quanto aos nutrientes, não perde nada para a outra variedade.

Afinal, o que faz da linhaça um superalimento? “Sua casca guarda um mix de proteínas, minerais e vitaminas”, responde o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Vale destacar a vitamina E, que contribui para o funcionamento celular e, por isso, afasta o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Outros ingredientes que compõem sua poderosa fórmula são o ômega-3 e o ômega- 6, atuando em perfeita harmonia. Essa dupla, nunca é demais lembrar, garante a saúde cardiovascular. Afinal, ambos atuam na redução do LDL, o mau colesterol, responsável por estragos nas artérias. “Diversos trabalhos apontam a semente do linho como protetora do coração”, reforça Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, interior paulista.

INGREDIENTE DE DESTAQUE

Entretanto, o que torna a linhaça ímpar pra valer atende pelo nome de lignana, substância que começa a sair do anonimato. Não é para menos. Ela praticamente faz as vezes do estrógeno. “Ao se ligar a receptores celulares, a lignana funciona como um falso hormônio”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves- Souza. É o que os especialistas chamam de fitoestrógeno. Aliás, foi justamente esse componente o mais mencionado nos trabalhos da canadense Lilian Thompson.

Segundo a pesquisadora, estudos com grande número de pacientes mostram a relação entre a lignana e a redução dos tumores de mama. Esse composto comprovadamente atua na apoptose celular, um mecanismo de defesa que provoca o suicídio das células defeituosas. O incrível é que, no caso do câncer, esse programa de autodestruição simplesmente não costuma funcionar. Mas a lignana topa a parada e ativa a contagem regressiva para a célula doente se explodir. E olha que nem os grandes centros de pesquisa conseguiram desenvolver a contento drogas com essa capacidade. “Observamos esse efeito em 39 pacientes”, afirma Lilian, que as orientou a consumir 25 gramas de linhaça por dia durante pouco mais de um mês.

A observação desses indivíduos pela equipe da Universidade de Toronto foi rigorosa. A linhaça — ressalta a pesquisadora — só pode ser usada no tratamento do câncer sob estrita avaliação médica. E é bom que se diga: mesmo quem está saudável não está livre para ingerir o alimento à vontade. “O excesso pode prejudicar a membrana das células”, avisa o nutrólogo Durval Ribas Filho. E para quem pensa em lançar mão de pílulas de óleo de linhaça, alto lá! “Ingerir cápsulas de suplemento, aí mesmo só sob orientação!”, avisa Durval.
Para aproveitar tudo que a linhaça
tem de bom, a dica é triturá-la.
O liquidificador, portanto,é muito bem-vindo Enriqueça frutas, saladas, sopas e sucos com pitadas de linhaça triturada. De suas sementes também se extrai o óleo. Só que, além de difícil de encontrar, o sabor não é dos mais apreciados

Iogurte: um dos alimentos mais saudáveis da Natureza

28 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

IOGURTE: um dos alimentos mais saudáveis da Natureza

Licinia de Campos

Há evidências de produtos à base de leite com culturas sendo produzido como alimento há no mínimo 4500 anos atrás. Os primeiros iogurtes foram provavelmente fermentados espontaneamente por bactérias selvagens vivas em odres de pele de cabra carregados pelos búlgaros (ou huno-búlgaros), povo nômade que começou a migrar pela Europa no começo do século II DC e eventualmente se estabeleceu nos Bálcãs ao final do século VII. Hoje, muitos países reivindicam como sendo invenção sua, mas não há evidências claras de onde foi descoberto em primeiro lugar.

O uso do iogurte pelos turcos antigos foi registrado no livro Diwan Lughat al-Turk, escrito no século XI. No texto a palavra “yoghurt” é mencionada em várias seções e seu uso pelos nômades turcos é descrito. A primeira ocorrência européia aconteceu na história clínica francesa: Francisco I sofria de diarréia severa, e nenhum médico francês conseguia curá-lo. Seu aliado Suleiman o Magnífico enviou um médico, que o curou com iogurte.

Até os anos 1900, o iogurte era básico nas dietas do sul da Ásia, Ásia Central e Ocidental, e regiões do sudeste e centro da Europa. O biologista russo Ilya Ilyich Mechnikov tinha uma hipótese não comprovada de que o consumo regular de iogurte era responsável por vidas incomumente longas em camponeses búlgaros. Acreditava que o lactobacilo era essencial para a boa saúde. Concluiu que no intestino grosso havia um conjunto de micróbios que contribuíam para a putrefação e desencadeavam fatores degenerativos no organismo, acreditando ainda que, implantando a bactéria proveniente do iogurte no trato intestinal, aquela produzia ácido láctico e impedia que se desenvolvessem as bactérias da putrefação neste ambiente ácido. Mechnikov trabalhou para popularizar o iogurte através da Europa. Porém coube a um empresário judeu sefardita de nome Isaac Carasso, a industrialização da produção de iogurte. Em 1919, Carasso começou um pequeno negócio de iogurte em Barcelona e chamou-o de Danone (pequeno Daniel), nome de seu filho. Carasso emigrou para os Estados Unidos durante a 2ª. Guerra Mundial e estabeleceu seu negócio em Nova Iorque com o nome americanizado: Dannon.

O iogurte com geléia de frutas adicionada foi inventado para incrementar as vendas do produto. Foi patenteado em 1933 em Praga e introduzido nos EUA em 1947 pela Danone.

Cultura

O iogurte é feito pela introdução de cepas específicas de bactérias no leite, com subseqüente fermentação sob temperaturas e condições ambientais controladas (dentro de um bioreator), especialmente em produção industrial. A bactéria ingere os açúcares naturais do leite e libera ácido láctico como produto residual. A acidez aumentada ocasiona a coagulação das proteínas do leite em uma massa sólida (em processo chamado de desnaturação). O aumento da acidez (pH = 4 -5) também evita a proliferação de bactérias potencialmente patogênicas. Nos EUA, para ser chamado de iogurte, o produto deve conter as cepas das bactérias Streptococcus salivarius ssp, thermophilus e Lactobacillus delbrueckii ssp bulgaricus. Com freqüência estas duas são co-culturadas com outras bactérias ácido-lácticas para efeitos no sabor ou na saúde. Podem incluir: L. acidophilus, Lactobacillus casei e Bifidobacterium.

Na maioria dos paises, um produto pode ser chamado de iogurte somente se tiver presença de bacterias vivas no produto final. Uma pequena quantidade de iogurte vivo pode ser usado para inocular uma nova leva de iogurte, pois as bactérias se reproduzem e se multiplicam durante a fermentaçao.

O iogurte pasteurizado tem vida de prateleira de meses e não requer refrigeração. Pode ser feito com qualquer variedade de leite de mamiferos, mas é mais frequentemente feito com leite de vaca, bufala ou cabra.

Benefícios para a saúde

O iogurte é qualificado como fonte muito boa de cálcio, fósforo, riboflavina (vitamina B2) e iodo. É boa fonte de vitamina B12, ácido pantotênico (vitamina B5), zinco, potássio, proteína e molibdênio. Estes 10 nutrientes por si só já tornam o iogurte um alimento que oferece suporte nutricional.

As pessoas que são intolerantes à lactose podem desfrutar do iogurte sem efeitos danosos, aparentemente por causa das culturas vivas do iogurte que contêm enzimas que ajudam a quebrar a lactose no intestino.

O iogurte tem usos medicinais, em particular para várias condições gastrintestinais e na prevenção de diarréia associada a antibióticos. Um estudo sugere que o consumo de iogurte contendo L. acidophilus ajuda a evitar a candidíase vulvovaginal, embora as evidências não sejam conclusivas.

Nosso organismo necessita ter uma quantidade saudável de “boas” bactérias no trato digestivo, e muitos iogurtes são feitos usando bactérias ativas. Uma das palavras em destaque atualmente é probiótico. Probiótico, que significa literalmente “para a vida”, se refere aos organismos vivos resultantes em benefícios na saúde quando ingeridos em quantidades adequadas. Os benefícios são providenciados pelo ajuste da microflora (o equilíbrio natural dos organismos) nos intestinos, ou pela atuação direta nas funções corporais, como digestão e função imune. Mas para que essa ação possa ser realizada, somente os iogurtes contendo Probióticos, ou seja, aqueles com “culturas vivas e ativas” listadas no rótulo o fazem.

Apresentação

Para otimizar seu sabor azedo natural, o iogurte pode ser encontrado flavorizado, adoçado, ou em recipientes com frutas ou geléia de frutas no fundo. A geléia de frutas é usada ao invés de pedaços de fruta crua para permitir o armazenamento por semanas.

Variedades

…A coalhada seca é um tipo de iogurte que foi coado através de filtro, para remoção do soro, obtendo uma consistência mais espessa, e sabor distinto, levemente azedo.

…Labneh é um iogurte encorpado, típico do Líbano, usado para sanduíches. Pode-se adicionar azeite de oliva, fatias de pepino, azeitonas e ervas variadas. Pode ser encorpado e moldado em bolas, preservado em azeite de oliva, e fermentado por mais algumas semanas. É usado algumas vezes com cebolas, carne e nozes como recheio para vários pratos libaneses e mesmo no quibe.

…Tarator é uma sopa fria popular feita com iogurte, muito consumida no verão na Bulgária, Macedônia e Turquia.

…Frozen iogurte é uma sobremesa congelada feita com iogurte ou laticínios análogos. É servido como alternativa de baixo teor de gordura ou sem gordura para o sorvete tradicional. Pode ser consumido por pessoas sensíveis à lactose do sorvete.

…Kefir é a versão alcoólica do iogurte feito com leite de camela fermentado, mas atualmente feito com leite de vaca. Disponível somente em algumas lojas de alimentos naturais, o kefir tem teor alcoólico de cerca de 2,5%.

Etimologia

A palavra “iogurte” vem do turco yogurt. A palavra é derivada do adjetivo yogun, que significa denso ou grosso, e do verbo yogumak, significando amassar. Originalmente, o verbo pode ter significado “tornar denso”, que é como o iogurte é feito.

Armazenamento

Sempre verifique a data estampada no pote ao comprar iogurte. Os recipientes devem ser refrigerados e bem selados. Os iogurtes comerciais podem ser armazenados no refrigerador por até 2 semanas, mas se tornam mais fortes ao final desse período. Ao utilizar quantidades parciais do recipiente, retire o necessário, depois tampe imediatamente e volte ao refrigerador. Tanto o iogurte comprado quanto o caseiro podem ser congelados por até 6 semanas em recipiente hermético, mas os resultados variam ao descongelar para uso. Dependendo da marca ou aditivos, pode afinar e se tornar fluido, mas ainda é utilizável em algumas aplicações. Descongele sempre no refrigerador antes de consumir.

Inovação: Nanotecnologia chega aos alimentos e alerta reguladores

26 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

JC e-mail 3129, de 25 de Outubro de 2006.

Inovação: Nanotecnologia chega aos alimentos e alerta reguladores

Nos EUA, definição de normas de segurança para área polêmica começou neste mês

Barnaby J.Feder escreve para “O Estado de SP”:

E se a Mars, fabricante de doces, criar um aditivo para a cobertura dos seus M&Ms que deixe as balas frescas durante mais tempo e impeça que elas derretam? E se os cientistas da Unilever conseguirem reduzir as partículas de gordura (e com isso as calorias) de um novo sorvete especial, sem sacrificar seu sabor?

Esses ainda são sonhos de laboratório. O que é padrão em todos os projetos de desenvolvimento de produtos em muitas outras empresas alimentícias é a nanotecnologia, nome dado a um número crescente de técnicas para manipular a matéria em dimensões minúsculas como uma simples molécula.

As empresas alimentícias mostram-se cautelosas, evitando avançar muito rápido e ir muito longe neste campo. O cuidado se justifica pela preocupação dos consumidores com a segurança dos alimentos.

Mas as companhias estão entusiasmadas com a capacidade da nanotecnologia de criar formas de substâncias usadas cotidianamente, como ingredientes e embalagens, simplesmente reduzindo-as a tamanhos antes inimagináveis.

Grande parte desse entusiasmo, e muitas das promessas da nanotecnologia, dependem de outros setores, incluindo os de eletrônica, energia e Medicina.

Mas a primeira geração de produtos do setor alimentício baseados na nanotecnologia, incluindo colorantes sintéticos, conservantes de óleo de fritura e embalagens revestidas com agentes antimicróbio, já entrou discretamente no mercado.

Os usos comerciais da tecnologia já somam US$ 410 milhões, que vêm se integrar ao mercado alimentício global de US$ 3 trilhões. A participação do mercado da nanotecnologia crescerá para US$ 5,8 bilhões em 2012, com o desenvolvimento de outras utilizações.

Consciente das reações adversas de alguns consumidores à introdução de produtos geneticamente modificados, os chamados transgênicos, o setor alimentício espera que os órgãos reguladores criem diretrizes de apoio que também amenizem o medo dos consumidores.

Por isso, está no centro das atenções a forma como o FDA, agência do governo americano que regula remédios e alimentos, vai reagir à novidade. A primeira audiência pública sobre a área ocorreu no dia 10.

Proteção e Inovação

Mas lidar com a nanotecnologia será um enorme desafio para a agência, é o que diz um relatório divulgado no início do mês, produzido por Michael Taylor, um ex-funcionário do FDA.

Ele diz que a agência não tem os recursos necessários e que, na área de cosméticos, alimentos e suplementos dietéticos, ela necessita proteger os consumidores mas também fomentar a inovação.

Representantes e analistas do setor temem que a nanotecnologia tenha o mesmo destino da engenharia genética, que foi rapidamente adotada como um enorme avanço pela indústria farmacêutica mas se deparou com uma feroz oposição, especialmente na Europa, à sua utilização nas plantações, na pesca e na pecuária.

Muitos dos mesmos grupos que contestaram a engenharia genética na agricultura vêm insistindo para que os órgãos reguladores adotem medidas drásticas contra o uso da nanotecnologia em alimentos e cosméticos até que outros testes de segurança sejam realizados.

‘Estou assombrado como isso já avançou tanto’, disse Ronnie Cummins, diretor do Organic Consumers Group, grupo americano de defesa dos produtos orgânicos. ‘Comparada com a nanotecnologia, a ameaça da engenharia genética já está dominada’, diz.

Até agora não há nenhuma notícia confirmada de problemas para o meio ambiente ou à saúde pública relacionados com a nanotecnologia.

Mas testes laboratoriais preocupantes sugerem que algumas partículas em nanoescala podem apresentar novos riscos, conseguindo por exemplo atravessar barreiras que costumam filtrar partículas maiores, e atingir o cérebro.

Ou seja, os mesmos atributos que podem tornar a nanotecnologia algo valioso para a fabricação de remédios também podem torná-la perigosa.

Todos concordam que foram feitos poucos estudos precisos sobre como esses materiais recentemente projetados se comportam em relação aos seres humanos e ao meio ambiente.

Aqueles que já foram realizados não conseguiram reproduzir a gama de condições com que as nanopartículas se defrontarão no comércio em geral. E os poucos estudos de laboratório se concentraram no destino das partículas ingeridas e não nas inaladas ou injetadas.

‘O fato de não existirem evidências de danos não pode significar que existe uma aceitável certeza de segurança’, indicou a União dos Consumidores dos EUA.

A linguagem foi cuidadosamente escolhida. ‘Aceitável certeza de segurança’, é o que as empresas alimentícias precisam provar ao FDA para obter aprovação.

Diversas entidades aconselharam a agência a classificar automaticamente todos os novos ingredientes alimentícios resultantes da nanotecnologia.

E querem que esses mesmos padrões sejam estendidos, abrangendo as empresas fabricantes de suplementos alimentares, entre elas algumas que já estão comercializando terapias minerais e à base de ervas tradicionais que, segundo informam, são novas formas em nanoescala mais eficazes.

Alguns grupos estão solicitando também que os produtos que contenham ingredientes sintéticos em nanoescala, não importa qual seja a sua quantidade, sejam rotulados obrigatoriamente.

Ao FDA faltam funcionários suficientes para uma fiscalização em grande escala. Além disso, a simples definição de nanotecnologia também pode ser um obstáculo.

A Basf é considerada pioneira na área de produtos tais como o licopeno sintético, aditivo que substitui o licopeno natural extraído de tomates e frutas.

Amplamente usado como colorante alimentar, o licopeno está cada vez mais valorizado pelos benefícios que produziria contra o câncer.

Mas as partículas da Basf têm, em média, 200 a 400 nanômetros de diâmetro, bem acima do limite de 100 nanômetros que muitos especialistas consideram ser a fronteira da nanotecnologia.

Renovador de óleo

Diante das incertezas, o investimento a curto prazo deve se concentrar em novas tecnologias na área de embalagem e processamento de alimentos.

Esse é um nicho para o qual a OilFresh, companhia da Califórnia, está atenta. Ela comercializa um dispositivo original para renovar o óleo de fritura.

A OilFresh tritura o zeolito, que é um mineral, em minúsculas partículas com 20 nanômetros, revestidas com um material não revelado.

Comprimidas na frigideira, as partículas interferem com processos químicos que desintegram o óleo.

Com isso, pode-se utilizá-lo por mais tempo.
(O Estado de SP, 25/10)

Suplementos Ergogênicos

24 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

por Marcela Laner

Os atletas estão sempre à procura de aperfeiçoamento para chegar ao máximo de sua capacidade física e, assim, conseguirem um lugar à frente de seus oponentes. Esse fato tem induzido atletas, técnicos e cientistas a buscarem, além das técnicas de treinamento, diferentes métodos de otimizar o desempenho. O uso de suplementos nutricionais é uma forma bastante difundida de tentar melhorar o desempenho de atletas.
Entretanto, a falta de informação aliada à vaidade tem tornado corriqueiro o uso indevido destes suplementos por jovens obcecados pela busca do corpo perfeito. Vamos então tentar esclarecer as funções de alguns suplementos nutricionais na atividade física: creatina, carnitina e cafeína.
A creatina é um composto formado por três aminoácidos, encontrado principalmente nos músculos. Exerce função relevante na regulação do gasto energético muscular, sendo considerada de caráter indispensável à contração dos músculos. A creatina faz parte de um sistema que promove um rápido fornecimento de energia durante os primeiros segundos de exercício físico, sendo importante na determinação da habilidade de um indivíduo em gerar e sustentar o exercício de máxima intensidade em intervalo de tempo relativamente curto.
No nosso organismo, a síntese de creatina é realizada no fígado, nos rins e no pâncreas. Além disso, a alimentação fornece cerca de 1g de creatina por dia, principalmente através de carnes, peixes e outros produtos de origem animal; quantidades insignificantes são encontradas em vegetais. Assim, uma alimentação equilibrada fornece as quantidades necessárias de creatina do nosso organismo, sendo dispensável a suplementação.
Estudos de diversos autores sugerem que o músculo humano apresenta um limite máximo de acúmulo de creatina. Esse fato indica que a ingestão crônica de creatina promove uma diminuição da sua síntese a fim de prevenir um acúmulo de creatina intramuscular excessivo, o que pode ser um indesejável efeito adverso da suplementação prolongada de creatina.
Os efeitos da suplementação de creatina sobre a massa corpórea vêm sendo muito discutidos em diferentes estudos. Alguns desses estudos apontam que a ingestão oral de creatina, em curto prazo, pode ser acompanhada por um aumento da massa corpórea. Esse ganho de peso tem sido explicado pela acúmulo de líquidos, uma vez que o volume urinário fica diminuído, no mesmo período. Além do que, estudos demonstram que durante uma suplementação clássica de cinco dias, o tempo que a creatina leva para sair do corpo é de, no máximo, 28 dias. Este período não é suficiente para ocorrer um crescimento dos músculos, reforçando a hipótese da retenção de líquidos.
A quantidade de creatina capaz de promover melhores desempenhos esportivos, sem acarretar danos à saúde de seus consumidores, ainda não está bem definida.
A carnitina é um elemento fundamental no transporte de gorduras pra produção de energia em atividades aeróbias e sua maior concentração está nos músculos. Por causa disso, existem pessoas que acreditam que a carnitina promova uma melhora do desempenho durante o exercício, principalmente os de longa duração como, por exemplo, corridas de longa duração (maratonas). Entretanto a maioria dos estudos não descreve efeitos positivos no desempenho de atletas, nem a diminuição do estoque de gordura corporal, com suplementação de carnitina. A carnitina é produzida no nosso organismo pelo fígado, pelos rins e pelo cérebro. Apenas 10% a 15% da carnitina suplementada realmente são absorvidos e utilizados, o que torna a suplementação desnecessária.
A cafeína é uma substância que atua sobre o sistema nervoso central aumentando a atividade e reduzindo o sono e, assim, mantendo o indivíduo acordado e a atento. O consumo exagerado pode produzir taquicardia (aceleramento do coração), desconforto gastrintestinal e ansiedade. No entanto, é necessário assinalar que o grau de estimulação que um indivíduo experimenta após a ingestão de cafeína é variável. O possível objetivo da suplementação seria o de diminuir a percepção de esforço durante o exercício, aumentar o estado de alerta e aumentar a produção de energia a partir das gorduras do corpo. Devido aos resultados variáveis de performance da cafeína ela foi retirada da lista de substâncias restritas no esporte, ou seja, não é proibida a utilização de cafeína por atletas.
Isotônicos são bebidas de composição e concentração mineral equilibrada, similar ao dos líquidos do corpo humano, origem do termo isotônico. Sua função é repor os sais perdidos pelo suor, por atletas e outras pessoas submetidas a esforço físico intenso. Problemas ao atleta, como o aparecimento de câimbras pela falta de potássio ou desidratação, podem ser evitados pelos isotônicos. A composição fundamental destas bebidas é a combinação entre os sais de sódio, de potássio e em menor escala, sais de magnésio. Essas bebidas não possuem cafeína e possuem pouca quantidade de carboidratos. Suplementos e isotônicos buscam melhorar o desempenho do atleta, mas através de métodos diferentes, isotônicos são usados para repor perdas, diferentemente dos suplementos que tem o objetivo de promover um crescimento.
Como se pode observar, o uso dos suplementos descritos ainda permanece bastante controverso, pois os estudos disponíveis não esclarecem totalmente seus mecanismos de ação. Desta forma recomenda-se que tanto atletas como indivíduos apenas ativos ou sedentários consumam uma alimentação equilibrada garantindo o fornecimento de todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo ao invés de lançar mão de recursos como esses.
Referências bibliográficas:
- Tirapegui, Júlio. Nutrição fundamentos e aspectos atuais. 2ª ed. São Paulo. 2006.
- www.setor1.com.br

A pesquisa em alimentos da Pré-História à contemporaneidade.

22 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

Julio Alberto Nitzke

Publicação PROPESQ / UFRGS

Considerando-se a pesquisa em seu sentido mais amplo, e não na sua interpretação cartesiana atual, a pesquisa em alimentos é quase tão antiga como o homem, pelo menos mais antiga que sua história. De acordo com pinturas rupestres encontradas, o homem pré-histórico descobriu que colocando sua caça perto do fogo ela durava mais tempo, vencendo aí a primeira das inúmeras batalhas contra a deterioração dos alimentos, na sua guerra pela sobrevivência.

Prosseguindo com suas buscas, o homem conseguiu alguns avanços notáveis. Sabe-se, por exemplo, que uma espécie de cerveja já era produzida pelos egípcios há cerca de 5000 anos atrás; este mesmo povo também já dominava a técnica de armazenagem de grãos. Já os romanos eram exímios panificadores, considerando, inclusive, a panificação como uma forma de arte, que liberava seus “artistas” até do pagamento de impostos.

Também na civilização oriental, 2000 anos antes de Cristo os chineses já haviam desenvolvido tecnologia para a conservação de peixes utilizando gelo.

Todas as pesquisas que resultaram nos processos desenvolvidos foram totalmente empíricas, sem nenhum conhecimento ou embasamento teórico, e normalmente utilizando ou simulando processos existentes na natureza, tais como o sol, o calor, o frio. Foi somente em 1792 que um confeiteiro francês, Niccolas Appert, desenvolveu um processo que não era baseado em nenhum fenômeno natural já conhecido. Appert descobriu que ao colocar os alimentos em vidros com algum líquido, lacrando-os com rolha e cera e fervendo-os em banho-maria por um determinado período conseguia uma prolongação da vida de prateleira destes alimentos. O processo de preservação criado pelo confeiteiro francês é o mesmo que produz o que hoje conhecemos como conservas, ou enlatados, e que, em sua homenagem, foi denominado de apertização, englobando todo aquele método que depende de um tratamento térmico para combater a deterioração do alimento.

Na época, Appert acreditava que a preservação do alimento devia-se a ausência de ar no interior do frasco. Esta hipótese foi derrubada por Pasteur, na segunda metade do século XIX, ao provar que os pequenos seres vivos que já haviam sido identificados por Leeuwenhoek em 1675 eram responsáveis por deteriorações nos alimentos e doenças no homem. As pesquisas de Pasteur demonstraram que o efeito da temperatura na preservação dos alimentos era na realidade sobre os microrganismos, observando que uma temperatura de 62-63ºC por um período de uma hora e meia era suficiente para eliminar os microrganismos presentes nos sucos de frutas. Este processo, que recebeu o nome de pasteurização, provocou uma grande alavancagem na qualidade dos vinhos franceses, principal indústria francesa na época, concedendo a Pasteur um grande prestígio junto ao governo de seu país.

Ao relacionar a presença de microrganismos com a deterioração dos alimentos e com a geração de produtos pela fermentação com estes mesmos seres vivos, Pasteur não somente resolveu o problema dos produtores de vinho e cerveja de seu país, mas criou a fundamentação teórica da quase totalidade da pesquisa em alimentos, pois é bastante difícil falar-se de pesquisa em alimentos sem referir-se, direta ou indiretamente à ação dos microrganismos. É esta presença constante da vida ou da supressão da vida, seja ela qual forma que tenha nos diferentes produtos, que diferencia o objeto de estudo dos profissionais que trabalham com alimentos de seus pares mais próximos, tal como os engenheiros químicos, químicos ou farmacêuticos.

As pesquisas de Appert tiveram como elemento desencadeador um concurso lançado por Napoleão, para premiar quem desenvolvesse um processo que produzisse um alimento que pudesse ser transportado por seus soldados a frentes de batalha distantes de seu local de origem. Niccolas Appert venceu o concurso, ganhando uma grande soma em dinheiro

Esta relação entre a pesquisa e as guerras, é uma das características marcantes nesta área de alimentos; foi iniciada por Appert com as Guerras Napoleônicas e estende-se até os dias de hoje.

Durante a Primeira Guerra Mundial ocorreu o primeiro grande surto de industrialização e os pesquisadores do setor alimentício foram instados a desenvolver processos para a produção de alimentos industrializados em grande escala, com o que potencializaram-se as probabilidades de ocorrências de danos à saúde pública ocasionados por alimentos. Como conseqüência, as pesquisas de Alimentos e Saúde Pública iniciavam um longo caminho.

A Segunda Grande Guerra foi a primeira de proporções globais, e provocou grandes mudanças na sociedade. Entre elas, destaca-se a inserção da mulher no mercado produtivo, retirando-a do lar, onde era a responsável pela produção dos alimentos. Com isto, tiveram que ser pesquisados novos métodos de processamento de alimentos, pois agora, além de não serem deterioráveis, de serem capazes de ser transportados, eles deveriam também ser facilmente preparados, libertando as mulheres da longa jornada junto ao fogão no preparo das refeições familiares.

Com isto teve um grande advento nos países do hemisfério Norte o processo de preservação dos alimentos por congelamento, que havia sido desenvolvido industrialmente desde o início do século, mas que somente agora teve seu apogeu, principalmente com o segmento de alimentos prontos. No hemisfério Sul, talvez com exceção da Oceânia, este desenvolvimento levou quase um quarto de século para atingir o mesmo prestígio alcançado nos Estados Unidos e Europa a partir da década de 50. No Brasil foi somente na última década que os produtos congelados começaram a fazer parte do cotidiano de uma parcela privilegiada da população. Este “atraso” tecnológico, se é que pode-se chamar assim, deve-se principalmente a dois fatores muito importantes: 1 - o consumo de produtos congelados exige a chamada “cadeia do frio” que implica que todos os elos de sua cadeia, desde a produção até o consumo final na casa do consumidor possuam aparelhos de congelamento, o que nos países de clima mais tropical onera muito o processo; 2 - as pesquisas sobre a aplicação de frio nos alimentos são realizadas principalmente pelas indústrias, sendo muito poucas as instituições acadêmicas voltadas para este assunto.

Prosseguindo com a relação entre guerras e pesquisas em alimentos, com a Guerra do Vietnã tivemos a introdução dos “pouches autoclaváveis”, um embalagem multilaminada similar a das sopas desidratadas, que no entanto pode suportar temperaturas e pressões muito elevadas, sendo uma evolução dos apertizados ou conservas, com um aprimoramento muito grande na qualidade destes produtos, que todavia ainda não chegou ao Brasil.

A Guerra do Golfo trouxe os alimentos prontos para comer, que nos EUA recebem a sigla de RTE - ready to eat, que formam uma das mais promissoras fontes de negócio atualmente, e que gradativamente vem sendo introduzidos por aqui.

Nestes tempos de paz os desenvolvimentos voltados para a guerra foram substituídos pelas conquistas espaciais, e a NASA tem tomado a liderança na pesquisa de novos alimentos. Para suas viagens à lua os astronautas receberam alimentos liofilizados, um dos mais seguros em termos microbiológicos, sensoriais e nutricionais e adequados a armazenagem sem condições especiais e em porções reduzidas. Estes mesmos alimentos foram posteriormente utilizados por nosso desbravador dos mares Amyr Klink. Outros desenvolvimentos recentes como alimentos de umidade intermediária , as técnicas de APPCC - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, que já foram integradas à atual legislação de alimentos e a tecnologia de “clean room packaging” também foram desenvolvidos pela NASA.

Um outro elemento marcante que pode ser extraído desta relação entre a pesquisa em alimentos e as necessidades exigidas pelas guerras é a realização de estudos feitos fora do âmbito da academia. Acredito que na grande parte das outras áreas do conhecimento as pesquisas são realizadas prioritariamente dentro do ambiente das universidades. Na área de alimentos, não somente as indústrias possuem grandes centros de pesquisa, mas existem instituições, não relacionadas ao meio acadêmico, que realizam pesquisas e desenvolvimentos. As pesquisas nestas instituições não restringem-se a simples desenvolvimentos aplicados, mas freqüentemente englobam a busca de conhecimentos de ciência pura, vista por alguns como sendo de domínio exclusivo dos laboratórios universitários. No Brasil, os melhores exemplos deste tipo de instituição são o ITAL, Instituto Tecnológico de Alimentos, em Campinas, que é uma das mais renomadas unidades de pesquisa em alimentos, e a EMBRAPA, que apesar de ter sua área de enfoque nas pesquisas agrícolas, realiza muitos desenvolvimentos no ramo da ciência e tecnologia dos alimentos. Em Porto Alegre, tínhamos a Fundação de Ciência e Tecnologia - CIENTEC, que nos últimos anos abandonou um pouco a seara da pesquisa em alimentos, concentrando seus esforços na prestação de serviços, principalmente de análises.

A pesquisa em alimentos realizada no Brasil, principalmente no meio acadêmico, em minha opinião, ainda não é bem reconhecida no panorama mundial, não sendo destaque em quase nenhum evento ou publicação científica internacional. Duas razões principais colaboram para que isto ocorra. Em primeiro lugar, nos países que se destacam no setor, entre eles os Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha, existe uma inter-relação muito forte entre os setores acadêmicos e produtivo, com uma intensa troca de subsídios, financiamentos e informações entre eles, o que resulta numa produção muito fecunda de resultados e inovações, como pode ser observado em qualquer encontro científico lá realizado. No Brasil, por outro lado, existe uma desconfiança mútua entre os setores acadêmico e produtivo, que salvo raras exceções, principalmente na região de Campinas, dificilmente conseguem falar a mesma língua realizando um trabalho conjunto com bons frutos para ambos os setores.

Por um lado, os empresários brasileiros do setor alimentício, acreditam muito mais na tradição, no “meu pai sempre fez assim e deu certo, meu avô sempre fez assim e deu certo, por que eu vou mudar?”, do que em inovações científicas ou tecnológicas que poderiam colocar seu estabelecimento em pé de igualdade com outros mais avançados. Ainda mais, sua opinião é que todo o desenvolvimento científico e tecnológico deva ser bancado pelo Estado, normalmente furtando-se a qualquer colaboração financeira de sua parte. A universidade, por sua vez, vê o empresário como extremamente imediatista e não respeita o valor de sua tradição e de seu conhecimento empírico.

Além disto existe o problema de interesses distintos; enquanto para o empresário interessa o sigilo das informações obtidas e a garantia de exclusividade dos resultados encontrados, para o pesquisador o fundamental é a publicação destes resultados, é através da maior disseminação possível que ele obterá o reconhecimento de seus pares. Este mesmo paradoxo existe nos países desenvolvidos, mas uma situação bastante peculiar da área de alimentos no Brasil torna-o mais difícil de ser resolvido. Até o ano passado nenhum processo, produto ou equipamento destinado à alimentação era permitido de ser patenteado.

O outro fator que restringe a aceitação internacional dos trabalhos de pesquisa realizados no Brasil é sua regionalização. A grande maioria dos trabalhos de pesquisa realizados, principalmente nos estados do Norte e Nordeste do pais, estão, muito acertadamente, relacionados com as culturas locais, sobretudo das frutas e peixes da região, que são extremamente abundantes. Esta especificidade do objeto das pesquisa, longe de ser desmerecedor de valor, torna-o de interesse mais restrito, dificultando, inclusive a troca de informações e conhecimentos, mesmo a nível nacional, onde os produtos daquela região são quase que desconhecidos pelos pesquisadores das regiões Sul e Sudeste.

É obvio que apenas isto não é um impeditivo para o reconhecimento internacional das pesquisas regionais, pois apenas como exemplo, podemos citar os trabalhos sobre a toxicologia da erva-mate, cultura de âmbito extremamente localizado, e que já foi apresentada por duas vezes em congressos de renome mundial.

Como já pode ser percebido, a pesquisa em alimentos possue algumas características que a distingue de outras áreas do conhecimento. A meu ver, os trabalhos realizados no ICTA, Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos, desta Universidade, reúne a quase totalidade destas características, e será, por esta razão, utilizado como modelo referencial para discorrer sobre elas.

Uma primeira característica é a grande diversidade de formações profissionais que estão capacitadas e efetivamente atuam na pesquisa em alimentos. Se tomarmos como referência a grande área do CNPq das Ciências Agrárias, que compõe a presente mesa, nas outras duas subáreas aqui representadas, a de Agronomia e Veterinária, seguramente poderemos afirmar que a maioria dos trabalhos realizados foram coordenados por Engenheiros Agrônomos ou Veterinários. Já na subárea de Ciência e Tecnologia de Alimentos, além dos profissionais anteriormente mencionados, temos Engenheiros de Alimentos, Engenheiros Químicos, Químicos, Farmacêuticos, Bioquímicos, Biólogos e Nutricionistas, entre outros. Um bom exemplo a ser mencionado é um projeto de pesquisa recentemente enviado pelo ICTA à FAPERGS, onde o mesmo assunto, no caso um suplemento alimentar, está sendo estudado em todas as suas facetas, desde sua produção, processamento, controle, aspectos toxicológicos, antropológicos até seus reflexos na informação, educação e saúde pública. O referido projeto é formado por 9 subprojetos, envolvendo diretamente 14 profissionais, de todas as áreas mencionadas anteriormente, acrescidos de Médicos, Dentistas, Enfermeiros e Antropólogos.

Ao contrário da grande maioria das Faculdades e Institutos da Universidade onde domina, normalmente, uma classe de profissionais, no ICTA existem todas as classes mencionadas acima, envolvendo-se tanto na pesquisa como no ensino e extensão. Como já dito, esta característica não é exclusiva do Instituto, mas de todas as instituições que trabalham com alimentos. A melhor comprovação que tem-se para isto é o Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, realizado bianualmente pela SBCTA - Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos, onde congregam-se representantes de todas estas classes profissionais.

Esta característica de multidisciplinariedade não deve ser encarada como um entrave, muito antes pelo contrário; a visão do mesmo objeto por uma diversidade de enfoques e pontos de vista só tem a enriquecer o resultado final a ser atingido, mas não podemos esquecer que, devido a aspectos inerentes à própria raça humana, torna-se muito mais difícil a concatenação destas idéias em prol de um objetivo comum.

Acredita-se que um dos fatores responsáveis por esta diversidade de atuações deve-se a não existência, até pouco tempo atrás, de um profissional com atuação específica na área. O primeiro curso com esta característica, o de Engenharia de Alimentos, em Campinas, começou a formar profissionais apenas na década de 70. Aqui mesmo em nossa Universidade, o ICTA foi instituído em 29 de dezembro de 1958, tornando-se o primeiro instituto de pesquisas científicas em alimentos no Brasil, e desde então vinha colaborando na formação de profissionais de Engenharia Química, Química, Agronomia e Farmácia. Somente a partir de 1994 o ICTA iniciou seu primeiro curso de formação regular, de Engenharia de Alimentos.

Como o Engenheiro de Alimentos possui capacitação e habilitação para atuar em praticamente todas as áreas anteriormente abrangidas pelas diversas classes profissionais atuando no setor, com exceção do Nutricionista, que pode atuar na ênfase clínica, é de se esperar, como já acontece na região de Campinas, que estes profissionais passem a dominar o mercado, inclusive da pesquisa, tirando-lhe esta característica tão peculiar e rica.

Outra característica marcante da pesquisa em alimentos é crescimento ocorrido nos últimos anos. Será tomado como parâmetro de comparação o Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, que sem desconsiderar outros eventos realizados em áreas mais específicas, tais como Microbiologia, Análise de Alimentos, Biotecnologia, etc., é considerado o evento científico mais importante para a área de alimentos. De acordo com os anais dos congresso, em 1994, foram apresentados 420 trabalhos científicos, distribuindo-se nas áreas de Controle de Qualidade (48), Embalagens (10), Engenharia - Processos (76), Métodos Analíticos Aplicados (26), Microbiologia (66), Nutrição e Toxicologia de Alimentos (30), Química e Bioquímica de Alimentos (78) e Outros (96). Já no último congresso realizado recentemente, no Rio de Janeiro, foram selecionados 569 trabalhos, nas áreas de Aditivos/Ingredientes (18), Biotecnologia (35), Controle de Qualidade (110), Engenharia/ Modelagem (19), Métodos Analíticos (21), Microbiologia (69), Nutrição (59), Processamento (109), Propriedades físicas (28), Química e Bioquímica (102).

Também neste aspecto o ICTA segue o padrão estabelecido. No congresso de 1994 não houve nenhum representante da Universidade, já em 1998, foram apresentados 5 trabalhos de pesquisas realizados pelo Instituto, sendo 3 na áreas de Nutrição, 1 de Processamento e 1 de Biotecnologia.

Esta mesma revigoração da pesquisa pode ser percebida internamente, através da participação das pesquisas em alimentos no Salão de Iniciação Científica da Universidade. No mesmo ano de 1994, a área de alimentos (que estava vinculada à área da saúde) participou com 4 trabalhos, sendo 3 do ICTA e um de fora da Universidade.

Neste ano de 1998, existem duas seções específicas para a Ciência e Tecnologia de Alimentos, com a apresentação de 24 trabalhos, sendo 16 da UFRGS e 8 de outras instituições.

A pesquisa acadêmica está normalmente associada a cursos de pós-graduação. Mais uma vez a pesquisa em alimentos distingue-se das demais. Grandes centros de pesquisa, tais como o ITAL, de Campinas, ou o CTAA - Centro Tecnológico de Agroindústria e Alimentos da EMBRAPA, no Rio de Janeiro ou o Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, não possuem qualquer vinculação formal com cursos de pós-graduação. Novamente, o ICTA como bom modelo referencial (não obrigatoriamente positivo), repete o padrão. O Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos é a única unidade dessa Universidade que não possui um curso de pós-graduação. Alguns de seus doutores colaboram com cursos de outras unidades, principalmente com o Curso de Microbiologia Agrícola e do Ambiente, da Faculdade de Agronomia, porém o Instituto não possui nenhum curso próprio, nem a nível de Especialização. No entanto, como pode ser comprovado anteriormente, isto não significa que não se realizem pesquisas de importância. A quase totalidade dos professores está envolvida com pesquisas, a duras penas, pois a baixa titulação e poucas publicações (existem poucos periódicos científicos nacionais e pelas razões já explicitadas a publicação em periódicos internacionais é difícil) dificulta sobremaneira o acesso dos pesquisadores a bolsas e auxílios dos órgãos de fomento, tanto a nível estadual como federal , restando-lhes apenas o apoio (felizmente concedido) interno da Universidade.

Não considerando-se os cursos de pós-graduação de outras áreas, que permitem uma ênfase em alimentos, tal como acontece com o Pós-graduação em Microbiologia Agrícola e do Ambiente desta Universidade, o único curso de Doutorado existente na região Sul é o da Universidade Estadual de Londrina, em Ciência de Alimentos. Existem outros 7 cursos de doutorado em alimentos no Brasil, sendo que 4 deles estão na UNICAMP, inclusive os dois únicos existentes no Brasil, na área de engenharia e tecnologia .

Além de causar transtornos à pesquisa, a falta de cursos de Doutorado, e consequentemente de doutores dificulta, também, a contratação de professores para os cursos de Engenharia de Alimentos, sobretudo para as áreas tecnológicas. Recentemente tivemos que repetir 3 vezes um concurso para Professor Adjunto, sem que conseguíssemos selecionar um candidato, com o que a vaga foi baixada para Professor Assistente.

Ao falar-se em alimentos é difícil não dicotomizar-se em ciência e tecnologia, seja no próprio nome do Instituto, seja na maior congregação científica da área, ou em seu congresso, e até mesmo nos cursos de pós-graduação existentes. Normalmente no primeiro estão incluídas as áreas básicas, tais como microbiologia, bromatologia, etc. enquanto o segundo trata da aplicação destes conhecimentos a produtos. Tradicionalmente os pesquisadores, como decorrência ou causa do que acontece com o ensino, atuam apenas em uma área ou outra, com alguns contatos entre eles. Com as mudanças que vem ocorrendo no setor produtivo e na forma organizacional das empresas, bem como nas novas fronteiras do conhecimento, os limites entre estas duas grandes áreas tendem a diminuir, exigindo um profissional que, mesmo possuindo sua área de especialização, consiga transitar livre e facilmente entre os dois lados desta mesma moeda.

Como ponto final, porém não menos importante, entendo que a pesquisa em qualquer área deve refletir a realidade que a cerca, ou então existe alguma coisa errada com o objeto da pesquisa que está sendo realizada. Assim deve ser com a pesquisa em alimentos.

As previsões de Malthus, que indicavam um crescimento geométrico da população e aritmético da produção de alimentos , felizmente não se concretizaram, e pelo menos sob o aspecto de seus crescimentos descompassados a humanidade conseguiu equacionar o binômio alimentos x população. O grande fantasma da carência mundial de alimentos foi afastado, nunca se produziu tanto, e por diversas razões, a população mundial vem crescendo a níveis bastante menores. Ao lançarmos um olhar generalista sobre as populações mundiais e mais especificamente sobre a brasileira podemos afirmar que o problema da fome está praticamente superado, no entanto, podemos ainda distinguir claramente dois pólos principais de consumo de alimentos. De um lado temos uma grande legião de “sobreviventes”, que se não estão mais fadados a morrer de fome, encontram-se no limiar da desnutrição, sofrendo de doenças não ligadas a carências energéticas ou protéicas, mas de vitaminas e sais minerais. No extremo oposto existe uma população com um alto nível de educação e poder econômico, que tem acesso ao que acontece nos países mais desenvolvidos, e cultiva, consequentemente, os mesmos hábitos de consumo inclusive em relação a sua alimentação, sendo quase tão seletiva quanto eles em relação à qualidade esperada dos produtos a serem consumidos.

No Brasil, e como bom modelo que representa, no ICTA, a pesquisa em alimentos reflete esta situação e divide-se entre estes dois pólos.

De um lado temos uma parcela dos pesquisadores que dedica-se a buscar alternativas de processos, matérias-primas e complementações que possam diminuir o deficit nutricional ainda existente em uma significativa parcela da população, principalmente infantil, a um preço acessível. . Estas pesquisas enquadram-se com as recomendações da Organização Mundial da Saúde que vem enfatizando através das Conferências Mundiais da Saúde a importância dos conhecimentos tradicionais, relacionados com o uso de recursos naturais, principalmente plantas, ervas, condimentos, que constituem indiscutível alicerce na Atenção Primária em Saúde, devendo merecer das autoridades governamentais e das instituições de pesquisa toda a atenção e o investimento possível, inclusive quanto ao resgate de suas raízes e o seu real significado sociocultural e econômico nas diferentes culturas.

O conceito de Atenção Primária em Saúde engloba a questão da qualidade e da quantidade dos alimentos/ segurança alimentar, alcançada através de métodos e tecnologias práticas cientificamente fundamentados e socialmente aceitáveis, postos ao alcance universal dos membros das comunidades, mediante sua plena participação e os custos suportáveis .

Dentro deste conceito temos todos os trabalhos que vem sendo realizados no Instituto com relação a Alternativas Alimentares, principalmente a Multimistura.

Do outro lado, convivendo pacificamente, inclusive ocasionalmente no mesmo pesquisador, existe a busca da satisfação do cliente mais exigente, do processo mais inovador, do colocar-se ao mesmo pé de igualdade aos pesquisadores dos países mais desenvolvidos. Nesta gama encontram-se as pesquisas que transformam o nosso arroz do dia a dia em um produto de preparo quase que instantâneo, com a manutenção de todas suas características sensoriais e nutritivas, pela utilização de equipamentos de última geração, para satisfazer a dona ou dono-de-casa que passa o dia todo trabalhando e não quer desperdiçar seu precioso tempo em um fogão. Temos também as mais inovadoras pesquisas envolvendo a biotecnologia, seja na utilização de microrganismos ou enzimas para a produção de novos produtos, ou no emprego destes mesmos agentes na utilização de substratos do processamento convencional como forma de maior rendimento ou melhoria da produtividade.

Indo ao encontro das novas tendências, que buscam um melhor equilíbrio energético, sem a perda dos atributos sensoriais, temos o desenvolvimento de inovadores produtos “diet”, tão esperados por aqueles que por razões de saúde ou estética viam-se privados de alguns dos prazeres do homem convencional.

Estes dois últimos segmentos da pesquisa realizada pelo ICTA, são também os que vem recebendo o maior destaque tanto na mídia científica e comercial, como nos encontros científicos. A Biotecnologia tem estado ultimamente em voga por sua relação com os recém liberados produtos transgênicos, atualmente presentes, ainda, apenas na forma de sementes, mas que em breve atingirão a produção de alimentos, gerando toda uma nova discussão ético-científico sobre sua adequabilidade e necessidade ou não de informação ao consumidor.

Os alimentos diet e outros de sua natureza, por sua vez, integram a mais nova corrente de desenvolvimento do setor alimentício, que ultrapassaram as fronteiras da simples nutrição como forma de saúde, elevando-os à categoria de quase remédios, que tem recebido a denominação de nutraceuticos. Este novo ramo da ciência e tecnologia de alimentos introduziu novos questionamentos ético-morais, e aproximou os profissionais da saúde a estes das ciências agrárias, tornando cada vez mais complexa e difícil a categorização e classificação destas pesquisas de acordo com os padrões tradicionalmente obedecidos a décadas.

Concluindo, pode-se perceber que tanto contemporaneamente com todos os questionamentos trazidos à tona pelas relações de alimentos com genética, com biotecnologia ou com medicamentos, como pré-historicamente pela utilização dos fenômenos naturais a seu favor, a pesquisa em alimentos, a parte de suas especificidades e idiossincrasias, a exemplo das outras áreas que compõem esta mesa, sempre buscou satisfazer aquela que é uma das necessidades básicas do ser humano, pois como sempre se disse:

“nem só de pão vive o homem”, mas sabe-se

“que sem ele o homem não vive”.

Outubro de 1998

Macadâmia é rica em antioxidantes e em calorias

20 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo

Único alimento nativo da Austrália conhecido internacionalmente, a noz macadâmia é empregada na fabricação de sorvetes, barras de chocolate e biscoitos e para dar um toque especial a sobremesas e a pratos salgados, como risotos e saladas. Também costuma ser servida como aperitivo, torrada, salgada ou caramelizada.

Assim como outras amêndoas, é rica em ácidos graxos, antioxidantes que retardam o envelhecimento e protegem o sistema cardiovascular. Também como elas, ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue. “Isso ocorre devido às altas concentrações do ácido palmitoléico, responsável pela assistência ao corpo no metabolismo dos lipídeos, equilibrando os níveis de colesterol HDL (’bom’) e LDL (’mau’)”, explica o produtor Pedro Toledo Piza, diretor técnico da ABM (Associação Brasileira de Noz Macadâmia) e diretor da QueenNut Macadâmia, empresa que beneficia e exporta 35% da produção brasileira.

Só vale prestar atenção à quantidade ingerida, já que 100 g da noz torrada e salgada possuem 647 calorias.

Descoberta somente na segunda metade do século 19, a macadâmia é cultivada hoje principalmente na Austrália e no Havaí, mas também na África do Sul e em outros países. O Brasil, que iniciou o plantio comercial durante a década de 1970, figura em sétimo lugar do ranking, embora possua a quarta maior área plantada, concentrada nos Estados de São Paulo e do Espírito Santo. “Só que nossos pomares ainda são jovens, em fase de crescimento”, afirma Piza.

Em 2007, segundo dados da ABM, cerca de 85% da produção nacional será exportada, in natura, e o restante consumido no mercado interno.

Óleo

Da macadâmia, é extraído também um óleo utilizado pelas indústrias cosmética e farmacêutica, mas o mercado para o produto ainda é incipiente. “Somente 4% das amêndoas são destinadas para isso”, explica o produtor.

De acordo com ele, trata-se de um produto caro porque o quilo da amêndoa é vendido em atacadistas por valores entre R$ 30 e R$ 60, e são necessários, em média, três quilos para obter um litro de óleo –sem falar nos custos operacionais e de mão-de-obra e na rentabilidade do negócio.

“Hummm… É tempo de sorvete, do oriente ao ocidente o alimento refrescante e nutritivo”

18 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

Letra do Samba 2008 da Academicos do Tucuruvi

Delicia chinesa
Do oriente essa iguaria se espalhou
Entre povos e culturas
Neve e mel com frutas tem valor
Conquistando um imperador
Se propagou no ocidente
A europa apreciava, encantava a realeza
E toda a corte portuguesa
Com leite aguçou o paladar
Das charmosas damas da nobreza

Atravessou o mar pra se consagrar
“Americanizou” evoluiu
Surgiram sabores, receitas incríveis
Que o mundo aplaudiu

Em terras brasileiras
É novidade, é sensação
Lá no Rio de Janeiro, do carioca maneiro
Refresca o dia a dia do povão
Aqui, na terra da garoa
Esperei a hora para te saborear
É bom, como é bom, o sorvete em toda parte
A indústria vem fazendo arte
Do alimento, diversão
Em cores e sabores, você é carnaval
A grande paixão nacional!

É verão amor, vem desfilar
Aliviar o teu calor
Sou TUCURUVI de alma e paixão
Vou refrescar seu coração

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Águia de Ouro vai falar do sorvete pelos cinco sentidos

18 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

Escola vai entrar na avenida de branco e prata para ‘congelar’ o Anhembi.

A sensação de gelado, as cores que fazem arregalar os olhos, os aromas variados, o gosto quase sempre bom e o som do samba que fala dele. O sorvete por meio dos cinco sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição) é o que vai mostrar a escola de samba paulista Águia de Ouro.

A quarta a desfilar no dia 1º de fevereiro tem como enredo “A taça da felicidade, uma viagem pelos sentidos às delícias dos sorvetes”. O samba será interpretado por Serginho do Porto.

Para simbolizar o tato, a comissão de frente e o carro abre-alas vão entrar no Anhembi cobertos de branco e prata com o objetivo de “congelar” a avenida. Na comissão de frente, as fadas da neve serão as primeiras a anunciar a era do gelo. Em seguida virá a bateria fantasiada de esquimó, o casal de mestre-sala e porta-bandeira vestido de acordo com o tema gelo e o abre-alas, um carro de 38 metros, com uma imensa geleira artificial feita de fibra que vai simbolizar o tato.

“Vamos levar o universo do gelo para o desfile”, afirma o carnavalesco da escola, Victor Santos. A opção de colocar a bateria na frente, diferentemente de outras escolas, é “para mostrar que é a menina dos olhos da Águia”, diz Santos.

A bateria adiantada foi uma estratégia adotada pela escola no desfile do ano passado. Com tradição de inovar, o grupo pretende levar outra surpresa para a avenida neste ano, garante o mestre Juca, que chefia os ritmistas. Ele, no entanto, diz que o segredo só será revelado no Anhembi. “Estamos ensaiando separados do restante da escola, para não vazar [a surpresa]”, diz.

Colorido

Após uma parte só de branco e prata, a escola começa a ficar colorida nas duas alas que antecedem o segundo carro, cujo tema será a visão. O carro terá três olhos que se mexem e piscam encantados com o colorido dos sorvetes.

Depois da visão, será a vez do olfato. Bonecos de deuses dos ventos vão soprar aroma de diversos sabores como baunilha, morango e chocolate pela avenida. “É para deixar a platéia com água na boca”, comenta o carnavalesco.

Além de doce e gelado, o sorvete, para a Águia de Ouro, também tem sabor de romance. E é com beijos amorosos de um casal de bonecos em cima de um carro alegórico que a escola vai simbolizar o paladar.

Para completar os cinco sentidos, o último carro vai falar da audição. E como abordar o som quando o tema é sorvete? “O samba-enredo da escola canta e exalta o sorvete e é assim que vamos falar da audição”, explica Santos.

O doce sabor do sorvete é a esperança da Águia para conquistar seu primeiro campeonato neste carnaval de 2008. A melhor colocação da escola, fundada em 1976, foi um quarto lugar nos desfiles de 2001 e 2007, segundo conta o carnavalesco.

Globo.com

Acadêmicos do Tucuruvi contará a história do sorvete e promete distribuir picolé no Sambódromo

15 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

Plantão | Publicada em 15/01/2008 às 10h30m
Carol Knoploch, Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - A Acadêmicos do Tucuruvi, escola da zona norte da capital, promete um desfile frio apenas no tema do enredo: “hummmm….é tempo de sorvete, do oriente ao ocidente, o alimento refrescante e nutritivo”. Na avenida, os 3 mil componentes da agremiação querem esquentar a arquibancada com o samba e a empolgação. E até vão distribuir picolés para refrescar o público.

Além da Tucuruvi, o sorvete será tema do enredo da Águia de Ouro, que abordará as sensações que o sorvete provoca.

- A desvantagem será de quem desfila em segundo. Tudo o que a gente apresentar será novidade - declarou o carnavalesco Armando Barbosa, da Acadêmicos do Tucuruvi, fissurado em sorvete de morango, daqueles cremosos.

Ele diz que o público terá surpresas em seu desfile.

- Vamos fazer nevar na avenida e o último carro vai distribuir picolé e jogar cheiro de sorvete no ar - diz ele.

Criativo, ele coloriu a bateria de rosa, creme e marrom, como o sorvete Napolitano (morango, creme e chocolate). Armando estréia esse ano na Acadêmicos do Tucuruvi. O abre-alas contará a origem do sorvete. É um carro geleira, branco, prata e furta-cor.

- Poucos sabem que o sorvete foi inventado na China. Vem de 1.000 a. C. Algum cozinheiro criativo usou flocos de neve para fazer uma sobremesa - explicou Armando, que tem carinho especial pelo carro da corte portuguesa, o terceiro do desfile. Atrás virá do carro do Imperador Nero, que mandava escravos ao alto das montanhas para colher neve para depois misturá-la com mel e frutas.

- É a nossa raspadinha.

Segundo Armando, duas grandes damas estarão no carro da corte portuguesa para representar a briga pelos “mestres sorveteiros”.

- Elas se pegavam mesmo. Uma roubava o mestre da outra. Até que os portugueses trazem, para cá a receita. Chegam pelo Rio. No carro, D. Pedro II estará no alto do Corcovado à espera da novidade. As frutas estarão todas sorridentes. E teremos um navio que representará a chegada de 217 toneladas de gelo - contou Armando, que garante que D. Pedro gostava de sorvete de pitanga.

A comissão de frente é surpresa e as baianas farão homenagem a Catarina de Médicis, responsável por difundir o sorvete por vários países da Europa. Uma ala vai lembrar Marco Polo, o mercador veneziano que levou a receita do sorvete para a Europa, junto com a do macarrão. O desfile terá ainda a descoberta do sorvete cremoso, picolé, casquinha, banana split…

Pesquisador do ITAL verifica que microfiltração do leite é viável economicamente

6 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

Processo oferece alternativa aos tratamentos térmicos, com maior manutenção do sabor e das propriedades nutricionais

18/12/2007
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Laticínios (Tecnolat), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento) trabalha, desde 2004, com uma tecnologia largamente utilizada em alguns países da Europa. Trata-se da microfiltração, processo que retira quase a totalidade dos microorganismos do leite sem submetê-lo a altas temperaturas. Nele, são utilizadas membranas semipermeáveis, espécies de filtros, que podem ou não ser combinadas com o emprego de um tratamento térmico mais brando.

Apesar de ser utilizada comercialmente desde 1929 e aplicada no processamento de leites fluidos desde 1997, no Brasil ela ainda não está sendo empregada para este fim. Para oferecer esta alternativa ao mercado brasileiro, os pesquisadores do Tecnolat se dedicam a um amplo estudo com o intuito de possibilitar a adaptação da tecnologia ao País.

Sua implantação resultaria em um produto diferenciado, com sabor e propriedades nutricionais distintas dos comumente encontrados. Uma parte importante deste processo, no entanto, é verificar a viabilidade econômica da microfiltração no Brasil; e, em estudo finalizado em novembro, o pesquisador Manuel Carmo Vieira comprovou que ela é viável.

Sabor e propriedades nutricionais

A larga utilização da microfiltração em países como a França pode ser explicada por uma rejeição do consumidor ao sabor dos leites que passam por processos de aquecimento acentuado, como os UHT (conhecido como “de caixinha” ou longa vida). As altas temperaturas conferem ao leite um “sabor de cozido”, considerado pelos especialistas da área um defeito de sabor. Mas, no Brasil, o consumidor está habituado ao sabor do leite aquecido. Por isso, a aceitação do leite microfiltrado depende de um resgate do apreço do consumidor pelo gosto do leite cru.

E, como as membranas semipermeáveis retêm os microorganismos sem utilizar tratamentos térmicos agressivos, as proteínas e vitaminas são mantidas, preservando as propriedades nutricionais e os conseqüentes benefícios à saúde. “Estes são os dois grandes apelos do leite microfiltrado, suas duas grandes âncoras para abrir nichos de mercado”, afirma Vieira. Há a possibilidade, ainda, de a microfiltração ser aliada a um tratamento térmico mais brando, aproveitando as potencialidades de cada uma das tecnologias.

Economicamente viável

Em etapas anteriores, os pesquisadores do Centro foram orientados pelo idealizador da técnica de microfiltração aplicada ao leite, Jean Louis Maubois. Em seguida, foram feitas algumas alterações no processo para adaptá-lo à realidade brasileira. A comprovação dos benefícios da microfiltração também foi realizada.

A etapa seguinte foi a recentemente finalizada por Vieira. “Comparei o leite UHT com o microfiltrado”, conta. Foram, assim, confrontados os níveis de investimentos e custos de dois projetos de implantação de fábricas processadoras de leite, uma utilizando a tecnologia UHT e a outra a microfiltração. A capacidade de produção considerada foi de 100 mil litros diários de leite fluido cada.

Os dois processos apresentam vantagens e desvantagens econômicas. O equipamento necessário para o leite UHT é mais caro do que o empregado na microfiltração. Em compensação, o leite microfiltrado necessita de refrigeração durante a armazenagem e a distribuição, enquanto o leite longa vida pode ficar em temperatura ambiente. A conclusão, que apontou a viabilidade da implantação da tecnologia de microfiltração no País, demonstrou que unidades industriais que produzem leite microfiltrado são tão lucrativas quanto unidades que produzem leite UHT.

Mas, Vieira faz um alerta importante. “Se algum laticínio se interessar em implantar a microfiltração, terá que ter a consciência de que, durante os primeiros meses ou o primeiro ano, vai ter que trabalhar o consumidor. Há a necessidade de fazer um trabalho de marketing que remeta ao sabor e às qualidades nutricionais do leite tomado antigamente, mas com uma qualidade microbiológica muito superior”, explica.

Como continuidade, os pesquisadores do Centro têm o objetivo de divulgar os dados obtidos nas etapas já concluídas, principalmente por meio de treinamentos de transferência do conhecimento.

Material produzido pela Assessoria de Comunicação
Foto: Antônio Carriero
Mais informações: 19.3743.1757

Blogs tem baixo custo e podem ter alto retorno

4 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

Para as pessoas que realmente acreditam no método, em pequenas empresas, trata-se de uma ferramenta de baixo custo e alto retorno que responde por funções de marketing e relações públicas, destaca o perfil da empresa e permite construir uma marca.

A ferramenta de que estamos falando são os blogs, ainda que as pequenas empresas que dispõem de blogs continuem a ser uma distinta minoria. Uma recente pesquisa da American Express constatou que apenas 5% das empresas com menos de 100 funcionários dispõem de blogs. Outros especialistas estimam proporção ligeiramente superior.

Mas embora os blogs possam ser úteis a muitas outras empresas, nem mesmo os especialistas em blogs recomendam a idéia à maioria das companhias.

Guy Kawasaki, empresário serial, sócio diretor da Garage Technology Ventures e blogueiro dos mais prolíficos, expressa a questão da seguinte maneira: “Se você fabrica roupas ou opera um restaurante, um blog não deve receber, em sua lista de prioridades, posição tão importante quanto a necessidade de produzir boas roupas ou servir boa comida”.

Manter um blog requer muito tempo e certo talento como escritor, e nem todas as pequenas empresas dispõem desse tipo de recurso.

Mas algumas companhias estão em situação ideal para um blog. Os mais evidentes candidatos, de acordo com Aliza Sherman Risdahl, que escreveu um livro sobre os usos dos blogs, são as empresas de consultoria. “Elas são especialistas em seus campos, e o negócio delas envolve dizer aos outros o que fazer”.

Para outras empresas, diz Risdahl, encontrar um motivo para manter um blog pode ser um desafio, a menos que o setor atendido requeira que os consumidores ou clientes passem por aprendizado complexo, como o comércio de vinhos, represente um estilo de vida associado a determinados produtos e serviços (animais de estimação, camping) ou sirva a uma missão social (lutar pelo meio ambiente ou angariar doações para caridade.)

Mas mesmo nesses nichos, diz Risdahl, as empresas precisam se concentrar em uma estratégia para seus blogs, e determinar se elas têm o suficiente a dizer. “Como consultor, um blog claramente pode ajudá-lo a ser contratado”, disse. “Se você está vendendo um produto, é preciso ser muito mais criativo, porque ninguém gosta de ler anúncios”.

Sarah Endline, presidente-executiva da sweetriot, uma produtora de chocolates orgânicos, disse que começou um blog alguns meses antes de fundar sua empresa, em 2005, para oferecer aos interessados uma visão de como o processo empresa funcionaria desde o marco zero.

Essa espécie de transparência é um motivo popular para um blog, especialmente no caso de empresas que desejem ser identificadas como socialmente responsáveis ou dedicadas a uma missão.

Um post típico no blog da sweetriot descreve a chegada do primeiro embarque de cacau da empresa, vindo da América do Sul, e de como Endline se encontrou com o caminhão, depois que ele passou pela alfândega no aeroporto internacional Kennedy, em Nova York.

Ela escreve sobre como inspecionou o embarque, e elogia o presidente da transportadora Gateway, que a ajudou a organizar as caixas de modo que pudesse examinar o produto. “Na sweetriot, não usamos a palavra ‘fornecedor’, porque acreditamos em trabalhar em parceria com todos os nossos contatos”, ela afirmou.

Para empresas do setor de tecnologia, ter um blog é praticamente obrigatório. Ainda assim, Tony Stubblebine, fundador e presidente-executivo da CrowdVine, uma empresa que cria redes sociais para conferências, disse que um dos principais motivos para manter um blog é demonstrar que seu modelo de negócios difere do adotado pelas empresas iniciantes típicas.

“Todo mundo no Vale do Silício se concentra em financiamento por grupos de capital para empreendimentos e em desenvolver uma estratégia de saída”, ele afirma. “Porque meu foco não é levantar dinheiro, posso me concentrar nos meus clientes, já que eles não servem simplesmente como plataforma para uma oferta pública inicial ou aquisição”.

Ele acrescentou que “estou tentando criar uma comunidade de assistência a pequenas empresas de Internet, como a minha. Minha filosofia quanto a blogs é como o modelo de fonte aberta no setor de software. Uma espécie de conceito hippie. Se posso ajudar outras pessoas, me sinto pessoalmente recompensado. E essas pessoas provavelmente retribuirão de alguma maneira”.

Stubblebine diz que ele conquista novos clientes basicamente por indicação de sua clientela atual, e usa o blog como forma de divulgar notícias para seus amigos e para pessoas influentes no setor, além de como maneira de apresentar credenciais aos seus clientes. “É por isso que falo do crescimento da empresa”.

David Harlow, advogado e consultor especializado em serviços de saúde em Boston, diz que criou o HealthBlawg, o seu blog, como maneira de divulgar seu trabalho, depois que ele deixou o emprego em um grande escritório de advocacia e abriu um escritório próprio. Além disso, começar um blog era um processo fácil. E a tecnologia utilizada era bastante simples.

Agora, depois de quase dois anos de blog, Harlow se declara satisfeito com os resultados. O seu blog recebe 200 a 300 visitas por dia, diz, e também se tornou fonte regular de citações para publicações que querem dados sobre questões regulatórias no setor de saúde. Além disso, o blog também lhe valeu alguns clientes, e permitiu que ele estabelecesse relacionamentos com outros blogueiros no ramo do direito (que se definem como blawgers), além de contatos com consultores de todo o país.

Muitos dos blogs de pequenas empresas atingem seus objetivos mesmo que atraiam apenas algumas dezenas ou centenas de leitores. Mas há companhias com objetivos muito mais ambiciosos.

A Denali Flavors, uma empresa fabricante de sorvete em Michigan, licencia os sabores que desenvolve para outras sorveterias e serve como exemplo de pequena empresa dotada de verbas publicitárias limitadas. Por isso, decidiu usar uma série de blogs para criar conscientização de marca quanto ao Moose Tracks, seu sabor de sorvete mais popular.

John Nardini, que dirige o marketing da Denali e responde pelos blogs da empresa, disse que experimentou com diferentes tipos de blog, nos últimos anos, para determinar qual deles gerava maior tráfego. Um dos blogs acompanha uma equipe de ciclismo patrocinada pela Denali que estava levantando dinheiro para um orfanato na Letônia. Outro falava sobre o paradeiro do personagem Moose, que surgia em cenários famosos da geografia e história norte-americanas.

Mas o blog de maior sucesso em termos de tráfego, e por larga margem, foi o Free Money Finance, que nada tem a ver com o negócio da Denali. O plano de Nardini era criar um blog com tráfego suficiente para servir como veículo de mídia independente controlado pela Denali Flavors, tendo a empresa como única patrocinadora e anunciantes.

Ele optou pelas finanças pessoais porque sabia que essa é uma área que atrai muitas buscas na Web e porque não seria difícil postar repetidamente sobre o tema. E é exatamente isso que ele faz, cinco vezes por dia, durante a semana.

Nardini emprega ferramentas gratuitas como o Google Analytics e o Site Meter para compreender como as pessoas chegam ao site e que palavras chave estão atraindo buscas. O Free Money Finance recebe 4,5 mil visitas ao dia, e os visitantes em média observam duas páginas, o que quer dizer dois anúncios do sorvete Moose Tracks. O esforço custa cerca de US$ 400 ao ano, excluído o salário de Nardini.

O site também aceita anúncios, que geram entre US$ 30 mil e US$ 40 mil anuais, integralmente doados pela empresa para organizações de caridade. “Nós veiculamos anúncios porque isso legitima o site; o dinheiro não é o mais importante”, disse Nardini. “Nossa esperança é que as pessoas vejam o logotipo do Moose Tracks em um algum lugar comercial e pensem, ‘olha, é aquele sorvete que anuncia no site que visito todos os dias’”.

NYT

Anvisa oferece dicas de saúde para o período de férias

2 de Janeiro de 2008 @ 20:00 por admin

Dicas para evitar riscos à saúde durante viagens nacionais e internacionais e cuidados na compra de cosméticos e no consumo de alimentos temáticos são algumas das informações disponíveis no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): www.anvisa.org.br

A iniciativa, no ar desde o dia 20 de dezembro, foi tomada porque profissionais de saúde perceberam que, neste período, muitas pessoas consomem e ingerem produtos de forma errada, sem se preocupar com os riscos que isso pode causar.

De acordo com o departamento de Informática da Anvisa, a medida já alcança alguns resultados: a cada 20 acessos, 10 visitam a página de dicas e cuidados.

“A partir desses dados podemos verificar que existe interesse da população, por isso é interessante trabalhar nesse projeto”, afirma a nutricionista voluntária da Anvisa, Liliane Montenegro.

O material contém dicas importantes, como a qualidade da água, preferência por beber água mineral, engarrafada e lacrada. No caso de sucos, picolés caseiros e sorvetes, procure descobrir como eles foram preparados e qual água é usada na mistura.

Agência Brasil

Um próspero sustentável ano de 2008.

31 de Dezembro de 2007 @ 00:00 por admin

Feliz sustentável ano de 2008.