Semana do laticinista
A Semana do Laticinista, realizada pela primeira vez em 10 de julho de 1950, originou o Congresso Nacional de Laticínios, cuja primeira edição aconteceu em julho de 1972. O evento, idealizado por um grupo de técnicos e professores do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, conquistou reconhecimento junto à comunidade científica e atualmente é considerado marco na história do agronegócio do leite no Brasil - segmento Indústria. É o único fórum destinado exclusivamente às discussões e às ações pertinentes e inerentes à indústria de laticínios brasileira, bem como uma oportunidade de reciclagem do conhecimento para técnicos em leite e derivados.
Em 10 de julho de 1950, o idealizador e fundador da Semana do Laticinista, Sebastião Senna Ferreira de Andrade, destacou no discurso de abertura: “é dever patriótico promover uma reunião entre profissionais com o mesmo ideal e para um mesmo fim, para estabelecer as bases amistosas de união de esforços dispersos em benefício do progresso da indústria de laticínios do país”.
O 1º Congresso Nacional de Laticínios
Já em 10 de julho de 1972, a então Semana do Laticinista - o maior acontecimento nacional do segmento, já na 23ª edição – teve sua transcendência enriquecida pela realização simultânea com o 1º Congresso Nacional de Laticínios. A grande importância que a indústria laticinista ocupava no contexto nacional à época exigia uma reformulação geral dos ideais anteriores, além de um alargamento de relações industriais.
Atualmente, em sua 26ª edição, o Congresso Nacional de Laticínios vêm prestando valiosas contribuições técnico-científicas para a cadeia agroindustrial do leite, por meio de cursos, palestras, mesas-redondas e painéis, cujos temas têm sido de grande interesse e aplicabilidade para os profissionais e estudantes que freqüentam os eventos.
O advento da internacionalização da economia e do conhecimento, fortalecido na década de 1990, provocou a reformulação do Congresso Nacional de Laticínios, adequando-se à filosofia do novo cenário político, econômico e social que se delineava. Neste contexto, o espírito de cooperação técnico-científica, do debate de idéias e da busca de soluções que atendam às exigências crescentes dos consumidores dos países envolvidos vem sendo incrementado a cada edição do evento.
A idéia é levar aos participantes uma visão estratégica do futuro, em que predominará a competitividade empresarial. Assim, os mais recentes trabalhos técnicos científicos, o que há de mais moderno em máquinas, equipamentos, embalagens e ingredientes para a indústria de laticínios estarão sempre presentes no Congresso.
38ª Expomaq
A 38ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq) – um dos eventos que fazem parte do 27º Congresso Nacional de Laticínios, organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), vai apresentou este ano novidades tecnológicas de empresas do Brasil e do exterior. A exposição foi realizada no Expominas Juiz de Fora.
37ª Expolac
Considerada uma importante vitrine para apresentação de produtos lácteos v
indos de todas as partes do Brasil, a Exposição de Produtos Lácteos (Expolac) é um dos eventos que ocorre simultaneamente ao Congresso Nacional de Laticínios. O objetivo é mostrar a crescente evolução do setor laticinista, oferecendo um espaço nobre, que permite livre acesso aos visitantes da feira. Democrática, a Expolac reúne laticínios de todo o país, independentemente do tamanho da empresa, das tecnologias aplicadas ou dos derivados fabricados.
Todo ano, cerca de 10 mil visitantes percorrem o estande da Expolac em busca de novidades no setor de alimentos derivados do leite. O espaço promove degustação dos produtos expostos, de maneira a divulgar a qualidade das empresas que participam do evento. A exposição é ainda uma ótima oportunidade para que representantes comerciais busquem novas marcas e produtos lácteos com os quais têm interesse em trabalhar. A cada ano, cerca de 80 empresas de todo o país utilizam a Expolac para lançar novos produtos e apresentá-los ao público, o que significa expor mais de 900 tipos de produtos diferenciados.
O Instituto
O Instituto de Laticínios "Cândido Tostes" (ILCT) vem desde 1935, contribuindo decisivamente para o permanente crescimento da indústria brasileira de laticínios, desenvolvendo e difundindo tecnologia, capacitando pessoal para a indústria e atividades correlatas e formando técnicos que ocupam cargos diversos, como professores, inspetores da SIPA/MA (Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal / Ministério da Agricultura) gerentes técnicos de cooperativas e indústrias lácteas, administradores de fábricas, proprietários de indústrias e diretores de grandes empresas no ramo de laticínios e equipamentos industriais.
Hoje, o ILCT possui reconhecimento, imagem e conceito positivos junto à comunidade técnico-científica e junto ao setor produtivo no Brasil. O seu reconhecimento mundial estende-se a mais de sessenta países, através dos especialistas do setor. Este sucesso foi conseguido graças ao modelo de Ensino-Pesquisa-Extensão do ILCT, cujo desenvolvimento foi sempre calcado na conjugação equilibrada entre a teoria e a prática.
No início
Em 1890, a Fazenda São Mateus, foi comprada pelo Dr. Cândido Teixeira Tostes. Dr. Candinho, como era carinhosamente conhecido, nascido em 05 de fevereiro de 1842, era bacharel em Direito e foi Diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. Homem dinâmico e inteligente, de grande projeção no meio ruralista, implantou, nas fazendas São Mateus e Sant’Ana, lavouras de café, tornando-se o maior cafeicultor de Minas e por isso cognominado o Rei do Café. A 9 de abril de 1927, falecia aos 85 anos. A escolha do nome do Instituto de Laticínios "Cândido Tostes", seria em sua homenagem.
Entra aqui o Solar dos Tostes: na década de 30, a Fazenda São Mateus, em Juiz de Fora, Minas Gerais, costumava receber visitantes ilustres, entre eles, o Presidente Getúlio Vargas e o Governador do Estado de Minas, Benedito Valadares. Em maio de 1935, o Dr. Benedito Valadares transferiu a sede do Governo de Minas Gerais para a Fazenda São Mateus e lá promulgou o Decreto nº 50, de 14 de maio de 1935, criando em Juiz de Fora - MG, a Indústria Agrícola "Cândido Tostes", sendo este nome em homenagem aquele personagem ilustre, antigo dono da fazenda que tanto fizera pelo desenvolvimento da região de juiz de Fora.
Ao ser inaugurada, em 03 de setembro de 1940, já seu nome havia sido mudado para Fábrica-Escola de Laticínios "Cândido Tostes"(FELCT).
Também a Fábrica Escola, sofreria mudanças.
No dia 3 de setembro de 1956, portanto, 16 anos após a sua inauguração, passa a denominar-se Instituto de Laticínios "Cândido Tostes", através da Lei 1.476, integrado à estrutura da Secretaria de Estado da Agricultura do Estado de Minas Gerais, usufruindo de todas as prerrogativas que o novo título possa lhe conferir.
O Instituto adiantou-se à concepção social de educação, vigente nos dias atuais, que propõe a vinculação da escola ao mundo do trabalho. Ali, esta circulação vem ocorrendo de forma equilibrada favorecendo o diálogo escola e empresa, pela articulação natural entre a teoria e a prática. O aluno é o portador que leva as tecnologias de ponta, colhidas na escola e novos produtos ali desenvolvidos, para a empresa e dela traz as demandas que o mercado consumidor está a exigir. A sua infra-estrutura permitiu consolidar ainda mais a formação especial, com destaque para o setor de estágio supervisionado. Vale ressaltar que, grande parte deste processo deve-se ao fato de a Instituição trabalhar em regime de tempo integral, o que tornava possível realizar uma carga horária com cerca de 4.900 horas/aula, em um período de 3 anos e meio.
Em 1974, o Governo do Estado de Minas Gerais, através da Lei nº 6310, autorizou a constituição da Empresa de Pesquisa Agropecuána de Minas Gerais - EPAMIG, cujo objetivo era responder pela linhas de pesquisa no Estado, analogamente ao trabalho realizado pela EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a nível nacional. O Governo do Estado estava deslocando o Instituto de Laticínios "Cândido Tostes" da estrutura da Secretaria de Agricultura, transferindo-o à recém criada Empresa, com todas as suas atividades e o seu patrimônio. Assim o ILCT tinha institucionalizado a sua atividade de pesquisa.
Os programas de ensino e pesquisa são executados em perfeita integração, sendo que os trabalhos desenvolvidos pela pesquisa constituem instrumento básico no aprimoramento técnico do ensino em laticínios. Casamento perfeito entre duas atividades fins: Ensino e Pesquisa, algo sonhado pela Universidade Brasileira, presente na realidade de uma escola de ensino técnico.
A institucionalização da pesquisa através da EPAMIG tomou impulso rápido, pela base que encontrou no ILCT; o espírito de pesquisa estava instalado desde a criação, na distante década de 30. De então, até 1980, contou-se com o frutífero trabalho de tecnologia estrangeira, notadamente européia, de fabricação de queijos, manteiga e outros produtos lácteos, em que os processos adequados às condições brasileiras, eram de imediato transferidos à indústria nacional.
Toda a organização existente foi mantida guardando integral fidelidade à sua tradição e ao postulado inscrito na parede de entrada de seu núcleo industrial. "Para saber mandar é preciso saber fazer - para saber fazer é necessário aprender fazendo".
Quem é quem no Instituto de Laticínios Cândido Tostes
No Instituto de Laticínios Cândido Tostes, as decisões são tomadas após reunido o colegiado denominado Comitê Gerencial, composto pelos seguintes membros, a saber:
Comitê Gerencial:
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Prof. Gerson Occhi - Chefe do CENS/ILCT
- Prof. Nelson Luiz Tenchini de Macedo - Chefe do CAPC/ILCT
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Dr. Luiz Carlos Gonçalves Costa Júnior - Gerente Estadual do Programa de Processamento AgroIndustrial da EPAMIG
- Profª. Regina Célia Mancini - Coordenadora do Ensino
- Drª. Luiza Carvalhaes de Albuquerque - Coordenadora de Transferência e Difusão de Tecnologia
-
Marcelo Fernandes Scheid - Supervisor do Núcleo de Administração e Finanças
-
Juliana Hastenreiter Mucidas - Supervisora do Núcleo Industrial e Comercial
Pesquisadores:
- Prof. Adbeel de Lima Santos
- Profª. Claudety Barbosa Saraiva
- Prof. Daniel Arantes Pereira
- Profª. Danielle Braga Chelini Pereira
- Profª. Denise Sobral
- Profª. Elisângela Michele Miguel
- Profª. Gisela de Magalhães Machado
- Prof. Ítalo Tuler Perrone
- Profª. Jaqueline Flaviana de Sá
- Prof. Junio Cesar Jacinto de Paula
- Prof. Maximiliano Soares Pinto
- Prof. Pedro Henrique Baptista de Oliveira
- Prof. Paulo Henrique Costa Paiva
- Prof. Paulo Henrique Fonseca da Silva
- Profª. Renata Golin Bueno Costa
- Profª. Vanessa Aglaê Martins Teodoro
Presença do Prof. Gerson Occhi - Chefe do CENS/ILCT e do O presidente da Epamig, Baldonedo Arthur Napoleão no jantar de confraternização dos Técnicos em laticínios formados em 1985 no Instituto de Laticínios Cândido Tostes em Juiz de Fora, MG.
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