31 de Janeiro de 2008

Linhaça é súper.

Publicado por admin em Ingredientes

Estudos quentíssimos mostram que a semente do linho é mesmo capaz de impedir o crescimento do câncer de mama. Mas existem macetes na hora do consumo que você precisa conhecer para tirar o melhor proveito desse superalimento. Estão todos aqui!

por REGINA PEREIRA | design ROBSON QUINAFÉLIX | foto SHEILA OLIVEIRA

Contam os arqueólogos que a linhaça era usada em mumificações no Egito. Outros achados apontam que era empregada com sucesso para tratar ferimentos. E, se antigamente fazia parte até mesmo de rituais, hoje ela marca presença nos laboratórios de grandes centros de pesquisa em nutrição. Na Universidade de Toronto, no Canadá, por exemplo, a cientista Lilian Thompson comprovou que a semente é capaz de barrar a metástase em pacientes com câncer de mama — ou seja, a linhaça evitou que o tumor se espalhasse e tomasse conta do organismo.

Esse excelente resultado foi apresentado no 6° Simpósio Latino-Americano de Ciência de Alimentos, que aconteceu no mês passado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Segundo a pesquisadora canadense, “trabalhos realizados em várias universidades mostram que a semente é capaz de diminuir o risco de outros tumores, como o de cólon e o de próstata”. Somem-se essas boas notícias ao fato de a linhaça ajudar a controlar os níveis de colesterol.

Aqui no Brasil, mais precisamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a equipe do Departamento de Nutrição também anda analisando a linhaça. O enfoque, entretanto, é outro. “Investigamos a segurança no consumo”, conta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira. Explica-se: embora contenha substâncias capazes de prevenir doenças letais, o que faz dela um alimento funcional de primeira grandeza, a linhaça carrega compostos que poderiam interferir na absorção de nutrientes. Por enquanto o que se sabe é que o aquecimento da semente neutraliza esse inconveniente. Isso porque, segundo Ana Vládia, o calor diminui a atividade de algumas proteínas suspeitas de atrapalhar o aproveitamento de sais minerais. A sugestão é deixar a linhaça no forno baixo por 15 minutos. “Claro que, se ela for usada na preparação de receitas assadas, como pães ou biscoitos, não precisará disso”, diz a pesquisadora, que continua mergulhada em seus estudos.

Outra dica para aproveitar ao máximo a semente é triturá-la no liquidificador. “É que a casca, bastante resistente, pode passar intacta pelo aparelho digestivo”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. E aí as substâncias benéficas ficam impedidas de sair. “Mas tem que bater e comer logo, porque a linhaça é muito suscetível à oxidação”, ensina o bioquímico Jorge Mancini Filho, da Universidade de São Paulo.

Os cientistas só não chegaram ainda a uma conclusão sobre a quantidade ideal de consumo. “Estamos em busca dessa resposta”, suspira a nutricionista Ana Vládia. Quem dá bem a medida (sem trocadilho) da indefinição é a farmacêutica bioquímica Rejane Neves. Ela conta que já viu sugestões de porções as mais variadas — de 25 gramas (1 colher de sopa bem cheia) até 45 gramas (quase 2 colheres) por dia. E comenta que alcançar esta última indicação é bem mais difícil. “A inclusão da semente no dia-a-dia deve ser gradativa”.

DOURADA
É bem mais difícil encontrar a linhaça clara aqui no Brasil, já que ela aprecia climas frios. Geralmente é importada do Canadá. “Seu sabor é mais suave do que o da escura”, descreve a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, da Universidade do Norte do Paraná.
MARROM
A semente escura, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro, onde se deu bem por causa do clima quente. Por isso é mais fácil encontrá-la por aí. Comparada com a dourada, a casca é um pouco mais resistente. Quanto aos nutrientes, não perde nada para a outra variedade.

Afinal, o que faz da linhaça um superalimento? “Sua casca guarda um mix de proteínas, minerais e vitaminas”, responde o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Vale destacar a vitamina E, que contribui para o funcionamento celular e, por isso, afasta o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Outros ingredientes que compõem sua poderosa fórmula são o ômega-3 e o ômega- 6, atuando em perfeita harmonia. Essa dupla, nunca é demais lembrar, garante a saúde cardiovascular. Afinal, ambos atuam na redução do LDL, o mau colesterol, responsável por estragos nas artérias. “Diversos trabalhos apontam a semente do linho como protetora do coração”, reforça Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, interior paulista.

INGREDIENTE DE DESTAQUE

Entretanto, o que torna a linhaça ímpar pra valer atende pelo nome de lignana, substância que começa a sair do anonimato. Não é para menos. Ela praticamente faz as vezes do estrógeno. “Ao se ligar a receptores celulares, a lignana funciona como um falso hormônio”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves- Souza. É o que os especialistas chamam de fitoestrógeno. Aliás, foi justamente esse componente o mais mencionado nos trabalhos da canadense Lilian Thompson.

Segundo a pesquisadora, estudos com grande número de pacientes mostram a relação entre a lignana e a redução dos tumores de mama. Esse composto comprovadamente atua na apoptose celular, um mecanismo de defesa que provoca o suicídio das células defeituosas. O incrível é que, no caso do câncer, esse programa de autodestruição simplesmente não costuma funcionar. Mas a lignana topa a parada e ativa a contagem regressiva para a célula doente se explodir. E olha que nem os grandes centros de pesquisa conseguiram desenvolver a contento drogas com essa capacidade. “Observamos esse efeito em 39 pacientes”, afirma Lilian, que as orientou a consumir 25 gramas de linhaça por dia durante pouco mais de um mês.

A observação desses indivíduos pela equipe da Universidade de Toronto foi rigorosa. A linhaça — ressalta a pesquisadora — só pode ser usada no tratamento do câncer sob estrita avaliação médica. E é bom que se diga: mesmo quem está saudável não está livre para ingerir o alimento à vontade. “O excesso pode prejudicar a membrana das células”, avisa o nutrólogo Durval Ribas Filho. E para quem pensa em lançar mão de pílulas de óleo de linhaça, alto lá! “Ingerir cápsulas de suplemento, aí mesmo só sob orientação!”, avisa Durval.
Para aproveitar tudo que a linhaça
tem de bom, a dica é triturá-la.
O liquidificador, portanto,é muito bem-vindo Enriqueça frutas, saladas, sopas e sucos com pitadas de linhaça triturada. De suas sementes também se extrai o óleo. Só que, além de difícil de encontrar, o sabor não é dos mais apreciados

28 de Janeiro de 2008

Iogurte: um dos alimentos mais saudáveis da Natureza

Publicado por admin em Laticínios

IOGURTE: um dos alimentos mais saudáveis da Natureza

Licinia de Campos

Há evidências de produtos à base de leite com culturas sendo produzido como alimento há no mínimo 4500 anos atrás. Os primeiros iogurtes foram provavelmente fermentados espontaneamente por bactérias selvagens vivas em odres de pele de cabra carregados pelos búlgaros (ou huno-búlgaros), povo nômade que começou a migrar pela Europa no começo do século II DC e eventualmente se estabeleceu nos Bálcãs ao final do século VII. Hoje, muitos países reivindicam como sendo invenção sua, mas não há evidências claras de onde foi descoberto em primeiro lugar.

O uso do iogurte pelos turcos antigos foi registrado no livro Diwan Lughat al-Turk, escrito no século XI. No texto a palavra “yoghurt” é mencionada em várias seções e seu uso pelos nômades turcos é descrito. A primeira ocorrência européia aconteceu na história clínica francesa: Francisco I sofria de diarréia severa, e nenhum médico francês conseguia curá-lo. Seu aliado Suleiman o Magnífico enviou um médico, que o curou com iogurte.

Até os anos 1900, o iogurte era básico nas dietas do sul da Ásia, Ásia Central e Ocidental, e regiões do sudeste e centro da Europa. O biologista russo Ilya Ilyich Mechnikov tinha uma hipótese não comprovada de que o consumo regular de iogurte era responsável por vidas incomumente longas em camponeses búlgaros. Acreditava que o lactobacilo era essencial para a boa saúde. Concluiu que no intestino grosso havia um conjunto de micróbios que contribuíam para a putrefação e desencadeavam fatores degenerativos no organismo, acreditando ainda que, implantando a bactéria proveniente do iogurte no trato intestinal, aquela produzia ácido láctico e impedia que se desenvolvessem as bactérias da putrefação neste ambiente ácido. Mechnikov trabalhou para popularizar o iogurte através da Europa. Porém coube a um empresário judeu sefardita de nome Isaac Carasso, a industrialização da produção de iogurte. Em 1919, Carasso começou um pequeno negócio de iogurte em Barcelona e chamou-o de Danone (pequeno Daniel), nome de seu filho. Carasso emigrou para os Estados Unidos durante a 2ª. Guerra Mundial e estabeleceu seu negócio em Nova Iorque com o nome americanizado: Dannon.

O iogurte com geléia de frutas adicionada foi inventado para incrementar as vendas do produto. Foi patenteado em 1933 em Praga e introduzido nos EUA em 1947 pela Danone.

Cultura

O iogurte é feito pela introdução de cepas específicas de bactérias no leite, com subseqüente fermentação sob temperaturas e condições ambientais controladas (dentro de um bioreator), especialmente em produção industrial. A bactéria ingere os açúcares naturais do leite e libera ácido láctico como produto residual. A acidez aumentada ocasiona a coagulação das proteínas do leite em uma massa sólida (em processo chamado de desnaturação). O aumento da acidez (pH = 4 -5) também evita a proliferação de bactérias potencialmente patogênicas. Nos EUA, para ser chamado de iogurte, o produto deve conter as cepas das bactérias Streptococcus salivarius ssp, thermophilus e Lactobacillus delbrueckii ssp bulgaricus. Com freqüência estas duas são co-culturadas com outras bactérias ácido-lácticas para efeitos no sabor ou na saúde. Podem incluir: L. acidophilus, Lactobacillus casei e Bifidobacterium.

Na maioria dos paises, um produto pode ser chamado de iogurte somente se tiver presença de bacterias vivas no produto final. Uma pequena quantidade de iogurte vivo pode ser usado para inocular uma nova leva de iogurte, pois as bactérias se reproduzem e se multiplicam durante a fermentaçao.

O iogurte pasteurizado tem vida de prateleira de meses e não requer refrigeração. Pode ser feito com qualquer variedade de leite de mamiferos, mas é mais frequentemente feito com leite de vaca, bufala ou cabra.

Benefícios para a saúde

O iogurte é qualificado como fonte muito boa de cálcio, fósforo, riboflavina (vitamina B2) e iodo. É boa fonte de vitamina B12, ácido pantotênico (vitamina B5), zinco, potássio, proteína e molibdênio. Estes 10 nutrientes por si só já tornam o iogurte um alimento que oferece suporte nutricional.

As pessoas que são intolerantes à lactose podem desfrutar do iogurte sem efeitos danosos, aparentemente por causa das culturas vivas do iogurte que contêm enzimas que ajudam a quebrar a lactose no intestino.

O iogurte tem usos medicinais, em particular para várias condições gastrintestinais e na prevenção de diarréia associada a antibióticos. Um estudo sugere que o consumo de iogurte contendo L. acidophilus ajuda a evitar a candidíase vulvovaginal, embora as evidências não sejam conclusivas.

Nosso organismo necessita ter uma quantidade saudável de “boas” bactérias no trato digestivo, e muitos iogurtes são feitos usando bactérias ativas. Uma das palavras em destaque atualmente é probiótico. Probiótico, que significa literalmente “para a vida”, se refere aos organismos vivos resultantes em benefícios na saúde quando ingeridos em quantidades adequadas. Os benefícios são providenciados pelo ajuste da microflora (o equilíbrio natural dos organismos) nos intestinos, ou pela atuação direta nas funções corporais, como digestão e função imune. Mas para que essa ação possa ser realizada, somente os iogurtes contendo Probióticos, ou seja, aqueles com “culturas vivas e ativas” listadas no rótulo o fazem.

Apresentação

Para otimizar seu sabor azedo natural, o iogurte pode ser encontrado flavorizado, adoçado, ou em recipientes com frutas ou geléia de frutas no fundo. A geléia de frutas é usada ao invés de pedaços de fruta crua para permitir o armazenamento por semanas.

Variedades

…A coalhada seca é um tipo de iogurte que foi coado através de filtro, para remoção do soro, obtendo uma consistência mais espessa, e sabor distinto, levemente azedo.

…Labneh é um iogurte encorpado, típico do Líbano, usado para sanduíches. Pode-se adicionar azeite de oliva, fatias de pepino, azeitonas e ervas variadas. Pode ser encorpado e moldado em bolas, preservado em azeite de oliva, e fermentado por mais algumas semanas. É usado algumas vezes com cebolas, carne e nozes como recheio para vários pratos libaneses e mesmo no quibe.

…Tarator é uma sopa fria popular feita com iogurte, muito consumida no verão na Bulgária, Macedônia e Turquia.

…Frozen iogurte é uma sobremesa congelada feita com iogurte ou laticínios análogos. É servido como alternativa de baixo teor de gordura ou sem gordura para o sorvete tradicional. Pode ser consumido por pessoas sensíveis à lactose do sorvete.

…Kefir é a versão alcoólica do iogurte feito com leite de camela fermentado, mas atualmente feito com leite de vaca. Disponível somente em algumas lojas de alimentos naturais, o kefir tem teor alcoólico de cerca de 2,5%.

Etimologia

A palavra “iogurte” vem do turco yogurt. A palavra é derivada do adjetivo yogun, que significa denso ou grosso, e do verbo yogumak, significando amassar. Originalmente, o verbo pode ter significado “tornar denso”, que é como o iogurte é feito.

Armazenamento

Sempre verifique a data estampada no pote ao comprar iogurte. Os recipientes devem ser refrigerados e bem selados. Os iogurtes comerciais podem ser armazenados no refrigerador por até 2 semanas, mas se tornam mais fortes ao final desse período. Ao utilizar quantidades parciais do recipiente, retire o necessário, depois tampe imediatamente e volte ao refrigerador. Tanto o iogurte comprado quanto o caseiro podem ser congelados por até 6 semanas em recipiente hermético, mas os resultados variam ao descongelar para uso. Dependendo da marca ou aditivos, pode afinar e se tornar fluido, mas ainda é utilizável em algumas aplicações. Descongele sempre no refrigerador antes de consumir.

26 de Janeiro de 2008

Inovação: Nanotecnologia chega aos alimentos e alerta reguladores

Publicado por admin em Nanotecnologia

JC e-mail 3129, de 25 de Outubro de 2006.

Inovação: Nanotecnologia chega aos alimentos e alerta reguladores

Nos EUA, definição de normas de segurança para área polêmica começou neste mês

Barnaby J.Feder escreve para “O Estado de SP”:

E se a Mars, fabricante de doces, criar um aditivo para a cobertura dos seus M&Ms que deixe as balas frescas durante mais tempo e impeça que elas derretam? E se os cientistas da Unilever conseguirem reduzir as partículas de gordura (e com isso as calorias) de um novo sorvete especial, sem sacrificar seu sabor?

Esses ainda são sonhos de laboratório. O que é padrão em todos os projetos de desenvolvimento de produtos em muitas outras empresas alimentícias é a nanotecnologia, nome dado a um número crescente de técnicas para manipular a matéria em dimensões minúsculas como uma simples molécula.

As empresas alimentícias mostram-se cautelosas, evitando avançar muito rápido e ir muito longe neste campo. O cuidado se justifica pela preocupação dos consumidores com a segurança dos alimentos.

Mas as companhias estão entusiasmadas com a capacidade da nanotecnologia de criar formas de substâncias usadas cotidianamente, como ingredientes e embalagens, simplesmente reduzindo-as a tamanhos antes inimagináveis.

Grande parte desse entusiasmo, e muitas das promessas da nanotecnologia, dependem de outros setores, incluindo os de eletrônica, energia e Medicina.

Mas a primeira geração de produtos do setor alimentício baseados na nanotecnologia, incluindo colorantes sintéticos, conservantes de óleo de fritura e embalagens revestidas com agentes antimicróbio, já entrou discretamente no mercado.

Os usos comerciais da tecnologia já somam US$ 410 milhões, que vêm se integrar ao mercado alimentício global de US$ 3 trilhões. A participação do mercado da nanotecnologia crescerá para US$ 5,8 bilhões em 2012, com o desenvolvimento de outras utilizações.

Consciente das reações adversas de alguns consumidores à introdução de produtos geneticamente modificados, os chamados transgênicos, o setor alimentício espera que os órgãos reguladores criem diretrizes de apoio que também amenizem o medo dos consumidores.

Por isso, está no centro das atenções a forma como o FDA, agência do governo americano que regula remédios e alimentos, vai reagir à novidade. A primeira audiência pública sobre a área ocorreu no dia 10.

Proteção e Inovação

Mas lidar com a nanotecnologia será um enorme desafio para a agência, é o que diz um relatório divulgado no início do mês, produzido por Michael Taylor, um ex-funcionário do FDA.

Ele diz que a agência não tem os recursos necessários e que, na área de cosméticos, alimentos e suplementos dietéticos, ela necessita proteger os consumidores mas também fomentar a inovação.

Representantes e analistas do setor temem que a nanotecnologia tenha o mesmo destino da engenharia genética, que foi rapidamente adotada como um enorme avanço pela indústria farmacêutica mas se deparou com uma feroz oposição, especialmente na Europa, à sua utilização nas plantações, na pesca e na pecuária.

Muitos dos mesmos grupos que contestaram a engenharia genética na agricultura vêm insistindo para que os órgãos reguladores adotem medidas drásticas contra o uso da nanotecnologia em alimentos e cosméticos até que outros testes de segurança sejam realizados.

‘Estou assombrado como isso já avançou tanto’, disse Ronnie Cummins, diretor do Organic Consumers Group, grupo americano de defesa dos produtos orgânicos. ‘Comparada com a nanotecnologia, a ameaça da engenharia genética já está dominada’, diz.

Até agora não há nenhuma notícia confirmada de problemas para o meio ambiente ou à saúde pública relacionados com a nanotecnologia.

Mas testes laboratoriais preocupantes sugerem que algumas partículas em nanoescala podem apresentar novos riscos, conseguindo por exemplo atravessar barreiras que costumam filtrar partículas maiores, e atingir o cérebro.

Ou seja, os mesmos atributos que podem tornar a nanotecnologia algo valioso para a fabricação de remédios também podem torná-la perigosa.

Todos concordam que foram feitos poucos estudos precisos sobre como esses materiais recentemente projetados se comportam em relação aos seres humanos e ao meio ambiente.

Aqueles que já foram realizados não conseguiram reproduzir a gama de condições com que as nanopartículas se defrontarão no comércio em geral. E os poucos estudos de laboratório se concentraram no destino das partículas ingeridas e não nas inaladas ou injetadas.

‘O fato de não existirem evidências de danos não pode significar que existe uma aceitável certeza de segurança’, indicou a União dos Consumidores dos EUA.

A linguagem foi cuidadosamente escolhida. ‘Aceitável certeza de segurança’, é o que as empresas alimentícias precisam provar ao FDA para obter aprovação.

Diversas entidades aconselharam a agência a classificar automaticamente todos os novos ingredientes alimentícios resultantes da nanotecnologia.

E querem que esses mesmos padrões sejam estendidos, abrangendo as empresas fabricantes de suplementos alimentares, entre elas algumas que já estão comercializando terapias minerais e à base de ervas tradicionais que, segundo informam, são novas formas em nanoescala mais eficazes.

Alguns grupos estão solicitando também que os produtos que contenham ingredientes sintéticos em nanoescala, não importa qual seja a sua quantidade, sejam rotulados obrigatoriamente.

Ao FDA faltam funcionários suficientes para uma fiscalização em grande escala. Além disso, a simples definição de nanotecnologia também pode ser um obstáculo.

A Basf é considerada pioneira na área de produtos tais como o licopeno sintético, aditivo que substitui o licopeno natural extraído de tomates e frutas.

Amplamente usado como colorante alimentar, o licopeno está cada vez mais valorizado pelos benefícios que produziria contra o câncer.

Mas as partículas da Basf têm, em média, 200 a 400 nanômetros de diâmetro, bem acima do limite de 100 nanômetros que muitos especialistas consideram ser a fronteira da nanotecnologia.

Renovador de óleo

Diante das incertezas, o investimento a curto prazo deve se concentrar em novas tecnologias na área de embalagem e processamento de alimentos.

Esse é um nicho para o qual a OilFresh, companhia da Califórnia, está atenta. Ela comercializa um dispositivo original para renovar o óleo de fritura.

A OilFresh tritura o zeolito, que é um mineral, em minúsculas partículas com 20 nanômetros, revestidas com um material não revelado.

Comprimidas na frigideira, as partículas interferem com processos químicos que desintegram o óleo.

Com isso, pode-se utilizá-lo por mais tempo.
(O Estado de SP, 25/10)

24 de Janeiro de 2008

Suplementos Ergogênicos

Publicado por admin em Suplementos

por Marcela Laner

Os atletas estão sempre à procura de aperfeiçoamento para chegar ao máximo de sua capacidade física e, assim, conseguirem um lugar à frente de seus oponentes. Esse fato tem induzido atletas, técnicos e cientistas a buscarem, além das técnicas de treinamento, diferentes métodos de otimizar o desempenho. O uso de suplementos nutricionais é uma forma bastante difundida de tentar melhorar o desempenho de atletas.
Entretanto, a falta de informação aliada à vaidade tem tornado corriqueiro o uso indevido destes suplementos por jovens obcecados pela busca do corpo perfeito. Vamos então tentar esclarecer as funções de alguns suplementos nutricionais na atividade física: creatina, carnitina e cafeína.
A creatina é um composto formado por três aminoácidos, encontrado principalmente nos músculos. Exerce função relevante na regulação do gasto energético muscular, sendo considerada de caráter indispensável à contração dos músculos. A creatina faz parte de um sistema que promove um rápido fornecimento de energia durante os primeiros segundos de exercício físico, sendo importante na determinação da habilidade de um indivíduo em gerar e sustentar o exercício de máxima intensidade em intervalo de tempo relativamente curto.
No nosso organismo, a síntese de creatina é realizada no fígado, nos rins e no pâncreas. Além disso, a alimentação fornece cerca de 1g de creatina por dia, principalmente através de carnes, peixes e outros produtos de origem animal; quantidades insignificantes são encontradas em vegetais. Assim, uma alimentação equilibrada fornece as quantidades necessárias de creatina do nosso organismo, sendo dispensável a suplementação.
Estudos de diversos autores sugerem que o músculo humano apresenta um limite máximo de acúmulo de creatina. Esse fato indica que a ingestão crônica de creatina promove uma diminuição da sua síntese a fim de prevenir um acúmulo de creatina intramuscular excessivo, o que pode ser um indesejável efeito adverso da suplementação prolongada de creatina.
Os efeitos da suplementação de creatina sobre a massa corpórea vêm sendo muito discutidos em diferentes estudos. Alguns desses estudos apontam que a ingestão oral de creatina, em curto prazo, pode ser acompanhada por um aumento da massa corpórea. Esse ganho de peso tem sido explicado pela acúmulo de líquidos, uma vez que o volume urinário fica diminuído, no mesmo período. Além do que, estudos demonstram que durante uma suplementação clássica de cinco dias, o tempo que a creatina leva para sair do corpo é de, no máximo, 28 dias. Este período não é suficiente para ocorrer um crescimento dos músculos, reforçando a hipótese da retenção de líquidos.
A quantidade de creatina capaz de promover melhores desempenhos esportivos, sem acarretar danos à saúde de seus consumidores, ainda não está bem definida.
A carnitina é um elemento fundamental no transporte de gorduras pra produção de energia em atividades aeróbias e sua maior concentração está nos músculos. Por causa disso, existem pessoas que acreditam que a carnitina promova uma melhora do desempenho durante o exercício, principalmente os de longa duração como, por exemplo, corridas de longa duração (maratonas). Entretanto a maioria dos estudos não descreve efeitos positivos no desempenho de atletas, nem a diminuição do estoque de gordura corporal, com suplementação de carnitina. A carnitina é produzida no nosso organismo pelo fígado, pelos rins e pelo cérebro. Apenas 10% a 15% da carnitina suplementada realmente são absorvidos e utilizados, o que torna a suplementação desnecessária.
A cafeína é uma substância que atua sobre o sistema nervoso central aumentando a atividade e reduzindo o sono e, assim, mantendo o indivíduo acordado e a atento. O consumo exagerado pode produzir taquicardia (aceleramento do coração), desconforto gastrintestinal e ansiedade. No entanto, é necessário assinalar que o grau de estimulação que um indivíduo experimenta após a ingestão de cafeína é variável. O possível objetivo da suplementação seria o de diminuir a percepção de esforço durante o exercício, aumentar o estado de alerta e aumentar a produção de energia a partir das gorduras do corpo. Devido aos resultados variáveis de performance da cafeína ela foi retirada da lista de substâncias restritas no esporte, ou seja, não é proibida a utilização de cafeína por atletas.
Isotônicos são bebidas de composição e concentração mineral equilibrada, similar ao dos líquidos do corpo humano, origem do termo isotônico. Sua função é repor os sais perdidos pelo suor, por atletas e outras pessoas submetidas a esforço físico intenso. Problemas ao atleta, como o aparecimento de câimbras pela falta de potássio ou desidratação, podem ser evitados pelos isotônicos. A composição fundamental destas bebidas é a combinação entre os sais de sódio, de potássio e em menor escala, sais de magnésio. Essas bebidas não possuem cafeína e possuem pouca quantidade de carboidratos. Suplementos e isotônicos buscam melhorar o desempenho do atleta, mas através de métodos diferentes, isotônicos são usados para repor perdas, diferentemente dos suplementos que tem o objetivo de promover um crescimento.
Como se pode observar, o uso dos suplementos descritos ainda permanece bastante controverso, pois os estudos disponíveis não esclarecem totalmente seus mecanismos de ação. Desta forma recomenda-se que tanto atletas como indivíduos apenas ativos ou sedentários consumam uma alimentação equilibrada garantindo o fornecimento de todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo ao invés de lançar mão de recursos como esses.
Referências bibliográficas:
- Tirapegui, Júlio. Nutrição fundamentos e aspectos atuais. 2ª ed. São Paulo. 2006.
- www.setor1.com.br

22 de Janeiro de 2008

A pesquisa em alimentos da Pré-História à contemporaneidade.

Publicado por admin em Treinamento, P & D, Nanotecnologia

Julio Alberto Nitzke

Publicação PROPESQ / UFRGS

Considerando-se a pesquisa em seu sentido mais amplo, e não na sua interpretação cartesiana atual, a pesquisa em alimentos é quase tão antiga como o homem, pelo menos mais antiga que sua história. De acordo com pinturas rupestres encontradas, o homem pré-histórico descobriu que colocando sua caça perto do fogo ela durava mais tempo, vencendo aí a primeira das inúmeras batalhas contra a deterioração dos alimentos, na sua guerra pela sobrevivência.

Prosseguindo com suas buscas, o homem conseguiu alguns avanços notáveis. Sabe-se, por exemplo, que uma espécie de cerveja já era produzida pelos egípcios há cerca de 5000 anos atrás; este mesmo povo também já dominava a técnica de armazenagem de grãos. Já os romanos eram exímios panificadores, considerando, inclusive, a panificação como uma forma de arte, que liberava seus “artistas” até do pagamento de impostos.

Também na civilização oriental, 2000 anos antes de Cristo os chineses já haviam desenvolvido tecnologia para a conservação de peixes utilizando gelo.

Todas as pesquisas que resultaram nos processos desenvolvidos foram totalmente empíricas, sem nenhum conhecimento ou embasamento teórico, e normalmente utilizando ou simulando processos existentes na natureza, tais como o sol, o calor, o frio. Foi somente em 1792 que um confeiteiro francês, Niccolas Appert, desenvolveu um processo que não era baseado em nenhum fenômeno natural já conhecido. Appert descobriu que ao colocar os alimentos em vidros com algum líquido, lacrando-os com rolha e cera e fervendo-os em banho-maria por um determinado período conseguia uma prolongação da vida de prateleira destes alimentos. O processo de preservação criado pelo confeiteiro francês é o mesmo que produz o que hoje conhecemos como conservas, ou enlatados, e que, em sua homenagem, foi denominado de apertização, englobando todo aquele método que depende de um tratamento térmico para combater a deterioração do alimento.

Na época, Appert acreditava que a preservação do alimento devia-se a ausência de ar no interior do frasco. Esta hipótese foi derrubada por Pasteur, na segunda metade do século XIX, ao provar que os pequenos seres vivos que já haviam sido identificados por Leeuwenhoek em 1675 eram responsáveis por deteriorações nos alimentos e doenças no homem. As pesquisas de Pasteur demonstraram que o efeito da temperatura na preservação dos alimentos era na realidade sobre os microrganismos, observando que uma temperatura de 62-63ºC por um período de uma hora e meia era suficiente para eliminar os microrganismos presentes nos sucos de frutas. Este processo, que recebeu o nome de pasteurização, provocou uma grande alavancagem na qualidade dos vinhos franceses, principal indústria francesa na época, concedendo a Pasteur um grande prestígio junto ao governo de seu país.

Ao relacionar a presença de microrganismos com a deterioração dos alimentos e com a geração de produtos pela fermentação com estes mesmos seres vivos, Pasteur não somente resolveu o problema dos produtores de vinho e cerveja de seu país, mas criou a fundamentação teórica da quase totalidade da pesquisa em alimentos, pois é bastante difícil falar-se de pesquisa em alimentos sem referir-se, direta ou indiretamente à ação dos microrganismos. É esta presença constante da vida ou da supressão da vida, seja ela qual forma que tenha nos diferentes produtos, que diferencia o objeto de estudo dos profissionais que trabalham com alimentos de seus pares mais próximos, tal como os engenheiros químicos, químicos ou farmacêuticos.

As pesquisas de Appert tiveram como elemento desencadeador um concurso lançado por Napoleão, para premiar quem desenvolvesse um processo que produzisse um alimento que pudesse ser transportado por seus soldados a frentes de batalha distantes de seu local de origem. Niccolas Appert venceu o concurso, ganhando uma grande soma em dinheiro

Esta relação entre a pesquisa e as guerras, é uma das características marcantes nesta área de alimentos; foi iniciada por Appert com as Guerras Napoleônicas e estende-se até os dias de hoje.

Durante a Primeira Guerra Mundial ocorreu o primeiro grande surto de industrialização e os pesquisadores do setor alimentício foram instados a desenvolver processos para a produção de alimentos industrializados em grande escala, com o que potencializaram-se as probabilidades de ocorrências de danos à saúde pública ocasionados por alimentos. Como conseqüência, as pesquisas de Alimentos e Saúde Pública iniciavam um longo caminho.

A Segunda Grande Guerra foi a primeira de proporções globais, e provocou grandes mudanças na sociedade. Entre elas, destaca-se a inserção da mulher no mercado produtivo, retirando-a do lar, onde era a responsável pela produção dos alimentos. Com isto, tiveram que ser pesquisados novos métodos de processamento de alimentos, pois agora, além de não serem deterioráveis, de serem capazes de ser transportados, eles deveriam também ser facilmente preparados, libertando as mulheres da longa jornada junto ao fogão no preparo das refeições familiares.

Com isto teve um grande advento nos países do hemisfério Norte o processo de preservação dos alimentos por congelamento, que havia sido desenvolvido industrialmente desde o início do século, mas que somente agora teve seu apogeu, principalmente com o segmento de alimentos prontos. No hemisfério Sul, talvez com exceção da Oceânia, este desenvolvimento levou quase um quarto de século para atingir o mesmo prestígio alcançado nos Estados Unidos e Europa a partir da década de 50. No Brasil foi somente na última década que os produtos congelados começaram a fazer parte do cotidiano de uma parcela privilegiada da população. Este “atraso” tecnológico, se é que pode-se chamar assim, deve-se principalmente a dois fatores muito importantes: 1 - o consumo de produtos congelados exige a chamada “cadeia do frio” que implica que todos os elos de sua cadeia, desde a produção até o consumo final na casa do consumidor possuam aparelhos de congelamento, o que nos países de clima mais tropical onera muito o processo; 2 - as pesquisas sobre a aplicação de frio nos alimentos são realizadas principalmente pelas indústrias, sendo muito poucas as instituições acadêmicas voltadas para este assunto.

Prosseguindo com a relação entre guerras e pesquisas em alimentos, com a Guerra do Vietnã tivemos a introdução dos “pouches autoclaváveis”, um embalagem multilaminada similar a das sopas desidratadas, que no entanto pode suportar temperaturas e pressões muito elevadas, sendo uma evolução dos apertizados ou conservas, com um aprimoramento muito grande na qualidade destes produtos, que todavia ainda não chegou ao Brasil.

A Guerra do Golfo trouxe os alimentos prontos para comer, que nos EUA recebem a sigla de RTE - ready to eat, que formam uma das mais promissoras fontes de negócio atualmente, e que gradativamente vem sendo introduzidos por aqui.

Nestes tempos de paz os desenvolvimentos voltados para a guerra foram substituídos pelas conquistas espaciais, e a NASA tem tomado a liderança na pesquisa de novos alimentos. Para suas viagens à lua os astronautas receberam alimentos liofilizados, um dos mais seguros em termos microbiológicos, sensoriais e nutricionais e adequados a armazenagem sem condições especiais e em porções reduzidas. Estes mesmos alimentos foram posteriormente utilizados por nosso desbravador dos mares Amyr Klink. Outros desenvolvimentos recentes como alimentos de umidade intermediária , as técnicas de APPCC - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, que já foram integradas à atual legislação de alimentos e a tecnologia de “clean room packaging” também foram desenvolvidos pela NASA.

Um outro elemento marcante que pode ser extraído desta relação entre a pesquisa em alimentos e as necessidades exigidas pelas guerras é a realização de estudos feitos fora do âmbito da academia. Acredito que na grande parte das outras áreas do conhecimento as pesquisas são realizadas prioritariamente dentro do ambiente das universidades. Na área de alimentos, não somente as indústrias possuem grandes centros de pesquisa, mas existem instituições, não relacionadas ao meio acadêmico, que realizam pesquisas e desenvolvimentos. As pesquisas nestas instituições não restringem-se a simples desenvolvimentos aplicados, mas freqüentemente englobam a busca de conhecimentos de ciência pura, vista por alguns como sendo de domínio exclusivo dos laboratórios universitários. No Brasil, os melhores exemplos deste tipo de instituição são o ITAL, Instituto Tecnológico de Alimentos, em Campinas, que é uma das mais renomadas unidades de pesquisa em alimentos, e a EMBRAPA, que apesar de ter sua área de enfoque nas pesquisas agrícolas, realiza muitos desenvolvimentos no ramo da ciência e tecnologia dos alimentos. Em Porto Alegre, tínhamos a Fundação de Ciência e Tecnologia - CIENTEC, que nos últimos anos abandonou um pouco a seara da pesquisa em alimentos, concentrando seus esforços na prestação de serviços, principalmente de análises.

A pesquisa em alimentos realizada no Brasil, principalmente no meio acadêmico, em minha opinião, ainda não é bem reconhecida no panorama mundial, não sendo destaque em quase nenhum evento ou publicação científica internacional. Duas razões principais colaboram para que isto ocorra. Em primeiro lugar, nos países que se destacam no setor, entre eles os Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha, existe uma inter-relação muito forte entre os setores acadêmicos e produtivo, com uma intensa troca de subsídios, financiamentos e informações entre eles, o que resulta numa produção muito fecunda de resultados e inovações, como pode ser observado em qualquer encontro científico lá realizado. No Brasil, por outro lado, existe uma desconfiança mútua entre os setores acadêmico e produtivo, que salvo raras exceções, principalmente na região de Campinas, dificilmente conseguem falar a mesma língua realizando um trabalho conjunto com bons frutos para ambos os setores.

Por um lado, os empresários brasileiros do setor alimentício, acreditam muito mais na tradição, no “meu pai sempre fez assim e deu certo, meu avô sempre fez assim e deu certo, por que eu vou mudar?”, do que em inovações científicas ou tecnológicas que poderiam colocar seu estabelecimento em pé de igualdade com outros mais avançados. Ainda mais, sua opinião é que todo o desenvolvimento científico e tecnológico deva ser bancado pelo Estado, normalmente furtando-se a qualquer colaboração financeira de sua parte. A universidade, por sua vez, vê o empresário como extremamente imediatista e não respeita o valor de sua tradição e de seu conhecimento empírico.

Além disto existe o problema de interesses distintos; enquanto para o empresário interessa o sigilo das informações obtidas e a garantia de exclusividade dos resultados encontrados, para o pesquisador o fundamental é a publicação destes resultados, é através da maior disseminação possível que ele obterá o reconhecimento de seus pares. Este mesmo paradoxo existe nos países desenvolvidos, mas uma situação bastante peculiar da área de alimentos no Brasil torna-o mais difícil de ser resolvido. Até o ano passado nenhum processo, produto ou equipamento destinado à alimentação era permitido de ser patenteado.

O outro fator que restringe a aceitação internacional dos trabalhos de pesquisa realizados no Brasil é sua regionalização. A grande maioria dos trabalhos de pesquisa realizados, principalmente nos estados do Norte e Nordeste do pais, estão, muito acertadamente, relacionados com as culturas locais, sobretudo das frutas e peixes da região, que são extremamente abundantes. Esta especificidade do objeto das pesquisa, longe de ser desmerecedor de valor, torna-o de interesse mais restrito, dificultando, inclusive a troca de informações e conhecimentos, mesmo a nível nacional, onde os produtos daquela região são quase que desconhecidos pelos pesquisadores das regiões Sul e Sudeste.

É obvio que apenas isto não é um impeditivo para o reconhecimento internacional das pesquisas regionais, pois apenas como exemplo, podemos citar os trabalhos sobre a toxicologia da erva-mate, cultura de âmbito extremamente localizado, e que já foi apresentada por duas vezes em congressos de renome mundial.

Como já pode ser percebido, a pesquisa em alimentos possue algumas características que a distingue de outras áreas do conhecimento. A meu ver, os trabalhos realizados no ICTA, Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos, desta Universidade, reúne a quase totalidade destas características, e será, por esta razão, utilizado como modelo referencial para discorrer sobre elas.

Uma primeira característica é a grande diversidade de formações profissionais que estão capacitadas e efetivamente atuam na pesquisa em alimentos. Se tomarmos como referência a grande área do CNPq das Ciências Agrárias, que compõe a presente mesa, nas outras duas subáreas aqui representadas, a de Agronomia e Veterinária, seguramente poderemos afirmar que a maioria dos trabalhos realizados foram coordenados por Engenheiros Agrônomos ou Veterinários. Já na subárea de Ciência e Tecnologia de Alimentos, além dos profissionais anteriormente mencionados, temos Engenheiros de Alimentos, Engenheiros Químicos, Químicos, Farmacêuticos, Bioquímicos, Biólogos e Nutricionistas, entre outros. Um bom exemplo a ser mencionado é um projeto de pesquisa recentemente enviado pelo ICTA à FAPERGS, onde o mesmo assunto, no caso um suplemento alimentar, está sendo estudado em todas as suas facetas, desde sua produção, processamento, controle, aspectos toxicológicos, antropológicos até seus reflexos na informação, educação e saúde pública. O referido projeto é formado por 9 subprojetos, envolvendo diretamente 14 profissionais, de todas as áreas mencionadas anteriormente, acrescidos de Médicos, Dentistas, Enfermeiros e Antropólogos.

Ao contrário da grande maioria das Faculdades e Institutos da Universidade onde domina, normalmente, uma classe de profissionais, no ICTA existem todas as classes mencionadas acima, envolvendo-se tanto na pesquisa como no ensino e extensão. Como já dito, esta característica não é exclusiva do Instituto, mas de todas as instituições que trabalham com alimentos. A melhor comprovação que tem-se para isto é o Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, realizado bianualmente pela SBCTA - Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos, onde congregam-se representantes de todas estas classes profissionais.

Esta característica de multidisciplinariedade não deve ser encarada como um entrave, muito antes pelo contrário; a visão do mesmo objeto por uma diversidade de enfoques e pontos de vista só tem a enriquecer o resultado final a ser atingido, mas não podemos esquecer que, devido a aspectos inerentes à própria raça humana, torna-se muito mais difícil a concatenação destas idéias em prol de um objetivo comum.

Acredita-se que um dos fatores responsáveis por esta diversidade de atuações deve-se a não existência, até pouco tempo atrás, de um profissional com atuação específica na área. O primeiro curso com esta característica, o de Engenharia de Alimentos, em Campinas, começou a formar profissionais apenas na década de 70. Aqui mesmo em nossa Universidade, o ICTA foi instituído em 29 de dezembro de 1958, tornando-se o primeiro instituto de pesquisas científicas em alimentos no Brasil, e desde então vinha colaborando na formação de profissionais de Engenharia Química, Química, Agronomia e Farmácia. Somente a partir de 1994 o ICTA iniciou seu primeiro curso de formação regular, de Engenharia de Alimentos.

Como o Engenheiro de Alimentos possui capacitação e habilitação para atuar em praticamente todas as áreas anteriormente abrangidas pelas diversas classes profissionais atuando no setor, com exceção do Nutricionista, que pode atuar na ênfase clínica, é de se esperar, como já acontece na região de Campinas, que estes profissionais passem a dominar o mercado, inclusive da pesquisa, tirando-lhe esta característica tão peculiar e rica.

Outra característica marcante da pesquisa em alimentos é crescimento ocorrido nos últimos anos. Será tomado como parâmetro de comparação o Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, que sem desconsiderar outros eventos realizados em áreas mais específicas, tais como Microbiologia, Análise de Alimentos, Biotecnologia, etc., é considerado o evento científico mais importante para a área de alimentos. De acordo com os anais dos congresso, em 1994, foram apresentados 420 trabalhos científicos, distribuindo-se nas áreas de Controle de Qualidade (48), Embalagens (10), Engenharia - Processos (76), Métodos Analíticos Aplicados (26), Microbiologia (66), Nutrição e Toxicologia de Alimentos (30), Química e Bioquímica de Alimentos (78) e Outros (96). Já no último congresso realizado recentemente, no Rio de Janeiro, foram selecionados 569 trabalhos, nas áreas de Aditivos/Ingredientes (18), Biotecnologia (35), Controle de Qualidade (110), Engenharia/ Modelagem (19), Métodos Analíticos (21), Microbiologia (69), Nutrição (59), Processamento (109), Propriedades físicas (28), Química e Bioquímica (102).

Também neste aspecto o ICTA segue o padrão estabelecido. No congresso de 1994 não houve nenhum representante da Universidade, já em 1998, foram apresentados 5 trabalhos de pesquisas realizados pelo Instituto, sendo 3 na áreas de Nutrição, 1 de Processamento e 1 de Biotecnologia.

Esta mesma revigoração da pesquisa pode ser percebida internamente, através da participação das pesquisas em alimentos no Salão de Iniciação Científica da Universidade. No mesmo ano de 1994, a área de alimentos (que estava vinculada à área da saúde) participou com 4 trabalhos, sendo 3 do ICTA e um de fora da Universidade.

Neste ano de 1998, existem duas seções específicas para a Ciência e Tecnologia de Alimentos, com a apresentação de 24 trabalhos, sendo 16 da UFRGS e 8 de outras instituições.

A pesquisa acadêmica está normalmente associada a cursos de pós-graduação. Mais uma vez a pesquisa em alimentos distingue-se das demais. Grandes centros de pesquisa, tais como o ITAL, de Campinas, ou o CTAA - Centro Tecnológico de Agroindústria e Alimentos da EMBRAPA, no Rio de Janeiro ou o Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, não possuem qualquer vinculação formal com cursos de pós-graduação. Novamente, o ICTA como bom modelo referencial (não obrigatoriamente positivo), repete o padrão. O Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos é a única unidade dessa Universidade que não possui um curso de pós-graduação. Alguns de seus doutores colaboram com cursos de outras unidades, principalmente com o Curso de Microbiologia Agrícola e do Ambiente, da Faculdade de Agronomia, porém o Instituto não possui nenhum curso próprio, nem a nível de Especialização. No entanto, como pode ser comprovado anteriormente, isto não significa que não se realizem pesquisas de importância. A quase totalidade dos professores está envolvida com pesquisas, a duras penas, pois a baixa titulação e poucas publicações (existem poucos periódicos científicos nacionais e pelas razões já explicitadas a publicação em periódicos internacionais é difícil) dificulta sobremaneira o acesso dos pesquisadores a bolsas e auxílios dos órgãos de fomento, tanto a nível estadual como federal , restando-lhes apenas o apoio (felizmente concedido) interno da Universidade.

Não considerando-se os cursos de pós-graduação de outras áreas, que permitem uma ênfase em alimentos, tal como acontece com o Pós-graduação em Microbiologia Agrícola e do Ambiente desta Universidade, o único curso de Doutorado existente na região Sul é o da Universidade Estadual de Londrina, em Ciência de Alimentos. Existem outros 7 cursos de doutorado em alimentos no Brasil, sendo que 4 deles estão na UNICAMP, inclusive os dois únicos existentes no Brasil, na área de engenharia e tecnologia .

Além de causar transtornos à pesquisa, a falta de cursos de Doutorado, e consequentemente de doutores dificulta, também, a contratação de professores para os cursos de Engenharia de Alimentos, sobretudo para as áreas tecnológicas. Recentemente tivemos que repetir 3 vezes um concurso para Professor Adjunto, sem que conseguíssemos selecionar um candidato, com o que a vaga foi baixada para Professor Assistente.

Ao falar-se em alimentos é difícil não dicotomizar-se em ciência e tecnologia, seja no próprio nome do Instituto, seja na maior congregação científica da área, ou em seu congresso, e até mesmo nos cursos de pós-graduação existentes. Normalmente no primeiro estão incluídas as áreas básicas, tais como microbiologia, bromatologia, etc. enquanto o segundo trata da aplicação destes conhecimentos a produtos. Tradicionalmente os pesquisadores, como decorrência ou causa do que acontece com o ensino, atuam apenas em uma área ou outra, com alguns contatos entre eles. Com as mudanças que vem ocorrendo no setor produtivo e na forma organizacional das empresas, bem como nas novas fronteiras do conhecimento, os limites entre estas duas grandes áreas tendem a diminuir, exigindo um profissional que, mesmo possuindo sua área de especialização, consiga transitar livre e facilmente entre os dois lados desta mesma moeda.

Como ponto final, porém não menos importante, entendo que a pesquisa em qualquer área deve refletir a realidade que a cerca, ou então existe alguma coisa errada com o objeto da pesquisa que está sendo realizada. Assim deve ser com a pesquisa em alimentos.

As previsões de Malthus, que indicavam um crescimento geométrico da população e aritmético da produção de alimentos , felizmente não se concretizaram, e pelo menos sob o aspecto de seus crescimentos descompassados a humanidade conseguiu equacionar o binômio alimentos x população. O grande fantasma da carência mundial de alimentos foi afastado, nunca se produziu tanto, e por diversas razões, a população mundial vem crescendo a níveis bastante menores. Ao lançarmos um olhar generalista sobre as populações mundiais e mais especificamente sobre a brasileira podemos afirmar que o problema da fome está praticamente superado, no entanto, podemos ainda distinguir claramente dois pólos principais de consumo de alimentos. De um lado temos uma grande legião de “sobreviventes”, que se não estão mais fadados a morrer de fome, encontram-se no limiar da desnutrição, sofrendo de doenças não ligadas a carências energéticas ou protéicas, mas de vitaminas e sais minerais. No extremo oposto existe uma população com um alto nível de educação e poder econômico, que tem acesso ao que acontece nos países mais desenvolvidos, e cultiva, consequentemente, os mesmos hábitos de consumo inclusive em relação a sua alimentação, sendo quase tão seletiva quanto eles em relação à qualidade esperada dos produtos a serem consumidos.

No Brasil, e como bom modelo que representa, no ICTA, a pesquisa em alimentos reflete esta situação e divide-se entre estes dois pólos.

De um lado temos uma parcela dos pesquisadores que dedica-se a buscar alternativas de processos, matérias-primas e complementações que possam diminuir o deficit nutricional ainda existente em uma significativa parcela da população, principalmente infantil, a um preço acessível. . Estas pesquisas enquadram-se com as recomendações da Organização Mundial da Saúde que vem enfatizando através das Conferências Mundiais da Saúde a importância dos conhecimentos tradicionais, relacionados com o uso de recursos naturais, principalmente plantas, ervas, condimentos, que constituem indiscutível alicerce na Atenção Primária em Saúde, devendo merecer das autoridades governamentais e das instituições de pesquisa toda a atenção e o investimento possível, inclusive quanto ao resgate de suas raízes e o seu real significado sociocultural e econômico nas diferentes culturas.

O conceito de Atenção Primária em Saúde engloba a questão da qualidade e da quantidade dos alimentos/ segurança alimentar, alcançada através de métodos e tecnologias práticas cientificamente fundamentados e socialmente aceitáveis, postos ao alcance universal dos membros das comunidades, mediante sua plena participação e os custos suportáveis .

Dentro deste conceito temos todos os trabalhos que vem sendo realizados no Instituto com relação a Alternativas Alimentares, principalmente a Multimistura.

Do outro lado, convivendo pacificamente, inclusive ocasionalmente no mesmo pesquisador, existe a busca da satisfação do cliente mais exigente, do processo mais inovador, do colocar-se ao mesmo pé de igualdade aos pesquisadores dos países mais desenvolvidos. Nesta gama encontram-se as pesquisas que transformam o nosso arroz do dia a dia em um produto de preparo quase que instantâneo, com a manutenção de todas suas características sensoriais e nutritivas, pela utilização de equipamentos de última geração, para satisfazer a dona ou dono-de-casa que passa o dia todo trabalhando e não quer desperdiçar seu precioso tempo em um fogão. Temos também as mais inovadoras pesquisas envolvendo a biotecnologia, seja na utilização de microrganismos ou enzimas para a produção de novos produtos, ou no emprego destes mesmos agentes na utilização de substratos do processamento convencional como forma de maior rendimento ou melhoria da produtividade.

Indo ao encontro das novas tendências, que buscam um melhor equilíbrio energético, sem a perda dos atributos sensoriais, temos o desenvolvimento de inovadores produtos “diet”, tão esperados por aqueles que por razões de saúde ou estética viam-se privados de alguns dos prazeres do homem convencional.

Estes dois últimos segmentos da pesquisa realizada pelo ICTA, são também os que vem recebendo o maior destaque tanto na mídia científica e comercial, como nos encontros científicos. A Biotecnologia tem estado ultimamente em voga por sua relação com os recém liberados produtos transgênicos, atualmente presentes, ainda, apenas na forma de sementes, mas que em breve atingirão a produção de alimentos, gerando toda uma nova discussão ético-científico sobre sua adequabilidade e necessidade ou não de informação ao consumidor.

Os alimentos diet e outros de sua natureza, por sua vez, integram a mais nova corrente de desenvolvimento do setor alimentício, que ultrapassaram as fronteiras da simples nutrição como forma de saúde, elevando-os à categoria de quase remédios, que tem recebido a denominação de nutraceuticos. Este novo ramo da ciência e tecnologia de alimentos introduziu novos questionamentos ético-morais, e aproximou os profissionais da saúde a estes das ciências agrárias, tornando cada vez mais complexa e difícil a categorização e classificação destas pesquisas de acordo com os padrões tradicionalmente obedecidos a décadas.

Concluindo, pode-se perceber que tanto contemporaneamente com todos os questionamentos trazidos à tona pelas relações de alimentos com genética, com biotecnologia ou com medicamentos, como pré-historicamente pela utilização dos fenômenos naturais a seu favor, a pesquisa em alimentos, a parte de suas especificidades e idiossincrasias, a exemplo das outras áreas que compõem esta mesa, sempre buscou satisfazer aquela que é uma das necessidades básicas do ser humano, pois como sempre se disse:

“nem só de pão vive o homem”, mas sabe-se

“que sem ele o homem não vive”.

Outubro de 1998

20 de Janeiro de 2008

Macadâmia é rica em antioxidantes e em calorias

Publicado por admin em Treinamento

RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo

Único alimento nativo da Austrália conhecido internacionalmente, a noz macadâmia é empregada na fabricação de sorvetes, barras de chocolate e biscoitos e para dar um toque especial a sobremesas e a pratos salgados, como risotos e saladas. Também costuma ser servida como aperitivo, torrada, salgada ou caramelizada.

Assim como outras amêndoas, é rica em ácidos graxos, antioxidantes que retardam o envelhecimento e protegem o sistema cardiovascular. Também como elas, ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue. “Isso ocorre devido às altas concentrações do ácido palmitoléico, responsável pela assistência ao corpo no metabolismo dos lipídeos, equilibrando os níveis de colesterol HDL (’bom’) e LDL (’mau’)”, explica o produtor Pedro Toledo Piza, diretor técnico da ABM (Associação Brasileira de Noz Macadâmia) e diretor da QueenNut Macadâmia, empresa que beneficia e exporta 35% da produção brasileira.

Só vale prestar atenção à quantidade ingerida, já que 100 g da noz torrada e salgada possuem 647 calorias.

Descoberta somente na segunda metade do século 19, a macadâmia é cultivada hoje principalmente na Austrália e no Havaí, mas também na África do Sul e em outros países. O Brasil, que iniciou o plantio comercial durante a década de 1970, figura em sétimo lugar do ranking, embora possua a quarta maior área plantada, concentrada nos Estados de São Paulo e do Espírito Santo. “Só que nossos pomares ainda são jovens, em fase de crescimento”, afirma Piza.

Em 2007, segundo dados da ABM, cerca de 85% da produção nacional será exportada, in natura, e o restante consumido no mercado interno.

Óleo

Da macadâmia, é extraído também um óleo utilizado pelas indústrias cosmética e farmacêutica, mas o mercado para o produto ainda é incipiente. “Somente 4% das amêndoas são destinadas para isso”, explica o produtor.

De acordo com ele, trata-se de um produto caro porque o quilo da amêndoa é vendido em atacadistas por valores entre R$ 30 e R$ 60, e são necessários, em média, três quilos para obter um litro de óleo –sem falar nos custos operacionais e de mão-de-obra e na rentabilidade do negócio.

18 de Janeiro de 2008

“Hummm… É tempo de sorvete, do oriente ao ocidente o alimento refrescante e nutritivo”

Publicado por admin em Ingredientes

Letra do Samba 2008 da Academicos do Tucuruvi

Delicia chinesa
Do oriente essa iguaria se espalhou
Entre povos e culturas
Neve e mel com frutas tem valor
Conquistando um imperador
Se propagou no ocidente
A europa apreciava, encantava a realeza
E toda a corte portuguesa
Com leite aguçou o paladar
Das charmosas damas da nobreza

Atravessou o mar pra se consagrar
“Americanizou” evoluiu
Surgiram sabores, receitas incríveis
Que o mundo aplaudiu

Em terras brasileiras
É novidade, é sensação
Lá no Rio de Janeiro, do carioca maneiro
Refresca o dia a dia do povão
Aqui, na terra da garoa
Esperei a hora para te saborear
É bom, como é bom, o sorvete em toda parte
A indústria vem fazendo arte
Do alimento, diversão
Em cores e sabores, você é carnaval
A grande paixão nacional!

É verão amor, vem desfilar
Aliviar o teu calor
Sou TUCURUVI de alma e paixão
Vou refrescar seu coração

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18 de Janeiro de 2008

Águia de Ouro vai falar do sorvete pelos cinco sentidos

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Marketing

Escola vai entrar na avenida de branco e prata para ‘congelar’ o Anhembi.

A sensação de gelado, as cores que fazem arregalar os olhos, os aromas variados, o gosto quase sempre bom e o som do samba que fala dele. O sorvete por meio dos cinco sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição) é o que vai mostrar a escola de samba paulista Águia de Ouro.

A quarta a desfilar no dia 1º de fevereiro tem como enredo “A taça da felicidade, uma viagem pelos sentidos às delícias dos sorvetes”. O samba será interpretado por Serginho do Porto.

Para simbolizar o tato, a comissão de frente e o carro abre-alas vão entrar no Anhembi cobertos de branco e prata com o objetivo de “congelar” a avenida. Na comissão de frente, as fadas da neve serão as primeiras a anunciar a era do gelo. Em seguida virá a bateria fantasiada de esquimó, o casal de mestre-sala e porta-bandeira vestido de acordo com o tema gelo e o abre-alas, um carro de 38 metros, com uma imensa geleira artificial feita de fibra que vai simbolizar o tato.

“Vamos levar o universo do gelo para o desfile”, afirma o carnavalesco da escola, Victor Santos. A opção de colocar a bateria na frente, diferentemente de outras escolas, é “para mostrar que é a menina dos olhos da Águia”, diz Santos.

A bateria adiantada foi uma estratégia adotada pela escola no desfile do ano passado. Com tradição de inovar, o grupo pretende levar outra surpresa para a avenida neste ano, garante o mestre Juca, que chefia os ritmistas. Ele, no entanto, diz que o segredo só será revelado no Anhembi. “Estamos ensaiando separados do restante da escola, para não vazar [a surpresa]”, diz.

Colorido

Após uma parte só de branco e prata, a escola começa a ficar colorida nas duas alas que antecedem o segundo carro, cujo tema será a visão. O carro terá três olhos que se mexem e piscam encantados com o colorido dos sorvetes.

Depois da visão, será a vez do olfato. Bonecos de deuses dos ventos vão soprar aroma de diversos sabores como baunilha, morango e chocolate pela avenida. “É para deixar a platéia com água na boca”, comenta o carnavalesco.

Além de doce e gelado, o sorvete, para a Águia de Ouro, também tem sabor de romance. E é com beijos amorosos de um casal de bonecos em cima de um carro alegórico que a escola vai simbolizar o paladar.

Para completar os cinco sentidos, o último carro vai falar da audição. E como abordar o som quando o tema é sorvete? “O samba-enredo da escola canta e exalta o sorvete e é assim que vamos falar da audição”, explica Santos.

O doce sabor do sorvete é a esperança da Águia para conquistar seu primeiro campeonato neste carnaval de 2008. A melhor colocação da escola, fundada em 1976, foi um quarto lugar nos desfiles de 2001 e 2007, segundo conta o carnavalesco.

Globo.com

15 de Janeiro de 2008

Acadêmicos do Tucuruvi contará a história do sorvete e promete distribuir picolé no Sambódromo

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Marketing

Plantão | Publicada em 15/01/2008 às 10h30m
Carol Knoploch, Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - A Acadêmicos do Tucuruvi, escola da zona norte da capital, promete um desfile frio apenas no tema do enredo: “hummmm….é tempo de sorvete, do oriente ao ocidente, o alimento refrescante e nutritivo”. Na avenida, os 3 mil componentes da agremiação querem esquentar a arquibancada com o samba e a empolgação. E até vão distribuir picolés para refrescar o público.

Além da Tucuruvi, o sorvete será tema do enredo da Águia de Ouro, que abordará as sensações que o sorvete provoca.

- A desvantagem será de quem desfila em segundo. Tudo o que a gente apresentar será novidade - declarou o carnavalesco Armando Barbosa, da Acadêmicos do Tucuruvi, fissurado em sorvete de morango, daqueles cremosos.

Ele diz que o público terá surpresas em seu desfile.

- Vamos fazer nevar na avenida e o último carro vai distribuir picolé e jogar cheiro de sorvete no ar - diz ele.

Criativo, ele coloriu a bateria de rosa, creme e marrom, como o sorvete Napolitano (morango, creme e chocolate). Armando estréia esse ano na Acadêmicos do Tucuruvi. O abre-alas contará a origem do sorvete. É um carro geleira, branco, prata e furta-cor.

- Poucos sabem que o sorvete foi inventado na China. Vem de 1.000 a. C. Algum cozinheiro criativo usou flocos de neve para fazer uma sobremesa - explicou Armando, que tem carinho especial pelo carro da corte portuguesa, o terceiro do desfile. Atrás virá do carro do Imperador Nero, que mandava escravos ao alto das montanhas para colher neve para depois misturá-la com mel e frutas.

- É a nossa raspadinha.

Segundo Armando, duas grandes damas estarão no carro da corte portuguesa para representar a briga pelos “mestres sorveteiros”.

- Elas se pegavam mesmo. Uma roubava o mestre da outra. Até que os portugueses trazem, para cá a receita. Chegam pelo Rio. No carro, D. Pedro II estará no alto do Corcovado à espera da novidade. As frutas estarão todas sorridentes. E teremos um navio que representará a chegada de 217 toneladas de gelo - contou Armando, que garante que D. Pedro gostava de sorvete de pitanga.

A comissão de frente é surpresa e as baianas farão homenagem a Catarina de Médicis, responsável por difundir o sorvete por vários países da Europa. Uma ala vai lembrar Marco Polo, o mercador veneziano que levou a receita do sorvete para a Europa, junto com a do macarrão. O desfile terá ainda a descoberta do sorvete cremoso, picolé, casquinha, banana split…

6 de Janeiro de 2008

Pesquisador do ITAL verifica que microfiltração do leite é viável economicamente

Publicado por admin em Laticínios

Processo oferece alternativa aos tratamentos térmicos, com maior manutenção do sabor e das propriedades nutricionais

18/12/2007
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Laticínios (Tecnolat), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento) trabalha, desde 2004, com uma tecnologia largamente utilizada em alguns países da Europa. Trata-se da microfiltração, processo que retira quase a totalidade dos microorganismos do leite sem submetê-lo a altas temperaturas. Nele, são utilizadas membranas semipermeáveis, espécies de filtros, que podem ou não ser combinadas com o emprego de um tratamento térmico mais brando.

Apesar de ser utilizada comercialmente desde 1929 e aplicada no processamento de leites fluidos desde 1997, no Brasil ela ainda não está sendo empregada para este fim. Para oferecer esta alternativa ao mercado brasileiro, os pesquisadores do Tecnolat se dedicam a um amplo estudo com o intuito de possibilitar a adaptação da tecnologia ao País.

Sua implantação resultaria em um produto diferenciado, com sabor e propriedades nutricionais distintas dos comumente encontrados. Uma parte importante deste processo, no entanto, é verificar a viabilidade econômica da microfiltração no Brasil; e, em estudo finalizado em novembro, o pesquisador Manuel Carmo Vieira comprovou que ela é viável.

Sabor e propriedades nutricionais

A larga utilização da microfiltração em países como a França pode ser explicada por uma rejeição do consumidor ao sabor dos leites que passam por processos de aquecimento acentuado, como os UHT (conhecido como “de caixinha” ou longa vida). As altas temperaturas conferem ao leite um “sabor de cozido”, considerado pelos especialistas da área um defeito de sabor. Mas, no Brasil, o consumidor está habituado ao sabor do leite aquecido. Por isso, a aceitação do leite microfiltrado depende de um resgate do apreço do consumidor pelo gosto do leite cru.

E, como as membranas semipermeáveis retêm os microorganismos sem utilizar tratamentos térmicos agressivos, as proteínas e vitaminas são mantidas, preservando as propriedades nutricionais e os conseqüentes benefícios à saúde. “Estes são os dois grandes apelos do leite microfiltrado, suas duas grandes âncoras para abrir nichos de mercado”, afirma Vieira. Há a possibilidade, ainda, de a microfiltração ser aliada a um tratamento térmico mais brando, aproveitando as potencialidades de cada uma das tecnologias.

Economicamente viável

Em etapas anteriores, os pesquisadores do Centro foram orientados pelo idealizador da técnica de microfiltração aplicada ao leite, Jean Louis Maubois. Em seguida, foram feitas algumas alterações no processo para adaptá-lo à realidade brasileira. A comprovação dos benefícios da microfiltração também foi realizada.

A etapa seguinte foi a recentemente finalizada por Vieira. “Comparei o leite UHT com o microfiltrado”, conta. Foram, assim, confrontados os níveis de investimentos e custos de dois projetos de implantação de fábricas processadoras de leite, uma utilizando a tecnologia UHT e a outra a microfiltração. A capacidade de produção considerada foi de 100 mil litros diários de leite fluido cada.

Os dois processos apresentam vantagens e desvantagens econômicas. O equipamento necessário para o leite UHT é mais caro do que o empregado na microfiltração. Em compensação, o leite microfiltrado necessita de refrigeração durante a armazenagem e a distribuição, enquanto o leite longa vida pode ficar em temperatura ambiente. A conclusão, que apontou a viabilidade da implantação da tecnologia de microfiltração no País, demonstrou que unidades industriais que produzem leite microfiltrado são tão lucrativas quanto unidades que produzem leite UHT.

Mas, Vieira faz um alerta importante. “Se algum laticínio se interessar em implantar a microfiltração, terá que ter a consciência de que, durante os primeiros meses ou o primeiro ano, vai ter que trabalhar o consumidor. Há a necessidade de fazer um trabalho de marketing que remeta ao sabor e às qualidades nutricionais do leite tomado antigamente, mas com uma qualidade microbiológica muito superior”, explica.

Como continuidade, os pesquisadores do Centro têm o objetivo de divulgar os dados obtidos nas etapas já concluídas, principalmente por meio de treinamentos de transferência do conhecimento.

Material produzido pela Assessoria de Comunicação
Foto: Antônio Carriero
Mais informações: 19.3743.1757

4 de Janeiro de 2008

Blogs tem baixo custo e podem ter alto retorno

Publicado por admin em Marketing

Para as pessoas que realmente acreditam no método, em pequenas empresas, trata-se de uma ferramenta de baixo custo e alto retorno que responde por funções de marketing e relações públicas, destaca o perfil da empresa e permite construir uma marca.

A ferramenta de que estamos falando são os blogs, ainda que as pequenas empresas que dispõem de blogs continuem a ser uma distinta minoria. Uma recente pesquisa da American Express constatou que apenas 5% das empresas com menos de 100 funcionários dispõem de blogs. Outros especialistas estimam proporção ligeiramente superior.

Mas embora os blogs possam ser úteis a muitas outras empresas, nem mesmo os especialistas em blogs recomendam a idéia à maioria das companhias.

Guy Kawasaki, empresário serial, sócio diretor da Garage Technology Ventures e blogueiro dos mais prolíficos, expressa a questão da seguinte maneira: “Se você fabrica roupas ou opera um restaurante, um blog não deve receber, em sua lista de prioridades, posição tão importante quanto a necessidade de produzir boas roupas ou servir boa comida”.

Manter um blog requer muito tempo e certo talento como escritor, e nem todas as pequenas empresas dispõem desse tipo de recurso.

Mas algumas companhias estão em situação ideal para um blog. Os mais evidentes candidatos, de acordo com Aliza Sherman Risdahl, que escreveu um livro sobre os usos dos blogs, são as empresas de consultoria. “Elas são especialistas em seus campos, e o negócio delas envolve dizer aos outros o que fazer”.

Para outras empresas, diz Risdahl, encontrar um motivo para manter um blog pode ser um desafio, a menos que o setor atendido requeira que os consumidores ou clientes passem por aprendizado complexo, como o comércio de vinhos, represente um estilo de vida associado a determinados produtos e serviços (animais de estimação, camping) ou sirva a uma missão social (lutar pelo meio ambiente ou angariar doações para caridade.)

Mas mesmo nesses nichos, diz Risdahl, as empresas precisam se concentrar em uma estratégia para seus blogs, e determinar se elas têm o suficiente a dizer. “Como consultor, um blog claramente pode ajudá-lo a ser contratado”, disse. “Se você está vendendo um produto, é preciso ser muito mais criativo, porque ninguém gosta de ler anúncios”.

Sarah Endline, presidente-executiva da sweetriot, uma produtora de chocolates orgânicos, disse que começou um blog alguns meses antes de fundar sua empresa, em 2005, para oferecer aos interessados uma visão de como o processo empresa funcionaria desde o marco zero.

Essa espécie de transparência é um motivo popular para um blog, especialmente no caso de empresas que desejem ser identificadas como socialmente responsáveis ou dedicadas a uma missão.

Um post típico no blog da sweetriot descreve a chegada do primeiro embarque de cacau da empresa, vindo da América do Sul, e de como Endline se encontrou com o caminhão, depois que ele passou pela alfândega no aeroporto internacional Kennedy, em Nova York.

Ela escreve sobre como inspecionou o embarque, e elogia o presidente da transportadora Gateway, que a ajudou a organizar as caixas de modo que pudesse examinar o produto. “Na sweetriot, não usamos a palavra ‘fornecedor’, porque acreditamos em trabalhar em parceria com todos os nossos contatos”, ela afirmou.

Para empresas do setor de tecnologia, ter um blog é praticamente obrigatório. Ainda assim, Tony Stubblebine, fundador e presidente-executivo da CrowdVine, uma empresa que cria redes sociais para conferências, disse que um dos principais motivos para manter um blog é demonstrar que seu modelo de negócios difere do adotado pelas empresas iniciantes típicas.

“Todo mundo no Vale do Silício se concentra em financiamento por grupos de capital para empreendimentos e em desenvolver uma estratégia de saída”, ele afirma. “Porque meu foco não é levantar dinheiro, posso me concentrar nos meus clientes, já que eles não servem simplesmente como plataforma para uma oferta pública inicial ou aquisição”.

Ele acrescentou que “estou tentando criar uma comunidade de assistência a pequenas empresas de Internet, como a minha. Minha filosofia quanto a blogs é como o modelo de fonte aberta no setor de software. Uma espécie de conceito hippie. Se posso ajudar outras pessoas, me sinto pessoalmente recompensado. E essas pessoas provavelmente retribuirão de alguma maneira”.

Stubblebine diz que ele conquista novos clientes basicamente por indicação de sua clientela atual, e usa o blog como forma de divulgar notícias para seus amigos e para pessoas influentes no setor, além de como maneira de apresentar credenciais aos seus clientes. “É por isso que falo do crescimento da empresa”.

David Harlow, advogado e consultor especializado em serviços de saúde em Boston, diz que criou o HealthBlawg, o seu blog, como maneira de divulgar seu trabalho, depois que ele deixou o emprego em um grande escritório de advocacia e abriu um escritório próprio. Além disso, começar um blog era um processo fácil. E a tecnologia utilizada era bastante simples.

Agora, depois de quase dois anos de blog, Harlow se declara satisfeito com os resultados. O seu blog recebe 200 a 300 visitas por dia, diz, e também se tornou fonte regular de citações para publicações que querem dados sobre questões regulatórias no setor de saúde. Além disso, o blog também lhe valeu alguns clientes, e permitiu que ele estabelecesse relacionamentos com outros blogueiros no ramo do direito (que se definem como blawgers), além de contatos com consultores de todo o país.

Muitos dos blogs de pequenas empresas atingem seus objetivos mesmo que atraiam apenas algumas dezenas ou centenas de leitores. Mas há companhias com objetivos muito mais ambiciosos.

A Denali Flavors, uma empresa fabricante de sorvete em Michigan, licencia os sabores que desenvolve para outras sorveterias e serve como exemplo de pequena empresa dotada de verbas publicitárias limitadas. Por isso, decidiu usar uma série de blogs para criar conscientização de marca quanto ao Moose Tracks, seu sabor de sorvete mais popular.

John Nardini, que dirige o marketing da Denali e responde pelos blogs da empresa, disse que experimentou com diferentes tipos de blog, nos últimos anos, para determinar qual deles gerava maior tráfego. Um dos blogs acompanha uma equipe de ciclismo patrocinada pela Denali que estava levantando dinheiro para um orfanato na Letônia. Outro falava sobre o paradeiro do personagem Moose, que surgia em cenários famosos da geografia e história norte-americanas.

Mas o blog de maior sucesso em termos de tráfego, e por larga margem, foi o Free Money Finance, que nada tem a ver com o negócio da Denali. O plano de Nardini era criar um blog com tráfego suficiente para servir como veículo de mídia independente controlado pela Denali Flavors, tendo a empresa como única patrocinadora e anunciantes.

Ele optou pelas finanças pessoais porque sabia que essa é uma área que atrai muitas buscas na Web e porque não seria difícil postar repetidamente sobre o tema. E é exatamente isso que ele faz, cinco vezes por dia, durante a semana.

Nardini emprega ferramentas gratuitas como o Google Analytics e o Site Meter para compreender como as pessoas chegam ao site e que palavras chave estão atraindo buscas. O Free Money Finance recebe 4,5 mil visitas ao dia, e os visitantes em média observam duas páginas, o que quer dizer dois anúncios do sorvete Moose Tracks. O esforço custa cerca de US$ 400 ao ano, excluído o salário de Nardini.

O site também aceita anúncios, que geram entre US$ 30 mil e US$ 40 mil anuais, integralmente doados pela empresa para organizações de caridade. “Nós veiculamos anúncios porque isso legitima o site; o dinheiro não é o mais importante”, disse Nardini. “Nossa esperança é que as pessoas vejam o logotipo do Moose Tracks em um algum lugar comercial e pensem, ‘olha, é aquele sorvete que anuncia no site que visito todos os dias’”.

NYT

2 de Janeiro de 2008

Anvisa oferece dicas de saúde para o período de férias

Publicado por admin em Legislação

Dicas para evitar riscos à saúde durante viagens nacionais e internacionais e cuidados na compra de cosméticos e no consumo de alimentos temáticos são algumas das informações disponíveis no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): www.anvisa.org.br

A iniciativa, no ar desde o dia 20 de dezembro, foi tomada porque profissionais de saúde perceberam que, neste período, muitas pessoas consomem e ingerem produtos de forma errada, sem se preocupar com os riscos que isso pode causar.

De acordo com o departamento de Informática da Anvisa, a medida já alcança alguns resultados: a cada 20 acessos, 10 visitam a página de dicas e cuidados.

“A partir desses dados podemos verificar que existe interesse da população, por isso é interessante trabalhar nesse projeto”, afirma a nutricionista voluntária da Anvisa, Liliane Montenegro.

O material contém dicas importantes, como a qualidade da água, preferência por beber água mineral, engarrafada e lacrada. No caso de sucos, picolés caseiros e sorvetes, procure descobrir como eles foram preparados e qual água é usada na mistura.

Agência Brasil