10 de Agosto de 2010

DIA NACIONAL DO SORVETE

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Associações

 

N°139 São Paulo, 10 de agosto de 2010

 

Prezado amigo,

O Dia Nacional do Sorvete está chegando e para que possamos divulgar todas as ações do Setor, solicito que nos encaminhe o material que porventura tiver preparado para a data e que esteja relacionado a eventos e ações comemorativas, para que, compilados os dados, possamos repassá-los à nossa Assessoria de Imprensa e para todos os meios de comunicação.

Favor encaminhar o mais breve possível para: assessoria@abis.com.br

Um forte abraço a todos,

Eduardo Weisberg
Presidente

ABIS - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE SORVETES
Dúvida ou sugestões, fale conosco - Tel / Fax: 11 2532-2546 ou envie e-mail
Rua Tapinas, 22 - 8° Andar Conj. 82 - Itaim Bibi - 04531-050 - São Paulo - SP

18 de Julho de 2010

Semana do laticinista

 

A Semana do Laticinista, realizada pela primeira vez em 10 de julho de 1950, originou o Congresso Nacional de Laticínios, cuja primeira edição aconteceu em julho de 1972. O evento, idealizado por um grupo de técnicos e professores do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, conquistou reconhecimento junto à comunidade científica e atualmente é considerado marco na história do agronegócio do leite no Brasil - segmento Indústria. É o único fórum destinado exclusivamente às discussões e às ações pertinentes e inerentes à indústria de laticínios brasileira, bem como uma oportunidade de reciclagem do conhecimento para técnicos em leite e derivados.
Em 10 de julho de 1950, o idealizador e fundador da Semana do Laticinista, Sebastião Senna Ferreira de Andrade, destacou no discurso de abertura: “é dever patriótico promover uma reunião entre profissionais com o mesmo ideal e para um mesmo fim, para estabelecer as bases amistosas de união de esforços dispersos em benefício do progresso da indústria de laticínios do país”.

O 1º Congresso Nacional de Laticínios

Já em 10 de julho de 1972, a então Semana do Laticinista - o maior acontecimento nacional do segmento, já na 23ª edição – teve sua transcendência enriquecida pela realização simultânea com o 1º Congresso Nacional de Laticínios. A grande importância que a indústria laticinista ocupava no contexto nacional à época exigia uma reformulação geral dos ideais anteriores, além de um alargamento de relações industriais.
Atualmente, em sua 26ª edição, o Congresso Nacional de Laticínios vêm prestando valiosas contribuições técnico-científicas para a cadeia agroindustrial do leite, por meio de cursos, palestras, mesas-redondas e painéis, cujos temas têm sido de grande interesse e aplicabilidade para os profissionais e estudantes que freqüentam os eventos.
O advento da internacionalização da economia e do conhecimento, fortalecido na década de 1990, provocou a reformulação do Congresso Nacional de Laticínios, adequando-se à filosofia do novo cenário político, econômico e social que se delineava. Neste contexto, o espírito de cooperação técnico-científica, do debate de idéias e da busca de soluções que atendam às exigências crescentes dos consumidores dos países envolvidos vem sendo incrementado a cada edição do evento.
A idéia é levar aos participantes uma visão estratégica do futuro, em que predominará a competitividade empresarial. Assim, os mais recentes trabalhos técnicos científicos, o que há de mais moderno em máquinas, equipamentos, embalagens e ingredientes para a indústria de laticínios estarão sempre presentes no Congresso.

CNL

38ª Expomaq

     A 38ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq) – um dos eventos que fazem parte do 27º Congresso Nacional de Laticínios, organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais  (Epamig), vai apresentou este ano novidades tecnológicas de empresas do Brasil e do exterior. A exposição foi realizada no Expominas  Juiz de Fora.  

 

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37ª Expolac

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Considerada uma importante vitrine para apresentação de produtos lácteos v

indos de todas as partes do Brasil, a Exposição de Produtos Lácteos (Expolac) é um dos eventos que ocorre simultaneamente ao Congresso Nacional de Laticínios. O objetivo é mostrar a crescente evolução do setor laticinista, oferecendo um espaço nobre, que permite livre acesso aos visitantes da feira. Democrática, a Expolac reúne laticínios de todo o país, independentemente do tamanho da empresa, das tecnologias aplicadas ou dos derivados fabricados.
Todo ano, cerca de 10 mil visitantes percorrem o estande da Expolac em busca de novidades no setor de alimentos derivados do leite. O espaço promove degustação dos produtos expostos, de maneira a divulgar a qualidade das empresas que participam do evento. A exposição é ainda uma ótima oportunidade para que representantes comerciais busquem novas marcas e produtos lácteos com os quais têm interesse em trabalhar. A cada ano, cerca de 80 empresas de todo o país utilizam a Expolac para lançar novos produtos e apresentá-los ao público, o que significa expor mais de 900 tipos de produtos diferenciados.

 

O Instituto

O Instituto de Laticínios "Cândido Tostes" (ILCT) vem desde 1935, contribuindo decisivamente para o permanente crescimento da indústria brasileira de laticínios, desenvolvendo e difundindo tecnologia, capacitando pessoal para a indústria e atividades correlatas e formando técnicos que ocupam cargos diversos, como professores, inspetores da SIPA/MA (Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal / Ministério da Agricultura) gerentes técnicos de cooperativas e indústrias lácteas, administradores de fábricas, proprietários de indústrias e diretores de grandes empresas no ramo de laticínios e equipamentos industriais.

Hoje, o ILCT possui reconhecimento, imagem e conceito positivos junto à comunidade técnico-científica e junto ao setor produtivo no Brasil. O seu reconhecimento mundial estende-se a mais de sessenta países, através dos especialistas do setor. Este sucesso foi conseguido graças ao modelo de Ensino-Pesquisa-Extensão do ILCT, cujo desenvolvimento foi sempre calcado na conjugação equilibrada entre a teoria e a prática.

No início

Em 1890, a Fazenda São Mateus, foi comprada pelo Dr. Cândido Teixeira Tostes. Dr. Candinho, como era carinhosamente conhecido, nascido em 05 de fevereiro de 1842, era bacharel em Direito e foi Diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. Homem dinâmico e inteligente, de grande projeção no meio ruralista, implantou, nas fazendas São Mateus e Sant’Ana, lavouras de café, tornando-se o maior cafeicultor de Minas e por isso cognominado o Rei do Café. A 9 de abril de 1927, falecia aos 85 anos. A escolha do nome do Instituto de Laticínios "Cândido Tostes", seria em sua homenagem.
Entra aqui o Solar dos Tostes: na década de 30, a Fazenda São Mateus, em Juiz de Fora, Minas Gerais, costumava receber visitantes ilustres, entre eles, o Presidente Getúlio Vargas e o Governador do Estado de Minas, Benedito Valadares. Em maio de 1935, o Dr. Benedito Valadares transferiu a sede do Governo de Minas Gerais para a Fazenda São Mateus e lá promulgou o Decreto nº 50, de 14 de maio de 1935, criando em Juiz de Fora - MG, a Indústria Agrícola "Cândido Tostes", sendo este nome em homenagem aquele personagem ilustre, antigo dono da fazenda que tanto fizera pelo desenvolvimento da região de juiz de Fora.
Ao ser inaugurada, em 03 de setembro de 1940, já seu nome havia sido mudado para Fábrica-Escola de Laticínios "Cândido Tostes"(FELCT).

Também a Fábrica Escola, sofreria mudanças.

No dia 3 de setembro de 1956, portanto, 16 anos após a sua inauguração, passa a denominar-se Instituto de Laticínios "Cândido Tostes", através da Lei 1.476, integrado à estrutura da Secretaria de Estado da Agricultura do Estado de Minas Gerais, usufruindo de todas as prerrogativas que o novo título possa lhe conferir.
O Instituto adiantou-se à concepção social de educação, vigente nos dias atuais, que propõe a vinculação da escola ao mundo do trabalho. Ali, esta circulação vem ocorrendo de forma equilibrada favorecendo o diálogo escola e empresa, pela articulação natural entre a teoria e a prática. O aluno é o portador que leva as tecnologias de ponta, colhidas na escola e novos produtos ali desenvolvidos, para a empresa e dela traz as demandas que o mercado consumidor está a exigir. A sua infra-estrutura permitiu consolidar ainda mais a formação especial, com destaque para o setor de estágio supervisionado. Vale ressaltar que, grande parte deste processo deve-se ao fato de a Instituição trabalhar em regime de tempo integral, o que tornava possível realizar uma carga horária com cerca de 4.900 horas/aula, em um período de 3 anos e meio.
Em 1974, o Governo do Estado de Minas Gerais, através da Lei nº 6310, autorizou a constituição da Empresa de Pesquisa Agropecuána de Minas Gerais - EPAMIG, cujo objetivo era responder pela linhas de pesquisa no Estado, analogamente ao trabalho realizado pela EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a nível nacional. O Governo do Estado estava deslocando o Instituto de Laticínios "Cândido Tostes" da estrutura da Secretaria de Agricultura, transferindo-o à recém criada Empresa, com todas as suas atividades e o seu patrimônio. Assim o ILCT tinha institucionalizado a sua atividade de pesquisa.

Os programas de ensino e pesquisa são executados em perfeita integração, sendo que os trabalhos desenvolvidos pela pesquisa constituem instrumento básico no aprimoramento técnico do ensino em laticínios. Casamento perfeito entre duas atividades fins: Ensino e Pesquisa, algo sonhado pela Universidade Brasileira, presente na realidade de uma escola de ensino técnico.

A institucionalização da pesquisa através da EPAMIG tomou impulso rápido, pela base que encontrou no ILCT; o espírito de pesquisa estava instalado desde a criação, na distante década de 30. De então, até 1980, contou-se com o frutífero trabalho de tecnologia estrangeira, notadamente européia, de fabricação de queijos, manteiga e outros produtos lácteos, em que os processos adequados às condições brasileiras, eram de imediato transferidos à indústria nacional.

Toda a organização existente foi mantida guardando integral fidelidade à sua tradição e ao postulado inscrito na parede de entrada de seu núcleo industrial. "Para saber mandar é preciso saber fazer - para saber fazer é necessário aprender fazendo".

 

Quem é quem no Instituto de Laticínios Cândido Tostes

No Instituto de Laticínios Cândido Tostes, as decisões são tomadas após reunido o colegiado denominado Comitê Gerencial, composto pelos seguintes membros, a saber:

Comitê Gerencial:

Pesquisadores:

 

Presença do Prof. Gerson Occhi - Chefe do CENS/ILCT e do O presidente da Epamig, Baldonedo Arthur Napoleão no jantar de confraternização dos Técnicos em laticínios formados em 1985 no Instituto de Laticínios Cândido Tostes em Juiz de Fora, MG.

 

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10 de Julho de 2010

27° Congresso Nacional de Laticínios

 

Apresentação

O Instituto de Laticínios lança o 27° Congresso Nacional de Laticínios, a ser realizado entre 12 e 15 de julho de 2010, em Juiz de Fora/MG. Tradicionalmente, este evento tem discutido temas relacionados a ciência, tecnologia e nutrição em Leite e Derivados, à dinâmica do ambiente econômico e tecnológico, à exportação de lácteos e à necessidade das empresas na melhoria constante de seus produtos e processos.

As organizações têm sido estimuladas pelo ambiente competitivo a avaliar e comprometer-se em reduzir o impacto, atual e futuro, de suas operações sobre o meio ambiente. Os consumidores, conscientes das limitações de recursos naturais e da premência do desenvolvimento sustentável, passam a exigir das empresas empenho em adotar comportamento ambientalmente adequado, especialmente no segmento industrial, exercendo forte pressão sobre estas indústrias e sobre entidades governamentais. Atitudes sustentáveis não constituem, portanto, opção das companhias, mas uma das bases para sua sobrevivência no mercado e sinal de desenvolvimento econômico.

Esta 27ª edição do Congresso Nacional de Laticínios abordará o tema “Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental na Pesquisa, no Desenvolvimento e na Inovação em Produtos Lácteos”, e pretende fomentar a discussão de soluções para programas ambientais, abrangendo a prevenção da poluição, a administração dos impactos durante todo o ciclo de vida dos produtos lácteos e a utilização de tecnologias ambientalmente adequadas.

Acreditando contribuir mais uma vez de modo decisivo para o desenvolvimento de nossa indústria, nosso Congresso se apresenta como agradável encontro para somar novos conhecimentos científicos, promover a integração profissional e favorecer a identificação de inovações tecnológicas sustentáveis para o setor lácteo no Brasil e exterior.

Histórico

A Semana do Laticinista, realizada pela primeira vez em 10 de julho de 1950, originou o Congresso Nacional de Laticínios, cuja primeira edição aconteceu em julho de 1972. O evento, idealizado por um grupo de técnicos e professores do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, conquistou reconhecimento junto à comunidade científica e atualmente é considerado marco na história do agronegócio do leite no Brasil - segmento Indústria. É o único fórum destinado exclusivamente às discussões e às ações pertinentes e inerentes à indústria de laticínios brasileira, bem como uma oportunidade de reciclagem do conhecimento para técnicos em leite e derivados.
Em 10 de julho de 1950, o idealizador e fundador da Semana do Laticinista, Sebastião Senna Ferreira de Andrade, destacou no discurso de abertura: “é dever patriótico promover uma reunião entre profissionais com o mesmo ideal e para um mesmo fim, para estabelecer as bases amistosas de união de esforços dispersos em benefício do progresso da indústria de laticínios do país”.

O 1º Congresso Nacional de Laticínios

Já em 10 de julho de 1972, a então Semana do Laticinista - o maior acontecimento nacional do segmento, já na 23ª edição – teve sua transcendência enriquecida pela realização simultânea com o 1º Congresso Nacional de Laticínios. A grande importância que a indústria laticinista ocupava no contexto nacional à época exigia uma reformulação geral dos ideais anteriores, além de um alargamento de relações industriais.
Atualmente, em sua 26ª edição, o Congresso Nacional de Laticínios vêm prestando valiosas contribuições técnico-científicas para a cadeia agroindustrial do leite, por meio de cursos, palestras, mesas-redondas e painéis, cujos temas têm sido de grande interesse e aplicabilidade para os profissionais e estudantes que freqüentam os eventos.
O advento da internacionalização da economia e do conhecimento, fortalecido na década de 1990, provocou a reformulação do Congresso Nacional de Laticínios, adequando-se à filosofia do novo cenário político, econômico e social que se delineava. Neste contexto, o espírito de cooperação técnico-científica, do debate de idéias e da busca de soluções que atendam às exigências crescentes dos consumidores dos países envolvidos vem sendo incrementado a cada edição do evento.
A idéia é levar aos participantes uma visão estratégica do futuro, em que predominará a competitividade empresarial. Assim, os mais recentes trabalhos técnicos científicos, o que há de mais moderno em máquinas, equipamentos, embalagens e ingredientes para a indústria de laticínios estarão sempre presentes no Congresso.

 

Congresso Nacional de Laticínios

29 de Junho de 2010

XI Jornada Gaúcha do Sorvete

 

11ª Jornada Gaúcha do Sorvete

Programação XI Jornada Gaúcha do Sorvete

Dia 01/07
Quinta-Feira

18h
Recepção

Dia 02/07
Sexta-Feira

8h30min
Café da manhã com fornecedores

9h30min
Abertura

9h45min
Palestra: “Aplicação do Chocolate em Sorvete”Aldo Baccarin

12h
Almoço

14h
Cenários Econômicos Igor Moreira, FIERGS

15h30min
Coffee

16h
Palestra: Nota fiscal eletrônica/Substituição Tributária

17h
Assembléia Geral Ordinária a)Prestação de contas 2009 e b) Eleições período 2010/2012

03/07
Sábado

9h
“Oficina: Choco Show – recheios para sorvetes,trufas e torta de sorvete” - Senac

23 de Maio de 2010

Informativo ABIS nº 131

 

 

N° 131                                                                                                                                                                São Paulo, 21 de Maio de 2010

No período de 07 a 10 de Junho ocorrerá o SIMPÓSIO TECNOLÓGICO DE SORVETES 2010 na TECNOSORVETES que abordará os seguintes temas:

DIA 07 DE JUNHO
PAINEL: ATUALIDADES E PERSPECTIVAS PARA O CRESCIMENTO DO SETOR

16:00 às 17:50 - Novas Perspectivas de Negócios para o Setor de Sorvetes: Selo Social, PNAE, Copa 2014 e Exportação. Parceria Público Privada ABIS - GTZ – MDA.
Palestrantes: Sr. Eduardo Weisberg – ABIS, Sr. Kleber Pettan – GTZ e Sr. Arnoldo de Campos - MDA.

18:00 às 18:50 - A Tributação sobre o Setor de Sorvetes.
Palestrante: Dr. Achiles Augustus Cavallo – Achiles Cavallo Advogados Associados.

DIA 08 DE JUNHO

PAINEL: CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE NAS EMPRESAS DE SORVETES

15:00 às 15:50 - Rotulagem Nutricional;
Palestrante: Alexandre Forte – Forte Análises.

16:00 às 16:50 - Passo a passo do Selo ABIS de Qualidade (SAQ), segurança do produto sorvete;
Palestrante: Edson Gonçalo – Tecfoods Consultoria e Representações Ltda.

17:00 às 17:50 - Política de apoio para a Qualificação (SAQ) da oferta de Polpas de Frutas dos Agricultores Familiares para o Setor de Sorvetes – Parceria Público Privada ABIS – GTZ - MDA;
Palestrantes: Sr. Vital Filho – MDA, Sr. Kleber Pettan - GTZ e Sr. Eduardo Weisberg – ABIS

18:00 às 18:50 - Ergonomia aplicada na otimização do processo produtivo: conforto, segurança e lucratividade;
Palestrante: Dra. Regina Vergaças

19:00 às 19:50 - Marcas e Patentes
Palestrante: Sr. Alexandre Forte – Forte Análises.

DIA 09 DE JUNHO

PAINEL: O PRODUTO SORVETE

16:00 às 16:50 - Estabilidade da emulsão e qualidade do sorvete.
Palestrante: Sra. Márcia Paisano Soler GEPC/ITAL

17:00 às 17:50 - Aspectos nutricionais dos sorvetes;
Palestrante: Sra. Leila Maria Spadoti TECNOLAT/ITAL

18:00 às 18:50 - Os Sorvetes como alimentos funcionais;
Palestrante: Sra. Alcina Maria Liserre TECNOLAT/ITAL

DIA 10 DE JUNHO

PAINEL: ASPECTOS DE IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO DE SORVETES

16:00 às 16:50 - Aperfeiçoando a homogeneização em sorvete;
Palestrante: Sr. Adalberto Almeida – Plury Química.

17:00 às 17:50 - Cadeia do Frio;
Palestrante: Sr. Ricardo Malagoni – Ipenet.

18:00 às 18:50 - Custos em sorvete: Verdades e mentiras.
Palestrante: Sr. Antonio Carlos Pedroso – Hexus.

Vagas limitadas.

Para participar, faça seu cadastro clicando na sua categoria logo abaixo:

Investimento:

- ASSOCIADO ABIS             R$ 100,00
- ESTUDANTES                    R$ 150,00
- NÃO ASSOCIADO ABIS    R$ 200,00

* Valor por pessoa. Válido para os 4 dias.

Após cadastro, deverá ser efetuado em depósito na Conta ABIS

104 - Caixa Econômica Federal
ABIS
Agência: 3107
Número da Conta: 03000222-9
CNPJ: 05.282.700/0001-30

Os depósitos deverão ser efetuados no balcão de atendimento (depósitos efetuados em caixa-eletrônico não serão aceitos) ou transferência bancária e o comprovante deverá ser enviado para o e-mail abis@abis.com.br ou por fax (11) 2532-2546 juntos aos dados preenchidos na ficha para que possamos validar o seu cadastro.

Data limite para cadastro e envio do comprovante: 01/06/2010, terça-feira até as 17h30.

ABIS - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SORVETES
Dúvida ou sugestões, fale conosco - Tel / Fax: 11 2532-2546 ou envie e-mail
Rua Tapinas, 22 - 8° Andar Conj. 82 - Itaim Bibi - 04531-050 - São Paulo - SP

20 de Maio de 2010

Instituto de Tecnologia dos Alimentos.

16 de Maio de 2010

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Fique fã, espaço reservado para informações da indústria de alimentos.

12 de Maio de 2010

TecnoSorvetes será realizada na Semana Internacional da Alimentação

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Feiras, Gelada Paixão

Com produção que deve atingir 1 bilhão de litros de sorvete em 2010, o Brasil figura entre os 10 países que mais consomem o produto no mundo. Por isso, a Brazil Trade Shows (BTS), maior promotora de feiras de alimentos e bebidas na América Latina, decidiu aumentar a visibilidade do setor. A partir de 2010, a TecnoSorvetes - Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria de Sorveteria Profissional será realizada na Semana Internacional da Alimentação, que também reúne, em São Paulo, Fispal Tecnologia, Fispal Food Service e Espaço Café Brasil - Feira Internacional de Café.

A mudança de nome da feira, que até o ano passado era TecnoLáctea & Sorvetes, é mais uma forma de focar na indústria de sorvetes. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (ABIS), o setor movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano, gera 100 mil empregos diretos e 90% do mercado é formado por micro e pequenas empresas. “A tendência é que a visitação seja mais qualificada, o que influenciará no aumento dos negócios”, ressalta o presidente da BTS, Marco Antonio Mastrandonakis.

A 7ª TecnoSorvetes pretende atrair mais visitantes que a última edição, que registrou 16.780 pessoas, gerou mais de R$ 150 milhões em negócios e contou com cerca de 200 expositores. Neste ano, a feira terá novamente o apoio da ABIS. Para mais informações, envie um e-mail para rita.frare@btsmedia.biz.

TecnoSorvetes
7ª Feira Internacional de Tecnologia para as Indústria de Leite, Derivados e Sorvetes
Data: 7 a 10 de junho de 2010 - das 13 às 21h
Local: Expo Center Norte - São Paulo
www.btsmedia.biz

24 de Junho de 2009

Sorvete com cereais e outros produtos com aditivos benéficos são patenteados pela USP.

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Ingredientes

Nutrição seletiva

Dinorah Ereno

Edição Impressa 160 - Junho 2009

Pesquisa FAPESP - 

© Juliana Bolfarini Haram/Usp

Composição de cereais formulada para suportar baixa temperatura do gelado

Microrganismos vivos combinados a um composto chamado inulina, retirado de plantas como chicória e alcachofra, foram testados em uma sobremesa gelada com a consistência de sorvete recoberta por cereais, entre diversas formulações de alimentos funcionais desenvolvidas na Universidade de São Paulo (USP), cinco delas em processo de patenteamento. Esses alimentos são considerados funcionais porque, além dos nutrientes tradicionais, contêm aditivos capazes de promover benefícios à saúde. O sorvete com barra de cereal, testado e aprovado por centenas de pessoas que participaram da avaliação sensorial do produto, constitui uma novidade. “Não existe nada similar no mercado brasileiro”, diz a professora Susana Isay Saad, do Departamento de Tecnologia Bioquímica-Farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, coordenadora dos projetos.
No sorvete são adicionadas as bactérias Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium, com comprovada ação probiótica. “Essas bactérias melhoram o equilíbrio da microbiota, o conjunto de microrganismos intestinal, porque competem com as bactérias patogênicas, ocupando o acesso que elas teriam para se aproximar do epitélio [camada superficial] intestinal”, diz Susana. As bactérias pertencentes aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium são frequentemente empregadas como suplementos probióticos para alimentos, uma vez que elas têm sido isoladas de todas as porções do trato gastrintestinal de pessoas saudáveis. Os probióticos aumentam de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos porque permitem que o organismo absorva melhor principalmente as vitaminas do complexo B, os aminoácidos, o cálcio e o ferro. Eles também ajudam a fortalecer o sistema imunológico, ao aumentar os níveis de anticorpos e a atividade dos macrófagos, células que englobam e destroem corpos estranhos. “Os microrganismos probióticos são colocados somente depois da pasteurização, porque não sobrevivem a temperaturas elevadas, e antes do resfriamento do produto”, explica Susana.
Reserva energética – Na composição do sorvete entram ainda gordura láctea e a inulina, substância encontrada em milhares de plantas, já que se constitui em sua reserva energética. Em algumas delas, no entanto, ela se concentra em maior quantidade, como na raiz da chicória, de onde é isolada, extraída e concentrada em forma de pó. “Como é um processo sofisticado, poucas empresas no mundo conseguem produzir esse composto”, diz a pesquisadora. A inulina é um açúcar chamado frutoligossacarídeo que não é digerido pelo estômago, ao contrário da maioria dos açúcares. É pouco calórica – cerca de 1,5 quilocaloria (kcal) por grama, ante 4 kcal/g do açúcar e 9 kcal/g da gordura – e pode substituir parcialmente o açúcar e auxiliar no tratamento de diabéticos porque não aumenta o nível de açúcar no sangue.

Assim como a inulina, a oligofrutose também é encontrada nos vegetais. Ambas são carboidratos complexos e consideradas fibras prebióticas porque chegam intactas ao intestino, onde são aproveitadas pelos microrganismos benéficos como as bifidobactérias – um grupo de microrganismos presente na flora intestinal que inibe o desenvolvimento de bactérias indesejáveis no trato digestivo –, os lactobacilos e outras bactérias probióticas.

Os benefícios à saúde provenientes do consumo desse tipo de carboidrato estão ligados, principalmente, ao aumento de bifidobactérias no cólon, que protegem contra infecções por resultar em maior acidificação, o que também contribui com uma melhor absorção de minerais, como o cálcio e o ferro. A inulina tem também um papel funcional parecido com o das fibras, que não são digeridas pelo nosso organismo, auxiliando na digestão e na eliminação de toxinas.

A barra de cereal, que tem em sua composição aveia, flocos de arroz, castanha-do-pará, mel, lecitina de soja e outros ingredientes, foi desenvolvida especialmente para a formulação gelada, porque as tradicionais, quando submetidas a baixas temperaturas, endurecem. “Foram testadas quatro diferentes formulações do cereal em barra com sorvete”, relata Susana. Todas as formulações e testes foram conduzidos pela mestranda Juliana Bolfarini Harami, orientada pela professora Susana.

As análises sensoriais foram feitas no total com 600 pessoas, já que cada uma das quatro formulações foi testada três vezes por 50 pessoas. As avaliações foram feitas sete dias após o produto estar pronto e congelado a -18ºC, depois de 28 dias e aos 84 dias, considerado o período de validade. “O produto teve muito boa aceitação”, diz a coordenadora da pesquisa. Foi feita ainda uma comparação de nutrientes e do valor energético do gelado recoberto pelo cereal com sobremesas lácteas congeladas, como os sorvetes Cornetto, Mega Trufa e outros de duas marcas tradicionais que não se incluem na categoria de alimentos funcionais. “Os produtos, em média com peso de 76 gramas, apresentaram cerca de 230 calorias por porção”, relata. “Enquanto o sorvete com cereal de 70 gramas nas quatro versões avaliadas registrou média de 136 calorias por porção.”
Cepas selecionadas – Os bons resultados obtidos nessa pesquisa são fruto do desdobramento de um trabalho iniciado em 2000. Na época, Susana começou a pesquisar o emprego de culturas probióticas no processamento de queijo do tipo minas frescal, com auxílio da FAPESP. Nesse estudo foram utilizadas três culturas de bactérias probióticas durante a produção do queijo, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus paracasei e Bifidobacterium animalis. “Foram escolhidas cepas comprovadamente probióticas”, diz Susana. Essa escolha é importante porque os efeitos probióticos são específicos apenas para determinadas cepas. As bactérias adicionadas ao leite se mostraram com excelente potencial para melhorar o funcionamento do intestino e reduzir os perigos de contaminação de origem alimentar. Além de diminuir a acidez do queijo, o Lactobacillus acidophilus reduziu a proliferação de microrganismos contaminantes no próprio alimento, o que contribui para aumentar a vida de prateleira do produto.

Outras pesquisas realizadas pelo grupo mostraram que era possível expandir o leque de produtos com efeitos benéficos para a saúde. Entre as novidades já testadas, inclusive com análise sensorial, estão ainda um queijo tipo petit-suisse, um manjar- -branco, uma musse de goiaba e uma margarina, que está sendo desenvolvida pela doutoranda Cinthia Batista de Souza, com coorientação do professor Luiz Antonio Gioielli. Todos os projetos, exceto o do manjar-branco, foram financiados pela FAPESP. Os pedidos de patente de invenção foram depositados pela Agência USP de Inovação.

A produção do queijo petit-suisse, desenvolvido por Haíssa Roberta Cardarelli durante o seu doutorado, foi feita a partir de uma massa-base de queijo tipo quark, produto com consistência cremosa que pode receber a adição de condimentos doces ou salgados. Foram acrescentados à base os probióticos Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium lactis, que quando consumidos ao mesmo tempo podem aumentar, por exemplo, a resposta imune do organismo, e os prebióticos inulina e oligofrutose. Nas várias formulações testadas, verificou-se que a inulina e a oligofrutose, quando combinadas, melhoraram as características sensoriais dos queijos. Já para a musse de goiaba, desenvolvida no doutorado de Flávia Alonso Buriti, observou-se que a substituição de parte do creme de leite presente na formulação pela inulina resultou em uma maior resistência de Lactobacillus acidophilus a condições simuladas de digestão do produto.

19 de Junho de 2009

Futuros desafios na indústria de alimentos e bebidas.

 

 

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Como disse Joelmir Beting em sua palestra, a 3ª onda é como frase atrás de caminhão “ Não sei o que vem pela frente, só espero que venha pela frente”

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Luís Renato, Osvaldo Costa e Dr Eduardo Caritá.

 

Depois da brilhante palestra sobre micro e nanotecnologia e nutri genômica proferida pelo Dr Eduardo Caritá, degustamos um sorvete com ingredientes nano tecnologicos com zero de gordura e zero de açúcar muito bom.

 

Parabéns a todos envolvidos da Alibra Genkor pelo excelente trabalho.

5 de Junho de 2009

Sorvete alimenta.

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Gelada Paixão

Vamos nos unir e fazer a mudança cultural!

Juntos conseguiremos quebrar tabus e paradigmas.

Divulguem a mensagem nas suas embalagens, nos seus banners, sites, publiquem, comuniquem aos seus clientes!

* Caso queira se unir a nós, solicite esta figura em alta resolução.

ABIS – Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes
Dúvidas ou sugestões, fale conosco – Tel./Fax: 11 2532-2546 ou envie e-mail
Rua Tapinas, 22 -8º Andar Conj. 82 - Itaim Bibi - 04531-050 São Paulo SP

27 de Abril de 2009

Seminário na Tecnolactea & Sorvetes

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Laticínios, Feiras

25 de Julho de 2008

Você sabia ?

Publicado por Osvaldo Costa em Treinamento, Gelados Comestíveis, Gelada Paixão

Que em 1921 a Mojonnier Brothers lançou a sua primeira máquina de embalagem para sorvetes nos EUA.

Quando pensar em compras, lembre-se, Food Shop.

18 de Julho de 2008

Fábrica de sorvetes lança produto em homenagem a Elton John

Publicado por admin em Gelada Paixão

Uma empresa americana de sorvetes lançou um produto em homenagem ao cantor britânico Elton John.

O sorvete homenageia o artista fazendo referência ao trabalho Goodbye Yellow Brick Road, da década de 70. O produto será vendido em uma edição limitada, até o dia 25 desse mês.

O “sorvete Elton John”, como vem sendo chamado, é feito de chocolate, chocolate branco e manteiga de amendoim.

Toda a renda adquirida com as vendas do produto será doada à Fundação Elton John, que luta contra a AIDS.

Fonte: CifraClub

29 de Junho de 2008

Você sabia?

Publicado por Osvaldo Costa em Gelados Comestíveis, Gelada Paixão

Que em 1744 tivemos a primeira evidência escrita de sorvetes na América do norte, foi uma carta datada em 17 de maio de 1744, por um hóspede do governador William Bladen, de Maryland. A carta dizia que “uma sobremesa muita curiosa entre outras raridades, era um fino sorvete com morangos e leite, muito delicioso” (Arbuckle, 1981).

31 de Março de 2008

PE confirma intenção de investir na cadeia do leite e derivados

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Laticínios, Feiras

28/03 - 13:59 - Agência Safras

SAFRAS (28) - O Governo de Pernambuco abraçou o projeto da TecnoLáctea & Sorvetes 2008, pois o setor de leite, derivados e sorvetes é fundamental para o desenvolvimento do Interior do Estado e gera muitos empregos. Este foi o recado que Thiago Ângelus, coordenador da área de Laticínios da AD Diper, Agência de Desenvolvimento Econômico do Governo de Pernambuco, levou aos participantes do café da manhã organizado pela Brazil Trade Shows Partners (BTSP) nesta quinta-feira, 27 de março, para o lançamento da 5a Feira Internacional de Tecnologia para as Indústrias de Leite, Derivados e Sorvetes, que será realizada entre os dias 6 e 9 de maio próximo, no Centro de Convenções de Pernambuco, na Grande Recife.
Além de reafirmar o compromisso do governo pernambucano com a realização da TecnoLáctea & Sorvetes 2008, o representante da AD Diper instituição encarregada pelo governador Eduardo Campos de coordenar as ações referentes ao evento e aos novos investimentos que serão feitos na área destacou também a vocação regional para a produção leiteira e as muitas oportunidades de negócio existentes nesse campo.

De acordo com Moshe Dayan Fernandes, da área de Leite e Derivados do Sebrae-PE, a previsão dos especialistas é que, dentro de 20 anos, o Nordeste será a grande fronteira da cadeia leiteira do Brasil. “Quem produzir no Nordeste vai ter um diferencial muito importante em termos de custos, sabores tropicais e economia de transporte, especialmente na exportação, pois o Porto de Suape está 2 mil quilômetros mais perto dos principais mercados consumidores do mundo, em relação aos portos do Sudeste”, disse.

Ele informou ainda que Pernambuco produz hoje mais de 400 milhões de litros de leite por ano, com excelente produtividade. “Isso, aliás, é característica de todo o Nordeste, pois Alagoas, por exemplo, tem produção ainda maior e uma produtividade próxima à do Paraná”, contou Moshe Dayan. Segundo ele, além do interesse do Governo de Pernambuco em investir no setor, há outros fatores que contribuem para tornar o mercado interessante para os investimentos privados.

“Temos muitos projetos já aprovados ou em fase de instalação na região. Por exemplo, podemos citar a nova planta da Perdigão em Bom Conselho, a da Cemil em Caruaru, a do Grupo Betânia (que deve instalar laticínio para processar 100 mil litros/dia em Pedra) e da Frango Nato (que pretende processar 200 mil litros/dia em Garanhuns)”, concluiu.

Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (ABIS), por sua vez, destacou que o setor representado por sua entidade ainda tem um grande espaço para crescer em todo o Brasil. “Sobretudo no Nordeste, onde o clima é favorável ao sorvete, temos muito a fazer para transformar o consumo desse produto em um hábito mais difundido. Só para se ter uma idéia, na Argentina, onde o clima é mais frio, o consumo de sorvetes é duas vezes maior que o do Brasil”, informou.

Weisberg lembrou ainda que a participação da ABIS na TecnoLáctea & Sorvetes 2008 é uma das ações empreendidas pela entidade para disseminar o hábito de consumo do produto entre a população brasileira e contribuir para a evolução do setor em todo o País. “Uma das atrações da feira será sem dúvida a Sorveteria Modelo, onde serão mostradas as mais novas técnicas e tendências desse mercado”, disse.

O evento de lançamento da TecnoLáctea & Sorvetes 2008 foi encerrado por Flávio Corrêa, presidente da BTSP, empresa promotora da feira. Segundo ele, “os índices de crescimento da economia nordestina, maiores que a média nacional, não podem ser ignorados pelas empresas que pretendem crescer. Participar de eventos como essa feira é uma forma de expandir oportunidades de negócio e, ao mesmo tempo, de contribuir para o desenvolvimento equilibrado do País”. As informações partem da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

SERVIÇO: TecnoLáctea & Sorvetes 2008 5 Feira Internacional de Tecnologia para as Indústrias de Leite, Derivados e Sorvetes Data: 6 a 9 de maio Horário: das 16h às 22h Local: Centro de Convenções de Pernambuco Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho - Olinda (PE) (CBL)

13 de Março de 2008

Nestlé traz o conceito zero para sorvetes

Publicado por admin em Gelados Comestíveis

Empresa investe em picolé de fruta sem gordura e sem adição de açúcares, único no mercado e lança La Frutta Zero Maracujá, com apenas 43 calorias.

O tradicional La Frutta, picolé de fruta da Nestlé, inova no mercado de sorvetes e adota o conceito Zero. O novo La Frutta Zero, sabor Maracujá é feito com a polpa da fruta, não contém gordura em sua formulação – como os demais itens da linha La Frutta – e agora chega sem adição de açúcares, permanecendo apenas os açúcares naturalmente encontrados nos ingredientes.

O La Frutta Zero Maracujá tem apenas 43 calorias. A iniciativa está alinhada à crescente busca do consumidor por alimentos cada vez mais saudáveis e à preocupação da Nestlé em oferecer produtos alinhados ao seu posicionamento de Nutrição, Saúde e Bem-Estar.

A linha de picolés de fruta da Nestlé, La Frutta, é composta ainda pelos sabores Limão, Uva e Abacaxi com Hortelã, Morango, Goiaba, Tangerina e Coco. | www.nestle.com.br | Serviço Nestlé ao Consumidor: 0800-7702460

6 de Março de 2008

McDonald’s muda copinhos de sorvete para salvar ouriços

Publicado por admin em Gelados Comestíveis

LILLE, França (AFP) — A gigante americana da fast-food McDonald’s anunciou nesta terça-feira que irá modificar os copinhos de seus sorvetes na França para proteger os ouriços: as embalagens abandonadas constituem uma armadilha mortal para esses pequenos mamíferos.

McDonald’s havia sido alertado pelo Santuário dos Ouriços, uma associação com sede no norte da França, que fez campanha sobre o assunto durante vários anos.

A parte de cima dos copinhos de sorvete McFlurry, de plástico, tem um buraco “do tamanho exato da cabeça do ouriço”, explicou a presidente da associação, Anne Burban.

“Acontece de forma sistemática. Atraídos pelo sorvete, os ouriços colocam sua cabeçinha dentro do buraco, não conseguem mais tirá-la e morrem sufocados”, descreveu Burban, qualificando a decisão do McDonald’s de “grande vitória”.

Na Inglaterra, após uma campanha de ecologistas, McDonald’s reduziu em setembro de 2006 o orifício da parte superior dos copinhos de sorvete para impedir a entrada dos ouriços.

Na França, McDonald’s decidiu optar temporariamente pela solução inglesa. “Esta não será a solução definitiva. Nosso objetivo é retirar completamente o plástico de todas nossas embalagens”, explicou a rede.

1 de Fevereiro de 2008

“Hummm… É tempo de sorvete, do oriente ao ocidente o alimento refrescante e nutritivo”

Publicado por admin em Gelados Comestíveis

Letra do Samba 2008 Academicos do Tucuruvi

Delicia chinesa
Do oriente essa iguaria se espalhou
Entre povos e culturas
Neve e mel com frutas tem valor
Conquistando um imperador
Se propagou no ocidente
A europa apreciava, encantava a realeza
E toda a corte portuguesa
Com leite aguçou o paladar
Das charmosas damas da nobreza

Atravessou o mar pra se consagrar
“Americanizou” evoluiu
Surgiram sabores, receitas incríveis
Que o mundo aplaudiu

Em terras brasileiras
É novidade, é sensação
Lá no Rio de Janeiro, do carioca maneiro
Refresca o dia a dia do povão
Aqui, na terra da garoa
Esperei a hora para te saborear
É bom, como é bom, o sorvete em toda parte
A indústria vem fazendo arte
Do alimento, diversão
Em cores e sabores, você é carnaval
A grande paixão nacional!

É verão amor, vem desfilar
Aliviar o teu calor
Sou TUCURUVI de alma e paixão
Vou refrescar seu coração

Ver video

1 de Fevereiro de 2008

“A taça da liberdade, uma viagem pelos sentidos às delícias do sorvete”

Publicado por admin em Gelados Comestíveis

Letra do Samba 2008 da Aguia de Ouro.

Embala, meu amor, que o teu calor me leva.
Embala, minha águia, meu amor sem fim
Fonte cristalina, doce ilusão
A bateria vai tocar seu coração

Vem cantar
A Pompéia vai te conquistar
Vamos nessa, o show vai começar
Hoje é dia de alegria
Vem sentir um frescor
Que é de arrepiar
Simples toque de magia
Que vai te refrescar
Que maravilha!
Tem várias cores que enfeitiçam seu olhar
Obras de Arte que fascinam o coração
Sedução

Sinta o aroma no ar, é festa.
Deixe o meu samba te levar
No carnaval, entre essências brincar
Se entregar

Um mundo de sabores desfrutar
Se deliciar ao bel prazer
Seja feliz também, venha se divertir
Voltar a ser criança e ter a emoção
De um beijo doce, uma paixão
Que alimenta o corpo e a alma
Vamos brindar
E ouvir os sinos da felicidade
O ano inteiro apreciar
Um bom sorvete e se lambuzar

Ver o video

18 de Janeiro de 2008

Águia de Ouro vai falar do sorvete pelos cinco sentidos

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Marketing

Escola vai entrar na avenida de branco e prata para ‘congelar’ o Anhembi.

A sensação de gelado, as cores que fazem arregalar os olhos, os aromas variados, o gosto quase sempre bom e o som do samba que fala dele. O sorvete por meio dos cinco sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição) é o que vai mostrar a escola de samba paulista Águia de Ouro.

A quarta a desfilar no dia 1º de fevereiro tem como enredo “A taça da felicidade, uma viagem pelos sentidos às delícias dos sorvetes”. O samba será interpretado por Serginho do Porto.

Para simbolizar o tato, a comissão de frente e o carro abre-alas vão entrar no Anhembi cobertos de branco e prata com o objetivo de “congelar” a avenida. Na comissão de frente, as fadas da neve serão as primeiras a anunciar a era do gelo. Em seguida virá a bateria fantasiada de esquimó, o casal de mestre-sala e porta-bandeira vestido de acordo com o tema gelo e o abre-alas, um carro de 38 metros, com uma imensa geleira artificial feita de fibra que vai simbolizar o tato.

“Vamos levar o universo do gelo para o desfile”, afirma o carnavalesco da escola, Victor Santos. A opção de colocar a bateria na frente, diferentemente de outras escolas, é “para mostrar que é a menina dos olhos da Águia”, diz Santos.

A bateria adiantada foi uma estratégia adotada pela escola no desfile do ano passado. Com tradição de inovar, o grupo pretende levar outra surpresa para a avenida neste ano, garante o mestre Juca, que chefia os ritmistas. Ele, no entanto, diz que o segredo só será revelado no Anhembi. “Estamos ensaiando separados do restante da escola, para não vazar [a surpresa]”, diz.

Colorido

Após uma parte só de branco e prata, a escola começa a ficar colorida nas duas alas que antecedem o segundo carro, cujo tema será a visão. O carro terá três olhos que se mexem e piscam encantados com o colorido dos sorvetes.

Depois da visão, será a vez do olfato. Bonecos de deuses dos ventos vão soprar aroma de diversos sabores como baunilha, morango e chocolate pela avenida. “É para deixar a platéia com água na boca”, comenta o carnavalesco.

Além de doce e gelado, o sorvete, para a Águia de Ouro, também tem sabor de romance. E é com beijos amorosos de um casal de bonecos em cima de um carro alegórico que a escola vai simbolizar o paladar.

Para completar os cinco sentidos, o último carro vai falar da audição. E como abordar o som quando o tema é sorvete? “O samba-enredo da escola canta e exalta o sorvete e é assim que vamos falar da audição”, explica Santos.

O doce sabor do sorvete é a esperança da Águia para conquistar seu primeiro campeonato neste carnaval de 2008. A melhor colocação da escola, fundada em 1976, foi um quarto lugar nos desfiles de 2001 e 2007, segundo conta o carnavalesco.

Globo.com

15 de Janeiro de 2008

Acadêmicos do Tucuruvi contará a história do sorvete e promete distribuir picolé no Sambódromo

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Marketing

Plantão | Publicada em 15/01/2008 às 10h30m
Carol Knoploch, Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - A Acadêmicos do Tucuruvi, escola da zona norte da capital, promete um desfile frio apenas no tema do enredo: “hummmm….é tempo de sorvete, do oriente ao ocidente, o alimento refrescante e nutritivo”. Na avenida, os 3 mil componentes da agremiação querem esquentar a arquibancada com o samba e a empolgação. E até vão distribuir picolés para refrescar o público.

Além da Tucuruvi, o sorvete será tema do enredo da Águia de Ouro, que abordará as sensações que o sorvete provoca.

- A desvantagem será de quem desfila em segundo. Tudo o que a gente apresentar será novidade - declarou o carnavalesco Armando Barbosa, da Acadêmicos do Tucuruvi, fissurado em sorvete de morango, daqueles cremosos.

Ele diz que o público terá surpresas em seu desfile.

- Vamos fazer nevar na avenida e o último carro vai distribuir picolé e jogar cheiro de sorvete no ar - diz ele.

Criativo, ele coloriu a bateria de rosa, creme e marrom, como o sorvete Napolitano (morango, creme e chocolate). Armando estréia esse ano na Acadêmicos do Tucuruvi. O abre-alas contará a origem do sorvete. É um carro geleira, branco, prata e furta-cor.

- Poucos sabem que o sorvete foi inventado na China. Vem de 1.000 a. C. Algum cozinheiro criativo usou flocos de neve para fazer uma sobremesa - explicou Armando, que tem carinho especial pelo carro da corte portuguesa, o terceiro do desfile. Atrás virá do carro do Imperador Nero, que mandava escravos ao alto das montanhas para colher neve para depois misturá-la com mel e frutas.

- É a nossa raspadinha.

Segundo Armando, duas grandes damas estarão no carro da corte portuguesa para representar a briga pelos “mestres sorveteiros”.

- Elas se pegavam mesmo. Uma roubava o mestre da outra. Até que os portugueses trazem, para cá a receita. Chegam pelo Rio. No carro, D. Pedro II estará no alto do Corcovado à espera da novidade. As frutas estarão todas sorridentes. E teremos um navio que representará a chegada de 217 toneladas de gelo - contou Armando, que garante que D. Pedro gostava de sorvete de pitanga.

A comissão de frente é surpresa e as baianas farão homenagem a Catarina de Médicis, responsável por difundir o sorvete por vários países da Europa. Uma ala vai lembrar Marco Polo, o mercador veneziano que levou a receita do sorvete para a Europa, junto com a do macarrão. O desfile terá ainda a descoberta do sorvete cremoso, picolé, casquinha, banana split…

21 de Dezembro de 2007

Paraná é o quatro maior consumidor de sorvete do País

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Marketing

Setor espera fechar o ano com faturamente 6% maior

Ana EhlertJonas Oliveira

Verão é tempo de curtir o sol e, também, se refrescar. O sorvete, que também alimenta, é uma das sobremesas preferidas nesta época do ano para combater o calor — 70% dos 505 milhões de litros produzidos no País são consumidos entre setembro e março. O Paraná está entre os quatro estados brasileiros que mais consomem e produzem sorvetes, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis), Hélio Granotto Viero. “Mas não temos números exatos do setor devido a informalidade e também ao fato de que as indústrias do Estado são de médio para pequeno porte”, explica.

Ficam à frente São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. “Embora a associação não trabalhe com números regionais essa é mais ou menos a divisão”, afirma Granotto. O presidente da Abis, Eduardo Weisberg, ressalta que 30% da produção nacional de sorvetes ficam em São Paulo e as regiões Sul e Sudeste, respondem por 60% do consumo nacional do produto.

Apesar do clima andar, digamos, um pouco bagunçado, a previsão para este ano é de fechar o ano com um mercado 15% maior e um faturamento de R$ 806 milhões — 6% acima do contabilizado no ano passado. No Paraná, a produção e o consumo de sorvete acompanham a indústria nacional do produto, segundo Granotto Viero, dono da fábrica de sorvetes Granotto, umas das maiores do Estado.

Uma das mais tradicionais sorveterias de Curitiba, a Sorveteria do Gaúcho, aberta desde 1954, mantém seus clientes pela conservação dos sabores. Segundo Leila S. dos Santos, que administra a sorveteria fundada pelos pais, a venda para este ano será boa e deve crescer em torno de 20 a 30%, mas ela lamenta a mudança de alguns clientes.

Portal Paranaense

20 de Dezembro de 2007

Comunidade escolhe o samba da Águia de Ouro

Publicado por admin em Gelados Comestíveis

Ao contrário do que é comum nas escolas de samba, a Águia de Ouro dá ao seu público o poder de decisão sobre a música que marcará o ritmo do desfile no Anhembi. O presidente Sidnei Carriuolo garante: não conhece outra agremiação em todo o Brasil que seja tão democrática nesse quesito.

Em geral, uma comissão interna, baseada em critérios como adequação ao tema proposto e aceitação do público nos ensaios, avalia o samba-enredo das escolas e determina sua aprovação.

Na Águia de Ouro, porém, a escolha é da própria comunidade: aqueles que freqüentam a quadra da Águia de Ouro participam de votações etapa a etapa, durante três meses, até que se decida qual é a melhor proposta. Neste ano, por exemplo, seis sambas disputaram a preferência popular a partir do enredo “A taça da felicidade – Uma viagem pelos sentidos às delícias do sorvete”.

Venceu a parceria que, sob o comando de Márcio Pessi, Dadô, Serginho do Porto e Ronaldinho, possuía o samba com refrão mais empolgante, de acordo com o público dos ensaios. Foram mais de mil pessoas em votação todos os domingos.

“A união é o segredo. Levamos para a Avenida aquilo que a comunidade quer”, ensina Serginho do Porto. “Aqui, ninguém reclama do samba que está sendo cantado”, completa Márcio Pessi.

8 de Dezembro de 2007

O mercado de sorvetes

O tópico da conveniência para os produtores industriais

Seguindo a coletânea de artigos iniciadas pelo artigo publicado na Sorveteria Brasileira de número 172, se dedica o início deste a tratar do tópico conveniência e as ações dos produtores industriais. Define-se conveniência, como o conjunto de esforços no sentido de eliminar barreiras que dificultem o fluxo de produtos entre produtor e consumidor e a utilização dos produtos pelo consumidor. Estas barreiras podem ser de vários tipos, e serão aqui, para maior facilidade, divididas em dois grupos distintos: aquelas entre a indústria e o revendedor, e as barreiras entre o revendedor e o consumidor final dos produtos.

Barreiras entre o produtor e os revendedores

Garantir o acesso do consumidor final aos produtos depende de garantir o suprimento contínuo aos revendedores. Estes revendedores, sejam eles super e hipermercados, bares, padarias e lojas de conveniência são fundamentais por se tratarem do último elo da cadeia entre produtor e consumidor. É fundamental que seu número seja grande e bem distribuído, provendo fácil acesso ao produto. Sobre eles, algumas das dificuldades que podem constituir barreiras:
• Disponibilidade de equipamentos frigoríficos: muitos potenciais revendedores, situados em locais de grande fluxo, não dispõem de equipamento de refrigeração adequado para armazenar sorvetes. Fornecer freezers a esses clientes é uma saída que tem possibilitado o crescimento de muitos industriais do sorvete em nosso país. O tamanho do equipamento é também importante : que esteja de acordo com o tamanho do potencial de vendas e com o intervalo entre o tempo das entregas para a região ( que sua capacidade seja suficiente para armazenar sorvetes por um período superior aquele em que serão feitas as entregas).
• Entregas: o consumo de sorvete é largamente dependente do clima, e a sazonalidade deriva em grande medida desta característica: por exemplo, embora haja uma tendência normal a redução de consumo durante o inverno, caso ocorram alguns dias com clima quente e ensolarado é natural haver uma certa pressão com a ampliação do consumo de sorvetes neste período. O serviço de atendimento comercial e de entregas deve ser pensando de maneira a lidar com essas flutuações e oscilações. Primeiro, é fundamental, tanto em relação ao trabalho dos vendedores quanto do serviço de entregas, estabelecer uma periodicidade de idas a uma região, seguindo um roteiro racional, em que possa haver inclusive vinculação entre o trajeto do vendedor e o das entregas : programá-las para que o vendedor visite uma região um ou dois dias antes da entrega prevista para aquela região, por exemplo, garante agilidade. Essa periodicidade faz com que os clientes, os pontos de venda, se habituem a manter um certo nível de organização e planejar as suas compras. No entanto, é preciso ser flexível para entender que os clientes podem planejar suas compras, não suas vendas: que essas são largamente afetadas pelo efeito do clima e que variações de clima e sua pressão sobre as vendas devem ser acomodadas de alguma forma, com algum tipo de serviço especial, no serviço de entregas: sempre de maneira a garantir o suprimento ao cliente, a garantir o ponto de venda abastecido.
• Condições Comerciais: preços e prazos praticados devem ser coerentes com o momento, seja do cliente, seja da variação normal de sazonalidade. Prazos mais elásticos e condições de preços mais favoráveis para, quando da introdução do produto, o ponto de venda ter condições de estabelecer uma clientela, criando volume de compras. Dessa forma, reduz-se a necessidade de capital de giro do comerciante que deseja ser um revendedor do produto: e se o investimento necessário se torna menor, há quantitativamente um número maior de comerciantes em condições de fazê-lo.

Barreiras entre o produtor e o consumidor

Comunicação visual

O uso da comunicação visual, seja na construção de material visual de apoio de ponto de venda ( posters e adesivação de freezer), seja no design de embalagem, deve ter como um de seus objetivos tornar o produto acessível a todos os públicos. Por exemplo, o uso de cores e de imagens que ajudem a identificar o sabor do produto ( imagens de frutas, por exemplo) servem para facilitar a compreensão por parte de crianças em idade pré-escolar e de adultos que não sejam alfabetizados. Nesse quesito, algumas idéias a respeito das embalagens e apresentação visual :
• Braile: inserir inscrições nas embalagens dos produtos permite o acesso mais fácil dos deficientes visuais,
• Línguas estrangeiras : mercados importantes no cenário nacional recebem frequentemente turistas de outros países. Não ter o nome e descrição de seus produtos em seu material promocional e de embalagens, pelo menos em Inglês, pode diminuir a chance de o produto ser consumido por turistas.

Embalagem- tamanho e adequação

Como brevemente mencionado no artigo de abertura, a criação de novos tamanhos de embalagem tem papel importante. O entendimento do que cada tipo de consumidor necessita em relação ao tamanho de embalagens derruba barreiras como, por exemplo:
• Impacto em custos e uso: embalagens menores tem menor desembolso. Veja-se o que acontece com alguns produtos lácteos, como sobremesas e produtos em bandejas, que são vendidos fracionados em pontos de venda. Uma das hipóteses para esse hábito é a possibilidade de atingir um público que tenha menor poder aquisitivo. No caso de revendedores de sorvete, o tamanho usual de 10 litros possui limitações: 5 litros permitiriam ao revendedor que adquirisse mais sabores, oferecendo mais produtos ao seu cliente e dispondo de um mix melhor. 10 litros parece ser um limitante a uma maior disponibilidade de sabores, mas por outro lado mais adequado a clientes que adquirem um único produto ( restaurantes que utilizem apenas sorvete de creme como parte de sobremesas).
• Atendimento a famílias menores: a criação de embalagens menores para esse público garante que o produto adquirido seja compatível com a quantidade necessária, e evita longos período de armazenagem que poderiam tornar o produto cristalizado e pouco atrativo para o consumo. Atende também ao público que não possui espaço no refrigerador doméstico.

Disponibilidade de produtos- adequação de sabores e formulações

O Brasil é um país de dimensão continental, com grandes diferenças culturais e econômicas entre regiões. A vegetação é diferente, bem como o clima. E diferentes hábitos alimentares fazem pensar ser necessário, para atender bem a todo o país, ter um portfólio regionalizado: compreender que cada região apresentas diferentes hábitos alimentares. Isto se dá, entre outros, pela diferente disponibilidade de frutos e seu consumo regional: no nordeste temos o cajá, o sapoti, a graviola; no norte o tucumã, o cupuaçu, o açaí; no sul e sudeste maçãs, uvas. Há também preferências regionais por parâmetros de formulação, como quantidade de açúcares e gordura: em geral a região nordeste tem preferência por produtos mais doces, e o teor de gordura é menor; mais ao sul os produtos são menos doces e com maior quantidade de gordura. Adequar-se oferecendo produtos com formulação adequadas e com sabores de cada região é fundamental: evita-se assim a barreira de um portfólio desviado dos hábitos do consumidor, inadequado a sua bagagem cultural.

Conclusão

O objetivo quando se trata da distribuição sempre foi maximizar as vendas através do aumento do número de pontos de venda. O entendimento de conveniência soma a isso derrubar qualquer barreira que impeça ao consumidor ter acesso ao produto. Se o consumidor hoje tem poucas horas por dia para sair de casa para ir até o ponto de venda, cria-se uma forma de que o produto vá até ele. Se tem pouco dinheiro, ou não possui espaço no refrigerador, embalagens menores podem ser a solução. Estar atento aos diferentes tipos de consumidor, suas necessidades e saber ler que dificuldades os impedem de consumir é fundamental.
Quando se trata dos intermediários, dos revendedores, é preciso uma leitura diferente: primeiro, no sentido de ampliação de pontos de venda, deve-se buscar vender onde não se vende. Em hotéis, cozinhas industriais, motéis, restaurantes. No tocante a dificuldades, barreiras impostas ao revendedores, fornecer o equipamento frigorífico, uma prática bem disseminada em vários fabricantes de sorvete, é fundamental para evitar que a falta de equipamento frigorífico seja uma barreira, principalmente quando se trata de empresas que não vendem habitualmente sorvetes. Dispor de entregas ágeis também é fundamental, evitando que o cliente migre, diante da incapacidade de atender de maneira veloz a sua demanda, para a concorrência; ou ainda que ocupe o freezer com outras categorias de produtos. Como outra barreira, principalmente aplicada a prospecção de novos clientes, estão as condições comerciais. Praticar prazos mais longos de vencimento quando o cliente inicia as vendas permite que o próprio capital vindo do giro dos sorvetes financie as compras: e se o negócio sorvete se pagar para o cliente, se torna mais atrativo por um lado, por outro, a exigência de menor capital aumenta muito o número de clientes potenciais.

28 de Outubro de 2007

Häagen-Dazs aposta no sul do país e em eventos de luxo para crescer

Publicado por admin em Gelados Comestíveis

Com onze lojas em São Paulo, Rio, BH e Brasília, marca de sorvetes vai chegar em Curitiba

A Häagen-Dazs, marca internacional de sorvetes premium, deverá investir pesadamente no sul do Brasil para crescer no país, segundo o diretor de marketing da empresa, Marcos Scaldelai, que participou de reunião do comitê de marketing da Amcham-Curitiba.

“A região sul representa um mercado muito promissor para investimento. Trabalhamos para localizar as melhores oportunidades para aproximar a marca e o consumidor de maneira diferenciada”, disse o executivo.

A empresa, que possui cinco lojas em São Paulo, três no Rio de Janeiro, duas em Belo Horizonte e uma em Brasília, deverá abrir mais uma em Curitiba no próximo ano. Além disso, pretende consolidar a marca nas demais capitais do sul por meio de eventos que proporcionem “experiências diferenciadas” ao consumidor.

“Trabalhar no mercado de luxo é criar novas experiências e desenvolver um link emocional muito forte com o consumidor. Queremos mostrar que ele pode ter seu momento de prazer com a Häagen-Dazs”, afirmou Scaldelai.

Como exemplo da estratégia, o executivo apontou o primeiro grande evento de luxo, que a Häagen-Dazs realizará na próxima semana no terraço da Daslu, loja especializada na comercialização de grandes grifes em São Paulo. Durante a festa, com DJs internacionais e celebridades, serão lançados novos sabores de sorvetes. “Criaremos diferentes ambientes como o de inverno, com uso de gelo seco, e o de praia, e proporcionaremos novas sensações para ‘abrir’ a cabeça do consumidor durante essas experiências.”

Häagen-Dazs no Brasil

Juntamente com as marcas Forno de Minas e Frescarini, a Häagen-Dazs faz parte da multinacional americana de alimentos General Mills, empresa que deverá crescer 15% neste ano com relação a 2006. Para a marca de sorvetes, Scaldelai projeta um crescimento de mais de 40% nos próximos dois anos.

Segundo ele, 30% da verba da Häagen-Dazs será destinada à realização de eventos de luxo. A região sul do País deverá receber 5% desse valor.

Com Agência Amcham

22 de Outubro de 2007

“Hummm… É tempo de sorvete, do oriente ao ocidente

Publicado por admin em Gelados Comestíveis, Marketing

INTRODUÇÃO - QUE DELÍCIA! CHEGOU O VERÃO

Verão é tempo de muitas coisas boas, como férias, viagens, brincadeiras e, claro SORVETE!
Ele alimenta, refresca e é uma delícia! Mas você já pensou de onde vem o sorvete? Como ele foi inventado? E principalmente, como se faz um sorvete?
A origem do sorvete causa polêmica, mas ele é unanimidade na hora em que a temperatura sobe.

A ORIGEM DO SORVETE E SUA HISTÓRIA
Um dos alimentos mais consumidos no planeta, o sorvete, por incrível que pareça, surgiu muito antes da primeira geladeira. Sua origem é cheia de controvérsias e lendas, mas a versão mais aceita atribui sua autoria aos chineses, por volta de 1000 a.C., quando talvez, algum cozinheiro criativo exprimentou usar flocos de neve com suco de frutas e mel para produzir uma iguaria diferente, animados com o resultado, ao longo dos séculos, foram experimentando…
Alguns pesquisadores afirmam que foi Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), rei da Macedônia, o introdutor do sorvete na Europa, trazendo do Oriente uma mistura de salada de frutas embebida em mel que era guardada em potes de barro enterrados no chão e mantidos frios com a neve do inverno. Outra corrente de pesquisadores atribui esse feito aos árabes, que teriam aperfeiçoado a receita chinesa com o desenvolvimento da técnica de incorporar a neve ao suco de frutas e ao mel. Até então, a receita primitiva apenas acrescentava os ingredientes à neve, produzindo algo muito semelhante às atuais “raspadinhas”. Os árabes garantem que “sorvete” é uma palavra de origem árabe, procedente de sharbat, que significa “bebida fresca”.

O fato é que diversos registros comprovam o consumo do sorvete na Antigüidade. Babilônios, egípcios, gregos e romanos deliciaram-se com esta guloseima fria cuja preparação, entretanto, era muito complicada e cara, o que fazia do sorvete um prazer para poucos, lenda famosa é a do imperador Nero de Roma, que, de tão louco pela iguaria, mandava um exército de escravos escalar até o alto das montanhas para colher neve e depois misturá-la com mel e frutas.
Com a decadência da cultura antiga, entretanto, o consumo do sorvete se perdeu no tempo, até o final da Idade Média, época em que volta à cena por obra, dizem alguns historiadores, do mercador veneziano Marco Polo que, em 1295, teria trazido da China junto com o macarrão, arroz e algumas máscaras, na qual era grande colecionador, algumas receitas de sorvete a base de água, muito parecido com os atuais.

O sucesso foi tanto que logo, difundiu-se por toda a Itália, entre a realeza e a atistocracia italiana que adotaram os gelados de fruta como um prato de luxo, cujo preparo era considerado uma sofisticada arte, mantendo-se um privilégio exclusivo dos poderosos.

Catarina de Médicis, que ao se casar com o rei francês Henrique II, levou em sua bagagem receitas e chefes de cozinha que lhe serviam, diariamente, sorvetes dos mais diversos sabores de frutas. A neta de Catarina de Médicis casou-se com Carlos I da Inglaterra e, segundo a tradição da avó, também introduziu o sorvete entre os ingleses. Em portugal, o sorvete chegou durante o período de dominação espanhola, fazendo muito sucesso.

Até meados do século 16, o sorvete continuava a ser preparado com água, ou seja, sem leite. Só um século mais tarde, na Inglaterra, o leite ou seu creme, ovos e aromatizantes foram incorporados ao sorvete, o rei Carlos I que, diante de uma novidade tão espetacular, tornou ilegal o consumo da iguaria fora da corte real.
Em Paris, o Café Le Precope, a primeira cafeteria e sorveteria da cidade(que funciona até hoje), foi reduto de grandes personalidades da época, como, Napoleão Bonaparte, que não perdia a chance de degustar essa maravilha gelada. Até o século XIX, o sorvete era considerado alimento de gente rica, as damas da nobreza chegavam a brigar entre si(puxar o cabelo e sair na unha), porque uma roubava da outra o mestre sorveteiro.
A delícia cruza o atlântico e chega aos Estados Unidos, levado pelo italiano Giovanni Bosio, e conquistou o paladar dos norte-americanos rapidamente. Lá, a história dos sorvetes ganhou importantes capítulos e o país se transformou no principal produtor e maior consumidor desta iguaria no mundo.

Foram sorveteiros norte-americanos responsáveis pelas maiores invenções com o sorvete, no fim do século 19, criaram três receitas, o sundae, a banana split e o ice cream soda, que fazem sucesso até hoje e são ícones da cultura do país.
Durante a Feira Mundial de St. Louis, outro acontecimento inusitado resultou na invenção da casquinha. Um sorveteiro, vendo esgotar-se o estoque de pratos, resolveu servir seu produto nos waffles do estande vizinho, ai se teve a idéia de enrolar waffles emforma de cone.
Já o picolé, foi inventado na Itália, por um menino de 11 anos que esqueceu no quintal um copo de refresco com uma colher dentro durante uma noite de inverno, de manhã, ele notou que a bebida e a colher haviam congelado juntas. Em 1920, um fabricante de Ohio, Harry Burt, pôs a venda o primeiro picolé dos Estados Unidos. No mesmo ano, Christian Kent Nelson lança o Eskimo Pie, o primeiro picolé recoberto de chocolate.

O SORVETE NO BRASIL
Como toda mania que se difunde pelo mundo afora, o Brasil não poderia de maneira alguma ficar à parte dessa movimentação internacional em torno da novidade que as bocas européias e americanas saboreavam há tempos.
Foram os cariocas os primeiros brasileiros a experimentar a delícia gelada que já fazia sucesso em boa parte do mundo. No dia 23 de agosto de 1834, Lourenço Fallas inaugurava na Corte dois estabelecimentos - um no Largo do Paço e outro na Rua do Ouvidor - especialmente destinados à venda de gelados e sorvetes.
Para isso, importou de Boston(EUA), pelo navio americano Madagascar, 217 tonladas de gelo, que aqui foi conservado envolto em serragem e enterrado em grandes covas, mantendo-se por 4 a 5 meses. Não demorou muito para os sorvetes brasileiros ganharem um toque tropical, misturados a carambola, pitanga, jabuticaba, manga, banana, caju e côco.
Aqui no Brasil, o sorvete chegou a ser considerado o percursor do Movimento de Liberação da Mulher, pois, para saboreá-lo, a mulher praticou seu primeiro ato de rebeldia contra a estrutura social vigente, invadindo bares e confeitarias, lugares ocupados até então pelos homens, reafirmando por um tempo, o caráter “transgressor” do alimento.
Pecado ou não, a verdade é que dentre os grandes apreciadores de sorvete no Brasil Imperial, nada mais nada menos que o Imperador D.Pedro II e sua esposa, assíduos freqüentadores da sorveteria, no Rio de Janeiro, sendo o sorvete de pitanga o preferido da monarca.

Em São Paulo, a primeiro notícia de sorvete que se tem registro é de um anúncio no jornal A Província de São Paulo, de 4 de janeiro de 1878, que dizia: “Sorvetes - todos os dias às 15horas, na Rua direita n°14″. Na época, não havia como conservar o sorvete gelado, por isso ele tinha que ser consumido logo após o preparo, contudo as sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo.
A evolução do sorvete no país deu-se a passos curtos, de firna artesanal e com uma produção em pequena escala e em poucos locais. A distribuição em escala industrial no país só aconteceu a partir de julho de 1941 quando, na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada a U.S. Harkson do Brasil, a primeira indústria brasileira de sorvete. Dezoito anos mais tarde, a Harkson mudou seu nome para Kibon.
Desde então, a população foi se tornando cada vez mais adepta, dados da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes(ABIS) apontam que cerca de 500 milhões de litros de sorvetes foram sido produzidos no Brasil até o final de 2006.
Para incentivar ainda mais o consumo do sorvete no Brasil durante todo o ano, e não só no verão como é hábito no país, a ABIS instituiu, desde 2003, o dia 23 de setembro como o Dia Nacional do Sorvete.
Quem diria que aquela pasta misturada com suco de frutas e leite se transformaria num dos alimentos mais consumidos no mundo todo? Do Império para os dias de hoje a guloseima gelada ganhou a simpatia dos brasileiros em sabores, cores e formatos, simpatia essa que levaremos em 2008 para a avenida, sem dúvida, num delicioso e “caloroso” desfile.

“DERRETE NO MEU SAMBA QUE EU SOU BAMBA,
E TÁ GOSTOSO PRA CARAMBA”

Desenvolvimento do enredo:
Armando Celso Barbosa(Carnavalesco)

Acadêmicos do Tucuruvi

18 de Outubro de 2007

China terá sorvete com probióticos

Publicado por Osvaldo Costa em Treinamento, Gelados Comestíveis

A fabricante de probióticos China-Biotics assinou um acordo com a companhia de lácteos chinesa Bright Dairy & Food para fornecer probióticos para seus sorvetes, um uso que as companhias afirmam ser inédito na China.

O acordo de fornecimento, inicialmente determinado para uma duração de três anos, é uma indicação da crescente demanda por probióticos na China, disse o diretor executivo da China-Biotics, Jinan Song.

A empresa começará fornecendo os produtos a partir de suas fábricas atuais, mas pretende construir uma nova planta de produção de 150 toneladas, que deverá começar a funcionar no final de 2008.

“Este é um marco significante para nós, destacando a primeira vez que vendemos probióticos como aditivos de alimentos. Com a crescente conscientização sobre saúde dos consumidores chineses, acreditamos que a demanda por aditivos probióticos está crescendo rapidamente”.

Os probióticos são bactérias vivas que em geral são benéficas ao trato digestivo. Uma maior conscientização sobre os benefícios deste produto para a saúde estimulou sua demanda. Este mercado é atualmente estimado em mais de 437 milhões de euros (US$ 587,13 milhões) - e com uma taxa de crescimento de 10-20% ao ano.

A maioria dos alimentos contendo probióticos é refrigerada, visto que a bactéria é destruída pelo calor e outras condições de processamento. Isso dá ao setor de lácteos, que já usa bactérias vivas para a fabricação de iogurtes, uma importante vantagem no setor de alimentos probióticos. Os iogurtes probióticos de beber, por exemplo, são atualmente os produtos lácteos de mais rápido crescimento na Europa.

As informações são do site http://www.nutraIngredients.com

28 de Junho de 2007

24ª edição do Congresso Nacional de Laticínios

O setor de laticínios – com a indústria, as principais empresas de máquinas e equipamentos para o setor, os técnicos e pesquisadores mais renomados do país - tem encontro marcado em Juiz de Fora (MG), entre os dias 16 e 19 de julho, para a 24ª edição do Congresso Nacional de Laticínios, promovido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG)/Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT). Trata-se do maior evento brasileiro, referência na América Latina, em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias do queijo e o mais tradicional encontro de laticinistas realizado ininterruptamente há 24 anos.

Como nas edições anteriores, a programação técnico-científica, abrangente e participativa, prevê discussões sobre temas atuais do setor e apresentação de avanços tecnológicos de interesse não só para o Brasil como para o mundo. Prova disto é a participação de vários países neste evento. Durante o 24º Congresso Nacional de Laticínios da EPAMIG/ILCT, os participantes terão a oportunidade de conferir as novidades apresentadas na 35ª Exposição Nacional de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq), os produtos que concorrerão no 34º Concurso Nacional de Produtos Lácteos e os lançamentos na 34ª Exposição Nacional de Produtos Lácteos (Expolac), além de agenda

Lançamento de grandes negócios, como acontece em todas as edições do Congresso, a Genkor Ingredientes e Alibra estarão com um stand esperando por sua visita,

Aguardamos você em Juiz de Fora!

Seja bem vindo!

5 de Outubro de 2006

Coloque em sua agenda

Publicado por Fernanda Martins em Gelados Comestíveis, Laticínios, Feiras, Tecnoláctea 2007

Participe da TecnoLáctea 2007, de 24 a 26 de abril
Expo Center Norte - Pavilhão Amarelo - das 14h às 21h

A TecnoLáctea, em sua 4ª edição, já faz parte da agenda do setor, acompanhando o seu profissionalismo e crescente potencial, no maior centro consumidor do País. A feira pretende atender às necessidades das indústrias de laticínios, produtores de leite e distribuidores, oferecendo a oportunidade de interação com novas tecnologias e conhecimentos que irão contribuir para o incremento de seus negócios.
Paralelamente, terão lugar cursos realizados pela Epamig/CT-ILCT, além de Simpósios com a participação dos mais qualificados palestrantes da área de lácteos. A feira possui apoio institucional de entidades representativas do setor, como a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), Embrapa Gado de Leite, Leite Brasil, Láctea Brasil, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig/CT-ILCT) e Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (ABIS).
A partir desta edição, a TecnoLáctea contará com a participação da indústria de sorvetes também como público-alvo, beneficiando nossos expositores pelo aumento de visitação na feira, possibilitando a apresentação simultânea de produtos e tecnologias a este novo nicho de mercado.

A Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (ABIS) tem desenvolvido um trabalho permanente para que o sorvete seja reconhecido como alimento, rico em proteínas, vitaminas e cálcio, e não caracterizando-o apenas como guloseima. Quanto maior o consumo de sorvete na categoria de alimento, maior será a participação do sorvete à base de leite no volume total. Seu principal componente e a semelhança no processo industrial o colocam como parte integrante do universo da indústria láctea.

2 de Outubro de 2006

TecnoLáctea 2007 sela parceria com principal entidade da área de sorvetes

Publicado por Fernanda Martins em Gelados Comestíveis, Laticínios, Feiras, Tecnoláctea 2007

TecnoLáctea e ABIS: sucesso garantido para os negócios na área de sorvetes,
dentro do evento mais importante para a indústria laticinista em 2007

A Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes – ABIS – tem desenvolvido um trabalho permanente para que o Sorvete seja reconhecido como alimento, rico em proteínas, vitaminas e cálcio, quebrando paradigmas e tabus que o estigmatizam como guloseima.

Ao promover este conceito, a ABIS também tem o objetivo de incentivar e ampliar o consumo de sorvete e fazer com que o mercado se desenvolva de forma a atingir patamares condizentes com seu potencial de consumo. E este mercado é enorme, no Brasil, com um consumo de apenas 3,5 litros per capita/ano para uma população de 180 milhões de habitantes. Como referência, o consumo anual na Argentina é de 5,5 litros per capita/ano e no Chile, de 6,5 litros per capita/ano.

Quanto maior o consumo de sorvete na categoria de alimento, maior será a participação do sorvete à base de leite no volume total. Seu principal componente e a semelhança do processo industrial o colocam como parte integrante do universo da indústria láctea.

Esta conjugação de interesses nos levou a desenvolver, junto à ABIS, a inserção da sua indústria no universo que compõe o público-alvo da feira TecnoLáctea. Uma das ações já confirmadas é a realização do 1º Simpósio de Tecnologia de Laticínios e Sorvetes.

Esta união beneficiará nossos expositores pelo aumento de visitação na feira, possibilitando a apresentação simultânea de produtos e tecnologias a este novo nicho de mercado.

Tel.: (55 11) 3885-4265 - Fax: (55 11) 3884-1127 - tecnolactea@dipemar.com.br - www.dipemar.com.br

8 de Agosto de 2006

Sorvete brasileiro prepara-se para conquistar o exterior

Publicado por Total Food em Gelados Comestíveis

centralizado""

Proporcionar aos fabricantes brasileiros de sorvetes condições para tornarem-se mais competitivos. Este é o objetivo da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis). Para isso, a Associação acaba de firmar uma parceria com o Centro para Inovação e Competitividade (CIC). O Centro (www.cic.org.br), que atua na elaboração de estudos e soluções de questões ligadas à modernização e ao desenvolvimento de infra-estrutura tecnológica, ajudará a aprimorar o Selo Abis de Qualidade, adequando-o às exigências estabelecidas pela nova norma internacional, a ISO 22000.

O presidente da Associação, Eduardo Weisberg, entrevistado pela Fispal, diz que o crescimento do setor de sorvetes no País passa pela questão cultural. Desde a criação da associação, em 2002, Weisberg, que está em seu segundo mandato, defende a quebra de tabus e paradigmas que impedem o crescimento do consumo. Neste período, ele acredita que houve algum avanço, mas ínfimo se comparado ao consumo em países europeus e até em relação aos vizinhos brasileiros, como Argentina e Chile, países mais frios, onde, no entanto, consome-se mais o produto.

Nesta entrevista, ele conta como o setor está se preparando para se consolidar no mercado interno e, mais adiante, dar um passo maior, em direção ao mercado externo, onde sorvetes com sabores de frutas brasileiras serão o diferencial. Leia, a seguir, alguns trechos da entrevista.

Fispal: Como a parceria entre a Abis e o CIC contribuirá para o crescimento do setor de sorvetes no País?

Eduardo Weisberg: A intenção é trabalhar com auditores certificados pelo CIC através da sua divisão RAC-Registro de Auditores Certificados. Estarei inclusive palestrando dia 15 do próximo mês, no Rio de Janeiro, no 2º Encontro de Auditores de Sistemas de Gestão que eles promoverão. Fora isso, estamos desenvolvendo projetos específicos para melhorar a qualificação das micro e pequenas empresas do setor e aumentar a capacidade de expansão dos seus negócios.

Fispal: Como, exatamente, o CIC irá atuar? Vão fiscalizar se os requisitos para a obtenção do Selo de Qualidade estão sendo atendidos?

Weisberg: A Abis criou um comitê integrado pelo CIC, com a participação de certificadoras parceiras nossas no País e de empresas associadas. A proposta é fiscalizarmos o Selo Abis de Qualidade, lançado há três anos. Com o lançamento da ISO 22000, uma norma internacional na área de alimentos, nós precisamos aperfeiçoar o Selo e o CIC vai nos auxiliar neste sentido. Hoje temos cinco empresas certificadas com o Selo. Mas como tudo na vida, temos que melhorar quando surgem as novidades.

Fispal: Quando os novos pré-requisitos para a obtenção do Selo serão definidos por este Comitê?

Weisberg: Eu acredito que até o fim do ano já esteja tudo pronto. Estamos, inclusive, terminando agora a qualificação dos auditores e a qualificação das certificadoras.

Fispal: O trabalho que a Abis vem fazendo e a parceria estabelecida com o CIC têm como objetivo fortalecer pequenas e médias empresas?

Weisberg: A idéia é fortalecer todo o setor. O aumento do consumo de sorvete beneficiará todas as empresas do setor.

Fispal: O setor é composto por quantas empresas?

Weisberg: Por cerca de 10 mil pequenas, médias e grandes empresas, englobando desde fabricantes e distribuidores até sorveterias. As duas maiores (Nestlé e Unilever) respondem por aproximadamente 60% do mercado.

Fispal: Todas essas ações têm como objetivo aumentar a competitividade das empresas?

Weisberg: Sim. O Brasil não consome sorvetes como deveria consumir. Aqui o sorvete é visto como uma guloseima e não como alimento nutritivo, rico em vitaminas, cálcio e proteínas. Tudo isso que estamos fazendo – o Selo Abis de Qualidade – as campanhas de incentivo ao consumo, é para quebrar esses paradigmas, esses tabus e realmente fazer com que o mercado cresça e atinja patamares condizentes com o potencial de crescimento.

Fispal: Então o Brasil tem condições de aumentar o consumo interno de sorvetes?

Weisberg: Existe um enorme potencial para o crescimento do setor no Brasil, pois o baixo consumo local é decorrente de questões culturais. Isso faz com que o país consuma, 3,5 litros por ano, menos de um quarto do volume dos países nórdicos, como Finlândia, Dinamarca e Noruega, onde o consumo per capita de sorvete fica em torno de 20 litros por ano. Na Argentina este consumo é de 5 litros e no Chile, de 6,5 litros.

Fispal: O trabalho que a Abis vem fazendo há alguns anos já repercutiu na elevação do consumo interno?

Weisberg: O que eu consegui e tenho percebido é que estamos dependendo muito do dinheiro no mercado. Cada vez temos menos dinheiro disponível no mercado. Se considerarmos que o sorvete ainda não é visto como alimento, estamos conseguindo manter o consumo e até elevá-lo um pouco. Lançamos campanhas, como o Dia Nacional do Sorvete (23 de setembro). Também incentivamos a introdução do sorvete na merenda escolar na cidade de São Paulo. Mudança cultural tem que começar com a criançada.

Fispal: Essa movimentação que vemos no setor de alimentação fora do lar, com o crescimento do preparo de sobremesas que utilizam sorvetes, já reflete positivamente entre os fabricantes do produto?

Weisberg: Antes os cardápios só tinham o milk shake, a banana splits ou o sunday. Agora o pessoal está procurando inovar e a ver o sorvete como alimento. Se analisarmos, não fizemos campanha institucional com forte presença na mídia, o que seria caríssimo. O trabalho que estamos fazendo é de formiguinha e aos poucos começamos a ver resultados. Conseguimos que o setor se reunisse e começasse a espalhar essa idéia que sorvete é alimento. As multinacionais também estão mudando o foco do seu sorvete. Estão lançando mais sorvetes premium. Então o trabalho está evoluindo. A Abis começou em 2002 do zero. Já são quatro anos, eu estou no segundo mandato e, aos poucos, vamos conseguindo. Em breve divulgaremos novas parcerias que estão sendo fechadas no momento e que contribuirão para disseminar junto ao público infantil o conceito do sorvete como alimento.

Fispal: Quando falamos em competitividade, falamos no mercado interno e externo também?

Weisberg: Mais no interno, pois pouco se exporta no Brasil. Nós faturamos quase R$ 2 bilhões por ano e exportamos apenas R$ 1 milhão. Mas uma das idéias da Abis é incentivar as exportações. Todo esse trabalho que estou contando, de gestão empresarial e gestão tecnológica, também tem como objetivo as exportações. Mas exportar não o sorvete de chocolate, creme ou flocos que o mundo todo tem. Nós temos que exportar sabores de frutas tropicais.

Fispal: Esse é o nosso diferencial?

Weisberg: Sim. Aquilo em que somos diferentes e o europeu e o americano adoram. Por que não fazer sorvete de frutas típicas? Aí exportaremos a fruta com valor agregado, gerando emprego no País.

Fispal: E isso ainda não acontece?

Weisberg: Nós temos que preparar as empresas. Todo esse trabalho de base que estamos fazendo é para isso. Estamos fazendo palestras e cursos que vão começar a acontecer com a parceria do CIC. Este é um projeto muito grande que tem como alvo o mercado externo. Na hora em que exportarmos para o Hemisfério Norte, acabaremos com a sazonalidade no mercado interno de sorvetes. Andei sondando o mercado em algumas feiras que estive e confirmei que existe mercado em potencial lá fora para um produto diferenciado, como os sabores das frutas típicas do Brasil.

Fispal: Existem mercados com maior potencial para o sorvete brasileiro?

Weisberg: O europeu, o japonês e o chinês são exemplos. Podemos fazer pool de empresas regionais para a produção de sorvete voltado para exportação com a participação de vários pequenos produtores. Essa é uma idéia.

Fispal: A expectativa de crescimento para este ano continua de pé? Vocês imaginam um crescimento de 5%?

Weisberg: Acreditamos que sim. O clima está ajudando muito. Dependemos de dois fatores: o macroeconômico, que tem atrapalhado nos últimos anos, e o climático. Este ano, acho que o inverno já foi embora. Faltam dois meses para acabar o inverno e nós estamos com temperaturas em torno de 30ºC.

Márcia Eskinazi
(26.07.06)

Fispal

4 de Agosto de 2006

Indústrias de sorvetes comemoram as vantagens do Selo ABIS de Qualidade

Publicado por Edson Gonçalo em Gelados Comestíveis, Sistemas de Gestão

Selo ABIS - Selo ABIS

As empresas que aderiram ao Selo ABIS de Qualidade comemoram a visibilidade de suas marcas no mercado e até mesmo as melhorias no processo de industrialização dos seus produtos. Ao todo são cinco empresas já certificadas: Paviloche, Trivialy, Sorvebom, Kimyto e Sorvetes Suplés (Sorvetes Kascão).

Com três anos de Selo, a Paviloche se sente mais segura com relação ao processo produtivo. Segundo o diretor Douglas Pavinato, os funcionários têm mais facilidade para seguir os procedimentos necessários e mais confiança de que estão oferecendo um produto seguro ao consumidor, que sempre prefere produtos com identificação de qualidade.

A Trivialy aderiu ao Selo para completar a necessidade de estabelecer uma identidade. “A ABIS tem pessoas especializadas, conhece profundamente o ramo de sorvetes e luta pela qualidade do produto. Com o Selo temos tido uma economia considerável por criar hábitos de controle, desde a matéria-prima até o produto acabado, sem contar que o cliente passou a ver o produto com mais confiança e isso permite uma maior divulgação”, explica o diretor comercial, Celeste Manoel Battisti.

Para ele, a classe sorveteira deve profissionalizar o produto sorvete que continua sendo tratado como uma guloseima e tem sua qualidade até prejudicada por pessoas que não são profissionais e atuam na área. “A venda em nosso País é baixa, pois o consumidor não tem consciência das qualidades do produto, do seu valor nutricional e dos benefícios que oferece a crianças, idosos e pessoas com atividade física intensa”, finaliza o diretor.

Desde 2004, a Sorvebom tem em seus produtos o Selo e afirma que foi uma boa maneira de ter ações preventivas quanto a possíveis contaminações. “Também reduzimos os custos na produção de nossos sorvetes, melhoramos continuamente os processos de fabricação e aumentamos o acesso a outros mercados, inclusive o internacional”, diz a Coordenadora Técnica em Alimentos, Juliani Stacke.

Já a Kimyto concorda que a Certificação pela NBR 14.900 e o Selo de Qualidade Abis são a garantia que a indústria de sorvete está em conformidade com os padrões Internacionais, no que diz respeito às operações de elaboração e preparação dos alimentos seguros para a saúde do consumidor. “Ampliamos mercado e criamos novas estratégias de marketing proporcionando maior aceitação e receptividade do produto”, explica o sócio e gerente Martin Brandt.

A Sorvetes Suplés aderiu ao Selo porque o conceito esta de acordo com os objetivos da empresa: oferecer um produto diferenciado no mercado, totalmente saudável. “O consumidor que sabe diferenciar um produto qualificado, torna-se fiel e acaba até fazendo divulgação, o que torna a aceitação cada vez maior. O importante é a conscientização do projeto como um todo, partindo da diretoria e estendendo-se aos funcionários. Após aderirmos ao Selo aumentamos as vendas, conquistamos novos clientes e recebemos solicitações de fornecedores, inclusive para novas praças de distribuição”, afirma o proprietário Alcides Antoneli.

O Selo de Qualidade

O Selo ABIS de Qualidade foi criado pela Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes – ABIS - para certificar empresas cujo processo de fabricação segue os requisitos de segurança de alimentos. O programa tem como objetivo disseminar e apoiar a implantação do Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e de seus pré-requisitos (BPF e POPs), nas empresas de alimentos e alimentação.

Proporciona a melhoria da segurança e qualidade de alimentos industrializados, que devem ser estendidas para o consumidor final através da conscientização sobre cuidados tanto na compra e no transporte para casa, quanto na conservação e cuidados durante a preparação (higiene e procedimentos) dos sorvetes.

“Esta é uma segurança para o consumidor de que a produção de alimentos é totalmente livre de contaminação e segura para a saúde das pessoas. Estamos trabalhando para que as demais empresas do setor também adquiram esta garantia, adequando seus padrões de segurança de alimentos e também de identidade e qualidade. É importante ressaltar a importância do mercado de sorvete estar por dentro do que é estabelecido nas normas mundiais de alimentação segura e com qualidade.”

Segundo um estudo recente da ABIS, o sorvete é considerado um alimento completo, contendo proteínas, açúcares, gordura vegetal e/ou animal, vitaminas, cálcio, fósforo e outros minerais essenciais numa nutrição balanceada. Desta forma, os fabricantes de sorvete devem se ajustar às mesmas exigências das demais empresas de alimentos”, completa Eduardo Weisberg, presidente da ABIS.

Informações para a Imprensa: Fatos & Notícias
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Thais Martins (Mtb 32132) thaisfatosenoticias@terra.com.br
Tels.: (11) 3541 3658/ 3774.
Agosto/2006

24 de Julho de 2006

Gelados Comestíveis a Base de Frutas.

Publicado por Marcus Lima em Gelados Comestíveis

AS FRUTAS E O BRASILEIRO

Por comodidade de comunicação, designaremos neste artigo por : Sherbet (com teor de gordura Láctea mínimo de 1%) Sorbet ( sem leite e com mínimo de 3% de polpa de fruta) e gelados ( mínimo de 20% de sólidos totais, neste caso refere-se a variedade feita apenas com aromas); embora esses nomes já não mais vigorem legalmente, em função da mudança legal do PIQ, são designações já consagradas pelo mercado

A busca de diferenciação de produtos e inovação é uma constante no setor sorveteiro e importante para construir o diferencial competitivo das empresas. Seja pela aplicação de ingredientes inovadores, seja pelo uso de tecnologias específicas de produção, as indústrias buscam ter produtos únicos, produtos inovadores e que conquistem o consumidor atendendo às suas necessidades. É crescente o número de produtos para atender segmentos específicos do mercado consumidor: produtos light, produtos com apelo lúdico, embalagens menores para o consumidor solteiro, produtos com substituição do leite de vaca por soja (para aqueles que têm intolerância à lactose). Este movimento de aumento do número de produtos é benéfico para o consumidor, que passa a dispor de um leque maior de opções de consumo; e benéfico para a indústria, que pode aumentar o seu faturamento com produtos para segmentos do mercado consumidor que antes consumiam de maneira menos significativa.
Embora não seja um conceito novo, a produção de gelados comestíveis de massa com sabor de fruta ( com aromas, polpas de fruta ou ambos) é pouco difundida. Isto se deve principalmente a falta de uma tecnologia de ingredientes adequada a produção destes produtos. A observar pelo consumo e pela disponibilidade de frutas no Brasil, surpreende a baixa disponibilidade desses produtos. Nas regiões sudeste e sul, há alta disponibilidade de abacaxi, maçã, limão, goiaba, tangerina e laranja, manga, mamão, morango, uva entre outros; no Nordeste há frutas como cajá, graviola, mangaba, sapoti, jaca, umbucajá, tamarina (ou tamarindo) entre outras; no Norte há o guaraná, o açaí, o taperebá (similar ao cajá nordestino), o cupuaçú, o buriti, o tucumã. Além do plantio regular e comercial, é comum achar árvores frutíferas nas ruas de cidades brasileiras, como as mangueiras e abacateiros. É, portanto, surpreendente que um povo que tem árvores frutíferas em suas ruas e nos quintais das casas, fruteiras sobre suas mesas e o costume de freqüentar as feiras livres em busca de frutas frescas, e que dispõe de um suprimento regular e com tão rica variedade de frutos saborosos e nutritivos tenha uma tão pequena disponibilidade de sabores de gelados de massa com sabor de frutas. É também preciso mencionar que os tais produtos são mais refrescantes que sorvetes a convencional, sendo mais facilmente digeríveis; isto os torna produtos atrativos, produtos perfeitos para o escaldante verão brasileiro.
A produção de gelados em massa a com sabor de frutas é, portanto, uma inovação mercadológica das mais vantajosas, pois se utiliza de um de nossos hábitos alimentares mais antigos e altamente difundido em nosso país, que é o de consumir frutas.

A UTILIZAÇÃO DE FRUTAS OU AROMAS

Inicialmente, e antes da escolha do tipo de formulação a se utilizar, é relevante mencionar a principal escolha: se a opção feita será pela utilização de polpas de frutas, polpa de frutas combinada a aromas ou somente aromas para a aromatização.
Quando da utilização de polpa de frutas, existe ganho de qualidade no aspecto sensorial. Por exemplo, comparando dois gelados sabor manga, um em que se utilizou aroma apenas e outro com a adição de polpa de frutas, perceberemos no produto a base de fruta um ganho importante: o uso de polpa não apenas confere o sabor, como os aromas, mas é um agente de textura e corpo, gerando uma sensação de mastigação e de contato com a boca mais próxima à da fruta; confere também cor. Aspectos que constituem dificuldade no uso de frutas são: sazonalidade; variações de composição e os maiores cuidados operacionais necessários para a produção quando se utiliza polpa de frutas.
A composição das frutas varia em função do solo, do local de cultivo, da época do ano, entre outros. São comuns variações do teor de açucares, do teor de umidade, da acidez; isto pode afetar a padronização do gelado comestível. Para minimizar este problema, sugere-se a utilização de polpas congeladas industrializadas, pois garantem uma composição mais uniforme. A percepção de variações de sabor é reduzida com o acréscimo, junto da polpa de fruta, de uma pequena quantidade de aroma; sendo o resultado da utilização de fruta e aroma combinados superior para a manutenção de um padrão de qualidade. Além de minimizar variações de composição, a utilização de polpas industrializadas ainda colabora para reduzir os efeitos da sazonalidade, pois normalmente os produtores de polpas industrializadas possuem polpas de frutas disponíveis por um período superior ao da safra.
Na industrialização existem cuidados importantes, como a utilização de polpas de frutas sem sementes ou fibrosidades, que poderiam precipitar nos tanques de maturação, entupir orifícios pequenos (como por exemplo, os do sistema de incorporação de ar de produtoras contínuas) ou danificar o conjunto de facas da produtora.
O acréscimo de pedaços e fragmentos de fruta inteira pode ser feito ao final da produção, manualmente ou via equipamento de adição (Incorporadora); sendo, no entanto recomendável o uso pedaços de frutas ou de compostas ou frutas processadas e açucaradas. A utilização de pedaços de fruta ou frutas inteiras in-natura é inadequada, pois a fruta pode se cristalizar, com efeito sensorial negativo; além de ser sensível a mudanças enzimáticas que podem provocar escurecimento, mudança de cor ou desenvolvimento de sabor inadequado. A adição de polpas em pasta após a saída do gelado da produtora é dificultada pela consistência alta tanto do gelado (já com cerca de 50% de água congelada) quanto da polpa ou purê de fruta, que não se misturam de maneira homogênea. Esforços maiores no sentido de promover uma mistura homogênea podem provocar o descongelamento de parte da água do gelado comestível promovendo conseqüente queda de qualidade.

Marcus Lima

Assistência Técnica - Gelados Comestíveis

Genkor Ingredientes Ltda

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18 de Julho de 2006

ABIS e CIC celebram parceria

Publicado por Edson Gonçalo em Gelados Comestíveis

A Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes – ABIS, representada pelo seu Presidente Eduardo Weisberg, assinou, no último dia 10 de julho de 2006, uma parceria com o Centro de Inovação e Competitividade – CIC, com o objetivo de desenvolver projetos voltados para o desenvolvimento da qualidade e competitividade no Setor de Sorvetes.
O Centro para Inovação e Competitividade – CIC – é uma associação civil, sem fins lucrativos, de direito privado, criada com o objetivo de promover ações concretas para o aumento da competitividade dos produtos e serviços brasileiros.
O CIC vem atuando na elaboração de estudos, pesquisas e soluções de questões ligadas à modernização e ao desenvolvimento da infra-estrutura de serviços tecnológicos para a qualidade e produtividade, assim como à inovação e reforma da gestão pública e privada.
Dentre suas diretrizes operacionais destaca-se aquela que determina sua auto-sustentação, garantida pela condução de projetos, que otimizem resultados para seus parceiros e clientes e promovem condições para seu equilíbrio econômico-financeiro.
Esta característica, que o diferencia de outras entidades de mesma natureza jurídica, contribui para que o CIC permaneça como entidade dinâmica, inovando sua atuação em áreas nas quais o País precisa avançar para conquistar patamares elevados de competitividade, tais como Gestão Empresarial, Qualidade, Produtividade, Inovação Tecnológica, Avaliação da Conformidade, Normalização, Gestão Ambiental e Design. Trata-se, portanto, de instituição de caráter privado que se impõe missão pública.
A ABIS, celebrou esta parceria co CIC visando o aprimoramento da estrutura e da gestão do Selo ABIS da Qualidade e, também, desenvolver projetos específicos que busquem uma melhor qualificação das empresas do setor na busca da qualidade, aumentando a capacidade destas empresas de expandir os seus negócios.
A ABIS, com essa ação, segue na sua Missão de ”Unificar o Brasil todo em prol do PRODUTO SORVETE e desenvolver o mercado para que ele cresça e atinja, em breve, patamares condizentes com o seu potencial de consumo”.

8 de Julho de 2006

Unilever busca desenvolver sorvete com baixo teor de gordura

Publicado por Edson Gonçalo em Gelados Comestíveis, Ingredientes

A Unilever desenvolveu uma nova proteína modificada geneticamente que, segundo a empresa, pode servir para produção de sorvete com baixo teor de gordura, mas sem alteração no sabor, seguindo uma tendência das empresas do setor de sorvetes, que correm atrás de agradar os consumidores preocupados com a saúde.

A Unilever, dona de marcas de sucesso como Wall’s e Magnum, solicitou à Agência de Padrões de Alimentos Britânica a permissão para usar as proteínas para estruturação de gelos em seus sorvetes. Esta medida faz com que a Unilever seja a terceira grande firma de alimentos em duas semanas a anunciar sua intenção de penetrar no mercado de sorvetes com baixo teor de gordura - a firma holandesa Unimills anunciou na semana passada que desenvolveu uma técnica de cortar a gordura saturada dos sorvetes à base de gordura do leite; e a norte-americana FMC Biopolymer anunciou o lançamento de um novo ingrediente, à base de celulose, para cortar a gordura do sorvete para 5%.

A Unilever disse que usou leveduras (de fermento de pão) geneticamente modificadas, contendo uma proteína originalmente isolada do sangue de um peixe, conhecido com lampreia, que tem a capacidade de estruturar o gelo. Tanto a proteína como a levedura são removidas da fórmula durante o processamento, o que significa que nada é passado ao produto final. Os sorvetes nas lojas simplesmente teriam a proteína estrutural entre seus ingredientes descritos no rótulo.

Um porta-voz da Unilever disse que este processo pode substituir a gordura do sorvete sem comprometer o sabor. “A proteína que estrutura o gelo torna os cristais de gelo do sorvete mais robustos e permite que se retire as gorduras, porque uma das principais razões de as gorduras serem usadas nos sorvetes é por sua habilidade estrutural”.

A Unilever disse que pretende usar esta proteína em várias marcas no Reino Unido e na Europa, assim que for aprovada pelas autoridades referentes à produção de alimentos. As autoridades de alguns outros países já aprovaram a proteína, como os Estados Unidos, onde a Unilever usou esta tecnologia na fabricação de sorvetes Breyers.

A reportagem é de Chris Mercer para o site Dairy Reporter.

Fonte: http://www.milkpoint.com.br

19 de Junho de 2006

Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis : EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Publicado por Total Food em Gelados Comestíveis

Pelo presente edital, ficam convocados todos os associados quites com a Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados e Comestíveis e Afins (AGAGEL), para participarem da Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 01 de julho de 2006, no salão de festas do Weiand Turis Hotel, na Av. 7 de setembro, 745, bairro Florestal, Lajeado, RS.

A Assembléia Geral Ordinária terá seu início às 10:15 horas em primeira convocação com a presença de 50% (cinqüenta por cento) mais 1 (um) dos associados quites e as 10:45 horas em segunda e última convocação, com qualquer número de associados quites, com a seguinte Ordem do Dia:
1. Prestação de contas referente o exercício de 2005;
2. Eleição e posse da nova diretoria para o biênio 01.08.2006 a 31.07.2007;
3. Assuntos Gerais.

Pedras preciosas e bolsas no roteiro

O city tour tradicional da jornada vai privilegiar dois objetos da paixão feminina - artigos em couro e jóias. Para tanto, já estão agendadas uma visita à fábrica de bolsas Drizza, uma das mais conceituadas do Rio Grande do Sul, a uma fábrica de jóias em prata, que tem os seus maiores mercados na Europa - vai dar para bater um papo com o principal joalheiro -, além de uma vista a uma tradicional indústria de pedras preciosas.

Palestra para mexer com a turma toda

A palestra motivacional de Sérgio Batista Silva chega precedida de um comercial deste quilate: “Após ouvi-la, por uns 5 dias, os homens se transformam em Richard Gere e as mulheres viram Julia Roberts”. Portanto, promete mexer com todo o mundo.
Um pouquinho sobre o palestrante: promotor de vendas das marcas Bosch, Continental, Metalfrio, JVC, Springer, Euro, Mirage, Logic, Natugel e Demix para todo o RS. Atuou por 15 anos no grupo BSH Continental e desenvolveu manuais e palestras para a Ambev, Coca-Cola, Kibon etc.

Futebol em tempo de Copa do Mundo

Neste ano, o time dos sorveteiros tem o sério desfalque do Lucas Eckhardt, filho do Martin, que passou por uma bem sucedida cirurgia no joelho e estará no banco assitindo ao tradicional embate esportivo - seu futebol faz falta, só não sei para quem. Portanto, como está sobrando vaga, não esqueçam dos calções, meias e tênis.

Costelão e baile

Não é pelo fato de Lajeado ter a única universidade brasileira com um curso específico sobre churrasco que o Costelão passou a ser a marca registrada do evento, mas o prato preferido do segmento será uma das atrações. Tanto que a churrasqueira, a costela e os churrasqueiros já estão na espera.

Uma dica Express

Para vencer no disputado mercado do sorvete brasileiro, é necessário diversificar o mix, buscando, principalmente, novas formas de trabalho como a venda no atacado, fornecimento para restaurantes, redes de carrinho de distribuição ou até mesmo disque-sorvete. Mas também vale-tudo na criação de sabores exóticos (flores, frutas, bebidas, frutos do mar, vegetais, sorvetes assados), pois isso é importante para garantir a visibilidade como empresa criativa, e assegurar a freqüência na baixa estação.

A Jornada vem com tudo, inclusive a Copa do Mundo

Já está tudo preparado para o mais tradicional encontro de sorveteiros do Rio Grande do Sul. E, na edição de 2006, a organização continua a incrementar a expansão do conhecimento, reforça o companheirismo e não esquece a Copa do Mundo da Alemanha, o grande evento mundial do ano.
É importante lembrar que a Jornada dos sorveteiros gaúchos tem característica única, pois possibilita o conhecimento das novidades dos fornecedores - tecnologia -, reforça o associativismo, um aspecto fundamental para a consolidação das empresas do nosso setor e possibilita a troca não-for-mal de experiências.

As reservas já podem ser feitas no Weiand Turis Hotel - hotel oficial - e os preços são especiais para todos os participantes (veja no box abaixo desta matéria).
Não dá pra perder a VII Jornada Gaúcha do Sorvete. Venha. É hora do reencontro e de torcer para a seleção brasileira chegar lá.

AGAGEL

18 de Junho de 2006

A FITHEP MERCOSUL BRASIL 2006

Publicado por Total Food em Gelados Comestíveis

já tem data: 19, 20, 21 e 22 de junho

Depois dos excelentes resultados da FITHEP 2004 Brasil e da surpreendente recuperação com crescimento da FITHEP 2005 Argentina, a Publitec já está organizando o caminho do que será a FITHEP BRASIL 2006.

A FITHEP aprofundará seu foco de feira altamente especializada com a apresentação de inovações e, o mais importante, com o melhor nível de compradores de todo o Brasil. Novidade:nova sede da FITHEP.

O diferencial da FITHEP é ser uma feira de segmento, de nicho, bem longe de feiras com público em geral. A FITHEP não permite o ingresso de pessoas não qualificadas.
Embora seja uma feira para o segmento da sorveteria, nesta edição serão incorporados novos segmentos que têm afinidades com a sorveteria.
Junto com a feira, será preparado um seminário técnico de capacitação. Para definir a temática do seminário, a organização está fazendo uma pesquisa com os visitantes da feira cadastrados em edições anteriores. Esse e outros acontecimentos de grande porte farão da FITHEP 2006 o maior evento especializado do ano e o lugar para os grandes negócios.

Publitec

14 de Junho de 2006

Sorvete é alimento e pode ser consumido o ano inteiro

Publicado por Edson Gonçalo em Gelados Comestíveis

Em países nórdicos, como Finlândia, Dinamarca e Noruega, o consumo per capita de sorvete fica em torno de 20 litros por ano. Na Argentina este consumo é de 5 litros e no Chile, de 6,5 litros. E os brasileiros, apesar de viverem num país tropical, consomem menos de 3 litros.
Isso porque existe uma mentalidade arraigada, no Brasil, de que sorvete somente deve ser consumido no verão. “As pessoas precisam desvincular o prazer de tomar sorvete somente aos dias de calor e sol. Esta atitude é, na verdade, uma limitação mental e não real, pois o tempo mais frio não impede ninguém de tomar sorvetes”, afirma Eduardo Weisberg, presidente da ABIS – Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes, entidade que representa os fabricantes de todo o país.
Eduardo Weisberg acredita que é preciso haver no Brasil uma mudança cultural e de paradigmas em torno do conceito de sorvete, que ainda não está incorporado na dieta cotidiana. “É preciso esclarecer o significado do sorvete como um alimento, que produz energia e gratificação”, completa.

SORVETE É MAIS QUE PRAZER
Empenhada em modificar esse conceito sazonal atrelado ao consumo do sorvete, a ABIS, aliada a nutricionistas, desenvolveu recentemente um estudo em que ficou comprovado que o sorvete é um alimento completo, contendo proteínas, açúcares, gordura vegetal e/ou animal, vitaminas, cálcio, fósforo e outros minerais essenciais numa nutrição balanceada.
Uma comparação com outros alimentos mostra que um sorvete possui menos calorias que um ovo frito ou um pão francês: enquanto 100 gramas de sorvete de creme possui 208 calorias, a mesma medida de pão francês tem 269 calorias e de ovo frito, 216.
O valor calórico dos sorvetes depende da sua composição, ou seja, das matérias primas utilizadas para sua fabricação. Um sorvete produzido com ovos ou leite fornecerá uma maior quantidade de proteína e gordura comparativamente a um sorvete que utiliza água. Por exemplo, em análises efetuadas a diversos sorvetes, verificou-se que 90 gramas de sorvete (peso médio por dose) podem fornecer entre 130 e 320kcal. Para estes valores contribuem principalmente o açúcar (25-59%) e a gordura (3-16%).
Os produtos à base de leite, como o sorvete, hoje são apontados como ingredientes funcionais, relacionados à saúde e são produtos de excelente qualidade nutricional e sensorial.
Os sorvetes também são uma excelente fonte de cálcio, pois podem atingir 135mg/100g. Isso é importante para as pessoas que por hábito, gosto ou intolerância à lactose, não ingerem os produtos lácteos na quantidade necessária. Em termos médios o consumo de 100g de sorvete contribui com cerca de 8 a 16% da dose diária recomendada de cálcio, um mineral essencial para a saúde de dentes e ossos, cujo consumo é importante tanto durante a infância e a adolescência, fases em que ocorrem os maiores ganhos de massa óssea como na vida adulta e maturidade, para manter essa estrutura óssea adquirida nas fases anteriores.
Os sorvetes associam prazer, conveniência, sabor, aspectos nutritivos e benefícios à saúde em uma boa medida. Em termos de conveniência e variedade, atendem todos os gostos e necessidades.

ABIS

4 de Junho de 2006

Maximizando o aproveitamento de matérias primas na industrialização de sorvetes

Publicado por Marcus Lima em Gelados Comestíveis

Um dos componentes do custo dos sorvetes é o custo das matérias-primas. As perdas promovem aumento de custo: matéria-prima perdida é sinônimo de desperdício, à medida que representa custo sem, no entanto, fazer parte do produto que se vende. Combater os desperdícios é uma opção inteligente para reduzir os custos com ingredientes, sem afetar a qualidade do produto final.

A atividade de industrialização de sorvetes é uma integração complexa de vários processos industriais: de aquecimento de massas, de transporte de fluídos viscosos, de agitação e congelamento com incorporação de ar, de embalagem de semi-sólidos. São inúmeras etapas de processamento, em que há muitas possibilidades de desperdícios: em função de retenção de sólidos não bombeados nos processos de transporte de fluidos viscosos, em função da troca de sabores, em função do ajuste de equipamentos, em função do nível de incorporação de ar entre outros. É, portanto fundamental monitorar e controlar as perdas de insumos.

A atuação de redução de perdas deve ser sistemática, baseada numa seqüência de atividades de controle e monitoramento executadas rotineiramente. São importantes pontos, para maximizar o aproveitamento dos insumos: o dimensionamento e a organização física das instalações e equipamentos de produção, o planejamento das atividades de produção, as atividades de manufatura e o registro e controle dos índices de perdas de produção.

Dimensionamento de instalações e equipamentos, layout:

Ø Layout- Disposição dos equipamentos de produção:

A industrialização de sorvetes é composta de etapas realizadas em equipamentos diferentes, tais como pasteurização e mistura, homogeneização, resfriamento, e maturação. Por isso existe a necessidade de transportar fluidos através de tubulações, de um equipamento a outro. Quanto maiores forem os espaços percorridos pelas tubulações, maior será a perda de calda nestas tubulações. Portanto, a disposição dos equipamentos (layout) deve favorecer as necessidades de transporte: pela proximidade dos equipamentos entre si, pela facilidade de dispor as tubulações em linhas retas ou com poucas curvas e pelo uso de desníveis: por exemplo, tinas em nível mais alto que produtoras, meios de utilizar o auxílio da gravidade reduzindo a necessidade de bombeamentos ou até eliminando essa necessidade.

Ø Arquitetura de equipamentos:

Planta de pasteurização, detalhe de tanques arredondados.

Tinas e tanques devem favorecer o escoamento, internamente não devem possuir cantos vivos (retos), evitando incrustações, facilitando inclusive as operações de higienização; o fundo dos tanques ou as proximidades dos registros de saída deve ser inclinado em direção ao registro de saída, favorecendo o escoa mento dos fluidos. Em tanques de maturação, a agitação não deve ser excessiva, pois favorece assim a formação de espuma. Na operação de produção a presença excessiva de espuma na calda prejudica o controle de overrun. Equipamentos de incorporação de partículas sólidas provocam uma perda de overrun, em função da agitação promovida. Na conexão destes equipamentos a produtoras de sorvete deve-se evitar a conexão de tubos de diâmetros diferentes, principalmente aqueles em que o diâmetro do tubo de entrada na incorporadora é muito inferior ao diâmetro de saída da produtora, pois isto provoca um aumento da pressão que pode promover a expulsão do ar incorporado, reduzindo o overrun. Na tubulação de saída de sorvete da incorporadora de partículas sólidas, existe uma redução de diâmetro. Esta redução não deve ser abrupta: deve ser suave, pois uma modificação de diâmetro abrupta pode promover a redução do overrun, e dependo do tamanho e resistência das Incorporadora de xaropes e caldas

partículas sólidas utilizadas torna o equipamento vulnerável ao entupimento.

Ø Porte de equipamentos de produção:

Produtora contínua de sorvetes

A escolha do equipamento de produção deve levar em conta seu nível de utilização e o tamanho dos lotes produzidos: pois para cada início de produção, haverá a perda de uma quantidade de calda em função dos ajustes iniciais de nível de congelamento e overrun, havendo também no final de produção uma perda de sorvete em função do material que fica dentro do cilindro, sobre as facas e o próprio cilindro. Essas perdas são inerentes à operação da máquina, não há meios de eliminá-las. Deve-se determinar para cada equipamento, lotes de produção que permitam reduzir esta perda proporcionalmente: se o lote padrão de produção de uma produtora for de 500 litros de calda, e entre ajuste inicial e desligamento de equipamento houver uma perda de 34 litros de calda, o percentual de perda fixo será de 6,80% do lote produzido, o que reflete um aproveitamento de matéria-prima (Rendimento) máximo da ordem de 93,20%. Quando o lote padrão de produção é elevado para 1500 litros de calda, a quantidade em kg de perda fixa em função do início e término de produção não se altera, portanto existe sua redução proporcional: dos 6,80% anteriores, a perda fixa cai para 2,25 %, permitindo um aproveitamento máximo de matéria-prima da ordem de 97,75% . Quanto maior o lote de produção de um equipamento, menor será a o percentual de perda fixa, melhorando o aproveitamento de matéria-prima. Entretanto, deve-se aumentar os lotes de produção respeitando a regra de não gerar estoques de produtos acabados excessivos: pois o estoque representa “capital parado”, estoques elevados de sorvete representam altos custos.

Planejamento das atividades de produção:

o Ordem de produção:

Definimos aqui, para analisar a influência do planejamento de produção no nível de perdas, lote de produção como uma quantidade de calda maturada dentro de um ou mais tanques de maturação, obtida da mesma formulação de calda base aromatizada, não havendo alternância de aromas ou coloração quando há mais de um tanque de maturação. Quando considerado um lote, podemos ter diversos produtos finais provenientes desse mesmo lote: embalagens unitárias como copos, embalagens de 1 e 2 litros, embalagens institucionais de 5 e 10 litros; variações de sabor com adição de xarope e inclusões etc.

Sugere-se que, ao organizarmos o cronograma de produção dentro de um mesmo lote, ordenemos da seguinte maneira:

Sorvetes “lisos” em embalagens institucionais: embalagens de 5, 10 e 12 litros são mais adequadas para se iniciar a produção. O maior tempo necessário para encher essas embalagens quando comparados a embalagens pequenas (250 ml) fornece maior confiabilidade e facilidade de ajustes iniciais do equipamento: todo ajuste feito em uma produtora (por exemplo, aumento do overrun) demora certo tempo para surtir efeito, em função de o batedor de sorvete estar sempre com uma quantidade de sorvete que deve ir sendo eliminada até que o ajuste se incorpore a calda que vai adentrando o batedor. Para sabermos se a mudança de ajuste foi correta devemos aguardar certo tempo, e novamente verificar o produto. Iniciar uma produção utilizando embalagens de volume maior traz a vantagem de que, no tempo para que ajustes façam efeito, é produzido um número menor de embalagens; a análise do efeito de um novo ajuste em embalagens maiores é feita em um intervalo de tempo superior (pois o enchimento dessas embalagens demora mais) o que induz menos o operador a erros e melhora a padronização dos lotes de produtos. A opção por produtos sem incorporação de partículas reduz a perda inicial de produção: entre outros, incorporadoras podem interferir nos pesos e na característica de congelamento do sorvete produzido; aumentando a dificuldade do ajuste inicial da produtora de sorvete, o que aumenta a perda inicial,

Sorvetes lisos em embalagens menores,

Sorvetes com inclusões em embalagens institucionais,

Sorvetes com inclusões em embalagens menores,

Para organizar lotes de produtos formulados com calda base diferente, o critério deve ser: inicia-se a produção com o produto mais claro e de sabor mais suave, ordenando sempre do produto de cor mais clara para o produto de cor mais escura e do produto de sabor mais suave para o produto de sabor mais marcante. Isto gera maior economia de tempo, pois entre as produções pode-se realizar apenas limpeza CIP (do inglês Cleaning in place –, limpeza feita via bombeamento de água e soluções de limpeza, sem a necessidade de desmontar os equipamentos de produção).

Tamanho dos lotes de produção:

Além das perdas em função de ajuste inicial e de término de produção, são fontes de perda também paradas para acoplar outras unidades ao equipamento de produção (incorporadoras de sólidos, xaropeiras). Essa perda se soma à perda fixa. É importante, portanto, que o planejamento de produção busque: minimizar paradas em função de trocas de sabores, aumentando não só os tamanhos dos lotes de produção, mas reduzindo o número de variações de sabor (via acréscimo de inclusões e xaropes) para cada lote produzido. Quando se planeja a produção deve-se considerar:

A quantidade de produção definida deve ser adequada ao lotes de produção dos equipamentos disponíveis. Quando não há condições de modificar a quantidade produzida para reduzir proporcionalmente o nível de perdas, deve-se pensar em utilizar um equipamento de menor porte, que em virtude do menor cilindro, possua uma quantidade fixa de perdas inferior.

Atividades de Manufatura :

Mistura e pasteurização , homogeneização e resfriamento:

A etapa de mistura e pasteurização é comumente feita em tanques, existindo também trocadores de placas para volumes maiores de produção (sistema contínuo). Nesses tanques, é adicionado primeiro um meio líquido, que serve como solvente para os sólidos. Depois são adicionados sólidos, que devem seguir a ordem :

Leite em pó e sólidos de leite: deve haver especial cuidado na maneira como são despejados no tanque, pois tendem a formar “grumos” (aglomeração dos grânulos), podem não se hidratar e formar um halo escuro no tanque. Despejar o leite (e isso vale para os demais sólidos) lentamente, sobre toda a superfície do líquido e com a agitação do tanque ligada.

Xarope de Glucose em pó: Quando utilizado o xarope de glucose em pasta, deve ser adicionada por último, juntamente com a gordura vegetal hidrogenada,

Cacau alcalino,

Estabilizante pré-misturado em açúcar: a pré-mistura em parte do açúcar que faz parte da formulação melhora a dispersão e, por conseguinte a hidratação dos estabilizantes, protegendo contra a formação de “grumos” (aglomeração dos grânulos). Deve-se evitar que os estabilizantes sejam adicionados ao tanque de pasteurização em temperaturas superiores à 45o C, o que pode provocar o encapsulamento dos grânulos de estabilizantes, formando uma película vitrificada ao redor dos grânulos que impede sua hidratação e reduz seu desempenho.

Açúcar,

Gordura Vegetal Hidrogenada,

Homogeneização e trocador de placas: existe perda fixa esperada nestas etapas, pois permanecerá, após a passagem da calda, uma quantidade de calda no interior do equipamento. Pode haver perdas em função de vazamentos de calda, o que pode ser fruto de falhas na montagem dos equipamentos, elementos de vedação (anéis, gaxetas) em mal estado de conservação.

Ø Maturação: na maturação a calda é mantida a 4 o C, sob agitação controlada para possibilitar a cristalização da gordura. As perdas possíveis estão entre o circuito de pasteurização e o tanque de maturação, em função da retenção de uma parcela de calda no homogeneizador, trocador de placas no resfriamento e na tubulação que liga o trocador de placas à respectiva tina de maturação. Sugere-se, como meio de controle, primeiro medir e documentar a densidade de cada diferente calda base e em seguida, construir uma régua com uma placa de aço inox grau alimentício. As graduações na régua podem ser feitas com quantidades conhecidas de água: acrescenta-se ao tanque uma quantidade de água pré-medida, coloca-se a régua em posição perfeitamente vertical, marcando o nível atingido pela água, que será correspondente ao volume de água adicionado. Procede-se da mesma forma com diferentes volumes, tomando o cuidado de ficar a régua no mesmo ponto do fundo do tanque e mantê-la sempre em uma vertical perfeita. Como a densidade da água é 1g/ml, a medida do tanque obtida com a régua para cada volume se refere a uma quantidade em litros. É possível, utilizando esta régua graduada, medir a quantidade em litros de calda no tanque de maturação, bastando multiplicar pelo valor da densidade para obter a massa em kg do tanque. Ao construir uma régua de inox para medir o volume de calda presente em um tina, deve-se considerar utilizar essa régua apenas em tinas de dimensões, formato e capacidade semelhantes, sendo recomendável uma régua para cada tina. Quando se utiliza uma régua graduada para medir um tanque de 1000 litros de forma cilíndrica em um tanque de 500 litros de forma quadrada a medida obtida não possuirá nenhuma precisão. É importante ressaltar que este método de medição de caldas está sujeito a variações: na densidade, na leitura da régua etc; no entanto fornece um número que possibilita de certa forma conhecer o nível de perda de calda entre o circuito de pasteurização e as tinas de maturação. Outra opção para medir a quantidade de calda nos tanques de maturação é sua instalação sobre células de carga, que permite medir o peso de calda total de maneira mais confiável.

o Produção : o ajuste inicial do equipamento é fundamental para reduzir o nível de perdas. Deve-se, em se tratando de equipamento contínuo, primeiramente encher o cilindro com calda de sorvete, fechando a saída do cilindro. Liga-se batedor e sistema de frio. Normalmente os equipamentos de produção têm medidores de pressão no cilindro (medida indireta do overrun, quanto maior a pressão no cilindro maior a quantidade de ar incorporada) e de amperagem (medida de corrente elétrica) do motor do batedor (medida indireta do nível de congelamento do sorvete, quanto maior a corrente elétrica necessária ao giro do motor maior a consistência do sorvete, que portanto estará mais congelado). Deve-se ajustar overrun e nível de congelamento antes de abrir a saída de sorvete do equipamento, isto evita geração excessiva de perdas iniciais. Ao abrir a saída de sorvete, recomenda-se que o início de produção seja feito a baixa velocidade : até que o equipamento atinja seu regime de funcionamento, podem haver variações na característica nos parâmetros ajustados ( nível de congelamento, overrun). Pode-se registrar os parâmetros de ajuste para cada tipo de calda. Em cada produtora os parâmetros podem ser diferentes. Ajustes de peso e de nível de congelamento durante a produção devem ser criteriosos: quando se modifica o ajuste do equipamento de produção, deve-se levar em conta que o efeito do novo ajuste demora alguns minutos para ser notado. Isto porque, ao se mudar um parâmetro de operação de um equipamento a modificação não ocorre sobre uma quantidade de produto já produzida no interior do cilindro, as alterações de ajuste vão surtir efeito sobre a calda que passa a entrar no cilindro depois do ajuste, e esta calda ainda permanece certo tempo dentro do cilindro do equipamento.

Durante a produção é importante monitorar o peso de sorvetes. Se houver o acréscimo de incluões (partículas sólidas, xaropes, massas pastosas), deve-se monitorar também as quantidades de inclusões adicionadas a cada pote de sorvete e o peso de inclusões consumido ao longo da produção. O controle da quantidade de inclusões por pote de sorvete pode ser feito, utilizando o método de derretimento: vira-se o conteúdo do pote em uma peneira de tamanho grande, lavando-o com água. Sobram as partículas sólidas, que devem ser pesadas. Tal método só pode ser empregado quando se trata da medição de partículas sólidas.

o Armazenagem e distribuição:

Comumente, a causas de perdas de produtos armazenados se refere à condições advindas de refrigeração insuficiente, mal distribuída ou ineficaz.

No caso do uso de embalagens institucionais (caixas de papelão revestidas), é importante que o congelamento do sorvete na saída da produtora seja observado e monitorado para atingir um nível satisfatório. Isto porque as caixas de papelão são ao mesmo tempo embalagens primárias e embalagens de embarque; e quando empilhadas a resistência da embalagem aumenta se o produto no interior da caixa estiver mais consistente. Quando se produz sorvete embalado em caixas de papelão e o nível de congelamento na saída da produtora é baixo, pode-se favorecer a deformação das embalagens no empilhamento para armazenagem em câmara-fria.

A manutenção da temperatura de armazenagem da câmara-fria nos menores patamares possíveis é fundamental. Algumas das causas das variações de temperatura em equipamentos de refrigeração de sorvetes são:

Ø funcionamento inadequado do equipamento O funcionamento inadequado do equipamento de refrigeração pode ser prevenido executando periodicamente sua manutenção preventiva, com auxílio de um profissional especializado.

Ø ciclo de funcionamento do equipamento: O funcionamento dos compressores de refrigeração de ar não é contínuo, é intermitente, composto de ciclos de degelo em que são desligados, pode haver nestes momento pequenas variações de temperatura.

Ø Operações normais de produção: armazena-se sorvete recém produzido ao longo da produção, ocorrendo um aumento da temperatura de câmara-fria durante o período de produção. Tanto pela abertura da câmara para armazenar o produto recém-produzido, quanto pelo fato de o produto produzido estar normalmente a temperatura muito mais alta do que a câmara-fria (-5º C no produto recém produzido contra – 25º C na câmara-fria). Minimizar este efeito é possível quando se emprega a menor temperatura possível para se retirar da produtora o sorvete recém produzido, bem como quando se faz a utilização de cortinas de ar nas portas da câmara-fria (que evitam a entrada do ar quente quando de sua abertura). As operações de carregamento e separação de cargas são também fonte de variações na temperatura da câmara-fria. Sobre essas, recomenda-se que a separação das cargas seja feita internamente à câmara, sendo a carga de sorvete só removida da câmara depois de separada, e sendo imediatamente carregada em veículo previamente refrigerado. É ideal o uso de antecâmaras (salas refrigeradas fora da câmara para manipulação de cargas em carregamento). Essas precauções, além de evitar o aumento da temperatura da câmara-fria, danoso para os produtos armazenados, evita a excessiva exposição ao calor dos produtos em carregamento e reduzem o consumo de energia elétrica da cadeia-fria da indústria de sorvetes.

Controles, registros e mensuração de perdas

A mensuração de perdas consiste em calcular índices de perda. Usualmente se faz para cada lote produzido, utilizando os dados registrados em diversas etapas de processo, como as listadas abaixo:

o Na pasteurização : Deve-se registrar, para efeito de perdas, a quantidade de matérias primas adicionadas no tanque de pasteurização e o lote de cada matéria-rpima, para cada lote produzido. Essa quantidade será descrita aqui como Q.

o Na maturação : Disponso-se de réguas de medida de volume de tanque, medir e registrar o volume de calda no tanque Ao medir o volume do tanque de pasteurização, obtem-se um valor V. Esse valor, quando multiplicado pela densidade da calda, nos fornece uma massa M em kg, que é aproximadamente a quantidade em kg de calda que está na tina. Deve ser registrada, nesta fase, qualquer massa adicionada (como polpas de frutas, caldas, entre outros). Estas massas adicionadas serão simbolizadas por Mmt.

o Na produção: Quando se acrescenta partículas sólidas, sementes oleaginosas, castanhas, chocolate, xaropes líquidos ou pastas é necessário registrar o peso adicionado para cada lote produzido. A este peso denominaremos Pagr. É importante controlar e registrar os pesos líquidos do produto acabado antes de ser embalado e levado à câmara. Recomenda-se que se pese e registre, periodicamente (por exemplo, de 10 em 10 minutos) o peso das algumas unidades de embalagens ao longo da produção. Obtém-se uma média de pesos líquidos para cada tipo de embalagem produzida (por exemplo, copo de 200 ml, pote de 1 litro, caixa de 10 litros) . Essa média é aqui chamada Pmed.

o Na armazenagem: A cada lote é necessário registrar a quantidade produzida. A tomada deste registro, para efeito de perdas, deve ser feita na entrada do lote na câmara-fria. Isto porque, no trajeto produção x câmara-fria pode haver algum tipo de perda. A quantidade de peças produzidas e que deram entrada no estoque, aqui chamaremos de Prod.

Rendimento- Aproveitamento de insumos

O Índice de Aproveitamento de Insumos ou Rendimento é uma relação matemática, expressa em porcentagem (%) e calculada da seguinte forma :

R: (Prod x Pmed + Prod 1 x Pmed 1…) x 100

Q + Mmt+ Pagr

(peças produzidas por tipo de produto x peso médio de cada embalagem) /( kg de calda pasteurizada+ kg de agregados adicionados ) x 100. Considerar todos os diferentes tipo de embalagens produzidas no lote em questão e seus respectivos pesos médios (por isso usa-se Prod-1 x Pmed 1 : produziu-se um segundo produto).

Em um exemplo numérico:

Peso de Calda Base
Peso de agregados adicionado
Embalagens produzidas

1.100 kg
53 kg
10 litros: 53 embalagens

1 litro: 1000 embalagens

500 ml: 800 embalagens

Peso médio produto 1
Peso médio produto 2
Peso médio produto 3

5, 3 kg
0,56 kg
0,26 kg

Aplicando a fórmula :

R : ( 53 x 5,3 + 1.100 x 0,56 + 850 x 0,26) x 100 R = 90,90%

( 1.100 + 53)

A relação retorna uma percentagem que significa pode ser assim lida:

Rendimento de 90,90% significa que para cada 100 kg de matéria-prima introduzida no início do processo, 90,90 kg transformaram-se em produto acabado e 9,10 kg foram perdidos ao longo do processo. Importante ressaltar que os próximos índices expostos servem para entender este índice.

OBS: Quando os índices de peso forem superiores à 100,00%, isso pode ser indicativo de que os massas de entrada não forma corretamente consideradas ( massa pasteurizada, massa de agregados ou massa de polpas acrescentada na pasteurização) .

Aproveitamento no circuito pasteurização- maturação

O Índice de perdas no circuito pasteurização-maturação é calculado da seguinte forma :

R’:(V x d) + Pagr x 100

Q + Mmt+ Pagr

Onde: V é o volume de calda medido no tanque de maturação. D é a densidade para a calda em questão.

Em um exemplo numérico:

Peso de Calda Base
Peso de agregados adicionado
Densidade da calda

1.100 kg
53 kg
1,10 g/ml ( ou kg/litro)

Massa adicionada maturação
Volume de calda medido pela régua

Não houve.
967 litros, aproximadamente

R’ : ( 967 x 1,1 ) +53 x 100 R = 96,80%

( 1.100 + 53)

Aproveitamento de 96,80% no circuito pasteurização maturação significa que, de cada 100 kg pasteurizados, 97,50 kg chegaram a maturação e cerca de 3,20 kg foram perdidos entre a pasteurização e a maturação.

Perdas no circuito maturação, produção e entrada em estoques

R’’: R’– R

A perda após a saída da maturação, na operação de produção do sorvete e entrada em estoques pode ser obtida com o seguinte cálculo:

R’’: 96,80 % – 90,90 %

R’’: 5,90 %

Com um exemplo numérico :

No nosso exemplo, temos um índice de perdas de 5,90% entre maturação, produção e entrada em estoques. Para cada 100 kg de matéria prima que entraram em processo 5,90 kg foram perdidos entre maturação, produção e entrada em estocagem.

Analisando e utilizando os índices

O índice de rendimento serve para se ter uma visão global do nível de perdas total em processo. Essas perdas são advindas de tudo o que foi exposto: perdas intrínsecas à planta de produção, layout e equipamentos; perdas em função de condições de processo, operação dos equipamentos, peso das embalagens produzidas, perda de embalagens prontas na câmara. Os índices de aproveitamento no circuito de pasteurização – maturação, e de perdas no circuito maturação – produção – estocagem, servem para localizarmos em que fases e operações do processo de industrialização de sorvetes está o maior percentual de perdas. Junto com a análise dos registros de controle de pesos de cada lote e demais registros, isto nos permite verificar em que etapa se perde mais para que se possa atuar e estabelecer um plano de ações, possibilitando o enquadramento dos níveis de perdas em um patamar aceitável. É importante que haja, portanto, o hábito de acompanhar continuamente as perdas no processo de industrialização.

Concluímos com a ressalva de que os índices apresentados, por serem obtidos a partir de dados do processo de industrialização, não controlam o nível de perdas advindo das operações de armazenagem dos produtos em câmaras- frias por grandes período e de transporte, distribuição e comercialização de sorvetes; sendo estas etapas também importantes de perda sobre as quais se deve manter certa vigilância.

Marcus Lima

Assistência Técnica – Gelados Comestíveis

Genkor Ingredientes Ltda.

(11) 9940 4918

Quando pensar em compras, lembre-se, Food Shop.

27 de Março de 2006

Medidas operacionais para melhoria de qualidade na industrialização de gelados comestíveis

Publicado por Marcus Lima em Gelados Comestíveis

Marcus Lima *

O processamento industrial de gelados comestíveis é composto de uma série de etapas, todas com elevada importância para obtenção de um produto final de qualidade. Estas etapas envolvem aquecimento e resfriamento de massas relativamente grandes e processos de bombeamento de fluidos viscosos, que despendem grandes quantidades de energia e são custosos para a indústria. O controle de parâmetros de produção e a adoção de certas precauções nesses processos auxiliam a atender tanto a necessidade de controlar a qualidade quanto à necessidade de racionalizar o processo de produção.

ELABORAÇÃO E PASTEURIZAÇÃO DE MISTURAS

Mistura e Pasteurização

A Mistura consiste em acrescentar os sólidos ao meio líquido, com o intuito de obter uma mistura líquida e homogênea, e é feita em paralelo com o aquecimento da pasteurização. Tem a função de completar a hidratação dos sólidos e principalmente dos estabilizantes. A pasteurização de calda é um tratamento térmico que consiste em elevar a temperatura de calda e reduzi-la rapidamente. Tem o objetivo de eliminar os microorganismos patogênicos (causadores de doenças) e reduzir a contagem total de microorganismos à níveis seguros. No Brasil, a pasteurização de gelados comestíveis a base de leite tornou-se obrigatória a partir da instituição da Portaria n. 267 de 2003, que estabelece dois processos: para o processo em batelada (pasteurização com aquecimento em tanques) a temperatura é de 70º C por 30 minutos com resfriamento a 4º C. Para equipamentos com pasteurização contínua a temperatura é de 80º C por 25 segundos. O uso de leites processados (em pó, leite pasteurizado ou leite UHT) é obrigatório e não elimina a necessidade de pasteurizar a calda de gelados comestíveis. A pasteurização de calda traz benefícios para a qualidade do gelado comestível, como: melhor mistura dos ingredientes, com benefícios para dissolução dos pós; ativação de emulsificantes e de alguns hidrocolóides. Na pasteurização é importante observar:

A ordem de adição dos ingredientes: o meio líquido é adicionado primeiro. Recomenda-se que a ordem de adição comece dos ingredientes menos solúveis para os mais solúveis:

o Leite em pó e derivados lácteos,
o Xarope de glicose em pó, (Xarope líquido deve ser adicionado às temperaturas altas),
o Estabilizantes: recomenda-se a pré-misturas dos estabilizantes em açúcar, pois esta previne a aglomeração dos grânulos de estabilizante e melhora sua dispersão e hidratação. A água do tanque não deve exceder a temperatura de 45o C, pois isso pode promover o encapsulamento (formação de uma película vítrea em volta dos grânulos, impedindo a hidratação dos estabilizantes),
o Açúcar,
o Gordura vegetal hidrogenada e Manteiga: recomenda-se que sejam fracionadas em pequenos pedaços antes de adição ao tanque, e que sejam adicionadas quando a temperatura do tanque for de cerca de 50o C. Em especial em relação à manteiga não deve ser posta congelada em tanques, pois a resistência mecânica pode promover o desgaste dos motores dos agitadores dos tanques.

HOMOGENEIZAÇÃO

O homogeneizador é uma bomba tipo êmbolo. A calda é impulsionada por um cilindro, passando através de um orifício pequeno. O aumento da pressão, exercido pela passagem em alta velocidade da calda por uma área pequena produz a redução de tamanho os glóbulos de gordura. A homogeneização melhora a incorporação de ar, possibilitando mais incorporação de ar no produto final e que o ar seja incorporado em mais células de tamanho menor, o que favorece uma melhor aparência, textura e corpo no produto final. A homogeneização também promove uma maior estabilidade da emulsão de gordura e água presente no gelado comestível. Alguns parâmetros importantes:

o A temperatura de homogeneização deve ser igual ou superior a 65 C. Homogeneização feita a frio possui em efeito similar ao da falta de homogeneização, pois não há a redução da dimensão dos glóbulos de gordura,
o Deve ser respeitada a pressão de homogeneização. Quanto maior o teor de gordura menor deve ser a pressão empregada: em uma mistura com 14% de gordura devem se utilizar pressões entre 1500- 1800 psi; enquanto em um teor de gordura de 8% se recomendam pressões entre 2300- 2500 psi,
o Entre o pasteurizador e o homogeneizador deve existir um filtro para retenção de partículas sólidas, estas poderiam promover danos aos pistões do homogeneizador,
o O processo de homogeneização depende entre outras: de que as vedações e anéis do pistão e válvula de entrada e saída estejam em bom estado, sem desgastes (ranhuras, riscos). Vedações e válvulas gastas podem gerar ineficiência de homogeneização.

MATURAÇÃO

A etapa de maturação corresponde a manutenção da calda a temperaturas de 4 C sob agitação, durante um período de tempo (usualmente entre 4 e 24 horas). Os efeitos positivos da maturação são de dois tipos: os relacionados à gordura da calda e os relacionados aos estabilizantes.

Com relação às gorduras, a baixa temperatura utilizada promove a cristalização das gorduras e adsorção das proteínas do leite sob sua superfície. A partir desta modificação obtida pelo uso do frio, obtém-se um produto final com corpo e texturas superiores e com maior capacidade de aeração (mantendo uma aparência melhor, com células de ar menores). Com relação aos estabilizantes, a manutenção da calda por um período em agitação promove sua melhor hidratação, potencializando os efeitos de resistência ao derretimento e choque térmico, e melhoria de corpo e textura.
Alguns pontos importantes a observar na maturação:

o É importante a correta escolha do estabilizante, para evitar a formação excessiva de espuma. Esta espuma pode prejudicar na homogeneidade após a adição de aromas e corantes, além de prejudicar no rendimento: a espuma dificulta o bombeamento para a produtora, gerando uma perda de calda maior que o necessário no final da produção,
o Temperaturas inferiores a 4 C podem ser utilizadas, reduzindo-se desta maneira o tempo necessário de maturação. Estas temperaturas inferiores são inclusive benéficas, dentro de certo limite, para a passagem nas produtoras de gelado comestível, pois aceleram o congelamento de calda,
o É importante observar que a agitação não seja excessiva e em velocidade muita alta, o que pode favorecer a formação de espuma,
o A adição, nesta fase, de gelado comestível recém produzido deve ser evitada. Entre outros, o uso de gelado comestível recém produzido promove a formação de espuma e pode, em função das baixas temperaturas do tanque de maturação, promover a falta de homogeneidade (pois o gelado comestível não derrete facilmente) ou o aumento da viscosidade, prejudicando as características de bombeamento de caldas,

AROMATIZAÇÃO

Esta etapa consiste na adição de aromas, corantes, polpas de fruta etc. ao gelado comestível.

o Com relação à homogeneização de aromas e corantes, é recomendável que se retire uma fração da calda do tanque de maturação e se utiliza um misturador de maior potência. Isto porque pode não haver agitação no tanque de maturação suficientemente veloz para promover uma correta mistura de aromas e corantes à calda,
o Ainda sobre aromas, uma armazenagem incorreta, que exponha o produto a temperaturas excessivas, correntes de ar ou luz; que o coloque em embalagens que não estejam corretamente fechadas, reduz de maneira significativa o seu funcionamento,
o Com relação adição de polpas de fruta, deve-se observar a incorporação à calda de sucos ou pastas concentradas fluidas. Isto facilita a mistura à calda. Deve-se também observar que sejam isentas de sementes, fibrosidades de grandes dimensões (como “fiapos” de manga) ou outras substâncias que possam obstruir o sistema de incorporação de ar das produtoras ou precipitar no tanque de maturação. Peneirar a polpa ou suco antes de adicioná-lo é uma boa medida para evitar estes riscos,
o Quando da adição de ácido cítrico a calda, recomenda-se a sua mistura a água, na proporção de 1:1. Desta maneira sua dispersão na calda é melhorada,

PRODUÇÃO

A calda de gelado comestível é congelada com agitação e injeção de ar, na produtora. Nesta fase ocorre a incorporação de ar e o congelamento de parte da água presente na calda, o que pode chegar à cerca de 50% do total de água do produto. Do ponto de vista de qualidade, quanto maior o teor de água congelado na produtora melhor será a qualidade do produto acabado, no entanto é importante observar que este congelamento interfere na capacidade de tomar a forma da embalagem que o gelado comestível possuirá: um aumento excessivo da consistência em função do alto teor de água congelada pode dificultar o envase do produto, que não se molda e deixa pequenos espaços não preenchidos na embalagem. É importante equilibrar facilidade de embalagem e teor de água congelada. Algumas medidas importantes em produção de gelados comestíveis:
o A temperatura de entrada de calda na produtora influi diretamente na velocidade e qualidade de produção. Quanto menor a temperatura de entrada, maior será a velocidade de produção. Vale lembrar que isto é válido até um limite, pois temperaturas excessivamente baixas aumentam a viscosidade dificultando o bombeamento de calda, e podem congelar mais rapidamente do que a capacidade da bomba de saída, ocorrendo o travamento do motor do batedor, que não gira em função do excesso de consistência,
o As facas e o cilindro devem estar em perfeito estado. O gelado comestível é congelado pelo contato com o cilindro. Os cristais de gelo formados são longos e em forma de ramos, conhecidos como dentritos. Estes dentritos são quebrados em vários pequenos cristais pela ação das facas, sob estes pequenos cristais se cristalizará o restante da água na armazenagem do produto. O estado de conservação das facas é fundamental para obter cristais pequenos, que darão uma textura suave ao produto final. Facas gastas podem gerar um produto final com textura grosseira, cristalizada,
o O controle da temperatura do gelado comestível na saída da produtora é fundamental. Para gelado comestível a base de leite, com uma formulação contendo 16 % de açúcares, 8% de gorduras, 10% de SNGL e 34% de sólidos totais é recomendada uma temperatura inferior à – 5o C. Para os estabelecimentos produtores que não possuem termômetros, uma medida indireta do nível de congelamento do gelado comestível é a amperagem do batedor, que é normalmente indicada em um painel do equipamento. Quanto mais congelado estiver o produto, mais resistência oferecerá ao giro do batedor, fazendo aumentar a corrente elétrica no motor e, portanto sua amperagem. Esta medida, se utilizada, deve ser definida para cada tipo de calda,
o A regulagem da quantidade de ar deve ser feita no início da produção. Sugere-se que as produções iniciem por embalagens de dimensões maiores, como 10 litros, o que fornece mais tempo para o ajuste de peso. É importante observar que, a redução da quantidade de calda no tanque de maturação interfere nas características de incorporação de ar, sendo um ponto a observar durante a produção. O peso deve ser monitorado ao longo da produção,
o Na produção de sorbets e sherbts, produtos a base de fruta e com teor normalmente baixo de gorduras e proteínas, é comum o aparecimento de células de ar grandes. Nesses produtos recomenda-se menor incorporação de ar. Uma medida para melhorar a aparência do produto é aumentar a temperatura de saída da produtora, o que torna o produto menos consistente, e com aparência mais lisa,
o Na produção de gelados comestíveis com misturas de inclusões (castanhas e xaropes) utilizando alimentadoras (equipamentos automáticos de mistura de sólidos) recomenda-se que a temperatura de extração da produtora seja a menor possível e que se aumente a incorporação de ar. Isto porque, na passagem pela alimentadora o produto se aquece levemente, e pela agitação feita para incorporar os sólidos, perde ar. Para a produção de gelado comestível com mistura de xaropes líquidos é importante o nível de congelamento, pois auxilia a resistência à migração do xarope, que poderia manchar o gelado comestível,
o A utilização, para lacrar a embalagem, de lacres termoencolhíveis, e também o uso de películas para agrupamento de embalagens unitárias; pelo sistema de túnel de encolhimento por ar quente, é extremamente danoso para o gelado comestível. O aquecimento das embalagens provoca o derretimento dos cristais de gelo, promovendo sua recristalização em cristais de gelo de tamanho maior.

ARMAZENAMENTO

O armazenamento de gelados comestíveis é feito em câmara-fria. A legislação à respeito, a portaria N. 267 de 2003, determina que a temperatura mínima de armazenamento do gelado comestível seja se -18 C.
No armazenamento, é congelada ainda grande quantidade de água do gelado comestível. À temperatura de -25 C aproximadamente 90% da água de uma sorvete com formulação de 8% de gordura, 10% de SNGL, 16 % de açúcares e 34 % de sólidos totais estará congelada.
o A armazenagem deve ser feita rapidamente, evitando que o gelado comestível fique por grande período dentro da área de produção depois de produzido. É recomendável a utilização do túnel de congelamento, normalmente uma seção da câmara fria com temperatura inferior ( por exemplo, -40o C), onde o congelamento final ocorre em um tempo menor, promovendo a formação de cristais de gelos menores,
o A disposição dos produtos deve favorecer o fluxo do ar frio. É recomendável que os produtos sejam armazenados em paletes utilizando-se de arranjos que deixem vão livre entre as embalagens, pois apesar de ocupar mais espaço, este tipo de armazenagem favorece a circulação de ar e evita que gelados comestíveis armazenados no centro de paletes recebam menos ar frio,
o Embalagem de embarque para potes, picolés e monoporções podem receber orifícios, o que aumenta o contato do ar frio com os produtos,
o Nos produtos envasados em caixas de 10 litros revestidas com filme plástico, o nível de congelamento do produto e sua consistência são fatores importantes para a resistência mecânica da embalagem,
o Deve-se monitorar constantemente a temperatura de armazenagem,
o A utilização de cortinas de ar na porta das câmaras frias é uma forma de evitar, quando de sua abertura, a perda de ar frio para o ambiente. É extremamente útil, pois reduz as flutuações de temperatura que poderiam provocar danos a textura dos gelados comestíveis armazenados,

CONCLUSÃO

Existem vários parâmetros no processo de industrialização de gelados comestíveis que são fundamentais para obter produtos de boa qualidade. Tempos e temperaturas de pasteurização, resfriamento de calda, pressão de homogeneização, tempos e temperaturas de maturação, pesos, temperatura de extração da produtora, temperatura de armazenagem e manipulação da câmara-fria; todos estes parâmetros interferem maciçamente na qualidade do produto final. É importante que cada empresa especifique e monitore continuamente esses parâmetros. O estudo dos registros dos controles de processo auxilia a entender e localizar novas fontes de desvio, aprimorando o processo e a qualidade do produto.

* Marcus Lima, assistente técnico da Genkor Ingredientes Ltda

Para maiores informações

www.totalfood.com.br

22 de Fevereiro de 2006

Ice Cream in China

Publicado por Total Food em Gelados Comestíveis

2002-10-10


Chances are good that the ice cream you buy in China is made with equipment from Tetra Pak Hoyer, since 50 percent of the ice cream machinery in China is sold by the company.

China is in some years expected to become the biggest market for ice cream, considering the population size and ice cream consumption growth.

Today, China is the second largest market, with only Americans consuming more ice cream. There is an enormous scope of expansion in China. Each Chinese person eats only 2 litres of ice cream a year, compared to the USA per capita consumption of 20 litres.

Read more in Business relations/Business stories.

- Elin Walfridsson

21 de Fevereiro de 2006

DQS e ABIS

Publicado por Total Food em Gelados Comestíveis, Sistemas de Gestão

DQS e ABIS - Irineu e Eduardo

Hoje estivemos participando da reunião com o Sr Eduardo Weisberg presidente da Associação das Indústrias de Sorvetes e o Sr Irineu Luttenschlager Gerente técnico da certificadora DQS. Na oportunidade discutida a possibilidade da parceira DQS e ABIS para certificação do Selo ABIS de qualidade.

21 de Fevereiro de 2006

Selo ABIS de qualidade

Publicado por Total Food em Gelados Comestíveis, Sistemas de Gestão

Selo ABIS - Selo ABIS

O Brasil apresenta um consumo muito abaixo do seu potencial, tanto na produção total de sorvetes, como no consumo per-capita, ficando atrás de países com populações menores e de climas mais frios, teoricamente desfavoráveis ao consumo deste produto.

Estimando-se que temos em torno de oito mil empresas no setor de sorvetes no Brasil, e considerando que cada empresa possa empregar, formalmente aproximadamente cinco funcionários, teremos um número aproximado de 40 mil pessoas trabalhando, diretamente, com a fabricação e comercialização de sorvetes neste mercado.

Com a simples duplicação do consumo de sorvetes no Brasil, o que ainda estaria abaixo do potencial consumo do produto, e desconsiderando os setores de fornecimento de matérias-primas, equipamentos e insumos, poderíamos ter um aumento significativo no número de pessoas ocupadas em atividades remuneradas neste setor, melhorando a qualidade de vida para parte da população e gerando divisas para o país.

Um dos obstáculos para o aumento do consumo de sorvetes está na maior exigência dos consumidores em relação à qualidade do produto que adquire, tanto em relação aos aspectos higiênico-sanitários e de identidade e qualidade contra a fraude econômica. O crescente número de consumidores preocupados com a sua saúde, e de não serem fraudados, faz com que aumente a pressão para que as empresas do setor alimentício se preocupem com a qualidade e identidade dos produtos que fabricam.

Outro problema que o setor de sorvetes enfrenta é a sazonalidade na comercialização de seus produtos. Por ser considerado um produto supérfluo e não como um alimento, este produto é pouco consumido no Brasil durante o inverno, onde estima-se que haja uma queda de até 70% na produção e comercialização de sorvetes em relação ao verão.

Uma das alternativas para se diminuir esta sazonalidade é a melhoria da confiança dos consumidores nos produtos que adquirem. Para isto será necessário o desenvolvimento da certificação dos produtos das empresas deste setor, através do Selo de Qualidade da ABIS.

A criação do Selo ABIS de Qualidade, pela Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes – ABIS, proporciona a garantia de que os processos / produtos das empresas de sorvetes, no que diz respeito às operações de elaboração e preparação dos alimentos, estarão em conformidade com os padrões internacionais, necessários para se obter um alimento seguro para a saúde do consumidor e isento de fraudes econômicas.

Para que as organizações que compõem a cadeia produtiva de sorvetes recebam este Selo, estas terão que passar pelas auditorias de um Organismo Certificador Independente, que analisará as condições dos produtos, e das suas condições de fabricação, mostrando ao fabricante o que está ou não em conformidade com a ISO 22000:2005“Requisitos de gestão da segurança de alimentos para qualquer organização da cadeia produtiva de alimentos” e os padrões de identidade e qualidade estabelecidos pela ABIS em concordância com as normas estatutárias e legais.

A certificação do Sistema de Gestão da Segurança de Alimentos APPCC emitido pelos organismos certificadores é pré-requisito para a obtenção do Selo ABIS de Qualidade e habilita as empresas do segmento de sorvetes a exportar seus produtos para o mercado internacional.

21 de Fevereiro de 2006

Curso em Angola

Publicado por Total Food em Gelados Comestíveis

Genkor em Angola - Angola

Alguns momentos de nossa companheira Dolores Lustoza, Gerente Tecnica da Genkor Ingredientes, na sua estada em Luanda aonde teve oportunidade de apresentar tecnicas da produção de um bom sorvete. Os Angolanos tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais deste nutritivo produto.